Delfim diz ser a empregada doméstica um ‘animal’ que ninguém mais terá

Antônio Delfim Netto comparou a empregada doméstica a um bicho de carga. “Quem teve este animal, teve; que não teve nunca mais vai ter”, afirmou durante entrevista ao Canal Livre, da Band, no dia 4.

O Instituto Doméstica Legal, em representa 7,3 milhões de trabalhadoras domésticas, registrou em cartório um pedido para que o ex-ministro da Fazenda pedisse desculpas pela ofensa.

O ex-ministro da Fazenda já se desculpou e disse que "em momento algum desejou referir-se à classe das empregadas domésticas de maneira pejorativa”.

Falou que os representantes das empregadas domésticas fizeram "tempestade num copo d'água".

"Os economistas (eu, inclusive) usam a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."

Com informação da Agência Estado.

junho de 2008

Comentários

  1. Os representantes das domésticas deveriam ter ficado calados, porque não entenderam o que Delfim quis dizer.

    No mais, registra-se que esse "animal" está em extinção por causa da ascensão das classes C e D, e não, claro, por bondade da classe média.

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  2. José Francisco Garcia10 de maio de 2011 23:25

    Ora Paulo, nos poupe!Como você ousa mandar os representantes de uma classe ficarem calados?Você agora é censor?Antes defender a mais imundas das latrinas do que esse cretino do Delfin Neto qué um arrogante prepotente, que enterrou o Brasil
    em divídas, condenando gerações a inflação,estagnação econômica e outras mazelas que impediram o desenvolvimento de milhões de brasileiros.Qualquer pessoa pública, deve pensar antes de falar, não basta parecer tem que ser.Este sujeito decadente, vive no ocaso que é o seu lugar por merecimento, sua falácia e "kaô economiquês" não engana mais ninguém.Mencionar como animal em extinção é denegrir sim, trata-se de profissão regulamentada que merece respeito, ele que se diz letrado teria muitas opções: Essa profissão em extinção, estão desaparecendo,A migração das domésticas para outras atividades e muitas outras opções.Eu gostaria de ver se alguém disesse "Essa bicha gorda" se o Paulo defenderia,vocês não entenderam, ele quiz dizer em portugês de Potugal "Essa fila grande" não quis xingar o ex-ministro.

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  3. O Delfim Neto pode não ser santo, mas não houve ofensa alguma neste caso. Ele usou uma figura de linguagem muito comum, chamada "metáfora", que parece estar em extinção nestes tempos sombrios de totalitarismo politamente correto. O Paulo Lopes explicou perfeitamente o sentido do que Delfim Neto quis dizer no comentário acima. Aquela empregada que ficava trinta anos com uma mesma família, via os filhos do patrão crescer etc, isso não existe mais. É uma simples constatação da realidade. Agora, ter que explicar uma metáfora é o fim da picada...

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  4. Acho que o Paulo , em sua defesa ao gordo ex-ministro, está no caminho certo, todavia o comentário do José Francisco 'acertou na veia'.

    Sobre o último parágrafo...
    "Os economistas (eu, inclusive) usam a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."...certamente não ficariam ofendidos, são predadores natos, canibais...

    Wander

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  5. Paulo, desculpe-me, se eu não conhecesse Delfim Netto de outros carnavais, desde os longíncuos - felizmente - tempos da Ditadura, onde ele habitou 3 ministérios diferentes (Fazenda, Agricultura e Planejamento) durante 3 governos distintos (e não fez nada que preste em nenhum deles, diga-se), eu até concederia que poderia ter sido apenas uma figura de linguagem. Mas Delfim é egresso de um setor e de uma concepção de sociedade onde este tipo de comentário não é tão inocente e despropositado quanto parece - por mais que em nosso métier estejamos habituamos a escutá-los.

    Na verdade o mais estranho de tudo nem é o comentário em si, porque como eu disse isso é uma ótica dominante em certos setores da sociedade, que nasceram, cresceram e envelheceram desprezando as pessoas que estão num patamar social inferior. O que me surpreende MESMO é o fato de hoje Delfim ser considerado uma sumidade em assuntos econômicos, sendo que quando ele esteve no poder os números da inflação no país sequer cabiam numa calculadora. Aqui no Brasil todo mundo vira "especialista" depois que não tem mais pressão e responsabilidade nas costas.

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  6. Em tempo: onde escrevi "longíncuos", leia-se longínquos.

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  7. Em tempo: onde escrevi "habituamos", leia-se habituados. Caramba...

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  8. Meus amigos, sei muito bem da história do Delfim Netto. Nos anos de chumbo, entrevistei-o algumas vezes quando fui editor de economia de um jornal de São Paulo. Critiquei-o muito pelo fracasso de seus sucessivos planos econômicos e sobretudo por ter assinado o AI5. Mas, nesse caso, ele está certo, porque, de fato, as empregadas domésticas são tratadas como animais de carga. Outro economista, cujo nome não me ocorre agora, costumava dizer que o Brasil só começaria a resolver a sua brutal concentração de renda quando as madames tivessem de lavar sua própria privada. Creio que isso começa ocorrer, e é o que Delfim quis falar. Abs.

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  9. Também compreendi perfeitamente o que Delfim Netto quis dizer nesse caso.

    E temo que algum dia seja crime chamar um amigo de "meu nêgo" ou saudar algum dizendo "tudo bem, bicho"?

    Uma coisa lamentável a respeito dos politicamente corretos é que não têm senso de humor.

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  10. Ao meu ver o ministro foi infeliz na sua colocação. A impressão é que ele está chamando as empregadas de "jegue". Totalmente diferente de quando uma pessoa diz para outra: Voce tem um apetite animal! Ou, Voce tem uma força animal! etc...

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  11. Eu não consigo entender porque algumas pessoas são tão críticas com o politicamente correto afinal politicamente incorreto é matar,roubar,extorquir,estuprar...Se alguém é politicamente incorreto com a gente logo reclamamos.Quanto ocorre com os outros não tem problema porque no dos outros é refresco.

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  12. Gustavo,

    Matar, roubar, extorquir, estuprar... são CRIMES. Ser politicamente incorreto não é ser criminoso, mas apenas contra as ideias e regras de conduta impostas por alguns grupos como sendo o "ideal" para um determinado momento. Resumindo, é ser "do contra" mesmo, até como forma de auto-afirmação.
    Você está confundindo alhos com bugalhos.

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  13. Ricardo,eu discordo de vc.Todo criminoso é INCORRETO inclusive POLITICAMENTE.

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  14. Anônimo,

    Um criminoso pode até ser considerado "politicamente incorreto", se forçarmos um pouco a expressão. Mas nem todo ato ou pensamento politicamente incorreto é um crime.

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  15. Delfim Neto é um pilantra que atrasou o país em vinte anos o lugar dele é o ostracismo.

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  16. Eu vou repetir o meu comentário que foi apagado. Me parece que este BLOG não é tão sem censura como diz o Sr.Paulo. Ao meu ver o (ex) Ministro foi muito infeliz na sua colocação, a nítida impressão que temos é de que ele está chamando as empregadas de "jegue". Não e a mesma coisa de você dizer para alguém: Você tem um apetite animal, ou você tem uma força animal etc... É totalmente diferente.Fernando

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  17. Alguns posts e comentários de leitores foram apagados por causa de problema técnico do Blogger, conforme esclareci em Problema no Blogger impede novos posts e deleta comentários de leitores.

    Independente disso, o Blogger tem um sistema de identificação de spam cujo critério ainda não entendi bem. De vez em quando vou à pasta de spam e resgato alguns comentários.

    Eu só deleto mensagens que fazem uso gratuito de palavrões e as de anônimos que citam nomes em supostas denúncias as quais não posso comprovar.

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  18. Estao de parabens todos voces que confrontaram o Delfin. Ele acha que estah sobre a carne seca, mas nao eh nehun guru ou Dalai Lama, ou figueiredo que dizia: eu prendo e arrebento. Eh apenas um arrogante fat pig, que merece ser queimado na brasa em um rolling stick. e nao desrespeite as cabecas pensantes. nem todo mundo eh burro ou ignorante como vc imagina.

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  19. Delphins(delfinídeos ou golfinhos) são animais.Animais de grande inteligência. A excessão está na subespécie "Ministrusfazendasmilitaris". Bem, inteligência não é sua maior deficiência. Caráter o é. O sentido em que o termo foi aplicado está contextualizado e foi bem interpretado pela maior parte das pessoas que aqui postaram seus comentários. Mas não muda o fato de que, independente(criminalmente até) de ele ser ou não politicamente incorreto, Delfim Neto é, sem dúvida, um POLÍTICO CRIMINOSO. Não importa o quanto poderia estar certo em afirmações que faça agora, a vida dele é de delitos contra o ser humano e sua bestialidade o remete à inequívoca comparação a um porco, este sim um pobre animal.

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  20. Paulo, gostava e até recomendava este blog, porém depois deste seu comentário e dos artigos do Pondè, não vou mais recomendá-lo a ninguém. É evidente que o nefasto ministro da ditadura deu o sentido de animal de carga, pejorativo, às empregadas domésticas, ao contrário da expressão "espírito animal dos empresários", que tem o sentido de luta selvagem por lucro. Lamentável, seu Paulo...

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  21. Delfim Neto é sem duvida nenhuma um dos mais brilhantes economista deste Pais.
    Suas ideias são claras, tem lógica, não ilude.
    Se é de esquerda ou de direita, não importa, a grande verdade é que ele sabe o que fala e até hoje não ouvi,jamais ele falar alguma asneira.
    o que vejo hoje em dia são palpiteiros, igual Delfim Neto,talvez o Guido Mantega chegue perto um pouco.

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  22. Vcs que criticam Delfim Neto, não entendem nada de semântica. Ou seja, dependendo, de em qual contexto as palavras são colocadas elas mudam totalmente de sentido.
    O Delfim Neto quis dizer que o tempo em que a empregada domestica era tratada como uma escrava, acabou.
    Hoje em dia, a empregada domestica, é tratada como uma trabalhadora igual a qualquer outro.
    Na verdade, pra um bom entendedor, ele até esta dando um alerta. Ou seja, tratem melhor suas empregadas, ninguem mais será tratado como um escravo, sob pena de perder a empregada.

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