Artimanhas do jeitinho brasileiro têm o respaldo da Bíblia

da colaboradora Lukretia a propósito de
Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, afirma pesquisa.

A Bíblia ensina (dentre outras coisas) a manha, a sutileza, até a esperteza para “ganhar a vida”. Não é à toa que tantas seitas apliquem na prática, junto com todo o fundamentalismo e fanatismo, as suas artimanhas nada santas, nada nobres, para ensinar as pessoas a passarem por cima das outras e subjugá-las na competição pela vida.


Pai Abraão prostituiu sua mulher ao Faraó do Egito e assim começou sua fortuna imensa de rebanhos e escravos (Gênesis 12, 16-20).

Para gerar um herdeiro, fez a escrava dar a luz no lugar da esposa (Genesis 16,1-5).

Novamente prostituiu sua esposa, a Abimeleque, fazendo-a passar por sua irmã (Gênesis 20, 1-18). O golpe, já aplicado anteriormente no Egito, engordou a fazenda de Abraão pela “indenização” do embuste em forma de gado e servos...

A nora Rebeca, esposa de Isaque, para que o preferido Jacó recebesse a bênção que por direito de primogênito pertencia a Esaú, cobriu-lhe com peles de animais mortos para assemelhá-lo ao irmão traído. (Gênesis 27,6-29).

O esperto Moisés, após obter a permissão do Faraó para retirar-se com sua gente do País do Nilo, provocou tal terror nos egípcios que obtiveram “doações” de todo ouro e prata que puderam levar, um verdadeiro “arrastão”, senão o maior da história. (Êxodo 12,33-36).

Libertados da escravidão, tornaram-se escravizadores e, é claro, dos próprios “irmãos”, postos em tal condição após falidos ou endividados sem remissão, o que só ocorreria a cada 7 anos e após 5 décadas (jubileus). Êxodo 25, 24-48.

Proibindo veementemente o sacrifício de humanos, consequência natural do “não matarás”, sutilmente o adaptou para que fosse legitimado o sacrifício da filha de Jefté (Juízes 11, 30-36).
As pessoas pedem a Deus o
que deveriam pedir ao Estado,
e o Estado exige 'devoção'

E o que dizer do inocente Cristo? Ora, um deus supostamente perfeito e imutável não podia ser autor de semelhantes incoerências numa Palavra Divina. Logo, a Bíblia é Palavra Humana, e bem humana, com seus dois pesos e duas medidas.

As pessoas pedem a Deus o que deveriam pedir ao Estado, e o Estado por sua vez trata-as como os santos do regime de padroado do cristianismo lusitano: benefícios sociais sob forma de benesses políticas eleitoreiras, em troca de servidão, "devoção" e omissa e silenciosa subserviência.

A pseudo ética do "amai-vos uns aos outros" esconde a lógica do querer tirar vantagem em tudo (e de todos), certo?

É a Lei de Gerson aplicada ao sincretismo máximo, porque no Brasil se reverenciam TODOS os deuses e sob todos os altares, de Aparecida a Gamesh, de Santo Expedito a Gautama.

Não importa o altar em que se reze ou se medite, porque a intenção é obter um "jeitinho divino”, venha de onde vier.

Bíblia sempre foi uma escola de perversão e culpa.
por Lukretia em fevereiro de 2011

Deus quer 30% do ganho deste mês dos fiéis, afirma Valdemiro.
dezembro de 2009

Consequências da Bíblia para o mal.