Ex-bispos da Universal acusados de matar jovem vão a júri


Cinzas de Lucas Terra, que foi queimado vivo

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou recurso a Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda, ex-bispos da Igreja Universal, contra a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia de levá-los a júri popular sob a acusação de matar um jovem em 2001.

Ainda não há data para o julgamento.

O caso se arrasta na Justiça, mas tem uma condenação, a do ex-pastor Silvio Roberto Galiza, que participou do assassinato de Lucas Terra, de 14 anos.

Galiza foi condenado a 18 anos de prisão. A pena que foi reduzida para 15 anos, a qual o ex-pastor cumpre em regime aberto.

De acordo com o advogado da família de Lucas, os pastores mataram o jovem porque ele viu Silva e Miranda fazendo sexo dentro de um templo da Universal, em Salvador (BA).

Lucas foi violentado sexualmente antes de ser colocado dentro de uma caixa de madeira e queimado vivo.

O jovem frequentava a Universal havia algum tempo e tinha intenção de se tornar pastor.

Em seu diário, há frases como estas: “Não posso passar um dia sequer sem evangelizar, preciso ganhar almas para Jesus, pois, quando Ele voltar não posso estar de mãos vazias”, “Sou feliz porque tenho Jesus. Vivo para Cristo e morrer por ele é lucro”.

Em 2006, a Rede Globo, no programa Linha Direta, encenou o caso Lucas Terra (ver abaixo).

Universal moveu mais de 95 ações no Juizado de Pequenas Causas contra a emissora, alegando que o nome da igreja foi usado indevidamente. Perdeu todas.



Envio de correção.


Com informações do G1 e de outras fontes e fotos de arquivo pessoal.

Folha Universal ignora caso do jovem queimado vivo

Caso Lucas Terra