Notas de um ateu: maçonaria não me quer, nem eu a aceito


Eu estava em um congraçamento de final de ano, à mesa com um vizinho de bairro, entre outras pessoas.

Esquadro e régua
da maconaria remetem

 ao criacionismo
A conversa corria solta, pulando de um assunto para outro, mais ou menos no ritmo em que se enchiam os copos de cerveja.

Até que, por iniciativa do meu vizinho, começamos a falar sobre a maçonaria.

Eu já suspeitava que ele fosse maçom e a partir daquele momento passei a ter certeza.

Conversamos sobre maçons que tiveram influência na história brasileira, como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Rui Barbosa e Castro Alves.

Suponho que, hoje, a maçonaria não tenha homens tão ilustres.

Mudou a maçonaria ou não mais existem homens ilustres?

Começo a tergiversar e, portanto, volto à conversa com o meu vizinho.

Em determinado momento, ele sugeriu que iria me convidar para se tornar maçom.

Fui franco e direto: “Eu jamais seria maçom porque sou ateu”.

E o assunto à mesa mudou de novo, e o vizinho não ficou para a próxima rodada de cerveja.

Para ser maçom é preciso acreditar em Deus, ou, como é descrito por essa sociedade medieval, em G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo).

Apesar disso, a maçonaria diz não ser religião, mas ela não aceita ateu...

Sem contar que a loja Grande Oriente do Rio Grande do Sul chegou a pedir isenção de IPTU em Porto Alegre, benefício concedido às igrejas. O STF negou.

Não sei como a religião é tratada dentro da maçonaria, mas chamar Deus de "Grande Arquiteto do Universo” é, para mim, uma evocação ao criacionismo.

Concluindo: a maçonaria não me quer, mas, se quisesse, eu não a aceitaria.

Envio de correção.

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Grão-mestre da Maçonaria registra segredos em seu nome