Paulopes

Religião, ateísmo, ciência, etc.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Padre Adib volta a responder por crime de racismo

O padre Jonas Adib (foto) voltou a responder à Justiça por crime de racismo sob a acusação de ter propagado em um livro discriminação ao espiritismo, umbanda e candomblé, em consequência de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter revogado a liminar que suspendia a tramitação do processo na 12ª Vara Criminal de Salvador.

Padre escreveu que
espiritismo e umbanda são
dos 'espíritos malignos'
O TST também recusou um recurso em um habeas corpus apresentado pelos advogados do sacerdote, que é fundador da comunidade Canção Nova.

Em 2008, o Ministério Público acusou Abib da prática do crime de racismo por ter escrito no livro "Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de cura e libertação" que "o demônio, dizem muitos, ‘não é nada criativo’. (...) Ele, que no passado se escondia por trás dos ídolos, hoje se esconde nos rituais e nas práticas do espiritismo, da umbanda, do candomblé". [Ler abaixo trecho do livro]

Na época, nota Canção Nova negou as acusações ao padre, afirmando que ele tem um “profundo respeito a todas as pessoas e ideologia, (...) difundindo o amor cristão”.

O sermão do padre de 4 de fevereiro de 2008 demonstrou que isso não é verdade.

Ao criticar o “espiritismo de mesa, de terreiro, com todas as suas práticas, seus rituais”, contou que, quando tinha terminado de escrever o livro “Sim, Sim!”, a cópia que tinha no computador ficou embaralhada: “Não se dava para entender nada. Todos os capítulos foram conservados, mas não dava para entender nada do que estava digitado. Ali percebi o demônio querendo impedir que eu publicasse este livro, mas refiz todo o livro e ainda melhor”

Antes de ser retirado de circulação a pedido do MP, o livro vendeu mais de 450 mil exemplares somente em 2007.

O pedido de suspensão da ação penal foi apresentado originalmente pelos advogados do padre no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia com o argumento de que o crime havia prescrito. Mas pela Constituição, esse tipo de delito é inafiançável e imprescritível.

Trecho do livro

Os próprios pais e mães de santo e todos os que trabalham em centros e terreiros são as primeiras vítimas: são instrumentalizados por Satanás.

Um filho de Deus não pode ser instrumentalizado assim. A doutrina espírita é maligna, vem do Maligno. Ela nega as principais verdades da fé, a partir da negação da Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e acaba com o que temos de mais lindo: a ressurreição dos mortos. A nossa ressurreição no último dia é a coisa mais preciosa que Jesus nos conquistou.

O conceito de reencarnação que o espiritismo professa anula os fundamentos da vida cristã. Se o nosso aperfeiçoamento se da por continuas reencarnações, é sinal de que Jesus morreu em vão. No final das contas não valeria nada o Seu sangue derramado por nós na cruz. A “perfeição” que o espiritismo apresenta viria por de sucessivas reencarnações.. De reencarnação em reencarnação, a pessoa iria se aperfeiçoando, descontando seus pecados, retirando seus erros, acabando com as suas imperfeições. Mas isso, além de ser uma ilusão, contradiz todo o ensinamento do Evangelho.

Sei que no espiritismo se fala de Jesus. Mas o Jesus deles é apenas um “espírito iluminado” e não o Filho de Deus. Não o nosso Salvador.

O espiritismo não é uma coisa qualquer, como alguns pensam. Em vez de viver no Espírito Santo, em vez de depender dele e ser conduzida por Ele, a pessoa acaba sendo conduzida por espíritos malignos. O nosso povo vai buscar orientação sobre o que fazer e o que não fazer com “espíritos”. E que espíritos são esses? Se não é o Espírito Santo de Deus, se não são os anjos de Deus, só podem ser espíritos malignos que, disfarçadamente, se apresentam como anjos de luz.”







Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...