Padre Adib volta a responder por crime de racismo

O padre Jonas Adib (foto) voltou a responder à Justiça por crime de racismo sob a acusação de ter propagado em um livro discriminação ao espiritismo, umbanda e candomblé, em consequência de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter revogado a liminar que suspendia a tramitação do processo na 12ª Vara Criminal de Salvador.

Padre escreveu que
espiritismo e umbanda são
dos 'espíritos malignos'
O TST também recusou um recurso em um habeas corpus apresentado pelos advogados do sacerdote, que é fundador da comunidade Canção Nova.

Em 2008, o Ministério Público acusou Abib da prática do crime de racismo por ter escrito no livro "Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de cura e libertação" que "o demônio, dizem muitos, ‘não é nada criativo’. (...) Ele, que no passado se escondia por trás dos ídolos, hoje se esconde nos rituais e nas práticas do espiritismo, da umbanda, do candomblé". [Ler abaixo trecho do livro]

Na época, nota Canção Nova negou as acusações ao padre, afirmando que ele tem um “profundo respeito a todas as pessoas e ideologia, (...) difundindo o amor cristão”.

O sermão do padre de 4 de fevereiro de 2008 demonstrou que isso não é verdade.

Ao criticar o “espiritismo de mesa, de terreiro, com todas as suas práticas, seus rituais”, contou que, quando tinha terminado de escrever o livro “Sim, Sim!”, a cópia que tinha no computador ficou embaralhada: “Não se dava para entender nada. Todos os capítulos foram conservados, mas não dava para entender nada do que estava digitado. Ali percebi o demônio querendo impedir que eu publicasse este livro, mas refiz todo o livro e ainda melhor”

Antes de ser retirado de circulação a pedido do MP, o livro vendeu mais de 450 mil exemplares somente em 2007.

O pedido de suspensão da ação penal foi apresentado originalmente pelos advogados do padre no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia com o argumento de que o crime havia prescrito. Mas pela Constituição, esse tipo de delito é inafiançável e imprescritível.

Trecho do livro

Os próprios pais e mães de santo e todos os que trabalham em centros e terreiros são as primeiras vítimas: são instrumentalizados por Satanás.

Um filho de Deus não pode ser instrumentalizado assim. A doutrina espírita é maligna, vem do Maligno. Ela nega as principais verdades da fé, a partir da negação da Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e acaba com o que temos de mais lindo: a ressurreição dos mortos. A nossa ressurreição no último dia é a coisa mais preciosa que Jesus nos conquistou.

O conceito de reencarnação que o espiritismo professa anula os fundamentos da vida cristã. Se o nosso aperfeiçoamento se da por continuas reencarnações, é sinal de que Jesus morreu em vão. No final das contas não valeria nada o Seu sangue derramado por nós na cruz. A “perfeição” que o espiritismo apresenta viria por de sucessivas reencarnações.. De reencarnação em reencarnação, a pessoa iria se aperfeiçoando, descontando seus pecados, retirando seus erros, acabando com as suas imperfeições. Mas isso, além de ser uma ilusão, contradiz todo o ensinamento do Evangelho.

Sei que no espiritismo se fala de Jesus. Mas o Jesus deles é apenas um “espírito iluminado” e não o Filho de Deus. Não o nosso Salvador.

O espiritismo não é uma coisa qualquer, como alguns pensam. Em vez de viver no Espírito Santo, em vez de depender dele e ser conduzida por Ele, a pessoa acaba sendo conduzida por espíritos malignos. O nosso povo vai buscar orientação sobre o que fazer e o que não fazer com “espíritos”. E que espíritos são esses? Se não é o Espírito Santo de Deus, se não são os anjos de Deus, só podem ser espíritos malignos que, disfarçadamente, se apresentam como anjos de luz.”