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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jesus foi inventado sob inspiração de rituais pagãos, diz autor

Escritor sustenta que
Jesus e apóstolos são
'alegorias literárias'
Jesus Cristo é um personagem de ficção que foi criado a partir de histórias e rituais de povos pagãos. Uma das principais prova disso é que não há sequer um único testemunho de pessoa e tampouco registro da existência de Jesus da época em que ele supostamente tenha vivido. Já outros profetas de seitas judaicas foram mencionados por seus contemporâneos, embora não tenham sido tão espetaculares como Jesus.

É o que afirma o norte-americano David Fitzerald, autor de “Dez mitos cristãos” (em tradução livre para o português) e de outro sobre o mesmo tema que será lançado em breve.

Ele afirma que é no mínimo estranho Jesus ter feito os milagres fantásticos, conforme relata a Bíblia, e ninguém de sua época falar dele, nem durante quase um século após a sua morte.

Fitzerald diz que a explicação só pode ser uma: Jesus não foi uma figura real.

Para ele, os apóstolos também são personagens literários. Eles e Jesus foram inventados cerca de 100 anos após a suposta morte do “filho de Deus”, diz Fitzerald. A importância dos apóstolos é que dão credibilidade aos evangelhos.

Por ordem cronológica, o primeiro evangelho, o de Marcos, foi escrito em Roma em 64 d.C. O segundo, de Mateus, foi escrito em Jerusalém para judeus-cristãos em 70 d.C. O terceiro, por Lucas em Antioquia para os gentios, é de 80 d.C. E o quarto, que João escreveu em Éfeso para os gentios da Ásia Menor, é de 95 d.C.

Fitzerald afirma que esses escritos parecem ser “alegorias literárias”.

O escritor diz inconsistências nos evangelhos sugerem que eles foram escritos por pessoas que nem sequer viveram na Judeia. “Marcos, por exemplo, comete muito erros a respeito da vida e da geografia do local.”

Fitzerald afirma que também não convence o relato de que Pôncio Pilatos tenha feito o que os líderes religiosos judeus pediram, a execução de Jesus. Os judeus não tinham tanta influência, explicou.

Ele também estranha que, pela Bíblia, Jesus tenha sido crucificado, uma pena dos romanos, e não apedrejado, de acordo com a lei judaica.

Diz que o cristianismo vem da época em que deuses e tradições antigas foram substituídos por outros, de novas seitas (com messias e evangelhos próprios), que concorriam entre si.

Uma dessas seitas acabou sendo incorporada ou absorvida pela dos judeus-cristãos. Trata-se da que tinha como culto João Batista.

Fitzerald lembrou que em 2002 o judeu Oded Golan anunciou ter descoberto uma urna de 64 d.C. com ossuário onde estava escrito: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Mas em 2003 autoridades de antiguidades de Israel prenderam Golan pelo crime de falsificação. Ele só conseguiu sair da cadeia em 2012 e nunca mais falou sobre a urna.

Para o escritor, é incrível que dois bilhões de pessoas acreditem na existência de Jesus e em seus milagres sem que “haja evidências”.

Com informação do Daily Mail. 





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