Pondé: 'Sem a tensão do pecado, esquerda é pior que o cristianismo'

Título original: Santos entre taças de vinho

entrevista de Luiz Felipe Pondé a Jerônimo Teixeira, de Veja

Luiz Felipe Pondé (foto), 52, é um raro exemplo de filósofo brasileiro que consegue conversar com o mundo para além dos muros da academia. Seja na sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, seja em livros como o recém-lançado O Catolicismo Hoje (Benvirá), ele sabe se comunicar como o grande público sem baratear suas ideias. Mais rara ainda é sua disposição para criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Pondé é um crítico da dominância burra que a esquerda assumiu sobre a cultura brasileira. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, Pondé, em seus ensaios, conseguiu definir ironicamente o espírito dos tempos descrevendo um cenário comum na classe média intelectualizada: o jantar inteligente, no qual os comensais, entre uma e outra taça de vinho chileno, se cumprimentam mutuamente por sua “consciência social”. Diz Pondé: “Sou filósofo casado com psicanalista. Somos convidados para muitos jantares assim. Há até jantares inteligentes para falar mal de jantares inteligentes. Estudioso de teologia, Pondé considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Eis um pensador capaz de surpreender quem valoriza o rigor na troca de ideias.

Em seus ensaios, o senhor delineou um cenário exemplar do mundo atual: o jantar inteligente. O que vem a ser isso?

É uma reunião na qual há uma adesão geral a pacotes de ideias e comportamentos. Pode ser visto como a versão contemporânea das festas luteranas nas Dinamarca do Século 19, que o filósofo Soren Kierkegaard criticava por sua hipocrisia. Esse vício migor de um cenário no qual o cristianismo era base da hipocrisia para uma falsa espiritualidade de esquerda. Como a esquerda não tem a tensão do pecado, ela é pior do que o cristianismo.

Como assim?

A esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta.

Quais são os temas mais comuns da conversa em um jantar desses?

Filhos são um tema recorrente. Todos falam de como seus filhos são diferentes dos outros porque frequentam uma escola que cobra R$ 2.000 por mês, mas é de esquerda e estuda a sério o inviável modelo econômico cubano. Ou dizem que a filha já tem consciência ambiental e trabalha e uma ong que ajuda as crianças da África. Também se fala sempre de algum filme chatíssimo de que todos fingem ter gostado para mostrar como têm repertório. Mais timidamente, há certa preocupação com a saúde e o corpo. Reciclar lixo, e mais recentemente, andar de bicicleta também são temas valorizados. Sempre se fala mal dos Estados Unidos, mas Barack Obama é um deus. Fala-se mal de Israel, sem conhecer patativa da história do conflito israelo-palestino. Mas, claro, é obrigatório enfatizar que você é antissionista, mas não antissemita, pois em jantar inteligente muito provavelmente haverá um judeu – apesar de serem muitas vezes judeus em crise consigo mesmos, o que é bem típico dos judeus.

Que assuntos são tabus?

Imagine dizer em uma reunião na Dinamarca luterana de Kierkegaard que algumas mulheres são infelizes porque não chegam ao orgasmo. Seria um escândalo. Simetricamente, hoje é um escândalo dizer que as mulheres emancipadas e donas de seu nariz estão mesmo é loucas de solidão. No jantar inteligente, você tem sempre de dizer que a emancipação feminina criou problemas para as mulheres, que os homens aprenderam a ser sensíveis e que uma mulher nunca vai dar um pé no homem que se mostre sensível demais. Os jantares inteligentes misturam cardápios interessantes -- pratos peruanos ou, sei lá, vietnamitas – como papo-cabeça, mas servem à mesma função que os jantares dos pais dessas pessoas cumpriam: passar o tempo. Os problemas amorosos, sexuais e profissionais são os mesmos, mas todos se acham bem resolvidos. Costumo provocar dizendo que há 100 anos se fazia sexo melhor. Tinha mais culpa e pecado, o que deve ser uma excitação tremenda. Hoje, todos mundo diz que tem um desempenho maravilhoso, e que vive uma relação de troca plena com o seu parceiro ou parceira. Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.

Quando começaram os jantares inteligentes?

A matriz histórica são os filósofos da França pré-revolucionária. Os saraus, os jantares em casa de condessas e marquesas eram então uma atividade da burguesia, ou de uma aristocracia falida, aburguesada. Eram uma das formas que a burguesia usava para constituir sua identidade, para mostrar que tinha cultura e opiniões. Mas era um grupo de vanguarda, que discutia a fratura e crises do pensamento. Nos jantares de hoje, a inteligência tem a mesma função do vinho chileno.

Não há lugar para um pensamento alternativo nem na hora da sobremesa?

Não. A gente anos de ditadura no Brasil. Mas, quando ela acabou, a esquerda estava em sua plenitude. Tomou conta das universidades, dos institutos culturais, das redações de jornal. Você pode ver nas universidades, por exemplo, cartazes de um ciclo de palestras sobre o pensamento de Trotsky e sua atualidade, mas não se veem cartazes anunciando conferência sobre a crítica à Revolução Francesa de Edmund Burke, filósofo irlandês fundamental para entender as origens do conservadorismo. Não há um pensamento alternativo à tradição de Rousseau, de Hegel e de Marx. Tenho um amigo que é dono de uma grande indústria e cuja filha estuda em um colégio de São Paulo que nem é desses chiques de esquerda. É uma escola bastante tradicional. Um dia, uma professora falava da Revolução Cubana, como se esse fosse um grande tema. Ela citou Che Guevara, e a menina perguntou: “Ele não matou muita gente?” A professora se vira para a menina e responde: “O seu pai também mata muita gente de fome”. O que autorizou uma professora usar esse tipo de argumento é o status quo que se instalou também nas escolas, e não só na universidade. O infantilismo político dá vazão e legitima esse tipo de julgamento moral sumário.

Como essa tendência se manifesta na universidade?

O mundo das ciências humanos, em que há pouco dinheiro e se faz pouca coisa, é dominado pela esquerda aguada. Há muitos corporativismo e a tendência geral de excluir, por manobras institucionais, aqueles que não se identificam com a esquerda. Existe ainda a nova esquerda, para a qual não é mais o proletariado que carrega o sentido da história, como queria Marx. Os novos esquerdistas acreditam que esse papel hoje cabe às mulheres oprimidas, aos índios, aos aborígenes, aos imigrantes ilegais. Esses segmentos formariam a nova classe sobre a qual estaria depositada a graça redentora. Eu detesto política como redenção.

Por que a política não pode ser redentora?

O cristianismo, que é uma religião hegemônica no Ocidente, fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. É uma espiritualidade riquíssima, pouco conhecida por causa do estrago feito pelo secularismo extremado. Al lado de sua vocação repressora institucional, o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil. As redenções políticas não têm isso. Esse é um aspecto do pensamento de esquerda que eu acho brega. Essa visão do homem se responsabilidade moral. O mal está sempre na classe social, na relação econômica, na opressão do poder. Na visão medieval, é a graça de Deus que redime o mundo. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor. O grupo, como a história do século 20 nos mostrou, é sempre opressivo.

Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?

Pegue a ideia de santidade. Ninguém, em nenhuma teologia da tradição cristã – nem da judaica ou islâmica --, pode dizer-se santo. Nunca. Isso na verdade vem desde Aristóteles: ninguém pode enunciar a própria virtude. A virtude de um homem é anunciada pelos outros homens. Na tradição católica – o protestantismo não tem santos --, o santo é sempre alguém que, o tempo todo, reconhece o mal em si mesmo. O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT, ou em algum partido que se acha mais puro ainda, como o PSOL, até porque o PT já está meio melado. Não há contradição interior na moral esquerdista. As pessoas se autointitulam santas e ficam indignadas com o mal do outro.

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo. Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro --, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

O senhor acredita em Deus?

Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus, é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas. Só alguém muito alienado pode acreditar em si mesmo. Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político. Do ponto de vista político, a importância que vejo na religião é outra. Para mim, ela é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas, como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.

por Luiz Felipe Pondé em junho de 2011

Comentários

  1. Nota-se claramente a semelhança de ponde com schumacker

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  2. Diz Pondé: “Sou filósofo casado com psicanalista. Somos convidados para muitos jantares assim. Há até jantares inteligentes para falar mal de jantares inteligentes. Estudioso de teologia, Pondé considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Eis um pensador capaz de surpreender quem valoriza o rigor na troca de ideias. ................................................................. "E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos,
    E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos. Lucas 14:12. Ou seja fazer o bém vale mais do que mil jantares inteligentes.

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  3. Diz Pondé : "Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça." O Homem crer no evangelho por graça, porque Deus da graça aos humildes. Ou seja, a humildade precede a honra. "Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Efésios 4:7".

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  4. Ser santo no tocante ao ser humano não é sinônimo de perfeição. Ser santo é ser separado para Deus que através de Cristo nos levará à perfeição. "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele(Cristo) se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. 1 João 3:2

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  5. "Por que o senhor deixou de ser ateu?

    Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu."


    Racionalidade, empirismo, crítica racional e lógica do método científico não podem andar de mãos dadas com sentimentalismos, depressões, vazios irracionais e irrelevâncias.

    É o livre arbítrio do animal humano social que irracionaliza e forma pseudointelectuais a cada segundo, worldwide.

    "Dimidium facti qui coepit habet sapere aude incipe"

    Ou ande de muletas metafísicas...

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    1. "Muletas metafísicas": muito bom!!

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  6. O Sr. Pondé tem problemas com jantres! Algum ateu o convidou, e, na hora de pagar lhe disse

    "- Deus lhe pague"

    Por isso dessa revolta!

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  7. E tome mais um filósofo que é adorador do Argumentum ad ignorantiam, que é adorador do desconhecido!

    Não saber como o Universo surgiu, se é que surgiu, não dá premissas pra se acreditar em um deus.

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  8. E adoradores de lendas, no caso as lendas cristã, adoram idolatrar o não-conhecimento.

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  9. Nhaaa, que bonitinho
    Aqui o Cristão faz a festa postando os seus comentários^^ mas nas outras matérias contra a religião dele...vejamos...ele sumiu^^kkkk

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  10. Pondé não é a reencarnação de Schoppenhauer.Não se nota nenhuma semelhança.

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  11. Maior sacanagem foi colocar o Pondé falando abobrinha e atrapalhando o nosso gênio Nicolelis na FLIP.

    Ninguém merecia uma sacanagem dessas.

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  12. Nomes como o Pondé são responsáveis por boa parte da má fama que os filósofos têm, especialmente entre os céticos mais deslumbrados. Nomes como ele e o Olavo de Carvalho. Como não existe um “Conselho Regional de Filosofia” ou uma “Ordem dos Filósofos do Brasil”, o que ocorre é que qualquer pessoa de posse de uma graduação e de uma boa flexibilidade verbal pode, se conseguir acesso à imprensa e às bênçãos dos donos do poder, arguir-se filósofo e passar a ter seguidores.

    Eu vinha resistindo a fazer esta afirmação, tão assim definitiva e desqualificante, sobre este cara pois, apesar de suas polêmicas estranhas, ele ocasionalmente diz coisas que fazem sentido. Esta constatação me fazia ter a impressão de que ele realmente poderia ter razão e eu poderia estar enganado. Todos temos que ter a humildade de pensar que podemos estar enganados antes de desenvolvermos a ideia de que o outro pode estar. Sem isso nos tornamos fechados, fundamentalistas, radicais e avessos ao diálogo.

    Infelizmente cheguei à conclusão de que Pondé, para meu grande espanto, não é um filósofo de fato, mas apenas um sucessor de Olavo de Carvalho na qualidade de batedor de tambor do exército direitista. Olavo era excessivamente rude, primitivo, agressivo e desembasado, sem falar em seu passado de astrólogo e as suas lamentáveis bobagens racistas e eugênicas que o tornavam um alvo fácil para a esquerda. Por isso a direita precisava do Pondé, que é mais jovem, mais “descolado”, mais articulado com o discurso pós-moderno e, acima de tudo, uma currículo isento de tropeços e de laços óbvios com a Opus Dei ou a TFP. Tanto assim que talvez nem o próprio Pondé tenha noção de seu verdadeiro papel nessa história. Talvez ele até acredite que está lá por seus méritos e que suas ideias são renovadoras. E para isso ele pode contar com uma vasta cultura geral, com que pode intimidar certos críticos menos preparados. É uma conhecida tática argumentativa tentar sufocar o debate com uma montanha de conhecimentos e credenciais, escondendo os próprios argumentos atrás de rodeios e acessórios. O nome disso é falácia do avião e, se bem executada, torna-se extremamente difícil de rebater, pois qualquer tentativa de remover do discurso o entulho que não serve como argumento pode ser questionada pelo debatedor como uma tentativa de rarefazer o debate, de rebaixar o nível ou de evitar de exibir sua ignorância.

    Mas eu duvido que ele creia nisso, porque mesmo conhecimentos básicos de filosofia deveriam ser suficientes para que ele não cometesse as falácias que comete. Vou enumerá-las, didaticamente.

    A esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite.

    A primeira falácia de Pondé é desqualificar o discurso da esquerda através da rotulação. Ao tachá-lo de raso e de infantilizado, ele foge de discutir os fatos apontados pela esquerda. Este é o primeiro grande vício de sua argumentação, ao confundir a tese sobre o fato com o fato em si. Porém Pondé, ao contrário de Olavão, é bastante sofisticado para não se expor ao ridículo negando obviamente que exista algum mal na sociedade de classes, no capital, no estado, ou na elite — esta conclusão ele sutilmente deixa para que o leitor a faça. Ele mesmo a negará, se perguntado, mas a enumeração destes quatro itens indica claramente de que se trata o caso. Especialmente se contextualizarmos a entrevista.

    Acho que devo enfatizar que várias das críticas do Pondé são perfeitamente cabíveis. Ele não conseguiria ser tão ouvido e fazer o sucesso que faz se ele não estivesse munido de bons argumentos. Esta é a sua sutileza: embutir os argumentos de que a direita gosta (e graças aos quais ele tem sua coluna no jornal, suas entrevista na Veja e sabe lá o que mais) em discurso que incluem argumentos incisivos que não podem ser negados.

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  13. É um conceito complexo e fugidio. Não se sabe se alguém é capaz de ganhar a graça por seus próprios méritos, ou se é Deus na sua perfeição que concede a graça. Em qualquer hipótese, a graça não depende de um movimento positivo de um grupo. Na redenção política, é sempre o coletivo, o grupo, que assume o papel de redentor.

    O que ele está defendendo aqui é o oposto do humanismo. Ele está negando o valor da iniciativa humana para resolver os seus problemas e, pior que isso, está estigmatizando a união em prol de objetivos comuns como algo “opressor”. Difícil imagina algo que soe mais como música aos ouvidos da direita do que convencer o povo que a união é ruim e que a iniciativa não redime. Que lindo mundo seria (aos olhos da direita) se as pessoas não se unissem para lutar por seus objetivos comuns, se esperassem pela “graça” de Deus!

    Minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas. Opero no debate público assumindo os riscos do niilista. Quase nunca lanço a hipótese de Deus no debate moral, filosófico ou político.

    Aqui Pondé assume, como virtude, que ele comete em filosofia o que nos Orkuts da vida se chama “trollagem”. Ele obscurece a própria posição (“minha posição teológica não é óbvia e confunde muito as pessoas”) para exigir que os outros tomem a iniciativa de proposições.

    Mas esta postura atinge o ponto de trollagem quando Pondé diz que assume os “riscos do niilista”. Ora, o niilista não assume nenhum risco porque ele não faz nenhuma afirmativa. “Só sei que nada sei” é uma posição completamente intocável pela lógica. Ao afirmar isso, Pondé está dizendo algo como “assumo os riscos de quem foge ao recrutamento” ou “exponho-me como quem se esconde”. Só que isso não é verdade, pois Pondé não está se limitando a negar. Como vimos na citação anterior, ele possui, de fato, uma tese positiva, que é a da superioridade do cristianismo sobre o marxismo enquanto explicação do mundo. Portanto, Pondé MENTE ao dizer que ele assume os riscos do niilista.

    Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu.

    Esta afirmação é indigna de um filósofo. Imagino que até mesmo o ídolo dele, o cristão Kierkgaard, ficaria envergonhado por tal afirmativa. Não por ele tentar racionalizar sua crença em Deus (eu não acho que “crer em Deus”, especialmente um deus impessoal, seja algo que desabone a intelectualidade de alguém), mas por ele propor isto em tais termos.

    Basicamente o que Pondé está argumentando se chama “wishful thinking” ou “pensamento mágico”. Para os leitores que não estão familiarizados com o termo, wishful thinking significa a crença em algo não por ter evidências, mas por querer acreditar simplesmente. Vou dar um exemplo: você compra ações de uma empresa querendo ter lucro, mas a empresa começa a dar sinais de que está indo à falência. Como isto significará um grande prejuízo, você se recusa a crer que possa ser verdade e continua comprando ações até finalmente a empresa pedir concordata.

    Pondé comete esta falácia, e temos provas disso por duas razões:

    a) “comecei a achar o ateísmo aborrecido”
    b) “a hipótese [...] de que estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores que o átomo”.

    O que se pode extrair disso é que:

    a) Pondé não rejeitou o ateísmo por razões lógicas, mas por ter ficado “aborrecido”.
    b) Sentia a necessidade de um “sentido maior” para sua vida, e somente através da hipótese de Deus ele o achou.

    Observem que ele diz: “A hipótese de Deus bíblico, [...], me atraiu” (vejam como a remoção do aposto esclarece a frase) e ao mesmo tempo tece loas à Igreja Católica medieval.

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  14. Cara! Que entrevista mais chata! Eu me achava meio "ignorantezinho", mas vejo que qualquer merda pode ser considerado pensamento filosófico... ¬¬

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  15. José Geraldo Gouvêa, concordo em gênero, número e grau!

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  16. @José Geraldo
    Vc matou a charada quando o comparou a Olavo de Carvalho. Realmente, as vezes, concordo com uma ou outra colocação do Pondé, mas tenho que admitir que de modo geral ele é um usuário de falácias.

    A forma dele me lembra também um pouco do Mainard (que, pelo que sei, nunca teve pretensão de ser filósofo), mas sem o toque agressivo que o marcou em suas colunas.

    []´s

    LHDias

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  17. Alguém precisa convidar o Pondé para um bom churrasco na laje, quem sabe ele não pega uma mulatinha boa de samba (e de cama) e fica um pouco menos "aborrecido".

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  18. Reconheço que Pondé tem muito mais balizada experiência, em debates quanto no manejo do contraditório, que eu e outros "ilustres" críticos aqui assinalados.

    É fácil extrair e destacar após didaticamente compilados, excertos escritos por pensadores mais emperimentados e com vivência de melhor qualidade literária que a nossa (participação em bancas examinadoras, seleções de doutorado, mestrado, artigos publicados, etc.); difícil é escrever como ele e sintetizar de maneira concisa e lógica, o caos da imbecilidade compilatória e auto-referente, das citações circulares-viciosas (USP, que cita PUC, que cita UERJ, que cita UNICAMP, que cita UNISINOS); do corporativismo psitaciforme da Academia Pindorâmica. Em segundo lugar, admito que Pondé possui maior, e também mais autorizada experiência e vivência, além de natural ambiência; no processo que culminou na revisitação dos "jantares inteligentes"(além de ser ele realmente persona habituée obrigatória, dos referidos saraus redivifos); que eu e outros excluídos da gentry intelectualesca tupiniquim. Algo como a revisitação dos banquetes que a pessedebecracia em ostracismo e declínio, porém modernizada, se arvorando em fundadora da "verdadeira esquerda" (a social democrata) que fundou o PSDB e ad hoc, possibilitou o nascimento do PT; gosta muito de socializar...O gosto pela farra e pela festa. Quem VAI realmente a estes jantares, sabe realmente do quid (pro quo) e o que é esse interminável conflito religioso-político da endinheirada intemelectualidade duplamente culpada de apostasia e heresia( da utopia marxista ao neocatecumenato neoliberal); além de uma chatíssima obrigação de servir vinho latino-americano (além do gaúcho) em vez do de Portugal ou qualquer outro europeu. (não querer ser identificada como germanófila nem francófila, é sintoma do velho anticolonialismo). Parabéns Pondé! Precisávamos de ti, nos saudosos quentões da Tefé!

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  19. Desculpem minha ignorância, mas é muito lixo para um post só.O que nos salva é o comentário do Zé Geraldo.Fui...

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  20. "[...] mas é muito lixo para um post só.O que nos salva é o comentário do Zé Geraldo" [2]

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  21. ATENÇÃO!!! ATENÇÃO!!!

    Prova IRREFUTÁVEL de que Luiz Felipe Pondé é a reencarnação de "Olavo de Carvalho":

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-que-o-cristianismo-e-moralmente-superior-a-esquerda-materialista-ou-a-estupidez-dos-jantares-inteligentes/

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  22. Cristão = Fernando.
    Ele mudou de nome, em resumo é alguém que adora citar a Bíblia.
    Esse papo de sem o pecado... é meio thomas hobbes algo como o lobo é o homem do homem, uma visão já muito bem refutada, nem sempre é o medo da punição divina ou institucional que move os homens a fazer o ´´bem`` e nem toda a culpa que esse sistema cristão dissemina é capaz de impedir por exemplo padres de cometer abuso sexual a menores.

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. thomas hobbes ´´o homem é o lobo do homem``

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  25. Gostei das análises de Pondé. Também gostei dos contrapontos levantados por Geraldo Golvêa.
    Mas continuo a preferir uma posição imparcial (linguística, idealista ou filosoficamente) em relação a tudo: não creio que alguém esteja certo e outro errado... mas sei que está caindo num abismo de erros e enganos qualquer indivíduo racionalista intenso, imerso em sua cultura e "intelectualidade", que se cerca de toda uma parafernália teórica/científica/filosófica/argumentativa, que a considera como "a solução inegável a todas as patologias sociais modernas", sem se libertar do próprio racionalismo (este que, em si, se for predominante, é repressivo...).

    Em alguns aspectos discordei sim de Pondé... Mas para mim, ele é mais um imerso e atolado na ilusão da Cultura, dos pensamentos e racionalismos intensos...

    Apesar das famigeradas réplicas bíblicas do comentarista Cristão (Fernando?), devo concordar plenamente com ele, quando cita: "Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos. E serás bem-aventurado, porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos. Lucas 14:12. Ou seja fazer o bém vale mais do que mil jantares inteligentes."
    Muito bem colocado!
    É isso o que falta a TODOS NÓS: fazer as coisas DE GRAÇA, sem esperar nada em troca, sem cobrar nada, desapegando do dinheiro, de economias, do padrão-de-vida burguês (sobretudo), do stablishment, de todo status quo, e de todo aparato linguístico/econômico de atribuição de valores e de controle social/mental...

    Quando finalmente os cristãos entenderem que viver "na Graça" é, literalmente, fazer as coisas pelo próximo DE GRAÇA, aí sim estarão progredindo... para não dizer REVOLUCIONANDO!

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  26. Pondé não te conhecia! Pena, vou passar a te ler de agora em diante!ADOREI tua entrevista! De uma lucidez muito acima da média. Parabéns, tu sabes tudo sobre esta arrogância cretina, este exibiocionismo absurdo que tomou conta de muitos homens/mulheres desta nossa geração!Me surpreendi com os absurdos das críticas à tua entrevista. De novo: senti de imediato uma profunda admiração por ti, pelas tuas idéias e sim, pela compreensão da ausência de humildade dos homens do nosso tempo! Até a próxima, siga escrevendo pois conseguiste muitos admiradores com esta tua entrevista na Veja!

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  27. O Pondé deve estar com os mesmos delirios de Jabor, ou seja, cada vez mais maluco. Pelo visto "santa" de casa não faz milagres. Não se combate a corrupção, a sujeira, apenas porque ela normalmente venha da direita raivosa, combate-se isso, a rigor, e muito principalmente pela educação de berço que se recebe. Não é preciso ser um erquedista para ser contra as crueldades atuais do sistema economico em que nos encontramos.

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  28. Devo reconhecer que Pondé, em certos alvos, aponta com pertinência determinada crise de caracteres ideológicos do que se usa definir universo intelectual, assim como a política como salvatione de uma humanidade desvirtuada, ingênua visão dicótoma; conquanto ainda observo que a entrevista caia de qualidade ao corroborar e generalizar aspectos esquerdistas fluindo-os à idéia de auto-puritanismo. A esquerda, assim como a direita e o cristianismo, possui várias facetas, considero a construção de espantalhos caricatos de uma destas facetas, sendo esta em questão leviana de fácil ataque, tão infantil quanto arguir à falência do homem, o capitalismo. Outro ponto, acreditar ser Deus o criador máximo a hipótese mais elegante, me parece uma rejeição de obsoletas tendências do pensamento às avessas, se nos deparamos com órgãos ateístas cada vez mais presentes e encontramos nos pensadores midiáticos uma negação desta forma de pensamento, o conservadorismo se torna néscio ao ostentar antes de qualquer prerrogativa do questionamento, a forma de conclusão mais cabível às suas tendências de manutenção imperativa, independente do grau da discussão, leva-se aquém de todas as possibilidades, a sumidade da dita elegância ante a filosofia em mérito na questão. Portanto, perde-se espaço do diálogo para as falácias bifucativas, como exemplo enxergar como única alternativa perante a bondade humana, a existência de um Deus ocidental, mostra-se semelhante ao enxergar a esquerda como movimento revolucionário superficial, quando fora essencialmente um dos marcos do pensamento do homem perante si mesmo e as relações que o cercam, como a visão da liberdade embasada além do comércio e capital.

    Montpellier

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  29. Na minha modesta opinião, o Pondé é um mala!

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  30. Não acredito em ex-ateus. Esse Pondé um mentiroso dando golpes de "João sem braço". Ele nunca foi um ateu, aliás ele não é nada, morre de medo do além e é portador de uma confusão mental de fazer inveja ao Arnaldo Jabor - rssss

    Luiz Bento
    Goiania

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  31. Diz Pondé: "O clero da esquerda, ao contrário, é movido por um sentimento de pureza. Considera sempre o outro como o porco capitalista, o burguês. Ele próprio não. Ele está salvo, porque reclica lixo, porque vota no PT... "Ninguém é salvo pelas próprias obras para que não se glorie a si mesmo, mas por fé. Tenho a consciência de que se faço algum bem, o faço, porque o amor de Deus abita em mim e não por mim mesmo , e isto glorifica a Deus.

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  32. Este comentário foi removido pelo autor.

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  33. Teologia da Libertação? para ser rápido e sem rodeios, Como falar disso sem falar em Bíblia (A essência da teologia)? Paulo Apostolo Disse: "Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Romanos 6:22". E Jesus Disse: "Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Mateus 10:8" A libertação se faz em dois campos propriamente ditos, 1º) Espiritual, libertação de problemas como doenças e demônios. 2º) Emocional, libertação do pecado. Libertação Espiritual; feita expulsando o mal em nome de Jesus e pela palavra de Deus. Libertação do pecado; feita por ação da palavra da Deus.

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  34. Diz Pondé: "Lembro-me sempre de algo que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo, que é a coisa mais brega de todas." Talvez Pensando nisso foi que Jesus disse: "Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. Mateus 12:30". Quem não crer em Jesus, vai estar aberto a crer em qualquer coisa que lhe for apresentada.

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    1. Não crer, é a mesma coisa, "Cristão". Porque voce não experimenta viver em tempo real?/ kkkkkkkkkkk

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  35. Diz Pondé:"...Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica..." Um milagre tem acontecido na vida do Pondé. "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. João 20:29

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  36. Ex-ateu, ex-gay...isso non ecziste, como diz aquele religioso conhecido.Esse pondé é realmente uma mala-sem-alça, um mero oportunista a serviço, sabememos de quem.

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  37. PONDÉ, faz excelente argumentação sobre a hipocrisia esquerdista/ateísta, que muitos debitam só na conta de religiosos e direitistas!

    É, Doutor Pondé, nesses jantares, os esquerdistas não podem manifestar sentimentos antissemitas, também em razão de possivelmente aparecer um milionário árabe disposto a bancar os caros jantares.

    Assim, hipocritamente abraçam judeus e árabes, e, ainda vão espalhar aos ventos que "amor ao próximo não precisa de Deus"!

    Aprendi que hipocrisia não tem deus, religião ou partido político. O ser humano é hipócrita quando essa postura atende seus interesses!

    Uma entrevista é pouco para esgotar um tema tão importante.

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    1. Não é hipocrisia viver sem deus, palhaço anonimo, hipocrisia é dormir com ele e acreditar em cobras. Esquerdistas apoiam arabes e não os judeus, vai estudar, vai ler mais jornais.

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    2. esse crentalha anonimo não diz coisa com coisa...

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  38. Obrigado ao site, pela divulgação de mais um importante pensador, que traz ideias "politicamente incorretas", mas verdadeiras, que chocam os divergentes naquilo que lhes toca factualmente.

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  39. A UNB pede socorro.

    A esquerda aqui em Brasília, simplesmente está destruindo a UNB.

    Outro dia mesmo, a TV Brasília mostrou o DCA da UNB com várias prateleiras abarrotadas de garrafas de cachaça!
    Embora a UNB esteja sob constante ameaça de marginais, que roubam, furtam e estupram, a reitoria do esquerdista desqualificado José Geraldo de Sousa Júnior empossada em 2008, recusa o patrulhamento da polícia, pois isso inibiria as verdadeiras cracolândias/canabislândias, que se formam em vários pontos do campus.

    Um dos fundadores do PT no Distrito Federal, José Geraldo foi eleito reitor em 2008, favorecido por uma manobra que concedeu aos votos dos alunos a mesma importância que a dos professores e funcionários, quando, em qualquer universidade respeitável, o corpo docente deveria representar 70% do colégio eleitoral.

    Mais em:
    http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/madracal-no-planalto

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  40. Conheci esquerdas acadêmicos e ex-guerrilheiros, e nenhum deles era politicamente correto.

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  41. Não sei porque Pondé se dá ao trabalho: a esquerda é auto-destrutiva.

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  42. Anônimo de 12/07/11 12:43disse...
    "Não sei porque Pondé se dá ao trabalho: a esquerda é auto-destrutiva."

    FACTO. Você tem razão. A história dá conta disso.

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    1. Esquerda auto-destrutiva???? KKKKKKK. Essa piada é mais engraçada que o proprio Pondé. Só mesmo um anonimo pra ter coragem de escrever uma asneira dessas. Rsssssssssss

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  43. Por que a política não pode ser redentora?
    O pecado é pessoal e social. Quando um pessoal começa a roubar(pecar) e consegue influenciar um grupo social, passa o pecado para essa classe social que afetam uma estrutura política de um pais, como por exemplo, a corrupção. A graça de Deus redime o mundo, pois a partir que o homem passe a conhecer e tenha uma experiência com a pessoa de Jesus Cristo, sentido seu amor e o amado sobre todas as coisas, a graça de Deus, que é gratuita para que o ama, te leva a saiu do pecado por amor e leva a luta contra todo o mal da classe social. Por amor, defendemos um filho de um assaltante, por amor você faz loucura, por amor a Jesus não vou pecar, roubar, matar e nem me corrompe.

    Em que o cristianismo é superior ao pensamento de esquerda?
    O próprio Jesus nos ensinou: “Eu não dou testemunho de mim mesmo, mas de Deus que me enviou, se meu testemunho fosse de mim mesmo, não teria valor algum”.
    As pessoas que dão testemunho da vida dos santos, pois os mesmos não estão aqui para da este testemunho. São varias pessoas que reuni provas de santidade de um determinado santo e leva ao mundo seu testemunho.

    Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?
    a teologia da libertação de teologia não tem nada, pois a teologia estuda Deus, e a teologia da libertação estuda a idéia de Deus. Teologia sem Deus, não é teologia.
    Jesus não fazia acepções de pessoas, se optar pelos pobres criam um divisão de classes entram em choque com a unidade de Cristo, caindo no marxismo materialista de lutas de classes entre burguês e proletariado, gerando o ódio entre pobres e ricos. Jesus veio para todos, para os pobre e para os ricos.

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  44. A ideia de passar a acreditar em Deus só porque acha bonita a história não me convence de jeito nenhum. Pondé foi corrompido com a alta-traição. Perdeu credibilidade pra mim só pelo fato de expor uma certa preguiça na busca de uma verdade maior e acreditar em uma bobagem de cobras falantes. Nicolelis sim contribui com algo que importa.
    E se preocupar com esquerda ou direita nos dias de hoje, como ele mesmo diz, é brega!

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  45. Paulo: veja que os inimigos da ciência adoram o Pondé: http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2011/07/21/a-tentao-totalitria-luiz-felipe-pond/

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  46. http://revistacidadesol.blogspot.com/2011/12/filosofo-louis-philippe-banze-apoia.html

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  47. Por que o senhor deixou de ser ateu?

    Porque é mais legal acreditar em deus, preciso de um amigo imaginario para ver algum sentido na vida que é chata demais.

    tadinho dele.

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  48. O que podemos esperar de um professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) adorador do pensamento pós-moderno e de Nietzsche. A função do pósmodernismo é negar o papel de razão como organizadora da humanidade e deixar esse papel para aqueles que vivem da antirazão.

    Pobre burgués...

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  49. Se tais "jantares inteligentes" tem função social de passar o tempo, é recebem tal conotação hipócrita, o que deve/deveria ser seus substitutos?

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  50. Guru new era. Acredita em deus porque aparentemente gosta da alegoria. Boa visão pra quem tem rara "disposição para criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares".

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  51. Esse cara nunca foi um filosofo. É uma espécie de maluco beleza mais maluco ainda do que o original que andava de braços dados com Paulo Coelho, um mercenário que pegou carona na burrice programada das religiões que sairam todos nós sabemos de um unico lugar e foi sendo "desvirtuada" de acordo com a conveniencia de cada esperto, de cada região do planeta.

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  52. Não faz sentido, não há lógica num comportamen to assim. Ele (o Pondé) que a fama a qualquer custo, mentindo descaradamente, dizendo que não é mais ateu, quando se pode ver nas entrelinhas que ele é um anarquista, pois dizer que o ser humano não pode apostar em si mesmo (rsssss) É o que fazemos todos os dias, sem essa auto-confiança, ninguém sobrevive mesmo sendo um fanatico temente à Deus, ou a Deuses. Palhaço completo.

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  53. Se há um deus, por que não dois? E por que não muitos? Ou talvez nenhum?

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  54. Vai dar muito trabalho responder cada uma das idiotices ao mesmo tempo afetadas e conservadoras que esse 'filósofo' disse(filósofo?! Só no Brasil, mesmo...). Não tem uma vírgula de filosofia em nada desta entrevista que seria revoltante pelos disparates, se não fosse simplesmente enfadonha pela mesmice. Já que ele não se dá o trabalho de pensar nem um segundo sequer antes de abrir a boca, por que eu deveria me dar algum trabalho de escrever contra o que Pondé afirma? Ele é filósofo famoso, tal como o Paulo Coelho é romancista famoso, vale dizer, com a mesma qualidade e cumprindo o mesmo papel. Foi colocado na tribuna para substituir o igualmente patético Olavo de Carvalho.

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