domingo, 19 de setembro de 2010

Caminhada pela liberdade religiosa reúne 70 mil pessoas no Rio

da Agência Brasil

Mais de 70 mil pessoas participaram hoje (19) de uma caminhada na Praia de Copacabana em defesa da liberdade religiosa, segundo a Polícia Militar. Ao som de grupos como Olodum, seis trios elétricos animaram a manifestação, que reuniu praticantes de várias religiões.

Essa foi a terceira edição da caminhada, organizada pela CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa ) do Rio. Ivanir dos Santos, um dos organizadores do  manifestação, disse que este ano houve maior participação de católicos e anglicanos.

“A Igreja Anglicana acredita que cada um de nós de uma subjetividade singular e como tal tem o direito de expressar sua fé como quiser. O importante é ser feliz”, disse Celso de Oliveira, bispo da igreja.

Um grupo de católicos chamou lembrou o episódio em que a imagem da Nossa Senhora da Aparecida foi chutada (reprodução ao lado) durante programa de TV da Igreja Universal do Reino de Deus, em 1995, pelo pastor Sérgio Von Helder.

“Trouxemos esses cartazes [com a imagem do pastor chutando a santa] para que nós, principalmente os católicos, não nos esqueçamos. Queremos liberdade religiosa para todos, independente da crença”, disse Juan Santos.

Praticantes de wicca, hare krishnas, mulçumanos e ciganos também participaram da caminhada, mas predominaram as religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. Santos disse que essas religiões são os principais alvos da intolerância.

“Precisamos deter os intolerantes. Há mais de 30 anos, eles perseguem a umbanda e o candomblé. Se crescerem, eles atingirão outros setores da população. Estamos defendendo a democracia”, afirmou.

> Igreja Universal é condenada por intolerância religiosa.
setembro de 2008

4 Comentários:

  1. .
    Os evangelicos estiveram presentes ? Ou uma vez mais, estavam ausentes ?

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  2. tem que respeitar todas as religiões.

    Mas não é o caso do romanismo,o frei damião perseguiu e aterrorizou os crentes nos anos 30.

    Será que aqueles que construíram a estátua monumental do frade, sabem que o “santo oco” foi o responsável por inflamar e atiçar a multidão de católicos contra os evangélicos?

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  3. Defendam e respeitem também a opção de não-crença e conversamos.

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  4. Caminhada pela liberdade religiosa? Só se forem ateus e agnósticos que comporem a mesa organizadora e o público que compôe o cortejo.

    A meu ver tá mais para caminhada pelo fundamentalismo cristão.

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