Livro mostra o que a Bíblia tem de bizarro, hilário e perturbador

David Plotz
Plotz ficou impressionado com
 o episódio do urso que mata 42 
O jornalista americano David Plotz (foto) ficou surpreso ao descobrir na Bíblia que Deus tem obsessão por carecas.

Para o Deus do Velho Testamento, diz Plotz, os carecas são puros. “Há até um episódio em que alguns garotos caçoam do profeta Eliseu chamando-o de careca. Em seguida, aparece um urso e mata 42 crianças por causa disso.”

Plotz, que é agnóstico (e calvo), conta que em 2006, num dia de tédio, resolveu ler a Bíblia como se fosse um ignorante, ou seja, levando tudo ao pé da letra, de acordo com a leitura apregoada por religiões e seitas.

Ele publicou as suas observações do que leu em um blog e este se transformou no livro Good book: the bizarre, hilarious, disturbing, marvelous, and inspiring things I learned when I read every single word of the Bible (O bom livro: as coisas bizarras, hilárias, perturbadoras e maravilhosas que aprendi quando li cada palavra da Bíblia). Até agora, nenhuma editora do Brasil se interessou em publicá-lo.

Plotz tem sido criticado por religiosos, como era de se esperar, e por ateus que afirmam que ele foi estúpido ao perder tempo com um “livro mentiroso”.

Em entrevista à Época desta semana, o jornalista afirma que, se riu com alguns trechos da Bíblia, como os que se referem aos carecas, ficou perturbado com outros.

“O Deus ali descrito é perverso, mata muita gente sem razão, não é misericordioso, amoroso, não tem compaixão”, diz. “Passei a desejar que exista algo melhor.”

O jornalista afirma que, embora seja bizarra, a Bíblia deveria ser estudada nas escolas porque se trata da origem de certas características da civilização.

“Hoje em dia, a Bíblia ainda é usada para justificar ataques a adversários políticos e a grupos específicos, como os homossexuais.”

Observa que, se a Bíblia fosse levada a sério por todos, não só por sacerdotes fundamentalistas e seus fiéis, seria um pesadelo.

“Estaríamos apedrejando as pessoas até a morte, matando quem trabalhasse nos dias de descanso e quem cometesse qualquer infração sexual. O mundo seria totalmente segregado entre homens e mulheres, que estariam impuras quando menstruadas.”





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