Igreja acobertou padre francês que abusava de até cinco crianças por semana

Bernard Preynat agora
 admite que estava errado

O francês Bernard Preynat (foto), 74, quando era padre, abusava de “quatro a cinco crianças por semanas”, de acordo com suas próprias palavras a um Tribunal de Justiça de Lyon.

A hierarquia da Igreja Católica sabia dos abusos, mas não só acobertou o padre como o manteve ligado ao grupo de escoteiro de Sainte-Foy-Les-Lyon.

Em março de 2019, a Justiça condenou o cardeal Philippe Barbarin a seis meses de liberdade condicional por não denunciar o pedófilo às autoridades policiais.

Barbarin apresentou sua renúncia ao papa Francisco, que recusou.



Preynat disse a um juiz no dia 14 de janeiro de 2020 que “na época, a meu ver não cometia agressões sexuais, mas carícias, carinhos.”

“Eu estava errado, e foram as acusações das vítimas que me fizeram compreender.”

Os abusos de Preynat começaram a ser divulgados em 2015 por ex-escoteiros que acusaram o padre de forçá-los a carícias recíprocas de natureza sexual, incluindo beijo na boca.

Preynat, que só recentemente foi expulso do sacerdócio, admite ser culpado e quer que seu julgado acabe logo.

O acobertamento da pedofilia de Preynat significa mais um duro golpe à Igreja Católica da França, onde templos estão vazios e outros fechando por falta de fiéis.

Época em que o padre
Preynat dava 'orientação
 espiritual' a escoteiros

Com informação das agências e de sites franceses.



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EDITOR DESTE SITE

Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

revistas da Editora Abril e

em outras publicações.

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