Bispo nomeado para investigar abuso é suspeito de ser estuprador

Designado pelo papa para
 apurar um escândalo, o próprio
 dom Nicoholas DiMarzio é suspeito
de ter molestado um coroinha

O bispo Nicholas DiMarzio, nomeado pelo papa Francisco para investigar abuso sexual do clero em Buffalo (Estado de Nova Iorque), é suspeito de ter estuprado um coroinha décadas atrás.

O advogado Mitchell Garabedian, de Boston, está entrando na Justiça com uma ação acusando DiMarzio de ter violentado seguidamente o seu cliente Mark Matzek, quando este era coroinha na igreja de São Nicolau.

Atualmente com 56 anos, Matzek disse que, na época, também sofreu abuso do reverendo Albert Mark, já morto.

Na década de 1970, DiMarzio era pároco em Jersey City.

O bispo nega as acusações.

“Nos meus quase 50 anos de ministério como sacerdote, nunca me envolvi em comportamento ilegal ou inapropriado e nego enfaticamente essa alegação", afirmou.

Em outubro de 2019, Francisco convocou dom DiMarzio para esclarecer o escândalo de abuso de crianças na diocese de Buffalo, que levou o bispo Richard Malone a pedir renúncia.

Poucas dias depois, o próprio DiMarzio foi denunciado como predador sexual.

Independentemente do que a Justiça decidir, Francisco deverá afastar o bispo da investigação, para que sobre ela não haja dúvidas.

Matzek quer uma indenização de US$ 20 milhões.

Com informação das agências.



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EDITOR DESTE SITE



Paulo Lopes é jornalista profissional diplomado.
Trabalhou no jornal centenário abolicionista
Diário Popular, Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras publicações.