Ironia é a arma dos ateus na revolução secular, afirma Christopher Hitchens

Hitchens (1949-2011):
tratamento contra câncer
derruba cabelos

Christopher Hitchens (foto) enviou uma carta a um congresso de ateus americanos no qual conclama que se mantenham unidos para continuar a “revolução secular”. Afirmou que as armas dos ateus contra a literalidade dos religiosos devem ser o “espírito irônico”, a mente aberta e a corajosa busca da verdade "contra essas forças temíveis e abjetas".

Hitchens é um dos principais pensadores do chamado "novo ateísmo". Escreveu vários livros, entre os quais “Deus não é Grande – como as religiões envenenam tudo”, traduzido em vários idiomas, incluindo o português do Brasil. 

“Acreditem em mim quando digo que estou junto com vocês, mesmo que não corporalmente (só em espírito, mas metaforicamente....)”, escreveu.

Nos últimos anos, Hitchens destacou não só como escritor, mas também como debatedor com religiosos sobre crença e descrença. Na carta, ele escreveu que agora vem tendo uma “longa discussão” com o “fantasma da morte” e já sabe que perderá, porque “nunca ninguém ganhou”.


Ele sofre de um câncer raro.

Afirmou que, por causa da doença, a ideia de redenção e de libertação pelo sobrenatural lhe parece mais “oca e artificial”.

Disse que sua esperança de salvação advém da camaradagem dos amigos e parentes e da ciência médica avançada.

Falou também que essas forças, entre outras, um dia vão libertar a humanidade das “algemas forjadas pelo servilismo e superstição”.  “É a solidariedade inata, e não o despotismo divino, que é a fonte de nossa moral e senso de decência.”

A carta de Hitchens tem tom de despedida. Ele escreveu que nos últimos anos surgiu uma "resistência genuína e espontânea" contra o "absurdo sinistro" e a "ilusão letal", que são a religião. Disse se sentir honrado por ter participado dessa resistência.

Texto com atualização para colocar a data de morte de Hitchens.





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