pelo sociólogo José de Souza Martins , para o Estado de S.Paulo A notícia de que a lapidação de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana condenada à morte por apedrejamento, teria sido comutada para enforcamento trouxe um estranhíssimo alívio para os que se manifestaram contrários à pena e à execução. Embora punições desse tipo ocorram frequentemente nos vários países em que se aplica a lei da sharia, pelo apedrejamento ou pela mutilação dos condenados, o caso de Sakineh teve no Brasil curiosa repercussão. Num comício eleitoral em Curitiba, na campanha de Dilma Roussef para a Presidência da República, fora da pauta e fora da agenda do que de um presidente da República se espera, Lula, levado pelo seu costumeiro entusiasmo em ajuntamento público, ofereceu à condenada do Irã asilo no Brasil. Foi longe: "Se vale minha amizade e carinho que tenho por (Mahmoud) Ahmadinejad, se essa mulher está causando um incômodo, nós a receberíamos no Brasil". A bravata foi mais longe ainda....