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Pressão católica tira de exposição vídeo de Cristo sob formigas

Versão resumida do vídeo Em Washington, o National Portrait Gallery deixou de exibir um vídeo por pressão da Liga Católica dos Estados Unidos e de congressistas. Trata-se do vídeo A Fire in My Belly (fogo na minha barriga), filmado em 1987 por David Wojnarowicz, que fazia parte de uma exposição sobre sexualidade. Dos 30 minutos das imagens, o que incomodou mais os católicos foram os 11 segundos que mostram formigas caminhando sobre uma estátua de Jesus. Para William Donohue, presidente da Liga Católica, o vídeo é ofensivo aos cristãos e faz apologia do ódio à religião. Wojnarowicz fez o vídeo em homenagem ao seu companheiro que morreu por ter contraído o vírus da Aids. Algumas das imagens são fortes porque, com elas, o artista quis retratar o sofrimento das vítimas do HIV. Ao final dos anos 80, ainda não existia o coquetel de medicamentos que possibilita hoje que os portadores do vírus tenham boa qualidade de vida. Cinco anos depois, o artista também m...

SFT mantém processo contra pastores pela morte de Lucas

A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve o processo em que um bispo e um pastor da Igreja Universal, Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda, respectivamente, respondem por homicídio qualificado e ocultação do corpo de João Lucas Vargas Terra (foto), 14. A defesa dos pastores pediu anulação do processo sob o argumento de que as investigações que resultaram na denúncia (acusação formal) à Justiça foram feitas pelo Ministério Público, e não pela polícia. O ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso, disse que a Constituição permite que o Ministério Público faça investigações. “Se até um particular pode juntar peças [provas] e obter declarações, por que não o MP?”, argumentou. Silva e Miranda são acusados de terem assassinado o obreiro Lucas Terra no dia 21 de março de 2001, em um templo na Bahia. O menino teria sido queimado vivo em uma caixa de madeira. Antes, sofreu abuso após ter flagrado os dois tendo relações sexuais. Os dois representantes da Universal ...

Polícia multa britânica que parou em ponte para salvar suicida

Cathryn mostra a multa A britânica Cathryn James (foto), 36, deixou o seu carro 22 minutos a mais na ponte Swansea, no País de Gales, em relação ao tíquete que pagara pelo estacionamento porque teve de convencer uma mulher a não se jogar dali, até que chegasse o serviço de emergência. “Quanto vi que havia alguém em perigo, meus instintos falaram mais alto e corri para lá”, disse. “Consegui acalmá-la.” Quando voltou para o seu carro, Cathryn encontrou uma mula de 60 libras (R$ 160). Ela explicou ao departamento de trânsito por que ultrapassou o tempo pago pelo estacionamento e pediu que a multa fosse anulada.  Seu pedido foi recusado mesmo com a apresentação por ela de uma carta da polícia elogiando-a pela coragem em salvar uma suicida. O departamento de trânsito, inclusive, ameaçou acioná-la judicialmente caso não pagasse a multa. A multa foi suspensa somente depois que Cathryn contou sua história para imprensa. Ela disse que teve de arriscar a sua vida. “Enqua...

Pastora afirma que Deus lhe falou dando apoio a cruzeiro

Diante do Trono cobrou até R$ 4.610 por três dias no mar A pastora e cantora gospel Ana Paula Valadão, 34, do Diante do Trono, escreveu em seu blog no dia 23 de novembro que Deus lhe falou dando apoio ao primeiro cruzeiro marítimo do seu ministério.  Ana Paula reconheceu que estava angustiada por promover um evento do qual os pobres ficariam de fora.  Mas, segundo ela, durante um culto na Finlândia, Deus lhe disse: “Seus bobinhos! Seus bobinhos! Unjam os mares! As praias são minhas! As praias são minhas!”. O cruzeiro, pelo navio Grand Mistral, começou hoje (2 de dezembro) e termina no próximo dia 5. De acordo com o tipo de cabine, os preços cobrados variam de R$ 1.430 a R$ 4.610, pagos em dez parcelas, sendo a primeira à vista. O Diante do Trono aceitou pagamentos com os cartões Mastercard e Visa. Os preços não incluem gastos extras, como o de R$ 195 da taxa portuária. Em seu blog, a pastora escreveu que a voz de Deus era poderosa “como um trovão”. “De rep...

Salvador veta outdoors de cantor de axé por ter a palavra ‘porra’

Tomate faz sucesso com a música A prefeitura da Salvador (BA) mandou retirar de dez autdoors o anúncio do cantor Tomate por conter uma “palavra de baixo calão”. No anúncio fazia referência a uma música de sucesso no momento do cantor de axé: “Eu Te Amo, Porra”. Tomate disse que a palavra está incorporada à cultura baiana. No Twitter, escreveu: “Quem não fala porra? [É] hipocrisia”. Nivaldo Lariú, autor do Dicionário Baianês, disse que a proibição é uma “tremenda bobagem” porque “porra” perdeu toda a “conotação agressiva”. Para ele, trata-se de uma “tentativa vã de se ignorar a força da linguagem popular da Bahia”. A palavra é o maior verbete do Dicionário Baianês, que afirma que ela pode ser usada como substantivo, adjetivo, advérbio, interjeição e vocativo, além de vírgula e ponto de exclamação. Cláudio Silva, superintendente da Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município), disse que a lei proíbe a divulgação de palavrões em locais púb...

Juíza condena estudantes que bateram em auxiliar: ‘Toma, negro!’

A juíza Ilona Márcia Bittencourt Cruz Faggioni, da 5ª Vara Criminal de Ribeiro Preto (SP), condenou os estudantes de medicina Abrahão Afiúne Júnior, 19, Emílio Pechulo Ederson, 20, e Felipe Grion Trevisani, 21, por injúria racista. Em dezembro do ano passado, os três jovens, em um Fox preto, abordaram o jardineiro e auxiliar de serviços gerais Geraldo Garcia (foto), 55, que de bicicleta ia para o trabalho por volta das 6h, e lhe deram golpes com o tapete de borracha enrolado do carro aos berros de “Toma, negro!”. A condenação dos estudantes – três meses de detenção por lesão corporal leve e um ano de reclusão – foi substituída por prestação de serviço à comunidade pelo período de um ano e comparecimento em juízo por dois anos. Mesmo assim, Hélio Rocha, um dos advogados dos jovens, informou que vai recorrer da sentença. “Irei buscar a absolvição ou a desclassificação do crime de injúria. Não houve injúria grave." Os jovens foram expulsos da Faculdade de Barão de Mauá, de R...