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Uniban minimiza a ofensa coletiva à estudante de saia curta

Brown sinalizou que não haverá punição Embora a estudante Geisy Vila Nova Arruda, 20, tenha corrido o risco de apanhar e de ter sido xingada de ‘puta’ por estar usando uma mini-saia, Ellis Wayne Brown (foto), vice-reitor da Uniban (Universidade Bandeirantes), sinalizou que não haverá nenhuma punição drástica aos responsáveis pela selvageria. Ao falar ao Fantástico de ontem, Brown condenou o comportamento dos estudantes do campus de São Bernardo do Campo do dia 22 de outubro, mas disse que nem sequer se cogita a expulsão dos líderes do tumulto. Antecipando-se ao relatório final de uma comissão de sindicância que a universidade informou ter aberto, o vice-reitor afirmou que “o incidente foi extremamente localizado”. Não é o que as imagens postadas na internet mostram: centenas de jovens perseguiram a estudante, depois dela ter sido encurralada no banheiro. Tanto que teve de sair da escola escoltada por seis PMs. Mas Brown reafirmou: “No momento, não estou enxergando esse ní...

Mãe de Eloá diz que há gente que se oferece para matar Lindemberg

  Ana Cristina Pimentel (foto), a mãe de Eloá, 15, diz que tem recebido cartas e telefonemas do Brasil inteiro de “muita gente” se oferecendo para matar o assassino de sua filha, o Lindemberg Alves Fernandes, 23, que está preso à espera de julgamento. Um ano depois do assassinato, Ana Cristina está com dez quilos a menos e aparenta ter dez anos a mais do que os seus 43. A dor pela perda da filha não diminuiu – e até parece que aumentou. Ela tenta retomar a vida. Continua a tomar antidepressivo, mudou-se do apartamento que foi transformado em cárcere privado da filha por 100 horas. Continua a fazer terapia e voltou a trabalhar como cozinheira em uma creche. Desde o começo, tem recebido apoio dos fiéis da Congregação Cristã no Brasil. “Superar, a gente não supera, mas encontro forças na igreja”, disse. Na entrevista que deu a Carina Rabelo, de Istoé, afirmou que não perdoa Lindemberg (foto), porque, acrescentou, só Deus pode fazê-lo, e se refere a um possível assassinat...

Estudantes da Uniban já tinham atacado uma colega em abril

Estudantes da Uniban batem em colega O vídeo postado no Youtube não mostra, mas a estudante A.S.N., 30, levou socos e pontapés de seus colegas da Uniban (Universidade Bandeirantes), campus de São Bernardo do Campo. Ela teve um corte no supercílio, hematomas pelo corpo e duas costelas luxadas. Foi chamada de vadia, entre outras coisas.  A fúria da turba foi deflagrada porque A. teria atropelado uma colega quando deu marcha ré em seu Uno branco para sair de uma manifestação contra uma mudança no sistema de provas e aulas. O carro foi esmurrado e chutado. De fato, o  vídeo mostra uma moça sendo socorrida. Mas A. declarou ao jornal O Estado de S.Paulo, edição de hoje, que não atropelou ninguém. “Tanto que a investigação policial está rolando e essa suposta atropelada nunca apareceu.” É possível que uma moça tenha fingido ter sido atropelada.  O ataque a A. ocorreu na noite de 2 de abril deste ano. Na noite de 22 de outubro, outra estudante, Geisy Vila Nova...

‘Ninguém reagiu ao absurdo da perseguição ao vestido rosa’

por Debora Diniz , para o Estado de S.Paulo O caso não caberia nem em um folhetim vulgar, não fosse o Youtube denunciando a verdade. “A puta da faculdade” é uma história bizarra: uma mulher de 20 anos é vítima de humilhações. A razão foi um vestido rosa e curto que a fazia se sentir bonita. Sem ninguém saber muito como o delírio coletivo teve início, dezenas de pessoas passaram em coro a gritar “puta” e ameaçá-la de estupro. A saída foi esconder-se em uma sala, sob os urros de uma multidão enfurecida pela falta de décor do vestido rosa. Além da escolta policial, um jaleco branco a protegeu da fúria agressiva dos colegas que não suportavam vê-la em traje tão provocante. Colegas de faculdade, professores e policiais foram ouvidos sobre o caso. O fascínio compartilhado era o vestido rosa. Curto, insinuante, transparente foram alguns dos adjetivos utilizados pelos mais novos censores do vestuário da sociedade brasileira. “A roupa não era adequada para um ambiente escolar”, foi a prin...

Iurd apela à Justiça para não ter de devolver anel de ouro à ex-fiel

O juiz de primeira instância já tinha determinado à Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) a devolução à ex-fiel Andréia Gomes Montenegro de uma aliança de ouro de casamento e R$ 500 que ela doou em 2007 a pastores durante o evento“Fogueira Santa”. Mas a Universal não se conformou com a decisão e recorreu, e o caso foi enviado ao Colégio recursal dos Juizados Especiais Cíveis Criminais da 44ª circunscrição judiciária, que fica em Guarulhos (SP). E desta vez a igreja obteve uma sentença favorável. Andréia tinha decidido recuperar a doação não tanto pelo dinheiro, mas mais pelo valor afetivo da aliança de casamento. De acordo com os autos, a ex-fiel falou que um pastor lhe disse que, se não desse nada, era sinal de que ela “estaria servindo ao diabo”. Então Andréia deu tudo que tinha com ela naquele momento. Os advogados da igreja argumentaram que a oferta está prevista na Bíblia sagrada e é adotada por várias igrejas. “É uma prática que remonta a milênios.” No entendimen...

Julgamento de assédio moral precisa ser rápido

por Robson Zanetti , para o site Consultor Jurídico   O assédio moral traz inúmeros problemas físicos e psíquicos aos assediados, inclusive podendo levar a morte. Apenas a título de exemplo, o assédio moral causa problemas físicos como tremores, taquicardia, dores generalizadas, distúrbios digestivos, tonturas, etc.. E a título psíquico, causa depressão, crises de choro, sentimento de inutilidade, ideia de suicídio, sede de vingança, etc.. Você acha isso grave? Isso é o que a ciência médica diz. Quem ignora a urgência no julgamento dos casos de assédio está equivocado! O assédio moral ainda pode provocar desentendimento familiar e inclusive levar a separação. Além disso, provoca efeitos reflexos junto às pessoas que estão próximas ao assediado porque sem poder ajudar, acabar sofrendo de certa forma com o assediado. Você acha isso grave? Quem ignora a urgência no julgamento dos casos de assédio moral está equivocado! Para que existe o Estatuto do Idoso? Existe porque se p...