Defensora pública do Piauí insiste em afrontar Estado laico


Evangelista é defensora
de Estado cristão

A defensora pública geral do Piauí, Francisca Hildeth Leal Evangelista (foto), promoveu no dia 19 de dezembro de 2017 na sede da instituição, em Teresina, uma celebração natalina “ecumênica” com apenas dois sacerdotes, um evangélico e outro católico.

Em 2016, ela já tinha promovido essa agressão ao Estado laico brasileiro. A diferença é que, agora, a defensora acrescentou um pastor à cerimônia.

Por ser um órgão de Estado, a defensoria não deveria ser usada para proselitismo religioso. 

Este ano, trecho de uma preleção soou como um deboche à laicidade.

O diácono Nilson Costa disse que aquela celebração só estava sendo possível porque “vivemos em um Estado laico”. 


Como um Estado laico pode ser contra o Estado laico? Só na cabeça de um religioso.

O pastor Alzugaray Pinheiro afirmou que a celebração religiosa “é uma prova do processo de humanização da Defensoria”.

Com poucas palavras, veja, Pinheiro excluiu os ateus e não cristãos da humanidade. 

O nome disso é "intolerância religiosa".

Se o Ministério Público do Piauí tivesse advertido a Defensoria, a afronta à Constituição talvez não se repetisse.

Myrian Lago, da Promotoria da Cidadania e Direitos Humanos, do MP, chegou abrir uma investigação, a pedido de uma representação da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos).


Mas até agora não se sabe o resultado dessa investigação, se é que, de fato, houve.

O e-mail da Corregedoria do MP do Piauí é corregedoria@mp.pi.gov.br.

Evangelista é livre para professar a religião que quiser, claro.

Mas ela, como servidora, deveria dar exemplo de respeito à Constituição, poupando a instituição de Estado onde está dirigente de cerimônias religiosas.

Ela precisa parar de se apresentar como defensora de um Estado cristão.

Uso de espaço público como templo




Religiosos não entendem que Estado laico beneficia a todos