Ensino religioso confessional poderá ter voto de minerva


Por enquanto, religiosos têm cinco votos

A questão do ensino religioso confessional (ou não) nas escolas públicas talvez seja decidida pelo voto de minerva de Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), diz a jornalista Mônica Bergamo.

Até o momento, há no STF cinco votos a favor do ensino ministrado por representantes de religiões e três contra a confessionalidade.

Faltam votar dois ministros.

Marco Aurélio Mello é uma incógnita, como é de seu temperamento. Mas a jornalista lembra que ele fez uma enfática defesa do Estado laico por ocasião do julgamento que permitiu o aborto de feto anencéfalo.


O outro voto é do ministro Celso de Mello, que é francamente favorável à separação entre Estado laico e Igreja.

Inclusive, se dependesse só dele, o plenário do STF não teria um crucifixo.

Se houver empate de votos, 5 a 5, Cármen Lúcia terá de desempatar.

Ela tem uma forte formação cristã, estudou em uma escola religiosa e dá aula na PUC-MG.

Mas ainda assim há quem aposte que ela se posicionará contra o ensino religioso confessional.

A conferir, porque, em se tratando de Estado laico, o que tem havido é só retrocesso.

Com ilustração de painel de Chris Mars.




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