Proibição à caça de urso viola a religião, dizem índios dos EUA


Dezessete tribos, clãs e indivíduos estão movendo ação contra o governo americano por causa da proibição da caça aos ursos negros do Parque Nacional de Yellowstone [mapa].

Eles argumentam que a decisão viola a sua liberdade religiosa porque urso escarpado faz parte de suas tradições espirituais.


Os ursos negros estão na lista de animais em extinção porque só existem cerca de 700 deles, o que não tem preocupado os nativos americanos, embora eles tenham esses animais como parentes.

Ben Nuvamsa, ex-chefe da Tribo Hopi, no Arizona, disse que o animal pertence ao Clã Urso. “Ele é nosso tio”, disse.

Afirmou que, se a proibição for mantida, as cerimônias religiosas perderão um ícone com grande significado.

Jeff Rasmussen, advogado dos índios, argumentou que o governo decidiu proibir a caça de ursos sem consultar todas as tribos.

Além dos do Arizona, os nativos que estão contestando o veto são de Montana, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Wyoming, Novo México e Nebraska.

A reivindicação também é endossada por tribos do Canadá.

Algumas tribos estão tentando um acordo com o governo.

Elas se propõem a parar de matar os ursos quando a quantidade deles cair para 600.