Irlanda desiste de enquadrar ator ateu em lei da blasfêmia

Fry apenas respondeu ao
que lhe foi perguntado



O departamento da Irlanda que fiscaliza emissoras de TV desistiu de acusar o comediante britânico Sthephen Fry [no vídeo abaixo] de blasfêmia por não haver “um número substancial de pessoas ultrajadas”.

Em 2015, ao ser entrevistado pela estatal RTE, Fry disse que, se encontrasse com Deus, diria: “Como você se atreve a criar um mundo em que há tanta miséria que não é nossa culpa? Não está certo”.

Continuaria: "Você é absolutamente mal. Por que eu deveria respeitar um Deus caprichoso e estúpido que cria um mundo tão cheio de injustiça e dor? Câncer ósseo em crianças? Por que você está fazendo isso?”

Mais: “Sim, o mundo é esplêndido, mas também tem insetos que se introduzem nos olhos das crianças, tornando-as cegas. Elas comem os olhos de dentro para fora. Por quê? Por que você fez isso com a gente? Você poderia facilmente ter feito uma criação em que isso não existe”.

Indagaria: “E ainda temos de passar a nossa vida de joelhos agradecendo-lhe?! Que tipo de Deus faria isso?"

Fry, que é ateu militante, disse ao entrevistador Gary Byrne que o deus cristão é “monstruoso”, “egoísta” e “maníaco”.

Na internet, vídeos com trechos da entrevista tiveram milhões de acessos.

Até mesmo o telespectador que deu queixa ao departamento governamental contra Fry admitiu não estar ofendido.

Ele informou que apenas se manifestou porque queria que fosse aplicada uma lei, a da blasfêmia, que pune quem usar veículos de comunicação para desrespeitar religião e religiosos.

A associação Irlanda Ateia lamentou a desistência do governo em investigar o comediante porque, segundo ela, seria uma oportunidade para evidenciar o absurdo de uma lei aprovada em 2010 que restringe a liberdade de expressão.


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