De formação católica, Belchior se livrou do ‘entulho’ religioso



O compositor e cantor Belchior teve uma forte formação católica.

Em Sobral, Ceará, estudou em colégio de padre e passou dois anos em mosteiro no interior daquele Estado.

Em uma entrevista ao Pasquim em 1982, ele disse que, depois que estudou filosofia e latim, “podendo ler os textos no original, me desvencilhei de todo o entulho religioso que até ali tinha atravancado minha cabeça”

Mesmo assim, disse, continuava lendo em latim textos de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, além da Bíblia.

O cantor morreu no dia 29 de abril de 2017 em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.

Ele nasceu no dia 26 de outubro de 1946, em Sobral.

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes brincava com a extensão do seu nome. Dizia que era um grande nome da Música Popular Brasileira.

O que de fato ele foi, independentemente do enfileiramento dos seus seis nomes.

O paradeiro do cantor era desconhecimento até a sua morte.  Ele tinha passado 7 anos fugindo de cobrança de dívidas.

Belchior tinha largado mulher, filhos, imóveis e sua carreira, sumindo com a produtora cultural Edna Promethe.

Ele compôs músicas que obtiveram lugar de destaque na MPB, como “Apenas um rapaz latino-americano”, “Como nossos pais”, “Mucuripe”, “Alucinação” e “Galos, noites e quintais”.

Na música “Jornal blues (Canção Leve de Escárnio e Maldizer),” há um refrão onde Belchior faz uma referência a sua descrença em divindade.

“O velho blues me diz que, ateu como eu, devo manter os modos e o estilo...Réu confesso!”



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