Escola alemã proíbe oração pública de alunos muçulmanos


Medida causou controvérsia
Uma escola de Wuppertal, no oeste da Alemanha, divulgou nesta semana um aviso que orienta os professores a proibir os alunos de rezar publicamente.

"Nas últimas semanas foi observado de maneira crescente que alunos muçulmanos estão rezando no prédio da escola, de maneira claramente visível para os outros, fazendo rituais de limpeza antes das orações [ablução] nos banheiros, uso de tapetes de oração e adotando certas posturas. Isso não é permitido", diz o aviso do colégio Gymnasium Johannes Rau.

Como parte da aplicação da ordem, os professores e funcionários foram orientados a "identificar" e "reportar" qualquer caso de oração pública para a direção, informou o jornal Der Westen.

A direção do colégio — que tem cerca de 1.300 alunos entre dez e dezoito anos — apontou ainda que a abordagem deve ser feita de uma maneira "amigável".

O texto, que acabou sendo publicado no Facebook, gerou um debate acalorado nas redes sociais. Usuários questionaram a medida e apontaram para o artigo 4º da Lei Fundamental (a Constituição alemã), que garante liberdade religiosa.

Alguns usuários, no entanto, elogiaram a medida, apontando que a direção agiu corretamente.

"Essas coisas não pertencem ao ambiente escolar", disse um deles.

A seção local do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) rapidamente entrou na controvérsia e disse que a medida era "interessante e, na nossa opinião, uma iniciativa sensível da direção da escola".

Com informação das agências e texto do Portal Terra.