Unesp desperdiça recurso com pesquisa sobre passe espírita



Estudo foi coordenado por um 'médico-espírita'

Por dois anos, 2014 e 2015, a Unesp gastou recursos púbicos em uma pesquisa inócua, para saber o que funciona melhor como redutor de ansiedade, se o passe espírita ou a imposição das mãos.

O responsável pela pesquisa é o médico Ricardo de S. Cavalcante, que é (adivinhe?) presidente da Associação Médico-Espírita de Botucatu.

“Médico-espírita”?

Desde quando as faculdades de medicina ensinam essa nova especialidade?

A pesquisa foi feita por intermédio da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP), da Unesp.

A escola poderia usar o dinheiro dos contribuintes em pesquisas mais úteis, sobre, por exemplo, o Aëdes aegypti, mosquito que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus.

Ela  deveria tem foco mais neste planeta, onde as doenças veiculadas pelo mosquito estão matando milhares de pessoas, e não no "outro mundo", o do além, que, aliás, não existe.

A pesquisa do médico-espírita constatou, claro, que o passe espírita é mais eficiente do que a imposição das mãos para neutralizar a ansiedade.

E daí, o que se pode fazer com o resultado dessa pesquisa?

Sugerir que o SUS ofereça essa nova modalidade da medicina?

Espera-se que não.

O médico-espírita tem prestígio junto aos cofres da Unesp porque ele anunciou que fará outra pesquisa, comparando o passe espírita ao medicamentos no controle no Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Precisa?

Enquanto isso, o Aëdes aegypti se prolifera.

Com informação do site Notícias Botucatu.

Envio de correção.

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