Papa critica sonegação, mas Igreja não paga tributos



Imunidade tributária está na origem
 do enriquecimento de pastores
O papa Francisco criticou a sonegação de impostos porque, disse, ela "nega a lei fundamental da vida: o socorro recíproco''.

Sobre a imunidade tributária que a Igreja Católica desfruta em vários países, Francisco, claro, não disse nada.

Imunidade tributária que também impede o “socorro recíproco”, até que se prove ao contrário.

A alegação da Igreja Católica e das outras é que a essa imunidade é uma contrapartida ao serviço social que prestam.

Algumas igrejas, como a Católica, de fato, mantêm obras sociais, mas é preciso haver transparência, já que está envolvido dinheiro que deixa de ir para o cofre público.

Até que ponto essas obras sociais correspondem ao montante que deixa de ser arrecadado?

Ninguém sabe ao certo porque não há prestação de contas.

No Brasil, salta aos olhos o fato de a imunidade tributária estar na origem do enriquecimento de pastores e igrejas pentecostais.

Basta olhar os templos majestáticos da Igreja Universal, por exemplo.

Ou os jatinhos de Edir Macedo, R.R. Soares e Valdemiro Santiago.

Em alguns países, como a Espanha, há uma forte pressão popular para que os subsídios oficiais às igrejas sejam revistos.

No Brasil também já começar haver esse clamor, embora o assunto permaneça no pé das páginas dos jornalões.

Se uma operação nos moldes da Lava Jato fosse desencadeada para investigar o caminho do dinheiro das igrejas, muita ilegalidade seria descoberta, a começar pelo desvio de recursos para atividades que nada têm de social, incluindo a lavagem de dinheiro.

A Promotoria, Polícia Federal, Receita e Justiça, com a eficiência que demonstraram em Curitiba, teriam de tomar precauções para não se afundar em um mar de lama.

Mas, neste momento, nada, nadinha, indica que possa haver essa investida.

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