Estado laico dos EUA corre risco de ser extinto por Trump


da Agência Lusa

O presidente norte-americano prometeu no dia 2 de fevereiro de 2017 destruir uma lei que limita a participação e apoio a atividades políticas de grupos religiosos, garantindo que vai proteger a liberdade religiosa.

Presidente disse
 que vai 'destruir'
lei da laicidade
"Vou acabar (com ela) e destruirei totalmente a 'emenda Johnson' e permitirei que os nossos representantes da fé falem livremente e sem temer represálias", afirmou Donald Trump, no discurso proferido no 'National Prayer Breakfast', em Washington.

Esse ato mistura política e religião e realiza-se tradicionalmente na primeira quinta-feira de fevereiro.

A chamada 'emenda Johnson', introduzida pelo então senador Lyndon B. Jonhson em 1954, que foi posteriormente presidente dos Estados Unidos (1963-1969), estabelece que os credos religiosos e outras organizações isentas de impostos não estão autorizados a fazer campanha ou apoiar abertamente candidatos a cargos políticos.

No seu discurso, Trump alertou que a liberdade religiosa é "um direito sagrado" que está atualmente "sob ameaça", tanto nos Estados Unidos como no resto do mundo.

"O terrorismo é uma ameaça fundamental à liberdade religiosa.".

Disse que a sua administração fará "tudo o que é possível" para "proteger a liberdade religiosa" no país e que os Estados Unidos "devem ser sempre uma sociedade tolerante onde todos os credos sejam respeitados".

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