'Sofri injúrias e agressões físicas de um pastor homofóbico'

por Thayana Corrêa Mamoré

No dia 25 de dezembro, Natal, fui vítima desse crime de ódio, homofobia.

Thayana
disse que levou
bofetadas  
Sofri injúrias em via pública e agressões físicas de um pastor. Sim, um pastor!

Um homem que deveria pregar o amor agiu de forma odiosa e gritava dizendo que eu iria para o inferno por ser sapatão.

Em seguida me bofeteou, fui arrastada para igreja, fecharam a porta e sofri uma sequência de espancamento (segundo o filho dele: uns tapinhas), a maioria na cabeça. Um vizinho que estava vendo tudo conseguiu empurrar a porta e me tirar lá de dentro.

Isso tudo ocorreu só porque interrompi o culto sagrado para perguntar o porque dele insistir em estacionar na frente da minha garagem. Ele disse para tomar cuidado com a mão de deus. E saiu atras de mim com as agressões.

A delegacia comum tratou o caso quase com descaso. Não fizeram corpo de delito alegando que os hematomas não estavam aparente. 

Claro, fui espancada na cabeça e os hematomas no braço estão surgindo agora.  Mas hoje irei na DIOE, com orientação da própria delegada de lá, com todo apoio das ongs Movimento LGBT Pará e GHP.

Não deixarei esse caso impune. Irei até o fim para contribuir para que casos como esse sejam punidos da forma como deve ser.

Este texto foi publicado originalmente no perfil do Facebook de Tyayana, que mora em Belém, Pará. A Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios está investigando o caso. O pastor não se manifestou para dar sua versão. A moça não revelou o nome dele nem a igreja à qual pertence.

Envio de correção.

Grupo de discussão no WhatsApp.


Pastor homofóbico deve ser acusado de crime, diz maioria