França vai punir sites antiaborto que intimidam as mulheres

Quem fizer pressão psicológica à grávida
poderá ser condenado a dois anos de prisão
A Assembleia Nacional da França aprovou uma proposta do governo para criar uma lei que puna os sites antiaborto que intimidam as mulheres com distorções de dados oficiais e informações falsas, exercendo assim pressão psicológica ou moral.

Muitos desses sites são mantidos por religiosos, mas eles não deixam isso claro.

Há sites que oferecem, por exemplo, ajuda às mulheres por telefone, como se fosse um serviço neutro, mas na verdade se trata de estratégia desonesta de campanha antiaborto.

Se a proposta for aprovada pelo Senado, os responsáveis por esses sites poderão ser condenados a até dois anos de prisão, além de pagar multa de 30 mil euros.

O arcebispo Georges Pontier, de Marselha e presidente da conferência dos bispos franceses, acusou o governo do socialista de François Hollande de querer impor censura aos sites antiaborto.

O aborto é legalizado na França desde 1975 e se aplica até as primeiras 12 semanas de gravidez.

Após esse tempo, o procedimento só poderá ser feito com autorização de um médico, no caso em que a mãe corre risco de morte.

Já existe uma lei que pune militantes que vierem a impedir mulheres de entrarem em clínicas de aborto.

Essa lei foi criada porque na década de 1980 antiaborcionistas chegavam a se acorrentar nos portões das clínicas.

Laurence Rossignol, titular do Ministério dos Direitos da Mulher, comentou: "Cada um é livre para expressar na internet sua condenação ao aborto ou em qualquer outro lugar, mas com a condição de fazê-lo com toda a honestidade, porque a liberdade de expressão não pode ser confundida com manipulação de pessoas".


Com informação do The Guardian e de outras fontes.

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