TJs protegem seus pedófilos, afirma relatório da Austrália

Este panfleto com TJs pedófilas de vários
 países foi distribuído no Brasil em 2013
As Testemunhas de Jeová adotam procedimentos e uma política de comportamento de seus líderes cujo resultado é a proteção de fiéis de que abusam sexualmente de crianças. Muitos dos abusadores são os próprios líderes da igreja, como anciões (sacerdotes).

A conclusão é de um relatório de 110 páginas da Comissão Real da Austrália, que investiga denúncias sobre abuso infantil por parte de membros da igreja.

“[As crianças] não são devidamente protegidas contra o risco de abuso sexual" dentro da organização, afirmou o relatório.

A comissão constatou que há acusados de ter violentado crianças que receberam punição leve e alguns deles continuaram atuando dentro da organização, colocando em risco outras crianças.

Outras constatações da comissão:

— A religião se baseia em políticas e práticas desatualizadas para responder a acusações de abuso sexual infantil.

— É procedimento da igreja não relatar às autoridades casos graves de abuso sexual, principalmente quando a vítima for criança.

— Os anciões só aceitam denúncia se o abuso for relatado por duas testemunhas, como se o criminoso. na maioria dos casos, fosse suficientemente idiota para praticar o ato diante de outras pessoas.

— As comissões da igreja que examinam denúncias de abuso são presididas por homens, o que muitas vezes constrange o denunciante.

Fundada em 2013, a Comissão Real da Austrália é uma entidade oficial que, inicialmente, tinha como foco os abusos praticados por sacerdotes católicos.

A comissão constatou, depois, que o problema do abuso infantil também é grave dentro da religião Testemunhas de Jeová.

Levantou indícios de que, desde 1950, as TJs deixaram de informar às autoridades 1.006 casos de abuso de criança.

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