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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

TJs protegem seus pedófilos, afirma relatório da Austrália

Este panfleto com TJs pedófilas de vários
 países foi distribuído no Brasil em 2013
As Testemunhas de Jeová adotam procedimentos e uma política de comportamento de seus líderes cujo resultado é a proteção de fiéis de que abusam sexualmente de crianças. Muitos dos abusadores são os próprios líderes da igreja, como anciões (sacerdotes).

A conclusão é de um relatório de 110 páginas da Comissão Real da Austrália, que investiga denúncias sobre abuso infantil por parte de membros da igreja.

“[As crianças] não são devidamente protegidas contra o risco de abuso sexual" dentro da organização, afirmou o relatório.

A comissão constatou que há acusados de ter violentado crianças que receberam punição leve e alguns deles continuaram atuando dentro da organização, colocando em risco outras crianças.

Outras constatações da comissão:

— A religião se baseia em políticas e práticas desatualizadas para responder a acusações de abuso sexual infantil.

— É procedimento da igreja não relatar às autoridades casos graves de abuso sexual, principalmente quando a vítima for criança.

— Os anciões só aceitam denúncia se o abuso for relatado por duas testemunhas, como se o criminoso. na maioria dos casos, fosse suficientemente idiota para praticar o ato diante de outras pessoas.

— As comissões da igreja que examinam denúncias de abuso são presididas por homens, o que muitas vezes constrange o denunciante.

Fundada em 2013, a Comissão Real da Austrália é uma entidade oficial que, inicialmente, tinha como foco os abusos praticados por sacerdotes católicos.

A comissão constatou, depois, que o problema do abuso infantil também é grave dentro da religião Testemunhas de Jeová.

Levantou indícios de que, desde 1950, as TJs deixaram de informar às autoridades 1.006 casos de abuso de criança.

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