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domingo, 27 de novembro de 2016

Polônia está se tornando a pátria do fanatismo católico

Autoridades governamentais 
prestigiaram a "posse" de Jesus
Recentemente, a Polônia deu “posse” a Jesus Cristo como seu rei, com a presença do presidente do país, Andrzej Duda, parlamentares e representantes do poder judiciário. A piada é que o país se considera laico.

Na contramão de países europeus onde o secularismo tem avançado, a cerimônia da entronização de Jesus foi um exemplo do fanatismo católico que tem se consolidado na Polônia com o incentivo de um governo ultraconservador.

O exagero na devoção dos poloneses tem preocupado até setores menos conservadores da Igreja Católica, porque há muitos fiéis dispostos a resistir às reformas do papa Francisco.

O bispo auxiliar de Cracóvia, Grzegorz Rys, por exemplo, tem defendido a separação entre Igreja e Estado.

Ele disse que os católicos, incluindo os políticos, estão esquecendo os valores de sua religião.

“Todos os políticos dizem hoje ser cristãos. E são contra receber migrantes em nome da defesa da cristandade. Ora, não há nada de cristão nessa atitude”, afirmou ele em uma entrevista.

O papa Francisco já pediu ao governo polonês que recebesse migrantes, mas ele foi ignorado.

A Polônia tem cerca de 38 milhões de pessoas. A maioria delas, quase 90%, é católica.

Esse elevado percentual se deve às consequências da Segunda Guerra Mundial.

Até então, a religião na Polônia era mais diversificada, mas os católicos firmaram sua supremacia com a expulsão do país de judeus e protestantes.

O fanatismo católico polonês é o responsável pela proibição do aborto, para o qual há três exceções: risco de morte para a grávida, patologia grave e irreversível no embrião e gravidez por estupro ou incesto.

Em outubro de 2016, milhares de mulheres saíram à rua contra um projeto de lei que, se aprovado, proíbe totalmente o aborto, com prisão de até cinco anos à mulher transgressora.

Outro ponto: não se vê no horizonte a possibilidade de o governo cristão aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No país, a homossexualidade sempre foi tratada com forte discriminação, e agora ainda mais. Poucos gays ousam sair do armário.

Para se ter ideia do retrocesso que está ocorrendo na Polônia, um dos interlocutores do governo na Igreja Católica é o padre ultraconservador Tadeusz Rydyk, fundador de uma cadeia de rádio e televisão.

Entre outras coisas, ele fez uma declaração digna de Hitler: disse que os judeus são “gananciosos” e que governam na sombra a Polônia.

Com informação das agências e foto do Facebook.

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