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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Livro expõe os benefícios de quem vive liberto da religião

O livro “Liberto da Religião”, de Paulo Bitencourt (foto), confronta as contradições e mazelas das religiões com os benefícios dos quais desfrutam aqueles que não seguem crença alguma.

Bitencourt estudou
para ser pastor e se
tornou descrente
A indignação do autor perpassa o livro, que é escrito na primeira pessoa.

Fica subjacente em todo o texto uma pergunta: como é possível haver tantos crentes nestes tempos de consolidação do conhecimento e da ciência?

A trajetória do próprio Bitencourt indicou até certo momento que ele seria mais um crente entre bilhões.

De família evangélica, ele estudou teologia em São Paulo com o objetivo de se tornar pastor.

No quinto semestre do curso, ele se mudou para a Áustria, formando-se lá em canto lírico. Foi nessa época em que se assumiu como descrente.

Ele obteve a cidadania austríaca (e perdeu a brasileira por causa da legislação daquele país), mas continua atento para o que ocorre no Brasil, como o avanço do fundamentalismo cristão.

Trechos do livro

Livro aborda o
fanatismo religioso 
Imaginemos que o número de políticos evangélicos continue aumentando e eles uma hora passem a constituir a maioria no Congresso Nacional. Imaginemos também que, um belo dia, cheios de zelo e ardor religiosos e inspirados por personagens bíblicos como o rei Josias, esses políticos se sintam chamados por Deus para limpar o Brasil de tudo o que não é cristão e, a exemplo do que as repúblicas muçulmanas fazem com a Sharia, instituir a Bíblia como código de conduta “para ensinar, repreender e corrigir” (2 Timóteo 3:16). No dia em que a maioria política cristã fundamentalista, seguidora de uma religião semita parente do Islã, decidir legislar o Brasil em plena conformidade com os mandamentos expressos na “Palavra de Deus”, terá nascido a República Cristã do Brasil.

[...] Se há algo que realmente incomoda a deidade bíblica, é o prazer sexual de suas criaturas. Enquanto masturbação, que o cineasta Woody Allen chama de sexo com a pessoa que ele mais ama, e sexo extraconjugal são pecado, homossexualidade é muito mais que isso. É uma aberração. Oficialmente, o Catolicismo vê sexo como um ato reservado unicamente à procriação. Do outro lado da moeda, seria coincidência que o maior país protestante, os Estados Unidos, é também o que tem as leis sexuais mais bizarras? Acredite quem puder, em vários estados americanos todas as posições sexuais estão proibidas, com exceção daquela em que o homem está deitado sobre a mulher, conhecida como a posição do missionário. No estado do Alabama, ninguém precisa de permissão para comprar uma arma nem é obrigado a registrá-la. Como nos filmes de faroeste, ele pode carregá-la para quase todos os lugares. Porém, comercializar e presentear brinquedos eróticos, como vibradores, acarretam multa de US$ 10.000 e um ano de detenção. Reincidências podem resultar em até dez anos vendo o sol nascer quadrado. Será que é porque vibradores são letais, ao passo que armas de fogo são inofensivas?

O livro “Liberto da Religião” está à venda na Amazon.

Com informação do livro e do autor e imagem de divulgação. Mais sobre o escritor na Wikipédia.







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