sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Babalaô critica Lava Jato por associar acarajé à corrupção

O babalaô Ivanir dos Santos (foto), da CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa), divulgou nota repudiando o fato de a Polícia Federal ter dado o nome de "Acarajé" em mais uma operação da força tarefa Lava Rápida, que investiga a corrupção na Petrobras.

Ivanir disse
que acarajé é
comida sagrada
Para religiões de matriz africana, o acarajé é alimento sagrado e faz parte do ritual do orixá Iansã.

“Assimilar essa expressão sacra ao crime, especialmente à corrupção, ofende religiões e religiosos de matriz africana”, diz a nota.

“Cidadãos, no afã da comunicação criativa, poderiam errar, pedir desculpas, reconhecer a má criação intolerante e insensível. Seria um caso da vida privada. Ao Estado e seus entes não é permitido cometer tais erros.”

O Coletivo de Entidades Negras enviou um pedido à Polícia Federal e a outras entidades para que o nome da operação seja mudado. Até agora não obteve nenhuma resposta.
A Operação Acarajé é a 23ª fase da Lava Jato. Por se tratar de um prato apimentado, em língua iorumbá significa “comer bola de fogo”.

O foco da operação é o marqueteiro João Santana, que é suspeito de ter recebido milhões de dólares do esquema de corrupção da estatal como pagamento da campanha publicitária que fez para o ex-presidente Lula e a presidente Dilma.

Em e-mails apreendidos pela Polícia Federal, funcionários da Odebrecht dão o nome de “acarajé” às propinas pagas pela empresa.

O babalaô Santos exagerou em rejeitar o nome da operação da PF. Se ele consultar Iansã, ela certamente vai se solidarizar com a caça dos corruptos mais descarados que o país já tem.

Com informação do Coletivo de Entidades Negras e de outras fontes e foto tirada do Youtube. 





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