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Religião, ateísmo, ciência, etc.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ilusão da presença de Deus vem do cérebro infantil, diz cientista

O biólogo e neurocentista John Wathey (foto) pesquisou a sensação intuitiva que pessoas das diversas religiões e culturas têm da presença de Deus e chegou a uma conclusão: trata-se de uma sequela do cérebro infantil.

'Religião tem
características
infantis'
Ele escreveu um livro explicando que os circuitos neurais evoluíram para promover um forte vínculo entre mãe e filho.

E esse ser amoroso que responde às necessidades infantis acaba sendo substituído quando a criança se torna adulta pela figura protetora de Deus, transferindo um sentimento inato para o campo da religião.

Assim, para ele, Deus pode ser interpretado cientificamente como “estímulos ilusórios que enchem um vácuo emocional e cognitivo que sobraram da infância”.

Wathey disse que resolveu escrever The Illusion of God's Presence: The Biological Origins of Spiritual Longing ["A Ilusão da presença de Deus: as origens biológicas de anseio espiritual"] ao perceber que a religião tem características infantis. “Isso é algo que merece ser destacado.”

O neurocentista argumentou que essa pode ser a explicação, entre outros atitudes, das obsessões religiosas por sexo, do fascínio por cultos e da misteriosa compulsão por orar.

Livro compara
religiosos aos
bebês
“A oração é quase universal em quase todas as religiões, mas é bastante óbvio que a ela é inútil”, disse.

“Deus sabe o que queremos, e então qual é o propósito de pedir favores a Ele?”

No entendimento de Wathey, a oração é um fenômeno biológico.

“Eu acho que se trata de um instinto dos humanos que, na infância, choram para despertar a atenção da mãe, já que os bebês são completamente indefesos.”

O neurocientista afirmou que essa extrema dependência do bebê pela mãe (ou de Deus, por parte do adulto) fez sentido nos primórdios da humanidade, quando nossa espécie tinha poucos indivíduos em relação à extensão da Terra e corria o risco de ser extinta.

Nos atuais dias, disse, levando em conta a superpopulação, esse sentimento de dependência é um legado inútil, e a evolução tende a aboli-lo.

Com informação do site Point of Inquiry, da resenha do livro e de outras fontes e com fotos de divulgação. 





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