segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Frank Sinatra teve uma postura muito firme contra as religiões

Para o cantor, sacerdotes
não passavam de 'feiticeiros'

Frank Sinatra (1915-1998), foto, fez em 1963 afirmações que o caracterizariam no contexto de hoje como um "neoateu” — um militante do ateísmo que faz duras críticas às religiões por entender que elas causam mais mal à civilização do que bem.

Em uma entrevista à revista Playboy, o cantor norte-americano elogiou, entre outros autores, Bertrand Russell, que é uma referência dos militantes ateístas.

“Eu acredito em você [repórter] e em mim. Eu sou como Albert Schweitzer, Bertrand Russell e Albert Einstein”, disse. “Sou como qualquer um que tenha respeito pela vida — em qualquer forma.”

Ele falou que acredita em tudo que “pode ver”, em “evidências do real” na natureza, como as aves, o mar, o céu. “Se estas coisas são o que queremos dizer como Deus, então em acredito em Deus.” Por esse ponto de vista, ele seria deísta.

Mas isso não significa que ele tinha fé em uma divindade pessoal, dessa que serve para dar consolo ou a ganhar na loteria, conforme fez questão de falar.

Sinatra afirmou ser favorável a qualquer coisa que ajude alguém a passar a noite: uma oração, um tranquilizante ou um Jack Daniel. Principalmente esse uísque, como sabem seus biógrafos.

Para ele, ter ou não uma religião é do fórum íntimo, diz respeito a cada uma das pessoas.

Ele colocou todos os sacerdotes na categoria de “feiticeiros”.

Sinatra criticou principalmente os "feiticeiros" que pedem dinheiro aos fiéis com o pretexto de subornar Deus em troca de alguma coisa.

Manifestou repúdio às religiões organizadas porque elas ao longo da história, disse, derramaram muito sangue em nome de Cristo, que é adorado como o “Príncipe da Paz”.

“Mostre-me um passo à frente em nome da religião, e eu lhe mostrarei uma centena de passos atrás.”

Ele lembrou que os “homens de Deus” destruíram tesouros educacionais de Alexandrina, promoveram a Inquisição na Espanha e queimaram bruxas em Salém.

“Mais de 25.000 religiões organizadas prosperam no planeta, e os seguidores de cada uma delas afirmam que as outras crenças são falsas e provavelmente estão do lado do mal”, disse.

“Na Índia, [os religiosos] adoram vacas brancas, macacos e banho no rio Ganges”, disse. Muçulmanos aceitam a escravidão e acreditam que, no céu, as mulheres serão revirginizadas. E os xamãs não estão só na África, mas também em Los Angeles, como mostram os anúncios dos jornais.”

O repórter da Playboy argumentou que a fé religiosa também exerce influência positiva na civilização.

O cantor não deu nenhum exemplo desse tipo de influência. Ele preferiu lembrar-se dos “paroquianos” que, em setembro de 1957, tentaram linchar afrodescendentes em seu primeiro dia de aula na Little Rock Central School, no Arkansas.

“Odeio a hipocrisia daquele que se mostram como generosos, mas pratica a intolerância em seus pequenos círculos”, afirmou. “Sou a favor da decência.”

“Não conte comigo se você invocar alguma divindade misteriosa que lhe permite cometer uma bestialidade na quarta-feira e lhe conceder a absolvição no domingo.”

Sinatra disse ao repórter que essas suas afirmações provavelmente teriam como consequências enxurradas de maldições, ameaças e obscenidades, além do boicote aos seus discos e filmes.

O repórter perguntou se ele gostaria de excluir essa parte da entrevista.

Resposta: “Não. Pode publicar”.

Com informação da Playboy.





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