segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Deputado suspeito de corrupção não quer evento gay em praça

Evangélico teria
recebido R$ 100 mil
da Queiroz Galvão
Marcos Rogério (PDT-RO), foto, é mais um caso de deputado evangélico que mantém um discurso moralista mesmo sob suspeita de ser corrupto — uma questão ainda em aberto, no caso dele.

Na semana passada, ele emitiu uma nota de repúdio ao uso da Praça da Bíblia de Ji-Paraná (RO) pela parada gay.

"Os valores e crenças precisam ser respeitados e que um monumento à Bíblia não é o local adequado para eventos que atentem não somente contra os valores cristãos, mas também à moral da sociedade e de suas famílias", afirmou.

O deputado recebeu R$ 100 mil da Queiroz Galvão, que é uma construtora acusada de participar de um cartel que superfatura obras da Petrobras, no esquema agora conhecido como Lava Jato.

Rogério argumentou que a doação foi feita ao seu partido e este lhe repassou o dinheiro, como se isso fizesse a diferença aos eleitores. Nas entrelinhas, o deputado diz o seguinte: se houver alguma irregularidade, ela é do partido, não minha.

O deputado, obviamente, é inocente até que a Justiça o condene, se houver sentença nesse sentido, mas por enquanto não há como isentá-lo da suspeita de ser um falso moralista, um hipócrita.

Em Ji-Paraná, há uma lei de 2008 que destina a Praça da Bíblia somente a eventos religiosos.

Os organizadores da parada gay tiveram de recorrer à Justiça para usar aquele local, que é o único na cidade que tem estrutura para realização de eventos.

Uma liminar concedida pelo juiz Edson Yukishigue Sassamoto declarou que a lei é inconstitucional, porque um local público e... público, tenha o nome que tiver.

Com informação das agências e foto de divulgação.





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