quarta-feira, 17 de junho de 2015

Menina da pedrada na cabeça é chamada de 'macumbeira'

Avó de Kailame
disse não ter desistido
de recorrer à Justiça
Um homem se aproximou de Kailame Campos (foto), 11, e de sua avó Kathia Coelho Maria Eduardo (foto), 53, ambas vestidas de branco, e comentou: “A imprensa só dá ibope para macumbeiro e gay!”.

A avó estava com sua neta no IML (Instituto Médico-Legal) do Rio de Janeiro onde Kailame ia se submeter nesta quarta-feira (17) a um exame de corpo de delito.

No domingo à noite, quando estava a caminho de um centro espiritualista, a garota foi atingida na cabeça por uma pedra jogada por dois supostos evangélicos, que gritaram: ”Sai Satanás, queima, vocês vão para o inferno”.

Kathia não esperava que ela e sua neta fossem se tornar tão rápido a mais uma manifestação de intolerância religiosa.

Afirmou que no metrô, indo para o IML, ela e a Kailame receberam apoio de pessoas por terem denunciado a perseguição de evangélicos aos seguidores de religiões de matriz africana.

“E agora acontece uma coisa dessa”, comentou ela, de acordo com o jornal Extra. “Mas isso não vai fazer com que eu desista de lutar por justiça.”

Por temer novos ataques, Kailame tinha desistido de usar roupas brancas, mas agora, segundo Kathia, a garota tomou coragem para se vestir com a cor de sua religião. A menina disse que não perdoa seus agressores.

Kathia lamentou a existência de pessoas que não conseguem dissociar sua religião do fanatismo. “Somos todos a mesma coisa, independentemente do credo.”

A candomblecista disse que sempre existirá fanatismo religioso, mas tem a esperança de que isso tipo de intolerância diminua se houver uma conscientização da sociedade.

Com informação do Extra e de outras fontes e reprodução de imagem da Globo.





Fundamentalismo religioso é distúrbio mental, diz cientista

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...