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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Escola islâmica proíbe alunas de correr para preservar a virgindade

Hallak, de escola na
 Austrália, também teria dito
 que lesão causa infertilidade
O diretor da escola islâmica Al-Taqwa de Melbourne, no Estado de Vitória, na Austrália, proíbe as estudantes de correrem em excesso por isso pode romper o hímen da virgindade. Para o Islã, as mulheres têm de casar virgem.

A denúncia foi publicada pelo jornal The Age. Ela foi apresentada por um ex-professor da escola, que escreveu ao governo federal e ao do Estado de Vitória acusando o diretor da escola Omar Hallak (foto) de fanatismo religioso.

O ex-professor acrescentou que Hallak acredita que uma estudante pode ficar estéril se, por exemplo, quebrar uma perna em um jogo de futebol.

James Merlino, secretário de Educação de Vitória, disse que as autoridades reguladoras do ensino vão apurar a denúncia. Se houver comprovação, afirmou, trata-se de uma “situação muito preocupante”.

A escola Al-Taqwa é privada, mas recebe financiamento público. Em 2013, por exemplo, ela obteve cerca de 10,8 milhões de dólares australianos. Tem 1.700 alunos entre cinco e 18 anos.

A escola divulgou nota em seu site afirmando que, “contrariando os relatos da mídia”, não proíbe as estudantes de participar de esportes. “Nós não acreditamos que [essas] atividades físicas podem causar perda da virgindade e tornar as estudantes inférteis.”

Contudo, a escola precisa explicar por que impediu que as estudantes participassem em 2013 de competições esportivas.

Na época, um grupo de estudantes escreveu uma carta de protesto ao diretor Hallak, ressaltando que a proibição era um “insulto”.

“O hadith (ensinamento de Maomé) não proíbe as mulheres de correr, desde que elas estejam com o vestuário apropriado”, argumentou a carta.

Em março de 2015, Hallak já tinha chamado a atenção da imprensa australiana por ter afirmado que o grupo extremista Estado Islâmico é patrocinado pelos Estados Unidos e Israel com o propósito de assumir o controle dos recursos petrolíferos do Oriente Médio.

Tudo o que diz respeito ao Estado Islâmico deixa os australianos apreensivos, desde que em setembro de 2014 o governo anunciou ter desarticulado uma rede de partidários do grupo radical que estava se preparando para fazer decapitações no país.

Com informação das agências.





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