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domingo, 18 de janeiro de 2015

Blasfêmia é atingir alguém com um Ak-47, afirma Verissimo

"Não há nada mais ofensivo do que espalhar os miolos de alguém"
O cronista e escritor Luis Fernando Verissimo escreveu que dizer que o Charlie Hebdo foi longe demais em suas nas charges de Maomé é o mesmo que dar uma justificação para o atentado islâmico que matou com bala de fuzil quatro chargistas do jornal francês. “ É o mesmo raciocínio de quem diz que mulher estuprada geralmente estava pedindo.”

Para Verissimo, não há nada mais ofensivo do que um tiro na cabeça. “Não posso imaginar uma blasfêmia maior do que espalhar os miolos de alguém com um Ak-47.”

O jurista Aloisio Toledo Cesar, secretário de Justiça do governo de São Paulo, é exemplo daqueles para os quais o Charlie Hebdo se expede em suas retratações a Maomé. Ele afirmou que “essa torpe atitude soa quase como uma declaração de guerra [aos muçulmanos]”.

Verissimo, em sua crônica publicada hoje em vários jornais, escreveu que “quem não crê em nenhum deus não pode, por definição, ser um blasfemo”.

Explicou que “blasfêmia” significa afronta a divindades, as quais para os descrentes evidentemente não existe.

Portanto, “a verdadeira discussão não é sobre o que as pessoas consideram blasfêmia, mas sobre o que consideram sagrado.”

Assim, argumentou, para quem acreditar que o sagrado é a vida humana, a livre expressão e o direito de pensar, a blasfêmia é, muitas vezes, o que se faz em nome de crenças.

Verissimo escreveu que, nesse caso, não estava se referindo apenas aos atentados islâmicos, mas também à Igreja Católica Romana no tempo em que ela queimava vivo quem era ateu.





 Verissimo comenta o poder de uma mera suposição — Deus


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