Agnosticismo não faz sentido na vida prática, afirma jornalista



É impossível ficar
 em cima do muro
 no dia-a-dia
Não há como provar a existência ou inexistência de Deus, e, a partir disso, a única posição filosoficamente aceitável é o agnosticismo. Mas no dia-a-dia do mundo real não faz sentido ser agnóstico porque o indivíduo tem de se comportar com houvesse ou não um Deus.

O jornalista Hélio Schwartsman, da Folha, recorreu a esse argumento do cético Michael Shermer para enriquecer a questão levantada por João Pereira Coutinho, no mesmo jornal, de que sobre a existência ou não de Deus não se pode concluir nada.

“Quando se trata do mundo real, ou o sujeito age como se houvesse um Deus pessoal ao qual terá de prestar contas no final dos tempos, ou como se não houvesse”, escreveu Schwartsman .

“É por isso que eu não hesito em me declarar ateu”, afirmou. “Faz pelo menos duas gerações que Jeová não pauta a vida de ninguém na minha família — e a crença (ou descrença) religiosa se transmite geneticamente de pais para filhos na proporção de 41% a 47%.”

Independentemente dessa “transmissão genética” em sua família, o jornalista disse que pesquisas em diferentes áreas se convertem para a conclusão de que as divindades foram criadas pelos humanos.

Finalizando, Schwartsman retornou a Shermer para escrever que “nos últimos 10 mil anos, os homens produziram cerca de 10 mil religiões com pelo menos mil deuses. Qual é a probabilidade de que Jeová seja o verdadeiro e Amon Ra, Zeus, Apolo, Baal, Brahma, Odin, Mitra, Vishnu e mais 991 sejam todos falsos? Como dizem os céticos, todo mundo é ateu em relação aos deuses dos outros”.

Com informação da Folha.



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