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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 23 de agosto de 2014

Dawkins defende a 'lógica' de abortar feto com Down

Muita gente ficou
furiosa com resposta 
do biólogo
O biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins escreveu em seu site que, de acordo com o seu desejo de que se aumentem as possibilidades de felicidade às pessoas, o que implica redução de sofrimento, ele é favorável ao aborto de feto com síndrome de Down. Trata-se assim, segundo entende, de uma decisão lógica, e não emocional. De qualquer maneira, ressaltou, essa decisão cabe obviamente à mulher grávida.

A explicação de Dawkins é uma resposta àqueles que o criticaram fortemente por ter sugerido a uma mulher, caso ela estivesse grávida de um feto com Down, que fizesse um aborto e tentasse ter outro filho. “Seria imoral trazê-lo ao mundo, se você tem a escolha [de ter nova gravidez]”, escreveu o biólogo no microblog, onde tem mais de um milhão de seguidores.

O biólogo disse que, em consequência de seu twitter, tornou-se alvo de “cães” que na internet o acusaram de ser vil, de ter ideias monstruosas e nazistas. Acrescentou que, em sua direção, foram arremessadas “bolas de fogo e de ódio”.

Mesmo assim, Dawkins lamentou não ter conseguido nos 140 toques do Twitter ser suficiente claro, magoando pais por conta de um mal-entendido. Dawkins pediu desculpas a essas pessoas que não entenderam estar ele se referindo no Twitter somente aos fetos, e não às crianças com Down. Além disso, para ele, houve pessoas que demonstraram "uma ânsia desenfreada por não compreender" a sua sugestão à mulher, no Twitter.

Na internet, em meio às críticas, houve quem defendesse Dawkins com a argumentação de que há grande diferença entre um feto e uma criança já nascida. O próprio biólogo lembrou, em seu site, que feto não possui sistema nervoso desenvolvido.

A DSA, associação que representa pais de portadores de Down, emitiu nota defendendo que a síndrome, por si só, não deveria ser motivo para a realização de um aborto, mas ressaltou que a decisão cabe a cada família, o que é a mesma avaliação feita pelo biólogo.

No Brasil, a mulher não pode abortar feto com Down, ao menos legalmente, porque esse tipo de procedimento ocorre com frequência em clínicas particulares. O aborto só é possível se a gestação oferece risco de morte à mãe ou quando se trata de consequência de estupro ou ainda, conforme decisão em 2012 do STF (Supremo Tribunal Federal), no caso de o bebê ser anencefálico.

Com informação das agências.





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