terça-feira, 4 de março de 2014

Barulho de religião em escola pública inferniza vizinhos

Fieb
Prefeito Gil Arantes, de Barueri,
cedeu a Fieb para uso de religiosos
Durante o Carnaval, o barulho de um evento religioso realizado na Fieb (Fundação Instituto de Educação de Barueri) tirou o sossego dos vizinhos dessa escola pública que esperavam descansar nos três dias.

“Como pode se dizer cristã uma pessoa que inferniza os outros com barulho excessivo, com autofalantes e caixas de som potentes, em um feriadão?”, protestou no Facebook a jornalista Gláucia Poppe.

Barueri é uma cidade da Grande São Paulo. Tem mais de 240 mil habitantes. O prefeito é Gil Arantes (DEM).

A Fieb fica na avenida Andrômeda, 500, no bairro de Alphaville. O superintendente da escola é Agnério Néri Ferreira.

Poppe, que é protestante, afirmou não se importar se o evento era evangélico ou católico, porque, de qualquer forma, não deveria se realizar em uma escola pública.

Ela escreveu que, enquanto os vizinhos da Fieb sofriam com “musiquinhas alegrinhas que parecem estribilhos do antigo programa do Chacrinha”, Gil Arantes certamente estava com sua mulher “descansando no silêncio de um iate, ou em um hotel na praia ou ainda na casa dele, no Residencial Alphaville Zero, onde não chega o barulho irritante, desrespeitoso e insuportável”.

O “empréstimo” do espaço da escola para uma denominação religiosa é passível de um pedido de esclarecimento do Ministério Público, porque, de acordo com a Constituição, instância alguma de governo pode se envolver direta ou indiretamente com crenças. O Estado brasileiro é laico — ou deveria ser.





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