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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Condenada fanática por tramar a morte do autor do 'cão' Maomé

Cartoon do sueco Lars Vilks foi publicado
 em 2007 pelo jornal Nerikes Allehanda 
Uma americana conhecida como “Jihad Jane” foi condenada nesta segunda-feira a dez anos de prisão por tramar o assassinato do cartunista sueco Lars Vilks, que representou Maomé com um corpo de cachorro em charge publicada em 2007. Colleen LaRose, de 50 anos, admitiu ser culpada por seguir ordens do grupo terrorista Al Qaeda, em 2009. Como ela já passou quatro anos atrás das grades, o juiz decidiu que ela terá de cumprir uma sentença de seis anos.

Na audiência desta segunda-feira, Colleen pediu desculpas por ter seguido as orientações dos terroristas. “Eu estava em transe e não conseguia ver mais nada”, alegou. Ligada a um grupo de muçulmanos preso na Irlanda, ela viajou para a Europa em 2009 para participar de um plano para matar Vilks a tiros. A Al Qaeda havia prometido uma recompensa de 100 000 dólares, mas a americana ficou impaciente com os homens que a levaram à Europa e desistiu do plano depois de seis semanas, voltando para a Filadélfia, onde foi presa.

Jihad Jane também usava a internet para aliciar compatriotas para a “guerra santa” contra o Ocidente. Depois de ser presa, ela foi acusada de quatro crimes, incluindo conspiração para apoiar terroristas. Ela poderia ter sido condenada à prisão perpétua, mas, segundo promotores, contribuiu com informações significativas em outros casos de terrorismo.

Collenn, uma loira de olhos azuis, abalou
o estereótipo que se tinha sobre jihadista
A promotora-assistente Jennifer Arbittier Williams defendeu que Colleen ficasse “décadas atrás das grades”, argumentando que, apesar de sua colaboração, ela ainda era um perigo para a sociedade. A acusação também salientou que a americana loira e de olhos verdes não tinha o estereótipo de um jihadista. “Ela teve um impacto tão grande no público e na imprensa porque ela mudou a face do que o mundo pensa que é um radical jihadista. Foi assustador saber que ela pôde se radicalizar através da internet, a partir dos Estados Unidos”, disse a promotora.

A defesa argumentou que o plano para matar Vilks foi “muito mais uma intenção” do que algo real, e que Colleen nunca acionou uma arma. Em novembro, o jornal britânico The Guardian publicou reportagem feita a partir de documentos vazados pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden indicando que o FBI entrou no caso depois que comunicações relacionadas ao plano foram interceptadas pela Agência de Segurança Nacional.

Al Qaeda tramou
a morte de Vilks
Ali Damache, que treinou Colleen na Irlanda, está em uma penitenciária do país europeu e tenta impedir sua extradição para os Estados Unidos, onde deverá responder a acusações de terrorismo. Jamie Paulin Ramirez, que deixou o Colorado para se casar com Damache na Irlanda, assumiu a culpa por acusações de terrorismo e deverá conhecer sua sentença nesta semana.

Outro envolvido no plano, Mohammad Hassan Khalid, entrou com um pedido para adiar o anúncio de sua sentença, com o intuito de concluir uma avaliação psicológica. Khalid, que cresceu no Paquistão e foi um aluno de destaque em uma escola de Baltimore, no estado americano de Maryland, é a pessoa mais jovem a ser acusada de terrorismo nos Estados Unidos. Ele cometeu os crimes quando tinha entre 15 e 16 anos.






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