Não religiosos da periferia superam a média nacional



Nas periferias de grandes cidades, como São Paulo, Rio, Salvador e Recife, está ocorrendo um fenômeno curioso: tem sido justamente nessas regiões de grande presença de igrejas pentecostais em que mais cresce o número de pessoas sem religião. De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, a média de não religiosos nesses locais é superior à média nacional.

Na periferia 
 se concentram
 templos pentecostais
São essas pessoas que rompem totalmente suas ligações com a religião que mais preocupam os líderes religiosos, e não aquelas que mudam, até com certa constância, de uma religião para outra, informou Dario Rivera, professor da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisador de religião e periferia na América Latina.

"O que estamos vendo é que, nos mesmos bairros de baixa renda onde há uma proliferação de igrejas pentecostais, há muita gente que diz não ter religião", disse Rivera à Folha de S.Paulo.

Entre esses bairros, estão o de Perus (São Paulo), Areião (São Bernardo do Campo) e a parte da área rural de Juiz de Fora (Minas).

Ainda não há uma explicação consensual para tal fenômeno, porque as estatísticas mostram que normalmente as populações de baixa renda são as mais religiosas.

Uma das possíveis explicações, segundo Rivera, que é os sem religião estão crescendo na periferia porque ali existe grande liberdade sexual e uniões provisórias, o que não é aceito pelas igrejas.

Rivera disse ao repórter Reinaldo José Lopes que a população de baixa renda tem uma relação pragmática com a religião, escolhendo aquela que melhor lhe convém. Ou não escolhendo nenhuma.

Com informação da Folha de S.Paulo.



15,3 milhões de brasileiros declaram que não têm religião

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