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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ratzinger teme ser processado de novo por causa de pedofilia

Se voltar para Alemanha, Ratzinger
perderá sua imunidade jurídica
Joseph Ratzinger (na caricatura) foi processado em 2010 sob a acusação de que em 1995, então cardeal, acobertou um padre pedófilo. O processo foi retirado em 2012.

Para evitar novo questionamento jurídico, ele, aconselhado por assessores jurídicos, decidiu continuar a morar no Vaticano após deixar de ser o papa Bento 16, em 28 de fevereiro. A informação é de um funcionário do Vaticano que falou à AFP.

Se voltasse para a Alemanha, para morar em algum convento, ele perderia a imunidade jurídica que o Estado do Vaticano lhe garante.

“A sua permanência no Vaticano é necessária porque, se não fosse assim, ele poderia ficar indefeso”, disse o funcionário. “Ele não teria suas prerrogativas, entre as quais a imunidade jurídica.”

Encravado em Roma, o Vaticano é um Estado autônomo graças ao Tratado de Latrão assinado em 1929  entre a Itália, do ditador fascista Benito Mussolini, e a Igreja.

O pontificado de Bento 16 foi marcado pelos escândalos de pedofilia de sacerdotes em vários países, em casos das últimas décadas que vieram à tona. Por causa disso, o papa foi ameaçado de ser processado algumas vezes.

A permanência de Ratzinger no Vaticano, em um convento, também se deve a outros motivos, entre os quais o de garantir a sua privacidade, de modo que sua figura não se contraponha à do próximo papa, que não deverá ser tão conservador como ele.





Com informação das agências.

Vítima acusa Ratzinger de não ter punido padre pedófilo
setembro de 2011

Casos de padre pedófilo

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