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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Igreja Católica muda ou acaba, afirma teólogo Mário França

Igreja está desgastada por ser
centralizada, disse França
Se a Igreja Católica não mudar, se, por exemplo, continuar a condenar a homossexualidade, a camisinha e os contraceptivos e impedir o casamento de padres, ela vai acabar. Essa é a opinião do teólogo Mário França, 76, professor da PUC-Rio e ex-integrante da Comissão Teológica do Vaticano, onde permaneceu por 11 anos.

Em entrevista ao jornal “O Globo”, França defendeu o surgimento de uma nova Igreja que esteja sob o controle dos laicos, e não tanto como é hoje, dominada pela hierarquia e ortodoxias de Roma — uma estrutura que representa uma “traição” à Igreja primitiva.

“A Igreja não pode excluir, tem de atender a todo mundo”, afirmou. “Todos são iguais, não tem homem, mulher, judeu, gentio ou escravo e senhor”.

Ele afirmou que o laicado perdeu importância quando a Igreja adotou uma estrutura monárquica, copiando um pouco o império romano. “Foi consequência da chegada dos príncipes, que começaram a nomear parentes para tomar conta das muitas propriedades da Igreja”, disse. “Era preciso estruturar ou tudo ia ficar na mão de famílias poderosas, nobres.”

Com isso, o que ocorreu, segundo ele, é que a Igreja ficou identificada com seus bispos e padres, o que é errado. “Todo católico tem o direito de formar um grupo com o qual a hierarquia não pode se meter”, disse.

França reconheceu que as mudanças na Igreja ocorrem com lentidão porque “não se mexe da noite para o dia com 1,2 bilhão de pessoas”, que é o número de católicos. “Não se podem criar traumas, as pessoas têm mentalidades muito diversas.”

Ele lembrou que houve um tempo em que os missionários ficavam em dúvidas se deveriam batizar os negros porque não sabiam se eram seres humanos ou animais. “Muita coisa que achamos normal hoje, daqui a 50 anos será considerada intolerável”, disse.

“Os laicos vão obrigar a Igreja a criar um espaço de debate público, que não existe, porque, “a qualquer problema, corre-se para o bispo.”

“A Igreja do futuro vai ser predominantemente leiga ou então não vai aguentar.”





Com informação de O Globo.

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