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terça-feira, 24 de julho de 2012

Hospitais de Estado austríaco suspendem circuncisão religiosa

circuncisão religiosa
A mutilação do pênis do bebê é uma tradição judaica e muçulmana 
Os hospitais do Estado austríaco de Vorarlberg suspenderam as cirurgias de circuncisão religiosa com base em decisão do Tribunal de Colônia (Alemanha) que considerou o procedimento como lesão corporal criminosa. A circuncisão faz parte da tradição judaica e muçulmana e significa a confirmação da aliança que os povos eleitos fizeram com Deus.

A reação de judeus e muçulmanos à decisão de Tribunal de Colônia foi tão incisiva, que levou o Parlamento alemão a aprovar às pressas uma resolução para garantir a legalização do ritual.

Antes da sentença judicial, países como a Holanda e Noruega já discutiam a elaboração de lei para proibir a  mutilação.

Na Noruega, a questão passou a ser discutida depois que uma criança morreu em decorrência das complicações de uma circuncisão mal feita. O Partido de Centro tomou a iniciativa de elaborar um projeto de lei para vetar a prática.

Recentemente, um hospital de crianças de Zurique (Suíça) suspendeu até melhor análise as cirurgias de circuncisão por entender que ele deve se pautar somente por critérios médicos, o que exclui os de caráter religioso.

Markus Wallner, governador de Vorarlberg, informou que concorda com os juízes de Colônia de que a garantia da integridade física e psicológica das crianças se sobrepõe à liberdade de culto. Ele informou que aguarda uma manifestação das autoridades jurídicas da Áustria e que, enquanto isso, os hospitais só farão circuncisões por motivo de saúde.

A decisão do governador não vale para o procedimento feito por rabinos em sinagogas.

Pela tradição judaica, o mohel (circuncidador oficial), após um corte em torno da cabeça do pênis do bebê, tira o prepúcio com a boca, cuspindo-o em seguida juntamente com o sangue da mutilação.

Atualmente, esse tipo de circuncisão só é realizado pelos fundamentalistas hassídicos, apesar “de sua natureza anti-higiência ou sua associações perturbadoras”, escreveu Cristopher Hitchens (1948-2011) no seu livro “Deus não é Grande – como a religião envenena tudo” (Ediouro, 304 págs, R$ 52).

Ele lembrou no livro que em 2005 um rabino de 57 anos de Nova Iorque transmitiu herpes genital a vários meninos, causando a morte de pelo menos dois deles. Pelo fato de a contaminação ter ocorrido em um ritual religioso, o rabino se livrou da Justiça.





Com informação das agências.

Alemanha cede às pressões e aprova circuncisão religiosa
julho de 2012
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