quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rabino acusa Holanda de preconceito por proibir abate religioso

Lâmina do ritual se chama chalaf
O rabino Shmuel Herzfeld acusou o parlamento holandês de perseguir judeus por proibir abate religioso de animais. Ele é o responsável por uma sinagoga em Washington, Estados Unidos.

A proibição a esse tipo de abate passou pela Câmara dos Deputados na terça-feira (28) e agora tramita no Senado, onde também deverá ser aprovada ainda neste ano. 

Pela nova lei, todos os animais terão de ser anestesiados para o abate, o que contraria o ritual judaico da shechitá e muçulmano da halal.

Em artigo no site da CNN, Herzfeld responsabilizou o “fanatismo” antirreligioso do parlamento holandês pela aprovação do veto. Para ele, os parlamentares usaram a nova lei para dar o recado que não querem os judeus por lá. Lembrou que na Alemanha pré-nazista, em 1933, também houve a proibição do abate religioso.

A proposta da lei foi do Partido dos Animais, a única agremiação política do mundo que se dedica exclusivamente a defender os direitos dos animais. A jovem Marianne Thieme é a sua líder. Ela tem defendido o fim do abate com dor de animais como o argumento de que, como as mulheres já se igualaram aos homens, agora é vez da luta pelos direitos dos animais. Disse que os líderes religiosos não podem frear a história.

“Em nossa sociedade, não aceitamos mais que os animais precisem sofrer”, afirmou ela recentemente ao Financial Times.

Herzfeld argumentou que a shechitá  não causa sofrimentos “desnecessários”, porque “acreditamos ser essa a forma mais humana de matar um animal”

Ele explicou que, pelas leis da shechitá, a lâmina tem de estar bem afiada para que o animal morra de um único golpe na garganta, rápido e preciso, para “limitar a dor”

“Se o matador faz uma pausa, se suar muita força ou uma lâmina de forma inadequada, o animal é considerado não kosher e não pode ser consumido por judeu”, afirmou.

Kosher é a “comida correta” de acordo com o Thorah. Além de normas para o abate, no caso dos animais, os alimentos têm de ser preparados de acordo também com a escritura sagrada. Carne de porco e frutos do mar, entre outros alimentos, são proibidos.

O rabino disse que os judeus e muçulmanos da Holanda poderão se unir para pressionar o parlamento a desistir do veto ao abate religioso. “Esse talvez seja o início de uma nova aliança, porque somos irmãos e temos muito em comum.” 

Mas dificilmente haverá um recuo. O Partido dos Animais conta com apoio de políticos dos vários espectros, à direita e à esquerda.

Motty Rosenzweig é o único açougueiro kosher da Holanda. Os outros já foram embora.
 
Abate sangrento


Com informação do site da CNN, entre outros, e imagens do Youtube.

novembro de 2009

Leitora rebate este blog 'tendencioso' e diz que 'muçulmanas são felizes'

A muçulmana Marta escreveu para este blog criticando um texto que entende ter sido tendencioso, quando, na verdade, o que houve foi uma tradução apressada de minha parte de uma informação. Ela, claro, não acredita nisso. Em seu palavrório, Marta faz a insinuação de que eu seja um “jornalista pilantra”. Transcrevo a íntegra do que escreveu porque se trata de um exemplo sobre como funciona uma mente possuída pelo fundamentalismo islâmico. No pé, vai a minha resposta.


por Marta a propósito de
Mulher acusada de adultério apanha da polícia religiosa da Indonésia. 

Caro Paulo Roberto,

Somente “suprimir” a frase que você INVENTOU sobre o Islam não é o suficiente e sim colocar a informação completa, como dito no texto original que mostra que o homem foi punido juntamente com a mulher pois a punição dos adúlteros no Islam é a mesma para ambos! Por que esconder essa informação, para que as pessoas fiquem achando que os homens podem fazer o que bem querem? Esse tipo de matéria tendenciosa só engana os ignorantes. Mas claro, como eu poderia esquecer, o sensacionalismo e “suprimir” a verdade é que dão "ibope" né? Você me lembrou um jornalista conhecido aqui em minha cidade por ser muito polêmico que foi à nossa mesquita meses atrás ávido por “notícias bombásticas” sobre o Islam e as mulheres muçulmanas. A maior decepção da vida dele foi ver como somos felizes como muçulmanas e por essa ele realmente não esperava! Ele saiu de lá tão arrasado que nem citou a entrevista das mulheres na matéria! Felicidade não vende jornal, só a desgraça! Com base nisso e em muitos outros casos que vemos todo dia nos diversos meios de comunicação, devo eu dizer que TODO JORNALISTA É PILANTRA? Será que você concorda? Não meu caro, eu não vou fazer isso pois sei que existem vários jornalistas muito bons por aí, trabalhando com caráter e dignidade. O que será das igrejas evangélicas se as pessoas acreditarem que TODOS os pastores são ladrões e da igreja Católica que TODOS os padres são pedófilos? Pois é o mesmo que você fez em seu comentário infeliz “... mas isso não muda o fato de que os islâmicos tratam as mulheres como seres inferiores, como, aliás, devotos de outras crenças”, julgando uma religião pelos atos errados de algumas pessoas. Os seres humanos são falhos e erram, se você ainda não percebeu, inclusive você acabou de errar por generalizar os outros!

Eu sou muçulmana brasileira e sou maravilhosamente bem tratada por meu marido muçulmano. Minhas amigas cristãs morrem de inveja de mim e das minhas outras amigas muçulmanas e fariam tudo para ter um marido como os nossos, fiéis muçulmanos.Você sabia que depois do 11 de setembro mais de 20.000 pessoas se convertem por ano nos EUA, sendo 75% delas mulheres? Por que você acha que essas mulheres deixaram os costumes do país da liberdade para se tornarem muçulmanas, por quererem ser oprimidas no Islam? Por que você acha que tem tantas mulheres brasileiras, acostumadas a andarem quase nuas na rua e com seus fios-dental na praia, estão se convertendo ao Islam? Porque querem ser mal-tratadas? Por favor, está na hora de você rever seus conceitos! Ainda mais você, que se diz jornalista e supõe-se que deva informar e não desinformar!

Muçulmana contesta muçulmana convertida: 'Nós não somos felizes'.
julho de 2011


E quanto ao respeito pela crença dos outros, acho engraçado você falar isso quando vejo aqui no seu blog várias pessoas que se dizem cristãs ou mesmo alguns ateus xingando uns aos outros com palavras de baixo calão sem o mínimo de respeito pela opinião alheia! Eu não desrespeito a religião de ninguém ou quem não tem religião e meus amigos muçulmanos também não! Agora se tem os que fazem, o julgamento justo será feito por Deus, sem dúvida!

Eu já li o post que você colocou da “feminista” egípcia. Para quem não conhece o Islam, é fácil ser enganado por essas que não crêem em Deus, nunca estarão satisfeitas com nada, sempre houve essas mulheres e sempre haverão! E sobre o que ela falou:

Primeiro, a castração de mulheres é cultural e nada tem a ver com religião, as cristãs também fazem no Egito e em vários outros países na África. Procure no Alcorão e quero ver você achar isso!

Segundo: o Egito ainda está vivendo numa ditadura onde nem homem nem mulher tem seus direitos garantidos, ou seja, eles não vivem num Estado Islâmico e sim anti-islâmica. Na religião, as mulheres sempre tiveram a oportunidade de opinar, o profeta Mohammed pedia a opinião delas em tudo que fosse do interesse delas e foi acusado na época de ouvir demais a opinião das mulheres! Já sobre a poligamia, ela existe desde os tempos bíblicos (ver http://www.islamismo.org/poligamia_judaismo_cristianismo.htm) e no Islam também há essa permissão para resolver determinados problemas mas se a mulher não aceita que seu marido case com uma segunda esposa, ela pode se divorciar dele. Mas é muito raro o segundo casamento lá.

Sobre vários aspectos da mulher no Islam, veja aqui no seu blog o comentário de Mari:
http://www.paulopes.com.br/2011/05/biblia-e-tao-machista-quanto-o-corao.html

RESPOSTA
Marta:

Você se revela mais nas entrelinhas e no acobertamento de alguns fatos em relação ao que diz explicitamente.

Você afirma que o açoitamento também se aplica aos adúlteros, o que é verdade, eu sei, mas, no seu texto, há a “supressão” do fato de que, na maioria dos casos, é o lombo das mulheres que recebe a punição. Punição bárbara, selvagem, o que você aceita sem questionamento.

O seu comentário está pontuado por insinuações maldosas – uma delas é de que sou um jornalista pilantra --, de acusações aos cristãos, de julgamentos morais, de afirmações como fosse a proprietária da verdade, de contradições (diz que respeita os credos alheios, mas os critica), de generalizações duvidosas (“as muçulmanas são felizes”), de raiva, ódio. Trata-se, enfim, de um proselitismo barato do Islã.

Gostaria de acreditar que o Islã não prega o que você demonstra ser.

Polícia prende pastor que massageava meninas para tirar 'maus fluidos'

A Polícia Civil prendeu na semana passada em Samambaia, uma região administrativa de Brasília, o pastor Manoel Teoclício de Souza Ribeiro (foto), 51, sob a acusação de abuso sexual de meninas.

Ribeiro tinha a plena confiança dos devotos. Um homem de Deus que dizia ser também “enfermeiro”. Ele levava filhas de fiéis para sua casa de modo a tirar os maus fluidos do corpo delas por intermédio de massagens. Só que massageava principalmente a região da genitália das crianças.

No dia 13 de janeiro, um homem procurou a polícia para dizer que Ribeiro tinha tocado “nas partes íntimas” de sua sobrinha.

Pastor que impedia fiéis de usar maquiagem é condenado por estupro.
janeiro de 2012

A polícia passou a investigar o pastor e descobriu que ele tinha abusado de outras pelo menos 7 meninas de 5 a 11 anos, desde 2005. Todas moram ou moravam na época do abuso somente com a mãe. Aparentemente, o pastor tinha medo de apanhar de algum pai. O delegado Mauro Aguiar acredita que vão aparecer outras vítimas.

Pelas denúncias, o pastor, após tocar nas meninas, ejaculava sobre elas e lhes dava presentes. “Ele dizia às meninas que, se contassem o que havia havido, elas teriam de deixar frequentar a igreja”, disse o delegado. “Ele também ameaçava bater nas meninas, caso o denunciassem.”

A família do pastor acredita na inocência dele e afirma que se trata de um caso de intrigas por parte de fiéis.

A polícia não divulgou o nome da igreja do pastor, mas ela fica na Quadra 615 de Samambaia.

Com informação e foto do Coletivo.

maio de 2011

Por que alguém desfila para pedir repressão para os outros?

Título original: Passeatas diferentes

por Contardo Calligaris para Folha

Domingo passado, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.

Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".

Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.

Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.

Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.

O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.

Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.

Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.

O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?

O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.

Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.

Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.

Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.

Igreja mostra sua vocação para violência ao se impor aos não fiéis.
junho de 2011

Polícia religiosa saudita detém cinco mulheres por dirigir carro

Nesta semana, a Polícia Religiosa da Arábia Saudita prendeu cinco mulheres que desafiaram a proibição de dirigir carro. Em maio, no dia 22, um domingo, os religiosos já tinham detido a consultora de informática Manal Alsharif (foto), 32, por ter inclusive colocado no Youtube um vídeo no qual aparece dirigindo um carro pelas ruas da cidade de Khobar.

As novas prisões representam um recrudescimento da represália religiosa. A ativista Eman al Nafjan informou que as prisões ocorreram na terça-feira (28) em Jidda, no mar Vermelho.

"Elas (as mulheres) foram detidas pela polícia religiosa durante duas horas e tiveram de ser buscadas quase à força por suas famílias", disse.

Além de impedir que as mulheres dirijam, a Sharia (lei islâmica) proíbe que elas façam viagem ao exterior sem  autorização por escrito assinada pelo seu pai, ou marido ou um filho.

A ofensa de Manal a Maomé



Com informação das agências.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

No país da Myrian Rios, qualquer ódio segregacionista seria justificado

por Manoel Machado a propósito de
Autor de novelas afirma que Myrian Rios deve ser muito burra

Pelos comentários absurdos da deputada Myrian Rios, num mundo assim, eu teria todo o direito de chamar os crentes de idiotas e de transar dentro de uma igreja deles sem ser preso.

Se eu fosse um chefe de família, teria o direito de demitir a babá de meus filhos se eu a descobrisse ser católica, pois ela poderia praticar atos de pedofilia por ser reprimida sexualmente.

Vivendo no país de Myrian Rios, qualquer guerra e qualquer ódio segregacionista seriam justificados. Eu poderia ter escravos, independentemente de raça.

Eu teria o direito de denegrir a cultura afro-brasileira. Poderia criar comunidades no orkut "Todo preto é ladrão". Seria permitido o partido nazista PNSB (Partido Nacional Socialista Brasileiro).

Eu poderia segregar os nordestinos no Nordeste.

Se fosse um empresário ateu, eu poderia demitir teísta, mesmo sendo ele o melhor funcionário.

Eu teria o direito de fazer acusações contra a quem fosse, a Dilma, a minha vizinha, sem apresentar qualquer prova e todos teriam de aceitar calados.

Porque no país de Myrian Rios, no planeta Bosonaro, a calúnia, difamação, segregação e preconceito seriam considerados liberdade de expressão.

Redes ironizam afirmações de Myrian com antigas fotos sensuais dela.
junho de 2011

> Posts de leitor.

Conselho de Ética da Câmara rejeita representação contra Bolsonaro

por Maria Clara Cabral, da Folha Online

Por dez votos a sete, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou nesta quarta-feira a representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), na foto. A maioria dos integrantes do colegiado entendeu que o deputado tem o direito de expressar a sua opinião e portanto votou contra o relatório de Sérgio Brito (PSC-BA), que pedia a abertura do processo.

Durante a sessão, Bolsonaro trocou acusações com Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Wyllys disse que Bolsonaro tinha que limpar sua boca para lhe dirigir a palavra. “Tenho orgulho de ser chamado de veado por outro veado. E o sr. tem que lavar a boca, pois sou homossexual com “h” maiúsculo, de homem, coisa que o sr. não é”, afirmou. Wyllys disse que Bolsonaro usou da homofobia, que não é crime, para justificar o crime de racismo.

A representação contra Bolsonaro, de autoria do PSOL, diz que ele foi racista ao responder uma pergunta feita pela cantora Preta Gil, durante o programa “CQC”, da TV Band, em março passado. Ao ser questionado qual seria a reação dele se seu filho se apaixonasse por uma negra, o parlamentar respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

Outro fato citado na representação é a briga entre Bolsonaro e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Após a retirada do projeto que criminaliza a homofobia da pauta de votação, enquanto a relatora da proposta, Marta Suplicy (PT-SP), concedia entrevista à imprensa, Bolsonaro exibiu um panfleto contra a ampliação dos direitos dos homossexuais, o que irritou Marinor, que chegou a bater na mão do deputado. Marinor tentou impedir que Bolsonaro exibisse o panfleto e o chamou de homofóbico, o que acabou resultando em discussão.

Jean Wyllys deixou o Conselho logo após a polêmica, mas Chico e Bolsonaro chegaram a trocar ofensas. O representado chamou o colega do PSOL de “mentiroso, imoral”. “Vou tirar você [Chico] do armário”, disse Bolsonaro. “Tá nervoso é? Isso é diversionismo”, respondeu Chico Alencar. Sérgio Brito, relator do caso, se disse surpreso e lamentou o fato de a atitude de Bolsonaro poder continuar a mesma, sem nenhum tipo de punição.

Deputado Bolsonaro afirma que Psol é ‘partido de veados’.
maio de 2011

Na Índia, pais mudam o sexo de filhas com cirurgia, acusam ativistas

Ter filha na Índia é uma desgraça
Organizações internacionais de defesa da mulher estão pressionando o governo da Índia a apurar o que está sendo chamado de “loucura social”: pais estão submetendo suas filhas a operação de mudança de sexo ao custo equivalente a R$ 6 000,00 

Na Índia, principalmente para as famílias mais pobres, ter filha é uma desgraça porque, entre outras coisas, elas serão obrigadas a arcar com os custos e dote do casamento.

O aborto de menina é uma prática comum contra a qual o governo nunca agiu com firmeza. Essa seria a causa de haver na Índia 7 milhões a mais homens do que mulheres.

No Estado de Madhya Pradesh, pelo menos 300 meninas foram submetidas à genitoplastia. Trata-se de uma cirurgia plástica para a criação de um  pênis com a ajuda de hormônios masculinos.

O médico VP Goswami, da Academia Indiana de Pediatria, afirmou estar “chocado” com as denúncias. Ele disse ser a genitoplastia uma cirurgia que deve ser usada somente em bebês que nascem com os dois sexos, cuja incidência é pequena.

Afirmou que as meninas que estariam sendo operadas em Madhya Pradesh terão problemas psicológicos e físicos porque serão pessoas adultas impotentes e estéreis.

Um dos médicos suspeitos de estar mudando o sexo das meninas alegou inocência com o argumento de que só tem operado crianças com duplo sexo ou que precisam de correção na genitália.

Ranjana Kumari, do Centro de Pesquisas Sociais da Índia, disse que também entre as pessoas de classe média tem crescido a rejeição às meninas.  Segundo ela, a classe média está cada vez mais ávida por dinheiro e, por isso, não quer investir na educação das meninas, preparando-as para o mercado de trabalho, e nem compartilhar suas propriedades, o que ocorre com o dote.

A Comissão Nacional da Índia para a Proteção dos Direitos da Criança deu o prazo de 15 dias ao governo de Madhya Pradesch para apurar as denúncias e punir os responsáveis, médicos e pais.

Com informação do The Telegraph, entre outros sites. 

janeiro de 2010

Cristão egípcio divulga o Mickey islâmico; muçulmanos ficam furiosos


Muçulmanos ficaram furiosos com o magnata cristão egípcio Naguib Sawiris por ele ter postado no Twitter  imagem de Mickey e Minnie com roupas islâmicas.

Imagens como essa circulam na internet como sendo “o futuro do Egito”, em uma alusão à crescente influência dos muçulmanos no governo. Há uma versão do Mickey com barba e outra sem. A postagem de Sawiris despertou a fúria dos fundamentalistas por causa de sua importância na economia do país.

Para líderes muçulmanos, foi um "insulto" ao Islã. Pelas redes sociais, eles estão promovendo uma campanha de boicote à companhia de telefonia móvel de Sawiris, a Mobinil. Também recorreram à Justiça contra o empresário acusando-o de discriminação religiosa.

Pelo Twitter, Sawiris pediu desculpas e disse que sua intenção foi apenas fazer uma brincadeira engraçada, “sem ser desrespeitosa”.

No Egito, tem aumentado a tensão entre os muçulmanos, que são a maioria da população, e os cristãos.

Com informação das agências.


Autor de novelas afirma que Myrian Rios deve ser muito burra

por Walcyr Carrasco (foto), autor de novelas

Houve um tempo em que tudo era bonito. Eu via a Myrian Rios na televisão e achava simpática. Depois, casada com Roberto Carlos, me deixou uma boa imagem (eu sou fã do Roberto, confesso). Só a vi uma vez pessoalmente, nessa época. E me espantei com o tamanho do decote e a saia curta.

— Faltou pano, diria minha tia.

Nunca foi uma boa atriz. Para dizer sinceramente, era medíocre, pelo menos na minha opinião. Mas graciosa. A idade chegou, separou-se de Roberto, e os papéis escassearam. Ou ela abandonou a carreira. Ou as duas coisas aconteceram ao mesmo tempo.

Myrian Rios tornou-se deputada pelo Rio de Janeiro. E, agora, foi divulgado um discurso em que ela ataca a antidiscriminação aos gays. Myrian Rios falou contra a PEC 23/2007, segundo a qual seria discriminação a recusa a contratar um empregado por ser gay ou lésbica. Inclusive, misturou orientação sexual e pedofilia, dizendo que um funcionário gay poderia assediar seu filho ou uma babá lésbica, as meninas. Pura discriminação. Acaso acredita que um motorista heterossexual atacaria também suas filhas?

Eu tenho certeza de que ao longo de sua vida Myrian Rios conviveu com inúmeros homossexuais. Talvez ainda conviva. Provavelmente, agiu como amiga. O que a fez assumir essa posição preconceituosa? Se foi só para conquistar votos, buscando um espaço político conservador, é triste. Mas a minha impressão é uma só: Myrian Rios deve ser muito burra.

Só mesmo a falta de inteligência faz alguém confundir orientação sexual com pedofilia. Se ela afirma que não quis dizer isso, pior. Então, não sabe nem criar um discurso coerente.

Só não passou uma coisa pela cabeça da nobre deputada: não é porque uma criança é criada junto a um ou uma homossexual que terá a mesma orientação sexual. Afinal, a maioria absoluta dos homossexuais é filha de casais héteros.

Alguém discorda?

Texto do blog de Walcyr Carrasco.

junho de 2011

Estado laico cria espaço de liberdade e de pluralismo

por Nicolau da Rocha Cavalcanti para O Estado de S.Paulo
O Brasil vem apresentando uma maturidade institucional que surpreende até os mais otimistas. Obviamente, a Constituição de 1988 não resolveu todos os problemas brasileiros, muitos ainda graves; mas há de se reconhecer que os caminhos institucionais para o desenvolvimento social, cultural e econômico estão abertos. Não é mais necessária uma revolução; faz falta agora trabalharmos, continuarmos trabalhando.

Neste mês de junho, um passo a mais nesse processo civilizatório foi dado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que organizou um seminário internacional sobre o Estado laico, em Brasília. Esse evento pode ser o marco simbólico de um olhar mais republicano sobre o poder público, informado por dois critérios básicos: Estado laico e sociedade livre.

Por um lado, um Estado que de fato seja neutro, isento, isonômico. Não apenas formalmente, mas que na sua atuação não se baseie em determinadas pretensões de verdade em matéria religiosa (por exemplo, punir uma conduta em razão de uma religião classificá-la como pecado). O Estado deve se valer de critérios de justiça política, de razões públicas (generalizáveis para todos os cidadãos), e não de visões compreensivas (específicas para determinados grupos).

Viver essa neutralidade exige um contínuo aprendizado, especialmente dos homens públicos e dos líderes religiosos. Perceberem na prática que são âmbitos diversos, esferas com autonomias próprias. Esse profundo respeito pela pluralidade se manifesta no diálogo, na capacidade de ouvir o outro e também na completa separação entre os direitos do cidadão e a prática religiosa. A adesão a determinado credo religioso não pode acarretar nem privilégio, nem discriminação.

Por outro lado, deve-se encarar o caráter laico do Estado como meio para uma sociedade livre. A laicidade estatal não é um projeto de valores, para tornar a sociedade "laica", para "protegê-la" das religiões. O Estado é - e deve ser cada dia mais - laico, mas a sociedade em si não é laica. Ela será o que os seus cidadãos quiserem ser.

O Estado laico é instrumento para criar um espaço de liberdade e de pluralismo, e não para impor valores considerados "laicos". A laicidade é um meio, e não um fim. Essa afirmação não significa uma mitigação da neutralidade do Estado. É a proteção para que continue sendo laico. Caso contrário, o Estado ainda estaria atuando por visões compreensivas não generalizáveis.

O caráter laico do Estado não decorre de uma substituição de referenciais - antes, uma visão religiosa; agora, uma visão ateia ou agnóstica da vida -, mas de uma revisão do seu âmbito e das suas competências. O Estado laico não diz que as religiões são falsas, e sim que é incompetente para qualquer declaração nesse âmbito.

É um Estado com objetivos - em certo sentido - mais modestos. Ele não pretende ditar como os cidadãos se devem portar para ter uma vida feliz (assumiu esse papel durante muito tempo); agora, deseja "apenas" criar um ethos de paz e de liberdade. Cada um buscará a felicidade ao seu modo, com as suas escolhas, com a sua visão de mundo.

Alguém pode questionar: pouco realista essa teoria, não? Ela conseguirá resolver as divisões da sociedade brasileira, cada dia mais notórias, principalmente por causa da atividade social e política de grupos minoritários, antes invisíveis e que agora lutam não apenas por uma "não discriminação", mas pelo pleno acolhimento da sua diversidade? Refiro-me aos homoafetivos, aos de religiões com matriz africana, etc. Será possível, de fato, uma convivência harmoniosa entre esses grupos e a "maioria" brasileira, de corte conservador?

Infelizmente, ainda não foi descoberta uma receita que garanta a convivência harmoniosa num cenário de multiculturalismo sistemático. Para a real existência de uma comunidade continua sendo necessário um vínculo comum, por menor que seja, entre os seus membros.

Não vejo, no entanto, a pluralidade brasileira como um obstáculo para esse núcleo comum, que pode e deve nascer de um profundo respeito pelo outro. De ambos os lados! Não se pode ver no outro apenas um "diferente" ou um "retrógrado". Com essas visões parciais não há espaço para o diálogo, já que não se vê o outro como pessoa. Batalhemos por essa profunda compreensão mútua, a começar por nós mesmos, respeitando os nossos "diversos".

Será essa uma atitude ingênua? Respondo com outra pergunta: por que as posturas imobilistas (ou pessimistas) são as mais adequadas para lidar com a realidade social? Parece-me que por trás desse pessimismo social há uma forte dose de arrogância e, por consequência, de irrazoabilidade: "Eu respeito os outros, mas eles não têm a mínima condição de me respeitar". É exatamente o oposto: se eu consigo, imagine os outros! Fá-lo-ão com muito mais facilidade e elegância.

Um último ponto. Esse novo paradigma para as relações entre Estado e religiões não implica o fim das tensões entre os dois âmbitos. Sempre haverá conflitos. As religiões são fonte de valores para a sociedade e, inevitavelmente, há discordância entre os "fatos políticos" e os "critérios de valor". Mas esse dualismo entre dados de fato e critérios, como defendeu Karl Popper, é extremamente saudável para uma sociedade. Permite o seu aperfeiçoamento, ao impedir que a vontade política num determinado momento adquira status de critério último de valor. Daí, por exemplo, a extrema relevância da decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir as marchas a favor da maconha (mesmo que seja difícil - a meu ver - encontrar razões públicas que justifiquem a liberação do tóxico).

Este é o desafio. Um Estado laico no qual todo brasileiro possa sentir-se em casa, uma vez que é "em casa" que uma pessoa é mais livre - para pensar, falar e ser o que quiser.
O autor do texto é advogado e presidente do Centro de Extensão Universitária, entidade mantenedora do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais).

Lei do ensino religioso no Rio une religiões contra Igreja Católica.
junho de 2011

Religião no Estado laico.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Deputado apresenta projeto de lei para criar o Dia do Orgulho Hetero

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) protocolou hoje (28) na Câmara um projeto de lei que, se aprovado, instituiu o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado todo ano no terceiro domingo de dezembro.

É a mesma data proposta pelo vereador Carlos Apolinário (DEM), de São Paulo, que elaborou um projeto de lei com o mesmo teor e que se encontra em tramitação.

Cunha é um parlamentar tido como do “alto clero”, ou seja, influente.

Ele justificou o projeto de lei com o argumento de que é preciso resguardar os direitos dos heterossexuais de se manifestarem livremente e que não sejam discriminados.

A proposta esquenta a polêmica que, ao que parece, dividiu os brasileiros em dois grupos, um de apoio incondicional aos gays e outro para o qual a influência dos homossexuais em todos os setores da sociedade ultrapassou o limite do razoável.

Quando este tipo de coisa ocorre, o maniqueísmo inviabiliza qualquer tentativa de um debate mais profundo e consequente.

Em 2007,  jovens do ABC paulista
fizeram a 1ª Parada do Orgulho Hetero
maio de 2011

Frei manda fiel plantar uma árvore para cada pecado que cometer

O frei Sebastião, da paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Pires do Rio (GO), pediu aos fiéis que, em vez de rezar, plantem uma árvore nativa da região para cada pecado que cometer, e o perdão virá do mesmo jeito.

Foi a forma que Sebastião encontrou para que a comunidade se envolva com a campanha deste ano da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema é “Fraternidade e a Vida no Planeta”.

Além disso, o frade espera que haja um reflorestamento da cidade, que possui grandes áreas devastadas. Pires do Rio tem 29 mil habitantes e fica a 145 km de Goiânia.

Pelo que o frade explicou, a penitência vale para todos os tipos de pecados, leves e graves. Portanto, quem paquerar a mulher de vizinho, por exemplo, não precisa se preocupar em plantar uma árvore mais robusta.

A “promoção” termina em outubro, quando haverá uma procissão para que os fiéis mostrem as mudas das sementes que plantaram.

A iniciativa do padre tem sido elogiada, mas também é motivo de brincadeiras previsíveis, como a do ecologista que passou a pecar mais para poder plantas mais árvores.

Com informação da Super Interessante.

fevereiro de 2011

Para creche na Suécia, crianças não são masculinas nem femininas

Na Egalia, não há brinquedo só para menino ou menina

Em Estocolmo (Suécia), no distrito de Sodermalm, há uma creche, a Egalia, onde as crianças são tratadas de forma neutra quanto ao gênero. Ali, não existe o masculino nem o feminino. Ninguém chama ninguém de “menino” ou “menina” ou se refere a alguém como sendo “ele” ou “ela”. Lá, uma criança chama a outra de “vän”, que é palavra neutra que significa tanto “amigo” como “amiga”. 

A creche tem 33 crianças na faixa de 1 a 6 anos. Ela foi aberta no ano passado com recursos públicos

“A Egalia dá às crianças a oportunidade fantástica de ser o que elas quiserem”, disse o professor Jenny Johnsson, 31, um dos responsáveis pelo estabelecimento.

Johnsson afirmou que a proposta pedagógica é quebrar o estereótipo de que as meninas tenham a obrigação de serem agradáveis e bonitas e os meninos, viris e ásperos. Na Egalia os brinquedos são de todos – não existem alguns que são só para meninos, como caminhãozinho, e outros para meninas, como boneca. Na biblioteca, não há histórias clássicas, como a da Branca de Neve e a Cinderela, que consagram o estereótipo feminino.

De acordo com a proposta da escolinha, inexiste lá a hierarquia invisível que confere ao que os meninos fazem mais importância em relação às atitudes das meninas.

Em tese, no entendimento do professor, as crianças, naquela faixa de idade, ainda não escolherem que papel vão exercer na sociedade, se “feminino” ou se “masculino”, de acordo com os padrões atuais, ou se nada disso. Façam a opção que fizerem, as crianças da Egalia são educadas para considerar como normais gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

A Suécia tem investido já há algum tempo em uma educação que dê ênfase à tolerância à diversidade sexual, mas alguns pais afirmam que a Egalia se excedeu, podendo, com isso, criar outros problemas.

Tanja Bergkvist, 37, por exemplo, disse que as crianças poderão ficar confusas quanto ao seu sexo, o que poderá se refletir em toda a sua vida. “Desde que haja plena igualdade entre os gêneros, não há nenhum problema em ser homem ou mulher”, disse.

O psicólogo de crianças Jay Belsky, da Universidade da Califórnia (EUA), teme que experimentações como essa “castrem a masculinidade”, impedindo o que os meninos gostam de fazer, como “transformar paus em espadas”.

No Brasil, o cartunista Laerte, da Folha de S.Paulo, com certeza dá total apoio à Egalia. Ele passou a usar vestido e se declara não ser homem nem mulher.

Com informação do site CBS News, entre outros sites.
novembro de 2010

Por 1 dólar máquina substitui padre em cerimônias de casamento

Por encomenda de um museu de Detroit (EUA) sobre mecânica, a Concept Shed construiu uma máquina de casamento que substitui o padre.

Com uma moeda de US$ 1, a máquina, além de celebrar a cerimônia, toca música e fornece as alianças e a certidão de casamento. Tudo rapidinho.

A empresa informa que aceita outras encomendas.

Casamento por 1 dólar


Redes ironizam afirmações de Myrian com antigas fotos sensuais dela

Usuários de redes sociais, como o Facebook, estão divulgando nesta terça-feira (28) fotos sensuais de Myrian Rios, 52, publicadas na revista Ele & Ela na época em que ela estava no início de sua carreira de atriz.

“Eu não aceitaria a Myrian como babá de meus filhos”, escreveu um deles.

Trata-se de uma ironia à afirmação de Myrian de que não contrataria funcionários homossexuais por temer que eles possam molestar seus filhos.

Hoje ela é ex-atriz e deputada estadual do Rio pelo PDT. Myrian fez as afirmações em plenário ao comentar uma proposta de emenda à Constituição do Rio que, se aprovada, tornará crime a discriminação por causa de orientação sexual.

A própria Myrian deve reprovar as fotos sensuais de sua juventude. Mãe de dois filhos, ela é católica fanática, da linha carismática.

Myriam foi uma atriz medíocre, mas era bonitinha, tanto que foi casada com Roberto Carlos, então já maduro, pegando uma carona no prestígio do cantor. Quando se casou, ela tinha 21, ele, 38. 

Com certeza, a senhora Myrian não contrataria a jovem Myrian como babá.

Angola notifica Igreja Mundial por envio ilegal de dinheiro ao Brasil

'Valdemiro aparece na TV,
 chora e pede dinheiro''
O BNA (Banco Nacional de Angola) notificou a filial da Igreja Mundial do Poder de Deus naquele país por infringir normas cambiais de envio de recursos para o exterior.

Por essas normas, estrangeiros de passagem no país só podem expatriar por vez U$ 15 mil [R$ 24 mil]. Para contornar o limite, a Mundial estaria patrocinando caravanas de até 20 pessoas que chegam a entrar e sair de Angola cinco vezes por mês.

A imprensa angolana criticou o SME (Serviço de Migração e Estrangeiros) e as agências de informações do governo por “fechar os olhos” para esse vai-e-vem que tem tirado ilegalmente recursos do país.

“O nosso pais é um paraíso para os brasileiros”, disse uma fonte do jornal angolano Agora. “A igreja não tem nenhum compromisso social, não ajuda as autoridades nem a população, apenas aumenta a sua pobreza.”

“O pastor Valdemiro Santiago aparece na TV e chora, alegando não ter dinheiro, e os crentes, muitos deles empresários, chegam a doar de 20 a 30 mil dólares”, afirmou a mesma fonte.  “O dinheiro é entregue em Kwanzas [moeda angolana] e convertido imediatamente a partir da residência do bispo Juliano Marques [o responsável pela Mundial naquele país].

De acordo com as denúncias, o dinheiro dos fiéis estaria também sendo desviado para Portugal, África do Sul, Moçambique e Cabo Verde.

A Mundial expulsou dois pastores angolanos porque eles estariam revoltados com um rombo de US$ 3 milhões (R$ 4,76 milhões) que os brasileiros deram na contabilidade da igreja.

Ultimamente, autoridades governamentais têm mostrado preocupadas  com a rápida expansão de seitas estrangeiras no país. “Nós precisamos agir rápido, dentro da lei, porque esse fenômeno já assumiu proporções alarmantes”, Pedro Nambongue Chissanga, diretor do departamento de cultura da província de Huambo.

A Mundial se instalou em Angola em 2009, onde já se encontra consolidada a Igreja Universal.

Justiça de Taiwan multa profeta que previu a destruição da ilha

Hung fez cálculos precisos
A Justiça de Taiwan multou o profeta Wang Chao Hung (foto), 55, ao equivalente a R$ 2.700 por ter previsto a destruição da ilha por um terremoto seguido de tsunami. 

O Tribunal da cidade de Nantou concluiu que o profeta disseminou o pânico quando divulgou que até “entre um terço e um quinto da população” ia desaparecer.

Ele deu uma entrevista a um jornal na qual foi preciso: o terremoto de magnitude 14 na escala Richter aconteceria no dia 11 de maio às 10:42.37 e que somente na Taipei City iram morrer 153.402 pessoas e outras 287.410 ficariam feridas.

Mestre Wang, como é conhecido, orientou seus seguidores que no dia da tragédia procurassem se abrigar em contêineres que estavam à disposição para aluguel na periferia de Nantou.

A polícia suspeita que ele tenha recebido uma comissão do fabricante de contêineres por unidade alugada.

Com informação do Asiaone.

maio de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Juiz converte união estável no primeiro casamento civil gay do país

Souza e Moresi
O juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, no Vale do Paraíba, converteu hoje (27) uma união estável registrada em maio no primeiro casamento civil de homossexuais registrado em cartório, com direito à certidão, que será expedida amanhã.

Para formalizar o casamento entre José Sérgio Souza Moresi e Luiz André Souza Moresi, o juiz tomou como base a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que aprovou a união estável e uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU segundo a qual os seres humanos têm os mesmo direitos, sem distinção de orientação sexual.

O casal adotou o sobrenome de cada um dos cônjuge, Souza e Moresi. Eles vivem juntos há 8 aos.

Na sentença, ele também citou o artigo 226 da Constituição Federal que estabelece a família como a base da sociedade e o Estado deve protegê-la.

No dia 17, o juiz juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1º Vara da Fazenda Municipal e de Registros de Goiânia (GO), se ateve à Constituição quando afirma que a família é constituída a partir de um homem e uma mulher para anular uma união estável de gays. A sua decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Goiás.

Com informação das agências.

junho de 2011

Iurd reage ao humor de que dízimo atrasado incluirá nome de fiel no SPC


A Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) comunicou hoje no blog do bispo Edir Macedo que “tomará as medidas judiciais cabíveis contra as mídias" que estão publicando informação falsa.

Trata-se do texto do site de humor G17 segundo o qual a igreja mandará para o SPC e Serasa os nomes dos fiéis que não pagarem o dízimo. “O departamento de finanças e arrecadação da Igreja não informou a quantidade de inadimplentes, mas estima-se que os maus pagadores estejam causando prejuízo mensal de quase 1 bilhão de reais”, afirma o site.

Em letras pequenas, no pé da página, G17 diz que se trata de um site que satiriza os portais de noticias.

A “notícia” de que os devedores da Universal vão ficar com o nome sujo se espalhou por blogs e redes sociais, na maioria dos casos como se fosse verdadeira. O comunicado da Universal disse que a a falsa informação também foi divulgada em "jornais impressos sem credibilidade".

Acrescentou: “A direção [da Universal] nega veementemente esta notícia, que é mentirosa e incabível a uma Igreja que se importa exclusivamente em levar a Palavra de Deus”.

Até este momento, o G17, cujo nome e visual são copiados do G1, está no ar com cerca de mil acessos simultâneos.

Algumas de suas outras “notícias” são: “Cabral venderá o Cristo Redentor para pagar dívidas”, "São Paulo pede anulação do jogo por suspeita de bola falsa" e “Mulher morre engasgada com sêmen do amante no motel”.

Com informação do blog do bispo Edir Macedo e do G17.

Igreja Universal dá a dizimista diploma assinado por Jesus.
agosto de 2008

No Sul, deputado da Universal tenta obter mais uma isenção de imposto

Gomes pede isenção da
água, luz, gás e telefone
O deputado estadual Carlos Gomes (foto), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, apresentou projeto de lei que, se aprovado, isentará as igrejas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) da conta de água, luz, gás e telefone.

Gomes é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Ele está em seu segundo mandato e é filiado ao PRB, que é o braço político da igreja do bispo Edir Macedo.  

O ICMS é um imposto estadual e suas alíquotas variam de um Estado para outro.

Em todo o país, a igreja estão isentas do recolhimento do IR (Imposto de Renda) sobre valor obtido com doações em dinheiro ou com bens, como veículos, imóveis e joias. Trata-se de um imposto federal.

Em alguns Estados, as igrejas também não pagam impostos como o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e na maioria das cidades elas estão livres do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

No dia 21, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia do Rio Grande do Sul se manifestou  favorável ao projeto de lei 45/2011 que isenta os templos do ICMS. O parecer foi assinado pelo deputado Marlon Santos (PDT).

Agora, a aprovação do projeto depende da apreciação do plenário da Assembleia, em votação ainda não prevista. Gomes defende a isenção do imposto com o argumento de que ela está prevista na Constituição estadual e na federal.

O Rio Grande do Sul cobra em média 25% de ICMS nas contas de luz e de água. Se obtiverem a isenção, as igrejas deixarão de desembolsar, portanto, um quarto do valor. Ou seja, uma conta de R$ 1.000 cairá para R$ 750.

Seis Estados isentam os consumidores de baixa renda do ICMS de energia elétrica – o limite é até 100 megawatts por hora. O Rio Grande do Sul não concede esse benefício.

Com informação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, entre outras fontes.

fevereiro de 2011

agosto de 2009

De 2010 até agora, 25 mil fiéis deixaram a diocese de Ratzinger


A diocese que foi administrada pelo arcebispo Joseph Ratzinger, o atual papa, perdeu só no ano passado 23 mil fiéis, totalizando 25 mil com os que saíram em 2011 até agora. A diocese é da Baviera, um dos Estados livres da Alemanha. A rica Baviera sempre foi tida como a região alemã mais católica.

De acordo com pesquisa da própria igreja, a maioria da população de Munique, capital da Baviera, deixou de ser católica pela primeira vez. A cidade tem 1,77 milhão de habitantes, e agora os católicos representam 49% do total, em um declínio que deve continuar.

A Igreja Católica vem perdendo fiéis na Alemanha já há mais de 10 anos. Estima-se que no período 80 mil fiéis abandonaram-na. Mas a fuga se acelerou em 2010 por causa dos escândalos dos padres pedófilos que chacoalharam o país.

Mas não se trata de um fenômeno exclusivamente católico, porque pessoas de outras denominações, com a evangélica, também estão se afastando da religião.

O Vaticano tem recorrido a esse dado para minimizar o sumiço dos fiéis de suas igrejas. No entendimento do papa Bento 16, o que ocorre não só na Alemanha, mas em toda a Europa é o avanço da secularização.

O papa já começa a se acostumar com a ideia de que os católicos se tornem minoria em países onde tradicionalmente a Igreja Católica tinha a hegemonia.

Para ele, contudo, trata-se de uma “minoria criativa", conforme disse em setembro de 2009, a caminho de Praga. “Normalmente, as minorias criativas determinam o futuro”, disse na ocasião.

Com informação da Vatican Insider.

dezembro de 2010

Brasileiros foram os mais barrados nas fronteiras aéreas na Europa

da BBC Brasil

Os brasileiros são os estrangeiros que mais tiveram a entrada recusada nos aeroportos da União Europeia em 2010 e o sexto grupo com mais permanências ilegais detectadas.

De acordo com a agência europeia de controle de fronteiras, Frontex, no ano passado 6.072 brasileiros foram barrados pelas autoridades europeias ao tentar entrar no bloco por via aérea, o equivalente a 12% do total de entradas recusadas

Quase 30% dos casos envolvendo brasileiros ocorreu na Espanha, onde 1.813 pessoas foram enviadas de volta ao Brasil principalmente por não poder justificar o motivo da viagem ou as condições de estadia no país.

Os brasileiros também foram os mais barrados nos aeroportos da França em 2010, com 673 casos.

O Brasil mantém a primeira posição entre as entradas negadas nos aeroportos europeus desde que a Frontex começou a contabilizar o dado, em 2008, mas a agência destaca que o número de casos caiu 24% no ano passado em relação a 2009.

“A razão está relacionada à crise econômica. Com menos oportunidades de emprego, a UE se tornou um destino menos atrativo para os imigrantes. Por isso houve uma queda significativa no tráfego aéreo para a UE, inclusive a partir do Brasil”, explicou à BBC Brasil Izabella Cooper, porta-voz da Frontex.

Em segundo lugar, muito atrás do Brasil, estão os Estados Unidos, com 2.338 cidadãos barrados às portas da UE em 2010, o equivalente a 4,8% do total, seguidos de Nigéria, com 1.717 barrados, e China, com 1.610.

Apenas outros dois países latino-americanos estão entre as dez nacionalidades mais recusadas nas fronteiras aéreas europeias: Paraguai, em sexto lugar, com 1.495 entradas negadas, e Venezuela, em décimo, com 1.183.

De maneira geral, considerando também fronteiras terrestres e marítimas, os brasileiros foram a quarta nacionalidade mais recusada pela UE no ano passado, com 6.178 negativas, o equivalente a 5,7% do total.

Em primeiro lugar ficaram os ucranianos, que responderam por 17% do total, com 18.743 negativas, seguidos de russos, com 9.165 negativas, e sérvios, com 6.990.

No ano passado a Frontex também detectou 13.369 brasileiros vivendo ilegalmente em algum país da EU, a maioria deles em Portugal, Espanha e França.

O número representa 3,8% do total de residentes ilegais identificados no bloco em 2010 e coloca o Brasil na sexta posição da lista, liderada por Marrocos, com 6,3% do total.

Na frente dos brasileiros também ficaram os cidadãos do Afeganistão, Albânia, Sérvia e Argélia.

Nenhum outro país da América Latina figura entre os dez primeiros entre as nacionalidades com mais ilegais detectados.

Brasileiros de Portugal preparam o caminho de volta.
abril de 2011

Brazucas.

É um absurdo o Brasil ficar sustentando Paraguai via Itaipu

Título original: Não existe almoço de graça

por Luiz Felipe Pondé para Folha

A Europa está em chamas pelo medo da dissolução da União Europeia. No Brasil, os defensores dos direitos dos imigrantes ilegais na Europa ainda se aferram à imagem adolescente de que o continente deve receber "todo mundo", numa conta infinita a ser paga pela colonização.

Não existe almoço de graça, mas tem muita gente, que normalmente não paga o almoço, que não sabe disso ou finge que não sabe.

A atitude é adolescente porque essa gente que grita contra a "direita" europeia (que cresce à medida que os países vão falindo) não pagaria um sanduíche para um estranho, mas acha que os europeus devem pagar comida, casa, hospital e escola até para os ilegais. A recusa em entender isso só piora as coisas.

O que me assusta é como gente grande pode ter sido contaminada por tamanha infantilidade em termos de análise política e social. O filósofo da vaidade, Rousseau (século 18), assim chamado por Burke (também do século 18), crítico dele e da revolução francesa, é muito responsável por esse absurdo, além do velho Marx.

Bleeding hearts é como são chamados pelos conservadores americanos esses teenagers da política.

O problema de países como Portugal, Espanha e Grécia é que não se pode ganhar como eles e gastar como franceses e alemães. Uma hora a casa cai.

Recentemente, conversando com um médico brasileiro que ficou um mês trabalhando num hospital importante em Bruxelas, especializado em câncer, fiquei sabendo dos absurdos do sistema de saúde da Bélgica.

A Bélgica deverá acabar em breve por conta do impasse de ser um país que reúne flamengos (etnicamente próximos dos holandeses) e belgas franceses e por isso não consegue formar um governo decente.

Lá, estrangeiros ilegais recebem mais direitos a tratamento médico do que cidadãos belgas. Funcionários belgas do hospital em questão falam disso com grande rancor. Quem aguenta isso?

Tudo bem que a Bélgica, dizem, foi o colonizador mais cruel da África (Joseph Conrad imortalizou a violência da colonização belga do Congo em seu monumental "Coração das Trevas"), mas até onde se pode pagar uma "conta" dessas?

Semelhante é o caso brasileiro e o absurdo do país ficar "sustentando" o Paraguai via Itaipu. Quando o governo brasileiro, por afinidade ideológica com o governo paraguaio, decide que deve aumentar a "contribuição" dada ao Paraguai por Itaipu, quem paga a conta é você através de seu trabalho e de suas agonias cotidianas. Legal, não? Você paga imposto para doar dinheiro para o Fernando Lugo, presidente do Paraguai, posar de "defensor de su pueblo".

Quando acordar de manhã, pense: "Opa, hoje tenho que correr de um lado para o outro pra mandar dinheiro para o Paraguai".

Claro que tem gente que diz que devemos muito ao Paraguai pelo que fizemos lá durante a Guerra do Paraguai, mas até onde essa história é verdadeira? Aconselho a leitura do "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" do Leandro Narloch (Ed. LeYa), para aprender um pouco mais sobre esse mito que destruímos uma nação que marchava para ser um país perfeito sob a batuta de seu ditador Solano Lopez.

Calma, não se trata de ser insensível com o sofrimento dos mais fracos. Sei que o coro dos humilhados e ofendidos gritará, mas não o temo. Trata-se sim de perceber que o mundo não é o que um centro acadêmico pensa que é.

Pensemos numa situação hipotética. Imagine que tivéssemos um número gigantesco de imigrantes de países pobres entre nós. Agora imagine que eles tivessem mais direitos a saúde pública que você, que trabalha como um cão e que paga impostos extorsivos, como é o caso no Brasil e na Europa.

O que você pensaria disso? Você aceitaria sustentar pessoas que se mudam para a sua casa a fim de lá viver às suas custas?

Alguém sempre paga a conta e quando se tenta fechar os olhos à sangria que é bancar o crescimento de imigrantes (ilegais ou não) na Europa, a tendência inevitável é que radicais de direita sejam eleitos.

Quando você se "revoltar" contra isso, doe uma parte da sua grana para a África.

Mundo é mais complexo do que o 'coração de estudante' imagina.
dezembro de 2010

Artigos de Luiz Felipe Pondé.

Deputado de SP quer crucifixo na escola por representar ‘moralidade’

Para Morando,
crucifixo é a solução
O deputado Orlando Morando Júnior (foto), 36, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, apresentou projeto de lei que, se aprovado, obriga as escolas públicas a ostentar o crucifixo em lugar de "fácil visualização", na área de circulação de estudantes.

Sua justificativa é que tal símbolo representa “a moralidade do povo brasileiro", a qual, segundo ele, vem sofrendo corrosão. Ele disse que, em contrapartida, "o crucifixo enriquece o significado a vida."

O parlamentar do PSDB ressaltou no texto do projeto de lei que os gastos com a compra e instalação do crucifixo serão cobertos pelo Orçamento do Estado.  Dono de supermercado, Morando se elegeu como votos principalmente de sua cidade, São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Embora o seu projeto de lei contemple uma única religião, a católica, o deputado defendeu o Estado laico e a diversidade religiosa, argumentando que uma sociedade moderna deve tolerar “até mesmo o ateísmo”.

Com informação da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Cruz não expressa moralidade e sim sacrifício, tortura, dor, morte
de um leitor em agosto de 2011

Deputado quer tirar símbolos católicos de prédios públicos paulistas.
maio de 2011

Religião no Estado laico.    Religião no Estado laico.

domingo, 26 de junho de 2011

Líderes religiosos se calam diante da crise que afeta milhões na Europa

por José María Castilho, do site espanhol Religión Digital

Uma coisa muito estranha que ocorre agora na Espanha e em toda a Europa é o silêncio das religiões diante da crise econômica e política. Todas as instituições estão debruçadas sobre a crise, exceto a Igreja Católica e o Islã. Eles não se manifestam sobre como poderíamos sair deste escuro perturbador.

Sabemos bem que os "homens de religião" levantam a voz quando defendem seus  interesses econômicos ou seus privilégios jurídicos ou políticos.

Por que, então, eles ficam mudos quando o desemprego atinge quatro milhões de cidadãos [só na Espanha]?

Por que nada têm a dizer sobre os direitos fundamentais dos estrangeiros, dos prisioneiros, dos doentes em listas de espera, dos jovens sem emprego ou de pessoas que vivem em situação de escravidão?

Claro, compreendo perfeitamente que as religiões não têm a solução para a crise, porque se trata de uma questão que a sociedade democrática tem de resolver. As religiões professam o Absoluto, pregam a providência divina, advogam que as soluções caem do céu, mas isso não justifica a sua neutralidade neste momento. Porque elas, como instituições, também fazem parte da sociedade.

Portanto, que ninguém diga que os homens de religião não podem se intrometer nestas questões terrenas porque lidam só com as coisas do céu. A gravidade da crise não admite a neutralidade de ninguém.

Os homens de religião não podem agora alegar que não se envolvem com assuntos da política porque, por conveniência, sempre mantiveram uma cumplicidade com os poderes governamentais, fazendo vistas grossas a tudo quanto é tipo de abusos cometidos por políticos.

A situação que enfrentamos é provavelmente o melhor teste para medir a autenticidade da religião. Não me refiro aos líderes religiosos, mas às religiões. Esclareço que não tenho a pretensão de dizer ou insinuar que há religião verdadeira e falsa, que há um Deus verdadeiro e deuses falsos.

Quando falo de religião e Deus não abordo a questão do que é ou não verdadeiro, mas sim a questão da utilidade. E não me refiro às crenças, mas à ética das religiões.

Até agora as crenças têm servido muitas vezes para nos dividir, para violar direitos e até para justificar matança. Por isso, elas não me interessam. Só posso acreditar no Deus que exige uma ética de serviço de misericórdia, que se dá bem com o ser humano e o humaniza.

A minha suspeita é de que o silêncio dos homens religiosos sobre temas tão candentes é um silêncio interessado ou cúmplice. Eles não querem perder privilégios.

Na tradução do espanhol para o português, houve supressão de trechos do artigo sem prejuízo do todo.

> Líder da Universal orienta bispos como arrecadar na crise.
abril de 2010

Como começou a propaganda odiosa e assassina contra os gays

por Concí Sales a propósito de
Igreja mostra sua vocação para violência ao se impor aos não fiéis

Uma das propostas do golpe geopolítico imperialista que criou o catolicismo romano foi o de destruir a imagem da civilização anterior, rotulando-a de "pagã", "lasciva", adepta do "nefando", associando a liberdade sexual no inconsciente coletivo da humanidade à desordem político-econômica e social.

O intuito era de explicar a decadência econômica e ruína do império creditando-a à adoração dos deuses gregos, então passados a se considerar demônios.

Sendo o homossexualismo um costume também considerado "grego" (hoje diríamos que é mais italiano e cristão), inculpar os homossexuais pela derrota dos exércitos de Roma foi outro argumento por causa da clássica identificação destes com a feminilidade e fraqueza, depravação e falta de "virilidade".

Toda uma propaganda odiosa, assassina, contra os gays tomou corpo desde então, com todos os pontífices, santos, doutores e teólogos criadores do clamantia coeli (pecado que brada aos céus e clama a vingança de Deus) amaldiçoando perenemente este pecado também chamado eclesiástico.

Para desvencilharem-se da culpa pela incidência da então chamada "peste-gay" entre seus redutos, como no caso da morte de conhecido compositor religioso carioca, clássico autor de hinos de missas católicas, o vetusto cardeal atribuiu à vingança divina como punição pela natureza violentada, o castigo celeste da AIDS. Por ironia do destino, ou máscara da realidade, o "amor que não ousa dizer seu nome" medra onde mais o escorraçam, seja no mosteiro ou na caserna.

Conhecida missionária, mãe de um pitbull homofóbico que a cidade inteira sabe que é gay menos ela, prepara-se com suas amigas socialites da igrejinha neopentecostal onde frequenta para distribuir folhetos dizendo aos gays que Jesus te ama.

Eu me preparo para mais uma manifestação solidária de apoio - conquanto admita que em primeiro lugar ocorra a emancipação feminina – a libertação da humanidade como um todo, de todos os preconceitos.

Alguma outra alma caridosa, imbuída do piedosíssimo amor cristão, me diz: “Concí, quem em sã consciência vai pegar o telefone e dizer pras amigas: "Estou muito orgulhosa, tenho um filho gay!".

Eu respondo que prefiro ter um filho gay a um machista preconceituoso e homofóbico, inimigo das mulheres, racista, misógino e reacionário.

Não que um gay seja moeda de menor desgraça, na troca do nenhum senso, da consciência alienada. Muito pelo contrário, um gay é um cidadão apenas diferente, cuja específica diferença, justamente pelo incômodo que causa, é oportunidade prazerosa, para se avançar na direção dos outros não incomodos, ou não visíveis diferenças.
Por que ninguém sai
de casa para protestar
contra a corrupção?
Por que ninguém sai de casa pra protestar (a favor?) ou contra a corrupção da política? Evangélicos saem de casa no dia de Corpus Christi "pra defender toda essa corrupção", como dizia a candidata de Brasília.

Ou por que não há passeatas pelo fim da compulsoriedade do imposto? Ou para denúncia do abuso da não taxação das fortunas? Ou do absurdo que ricos e pobres paguem por tudo o mesmo preço?

Mas se há passeata a favor da legalização da maconha, ou da união civil entre homossexuais, é porque o nível da discussão, das liberdades políticas ainda é este. E o poder religioso "sabe" onde atacar pra evitar que se possa avançar.

É onde justamente eu digo que se deve contra-atacar. Vive la difference! Da guerra dos contrários é que nasce a mais bela harmonia. A bitentôt!

Lenda do Caboclo D’Água deixa região de Mariana em pânico

Retrato falado do monstro
Quando estava nadando nu em uma represa, o rapaz foi puxado para baixo por uma força misteriosa. Ao voltar à superfície, segundos depois, estava sem os testículos. Como ninguém  soube dizer que bicho tinha comido o escroto dele, a conclusão foi de que se tratou de mais um ataque do Caboclo D’Água.

Histórias como essa têm deixado em pânico a população da região de Mariana, em Minas Gerais.

Milton Brigolini Neme, 50, professor universitário, disse que o Caboclo D’Água é um velho conhecido de Mariana, mas nas histórias contadas pelos avós.

Agora, o monstro faminto ronda os arredores da cidade, e pelo  menos 30 pessoas juram tê-lo visto. Ele seria o cruzamento de macaco, galinha e lagartixa. Dele, já foi feito um retrato falado, que corre de uma mão temerosa para outra.

Até o professor universitário crê na possibilidade de que um bicho sobrenatural esteja  atacando pessoas e animais. Ele criou a Associação dos Caçadores de Assombração com o propósito de mobilizar os mais destemidos na busca do ser estranho.

"Moradores de Mariana, Barra Longo e Diogo Vasconcelos estão convocados para essa missão", disse Neme. Ele prometeu pagar R$ 10 mil a quem conseguir ao menos fotografar o Caboclo D’Água e recomendou que os caçadores estejam prevenidos, que tenham sal grosso e crucifixo nos bolsos e galho de arruda em cada orelha. É um kit assombração.

Os ataques do bicho lendário se intensificaram nos últimos oito meses. Pelos relatos mais recentes, ele comeu um boi (entre outros animais), feriu a perna de homem de 92 anos e deu uma porretada na cabeça de um pedreiro.

O açougueiro Mucci Daniel Kfuri, 27, disse ter visto o monstro duas vezes. A primeira foi há três anos. "Eu estava com um amigo investigando a morte de animais quando o bicho apareceu", contou. "Ele tem o tamanho de um homem, é peludo e possui braços bem fortes. Ele sentou em uma pedra com um bezerro ensanguentado nas mãos, e nós saímos correndo.”

O folclore tem várias versões sobre a origem do Caboclo D’Água. A de mais credibilidade na região de Mariana dá conta de que o bicho é a encarnação de uma mulher que no século 16 produzia sabão com as crianças que matava.

Mariana tem 51 mil habitantes e fica a 110 km de Belo Horizonte. É uma da cidade histórica com forte influência da Igreja Católica, desde a sua fundação. Dali saiu grande quantidade de ouro para a coroa de Portugal. Hoje, talvez a sua maioria riqueza sejam seu passado e suas lendas, com a do Caboclo D'Água.

Com informação da Folha e da imprensa de Minas.

Associação do ET Bilu de Corguinho afirma não ser uma seita.
março de 2011

Bizarro.     Ceticismo e crendice.

Gay religioso pede ajuda: 'Qual a forma mais rápida de ser normal?'

por Júnior, de Fortaleza, Ceará, a propósito de
Médicos católicos da Alemanha dizem curar gay com homeopatia

Olá, saudações.

Desde pequeno sou homossexual, nunca me interessei por mulheres, mas desde que iniciei minha vida religiosa luto contra isso. Já faz mais de 16 anos e ainda sou gay.

Hoje com 21, já participei de missas de cura, libertação, passei por psicólogos e ainda não mudou nada. Já tentei me matar, mas, como nunca deu certo, desisti.

Hoje estou bem indeciso sem saber o que fazer e, todas as vezes que procuro ajuda, fico mais confuso ainda com tanta informação e tanta briga nesses blogs e páginas de cura gay.

O que eu quero saber, pessoal, e se alguém com bastante sabedoria possa dizer qual é a forma mais rápida de ser normal. O que é ser normal? Por que a normalidade é tão cobiçada?

Pessoas serão sempre pessoas, Deus será sempre Deus, afinal Ele mesmo disse: “Eu sou o que Sou”.

Então pelo amor de Deus dá pra vocês entrarem num consenso de modo que possam me ajudar? Chega de brigar por aí.

O que preciso é de ajuda e não de opiniões desencontradas que me deixam mais perturbado do que um débil mental. É hora de agir e não de brigar.  Depois os irracionais são os coitados dos animais que pensam e agem melhor do que qualquer ser humano. Pelo menos eles não ficam debatendo quem tem razão.

Deus abençoe vocês e os ilumine para que um dia isso seja resolvido.

Até lá, por favor, orem por mim.

Evangélicos dão cursos de ‘cura’ de gays em países da América Latina.
dezembro de 2010

Consequências da Bíblia para o mal.     Posts de leitor.

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