O MPF (Ministério Público Federal) vai apurar quem foram os responsáveis pelo trote na Faculdade de Agronomia e Veterinária da UnB (Universidade de Brasília), no qual calouras tiveram de lamber uma linguiça com leite condensado de um boneco, em uma simulação de sexo oral. Ocorreu no dia 11 de janeiro dentro da universidade com a participação de aproximadamente 250 estudantes.
Confirme mostra um vídeo que caiu na internet, na plateia, no começo da gravação, um estudante avalia o desempenho de uma colega: "Garganta profunda!"
A investigação foi pedida pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, órgão da Presidência da República. Para a secretaria, o trote é uma ofensa às mulheres.
A UnB criou uma comissão de sindicância para identificar os participantes da brincadeira, o que não será difícil porque as imagens são nítidas.
Um vídeo que se espalhou pela internet mostra que calouros também se submeteram ao constrangimento.
Com informação das agências e vídeo do Youtube.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Justiça manda prender pastor acusado de abusar de filha de fiel por três anos
![]() |
Moreno é pastor
da Assembleia de Deus
|
A fiel Raquel Tomás Merênce disse ao MP ter descoberto que a sua filha K.T.M., 13, vinha sendo violentada pelo religioso havia três anos. De acordo com ela, a menina demorou em contar o abuso porque o pastor ameaçou matar toda a família se ela o fizesse.
Santa Inês tem 78 mil habitantes e fica a 243 km de São Luís.
Raquel disse que começou a suspeitar do comportamento da filha há um ano. “Ela não tinha mais vontade de cantar na igreja e vivia rebelde, usando maquiagem e se recusando a ir ao culto comigo.”
A fiel deixava com frequência a filha e um filho de 14 anos com o pastor, na maioria das vezes a pedido dele. Na última vez que ele levou a menina para cantar em outra igreja, K.T.M. voltou um dia depois do combinado.
“Meus filhos consideravam o pastor como um tio. Ele era atencioso. Sempre nos convidava para ir a uma fazenda e a encontros da igreja.”
Informou que o pastor deu para a filha um celular de modo que ficasse mais fácil ela falar com ele. O menino ganhou uma guitarra e um contrabaixo.
A garota não soube dizer à polícia quantas vezes foi violentada, porque foram muitas. Há testemunhas de que o pastor costumava levar crianças a um motel da cidade.
Raquel e os filhos se mudaram de casa por temer represália do pastor.
Com informação do Agora Santa Inês e foto da polícia.
Juiz condena pastor que abusou de criança 'serva de Deus'.
novembro de 2011
Pastores pedófilos Padres pedófilos
Leitora, você namoraria o porteiro do seu prédio?
Título original: Adivinhe quem vem para o jantar?
por Luiz Feliz Pondé
para a Folha de S. Paulo
Você namoraria o porteiro do seu prédio? "O quê?!" Assusta-se a leitora, nesta segunda-feira, dia 31 de janeiro.
Hoje, o ano novo já mergulha na corrida sonambúlica de todos os anos velhos. Claro que seus planos para 2011 não darão certo.
Provavelmente você continuará menos amada do que gostaria, ganhando menos do que gostaria, com os mesmos amigos chatos, os mesmos namorados bobos (os melhores já estão "ocupados", como sempre, ainda que você possa, como sempre, tentar tomá-los das suas melhores amigas) e pegando o trânsito idiota de todo feriadão para ir a praias que são cheias de gente brega e mal-educada. Aquelas mesmas que invadem os aeroportos com seus quilos de bagagem e sua alegria de praça de alimentação.
Calma, talvez eu esteja apenas enganado, e em 2011 aconteça tudo que aquela vidente picareta disse para você que ia acontecer.
"Que diabos este colunista está querendo dizer com essa história de eu namorar o porteiro do meu prédio?" Mas, claro, ela não responde a minha pergunta, porque uma pergunta como essa pode revelar que ela não é tão legal quanto gosta de fazer parecer em jantares inteligentes.
Essa pergunta não é minha propriamente, mas de um amigo meu bem esquisito. Ele fez essa pergunta em meio a uma discussão sobre ter ou não ter preconceitos, e achei que era muito bem pensada. Na realidade, a conversa nasceu do meu desgosto com o estilo de vida "praça de alimentação". Esse meu desgosto deixa muita gente "legal" indignada. Pessoalmente, suspeito fortemente de gente "legal" e "indignada", confio mais em gente blasé.
Imagine você, toda bonita, magra na medida certa, dieta de baixo impacto calórico e bem-sucedida na profissão, mãe de um filho de 12 anos preocupado com o aquecimento global, enquanto deixa o quarto sempre desarrumado, até que você se descabele e comece a berrar "arrume esse quarto, menino!". Agora imagine você saindo com o porteiro de seu prédio, de mãos dadas, num desses restaurantes chiquinhos que você frequenta.
Do que vocês conversariam? Que tal sobre sua revolta contra preconceitos e contra injustiça social? Que tal um beijo na boca bem gostoso em nome da igualdade social? Você já viu aquele filme "Adivinhe Quem Vem para Jantar", com Sydney Poitier? Veja.
Antes que o plantão dos humilhados e ofendidos grite, também sou contra injustiça social e contra preconceito. Hoje todo mundo que sabe comer de boca fechada também sabe sofrer pelas criancinhas da África. Atualmente, ser contra injustiça social e contra preconceitos é tão banal quanto ler horóscopo todo dia de manhã.
Incrível como, suavemente, todos os ideais sociais modernos tombam, como o cristianismo já tombara desde a Antiguidade tardia, à hipocrisia social de salão.
Agora, imagine você, caro leitor, homem moderno, sensível, machista nem pensar, que acredita em redes sociais, que diz por aí que não tem medo de mulher (mentiroso, todo homem tem medo de mulher, principalmente quando está interessado nela).
Imagine que sua filha está a fim do porteiro do seu prédio. Imagine ela saindo com ele. Ele dirigindo o carro que você deu para ela. Que tal eles irem a algum churrasco na laje que ele frequenta? Ou, quem sabe, ir a alguma dessas igrejas por aí onde o Espírito Santo "baixa" e as pessoas pulam e gritam feito loucas "Aleluia, aleluia!"?
Que tal se sua filha quiser se casar com ele? Você paga pelo casamento? Que tal um filhinho com a cara dele? Você visitará a família dele no Nordeste?
Mas, atenção: nada de resort cinco estrelas ou pousadinhas de um holandês doidão que se cansou da Europa e veio em busca de uma natureza selvagem. Hospede-se na casa da família dele.
Agora, imagine nosso belo casal, tirando seus filhos dessas escolas chiquinhas que ensinam aos seus filhos "consciência social" ao preço de quase R$ 2.000 mensais, em bairros "nobres". Agora pense neles matriculando seus filhos em 2011 (afinal, ano novo, vida nova) numa escola pública onde o filho do seu porteiro estuda.
Agora convide seu porteiro para jantar. Qual é o nome dele mesmo?
> Quem diz não gostar de dinheiro é geralmente uma falsa santidade.
outubro de 2010
>Artigos de Luiz Felipe Pondé.
por Luiz Feliz Pondé
para a Folha de S. Paulo
Você namoraria o porteiro do seu prédio? "O quê?!" Assusta-se a leitora, nesta segunda-feira, dia 31 de janeiro.
Hoje, o ano novo já mergulha na corrida sonambúlica de todos os anos velhos. Claro que seus planos para 2011 não darão certo.
Provavelmente você continuará menos amada do que gostaria, ganhando menos do que gostaria, com os mesmos amigos chatos, os mesmos namorados bobos (os melhores já estão "ocupados", como sempre, ainda que você possa, como sempre, tentar tomá-los das suas melhores amigas) e pegando o trânsito idiota de todo feriadão para ir a praias que são cheias de gente brega e mal-educada. Aquelas mesmas que invadem os aeroportos com seus quilos de bagagem e sua alegria de praça de alimentação.
Calma, talvez eu esteja apenas enganado, e em 2011 aconteça tudo que aquela vidente picareta disse para você que ia acontecer.
"Que diabos este colunista está querendo dizer com essa história de eu namorar o porteiro do meu prédio?" Mas, claro, ela não responde a minha pergunta, porque uma pergunta como essa pode revelar que ela não é tão legal quanto gosta de fazer parecer em jantares inteligentes.
Essa pergunta não é minha propriamente, mas de um amigo meu bem esquisito. Ele fez essa pergunta em meio a uma discussão sobre ter ou não ter preconceitos, e achei que era muito bem pensada. Na realidade, a conversa nasceu do meu desgosto com o estilo de vida "praça de alimentação". Esse meu desgosto deixa muita gente "legal" indignada. Pessoalmente, suspeito fortemente de gente "legal" e "indignada", confio mais em gente blasé.
Imagine você, toda bonita, magra na medida certa, dieta de baixo impacto calórico e bem-sucedida na profissão, mãe de um filho de 12 anos preocupado com o aquecimento global, enquanto deixa o quarto sempre desarrumado, até que você se descabele e comece a berrar "arrume esse quarto, menino!". Agora imagine você saindo com o porteiro de seu prédio, de mãos dadas, num desses restaurantes chiquinhos que você frequenta.
Do que vocês conversariam? Que tal sobre sua revolta contra preconceitos e contra injustiça social? Que tal um beijo na boca bem gostoso em nome da igualdade social? Você já viu aquele filme "Adivinhe Quem Vem para Jantar", com Sydney Poitier? Veja.
Antes que o plantão dos humilhados e ofendidos grite, também sou contra injustiça social e contra preconceito. Hoje todo mundo que sabe comer de boca fechada também sabe sofrer pelas criancinhas da África. Atualmente, ser contra injustiça social e contra preconceitos é tão banal quanto ler horóscopo todo dia de manhã.
Incrível como, suavemente, todos os ideais sociais modernos tombam, como o cristianismo já tombara desde a Antiguidade tardia, à hipocrisia social de salão.
Agora, imagine você, caro leitor, homem moderno, sensível, machista nem pensar, que acredita em redes sociais, que diz por aí que não tem medo de mulher (mentiroso, todo homem tem medo de mulher, principalmente quando está interessado nela).
Imagine que sua filha está a fim do porteiro do seu prédio. Imagine ela saindo com ele. Ele dirigindo o carro que você deu para ela. Que tal eles irem a algum churrasco na laje que ele frequenta? Ou, quem sabe, ir a alguma dessas igrejas por aí onde o Espírito Santo "baixa" e as pessoas pulam e gritam feito loucas "Aleluia, aleluia!"?
Que tal se sua filha quiser se casar com ele? Você paga pelo casamento? Que tal um filhinho com a cara dele? Você visitará a família dele no Nordeste?
Mas, atenção: nada de resort cinco estrelas ou pousadinhas de um holandês doidão que se cansou da Europa e veio em busca de uma natureza selvagem. Hospede-se na casa da família dele.
Agora, imagine nosso belo casal, tirando seus filhos dessas escolas chiquinhas que ensinam aos seus filhos "consciência social" ao preço de quase R$ 2.000 mensais, em bairros "nobres". Agora pense neles matriculando seus filhos em 2011 (afinal, ano novo, vida nova) numa escola pública onde o filho do seu porteiro estuda.
Agora convide seu porteiro para jantar. Qual é o nome dele mesmo?
> Quem diz não gostar de dinheiro é geralmente uma falsa santidade.
outubro de 2010
>Artigos de Luiz Felipe Pondé.
Diabo diz que assumiu a Mundial e declara ‘guerra de morte’ à Universal
| 'Nóis tá na Mundial' |
Afirmou o chifrudo, anunciando uma ‘guerra de morte’: “Nóis tá cupiando tudo o que ocêis da Universal faz pra acabar com ocêis”.
Alguém precisa fazer um estudo para encontrar a explicação por que o diabo ainda não aprendeu direito o português, embora tenha chegado aqui com os jesuítas dos navios de Pedro Álvares Cabral. Nem o português de Portugal ele fala. Nos Estados Unidos, nos filmes de Hollywood, o diabo pronuncia o inglês sem nenhum tropeço, embora, como é de supor, também lá o seu bafo não seja dos melhores.
O que já dá para concluir é que o diabo é burro, porque, se assim não fosse, não iria à Universal falar dos seus planos.
Enquanto o pastor da Universal conversa com o diabo, Valdemiro em uma única apresentação na TV cura mais pessoas do que Jesus em toda sua vida, de acordo com os relatos bíblicos. Por conta disso, a Mundial tem crescido rapidamente, inclusive fora do Brasil, sob a observação atenta de Edir Macedo.
Parece que entre as duas igrejas logo haverá mesmo uma ‘guerra de morte’.
'Nóis quer acabar com a Universal'
por
Paulo Roberto Lopes
às
01:03
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Igreja Universal,
religião,
tramóia
domingo, 30 de janeiro de 2011
Caetano Veloso elogia Dilma por ter tirado crucifixo do gabinete
Caetano Veloso (charge) elogiou a presidente Dilma Rousseff por ter tirado a “Bíblia de cima da mesa [do gabinete dela] e o crucifixo da parede”. Em entrevista à Folha, disse: “Gostei muito. Lula era muito carola.”
O cantor e compositor cresceu em um ambiente familiar de forte formação católica e tem três filhos religiosos. Moreno, 38, é católico e Zeca, 18, e Tom, 13, evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus.
Ele é ateu, mas disse estar feliz com a religiosidade dos filhos porque nada foi imposto. “A minha geração teve de romper com a religiosidade imposta, e a deles [dos filhos] teve de recuperar a religiosidade perdida.”
Ainda assim ele criticou a moral das religiões, porque ela “repreende a religiosidade e a sexualidade”.
Caetano também se mostrou satisfeito com Dilma em relação a Lula na questão dos direitos humanos. Para ele, o bom relacionamento de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, foi "abdominável.”
Antes de ser eleita, Dilma criticou o Irã pelo apedrejamento de mulheres julgadas como infiéis. Já presidente, ela reafirmou o que dissera.
A indignação de Caetano se estende ao endosso de Lula ao regime de Fidel Castro.
"Lula ir para Cuba no momento em que um dissidente preso fazia greve de fome! O sujeito morre e ele ainda sai arrogantemente, desumanamente apoiando aquelas pessoas sádicas como Fidel Castro e Che Guevara, que mataram mais do que a ditadura na Argentina! Esses caras adoravam um fuzilamento."
Com informação da Folha de S.Paulo.
Dilma manda tirar a Bíblia e o crucifixo do gabinete da Presidência.
janeiro de 2011
Religião no Estado laico. Celebridades.
O cantor e compositor cresceu em um ambiente familiar de forte formação católica e tem três filhos religiosos. Moreno, 38, é católico e Zeca, 18, e Tom, 13, evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus.
Ele é ateu, mas disse estar feliz com a religiosidade dos filhos porque nada foi imposto. “A minha geração teve de romper com a religiosidade imposta, e a deles [dos filhos] teve de recuperar a religiosidade perdida.”
Ainda assim ele criticou a moral das religiões, porque ela “repreende a religiosidade e a sexualidade”.
Caetano também se mostrou satisfeito com Dilma em relação a Lula na questão dos direitos humanos. Para ele, o bom relacionamento de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, foi "abdominável.”
Antes de ser eleita, Dilma criticou o Irã pelo apedrejamento de mulheres julgadas como infiéis. Já presidente, ela reafirmou o que dissera.
A indignação de Caetano se estende ao endosso de Lula ao regime de Fidel Castro.
"Lula ir para Cuba no momento em que um dissidente preso fazia greve de fome! O sujeito morre e ele ainda sai arrogantemente, desumanamente apoiando aquelas pessoas sádicas como Fidel Castro e Che Guevara, que mataram mais do que a ditadura na Argentina! Esses caras adoravam um fuzilamento."
Com informação da Folha de S.Paulo.
Dilma manda tirar a Bíblia e o crucifixo do gabinete da Presidência.
janeiro de 2011
Religião no Estado laico. Celebridades.
Babá converteu filhos do ateu Caetano em fiéis da Igreja Universal
Zeca (com o pai) tem 18 anos.
Ele faz bico como DJ |
Caetano, que cresceu em família católica e se aproximou do candomblé no começo de sua carreira artística e hoje afirma ser ateu, está satisfeito com a religiosidade dos filhos.
“Zeca encontrou conforto na religião. Qualquer coisa que faça bem aos meus filhos faz bem para bem”, disse.
“Minha geração [a da tropicália] teve de romper com a religiosidade imposta, e a deles [dos filhos] teve de recuperar a religiosidade perdida.”
Caetano tem ido à Igreja Universal para assistir aos filhos tocando música nos cultos.
Tom está com 13 anos
|
Caetano relativizou o poder crescente no país do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e dono de uma rede de TV. “A Record [do bispo] não tem mais rabo preso com o bispo do que a Globo tem com o cardeal.”
Moreno, 38, primeiro filho de Caetano, também é religioso. “[Ele] seria devoto do papa João 23, se santo fosse.”
Com informação da Folha de S.Paulo e Tribuna da Bahia.
Caetano Veloso elogia Dilma por ter tirado crucifixo do gabinete.
janeiro de 2011
Celebridades.
por
Paulo Roberto Lopes
às
17:50
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Caetano Veloso,
Igreja Universal,
religião
Escolas têm o direito de dizer aos alunos o que é a verdade em moral?
por Luiz Carlos Faria da Silva e Miguel Francisco Urbano Nagib
para o Estado de S.Paulo
No começo de 2010, pais de alunos da rede pública de Recife protestaram contra o livro de orientação sexual adotado pelas escolas. Destinada a crianças de sete a dez anos, a obra "Mamãe, Como Eu Nasci?", do professor Marcos Ribeiro, tem trechos como estes: "Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também? Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro." "Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso."
Inadequado? Bem, não é disso que vamos tratar no momento. O ponto que interessa está aqui: "Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou 'tira a mão daí que é feio'. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema".
Considerando que entre as pessoas que "só sabem abrir a boca para proibir" estão os pais dos pequenos leitores dessa cartilha, pergunta-se: têm as escolas o direito de dizer aos nossos filhos o que é "a verdade" em matéria de moral?
De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), a resposta é negativa. O artigo 12 da CADH reconhece expressamente o direito dos pais a que seus filhos "recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". É fato notório, todavia, que esse direito não tem sido respeitado em nosso país.
Apesar de o Brasil ter aderido à CADH, o MEC não só não impede que o direito dos pais seja usurpado pelas escolas como concorre decisivamente para essa usurpação, ao prescrever a abordagem transversal de questões morais em todas as disciplinas do ensino básico.
Atendendo ao chamado, professores que não conseguem dar conta de sua principal obrigação - conforme demonstrado ano após ano por avaliações de desempenho escolar como o Saeb e o Pisa -, usam o tempo precioso de suas aulas para influenciar o juízo moral dos alunos sobre temas como sexualidade, homossexualismo, contracepção, relações e modelos familiares etc. Quando não afirmam em tom categórico determinada verdade moral, induzem os alunos a duvidar "criticamente" das que lhes são ensinadas em casa, solapando a confiança dos filhos em seus pais.
A ilegalidade é patente. Ainda que se reconhecesse ao Estado - não a seus agentes - o direito de usar o sistema de ensino para difundir uma agenda moral, esse direito não poderia inviabilizar o exercício da prerrogativa assegurada aos pais pela CADH, e isso fatalmente ocorrerá se os tópicos dessa agenda estiverem presentes nas disciplinas obrigatórias.
Além disso, se a família deve desfrutar da "especial proteção do Estado", como prevê a Constituição, o mínimo que se pode esperar desse Estado é que não contribua para enfraquecer a autoridade moral dos pais sobre seus filhos.
Impõe-se, portanto, que as questões morais sejam varridas dos programas das disciplinas obrigatórias. Quando muito, poderão ser veiculadas em disciplina facultativa, como ocorre com o ensino religioso. Assim, conhecendo previamente o conteúdo de tal disciplina, os pais decidirão se querem ou não compartilhar a educação moral de seus filhos com especialistas de mente aberta como o professor Marcos Ribeiro.
> Quem atesta a sanidade mental de uma professora de sexo da escola?
por Luiz Felipe Pondé, em janeiro de 2009
> Educação sexual na escola.
para o Estado de S.Paulo
No começo de 2010, pais de alunos da rede pública de Recife protestaram contra o livro de orientação sexual adotado pelas escolas. Destinada a crianças de sete a dez anos, a obra "Mamãe, Como Eu Nasci?", do professor Marcos Ribeiro, tem trechos como estes: "Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também? Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro." "Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso."
Inadequado? Bem, não é disso que vamos tratar no momento. O ponto que interessa está aqui: "Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou 'tira a mão daí que é feio'. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema".
Considerando que entre as pessoas que "só sabem abrir a boca para proibir" estão os pais dos pequenos leitores dessa cartilha, pergunta-se: têm as escolas o direito de dizer aos nossos filhos o que é "a verdade" em matéria de moral?
De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), a resposta é negativa. O artigo 12 da CADH reconhece expressamente o direito dos pais a que seus filhos "recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". É fato notório, todavia, que esse direito não tem sido respeitado em nosso país.
Apesar de o Brasil ter aderido à CADH, o MEC não só não impede que o direito dos pais seja usurpado pelas escolas como concorre decisivamente para essa usurpação, ao prescrever a abordagem transversal de questões morais em todas as disciplinas do ensino básico.
Atendendo ao chamado, professores que não conseguem dar conta de sua principal obrigação - conforme demonstrado ano após ano por avaliações de desempenho escolar como o Saeb e o Pisa -, usam o tempo precioso de suas aulas para influenciar o juízo moral dos alunos sobre temas como sexualidade, homossexualismo, contracepção, relações e modelos familiares etc. Quando não afirmam em tom categórico determinada verdade moral, induzem os alunos a duvidar "criticamente" das que lhes são ensinadas em casa, solapando a confiança dos filhos em seus pais.
A ilegalidade é patente. Ainda que se reconhecesse ao Estado - não a seus agentes - o direito de usar o sistema de ensino para difundir uma agenda moral, esse direito não poderia inviabilizar o exercício da prerrogativa assegurada aos pais pela CADH, e isso fatalmente ocorrerá se os tópicos dessa agenda estiverem presentes nas disciplinas obrigatórias.
Além disso, se a família deve desfrutar da "especial proteção do Estado", como prevê a Constituição, o mínimo que se pode esperar desse Estado é que não contribua para enfraquecer a autoridade moral dos pais sobre seus filhos.
Impõe-se, portanto, que as questões morais sejam varridas dos programas das disciplinas obrigatórias. Quando muito, poderão ser veiculadas em disciplina facultativa, como ocorre com o ensino religioso. Assim, conhecendo previamente o conteúdo de tal disciplina, os pais decidirão se querem ou não compartilhar a educação moral de seus filhos com especialistas de mente aberta como o professor Marcos Ribeiro.
> Quem atesta a sanidade mental de uma professora de sexo da escola?
por Luiz Felipe Pondé, em janeiro de 2009
> Educação sexual na escola.
Educação sexual na escola
> Igreja Católica da Espanha propõe ensinar que homossexualismo é vício.
fevereiro de 2011
> Escolas têm o direito de dizer aos alunos o que é a verdade em moral?
janeiro de 2011
> Menino afirma se chamar Bianca em kit escolar contra homofobia.
fevereiro de 2011
> Escolas têm o direito de dizer aos alunos o que é a verdade em moral?
janeiro de 2011
> Menino afirma se chamar Bianca em kit escolar contra homofobia.
dezembro de 2010
> Curso escolar na Espanha ensina técnicas de masturbação.
novembro de 2009
> Sexo explícito em cartilha escolar alemã causa polêmica.
novembro de 2009
> Cartilha escolar tem espaço para relato de transas
outubro de 2010
> 30,5% dos estudantes de 14 anos já tiveram relacionamento sexual.
setembro de 2010
> Quem atesta a sanidade mental de uma professora de sexo da escola?
por Luiz Felipe Pondé, em janeiro de 2009
> Curso escolar na Espanha ensina técnicas de masturbação.
novembro de 2009
> Sexo explícito em cartilha escolar alemã causa polêmica.
novembro de 2009
> Cartilha escolar tem espaço para relato de transas
outubro de 2010
> 30,5% dos estudantes de 14 anos já tiveram relacionamento sexual.
setembro de 2010
> Quem atesta a sanidade mental de uma professora de sexo da escola?
por Luiz Felipe Pondé, em janeiro de 2009
sábado, 29 de janeiro de 2011
Americana enforca e queima ‘cão do diabo’ que tinha mordido uma Bíblia
Miriam matou o
cão do sobrinho
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A cadela se chamava Diamond e pertencia a um sobrinho de Miriam que estava passando uns dias lá. A Bíblia estava na varanda da casa.
Miriam disse à polícia que matou o “cão do diabo” porque temia que mordesse as crianças da vizinhança.
Ela poderá ser condenada de seis meses a cinco anos de prisão ou mandada para tratamento psiquiátrico, caso seu advogado consiga provar que sofre de distúrbio mental
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| Árvore onde Miriam pendurou a cadela |
agosto de 2010
MP acusa prefeita evangélica e pastores de desvio de R$ 600 mil
A prefeita Aparecida Panisset (PDT), 63, de São Gonçalo (RJ), repassou a duas igrejas evangélicas R$ 600 mil em convênio para atendimento médico à população carente, mas o serviço nunca foi prestado.
Agora, o Ministério Público denunciou (acusou formalmente) à Justiça a prefeita, que é evangélica, e os pastores Moisés Figueiró Moreira, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministérios da Reconciliação, e Zilar de Souza Couto e Isaque de Araújo Marques, do Templo Pentecostal Casa do Saber, de terem dado sumiço no dinheiro.
São Gonçalo tem perto de 1 milhão de habitantes e fica a 25 km do Rio.
Um convênio foi firmado em outubro de 2005 e outro, em julho de 2006. Quando estava investigando o caso, o Ministério Público pediu informações à prefeita, mas ela se negou a colaborar. Aparecida também está sendo denunciada por isso.
Nem a prefeita nem os pastores falam sobre a acusação. Porta-voz da prefeitura disse que Aparecida só se manifestará se a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público.
Durante campanhas eleitorais, Aparecida evocou a sua condição de evangélica como prova de sua honestidade. O seu discurso de vitória do segundo mandato foi religioso, quase um culto (ver abaixo), misturando política com crença, embora o Estado brasileiro seja laico, e esse tipo de coisa não poderia ocorrer.
Com informação do Extra e imagens do Youtube.
> Pastor mata taxista a pauladas para pagar dívida com traficante.
janeiro de 2011
Agora, o Ministério Público denunciou (acusou formalmente) à Justiça a prefeita, que é evangélica, e os pastores Moisés Figueiró Moreira, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministérios da Reconciliação, e Zilar de Souza Couto e Isaque de Araújo Marques, do Templo Pentecostal Casa do Saber, de terem dado sumiço no dinheiro.
São Gonçalo tem perto de 1 milhão de habitantes e fica a 25 km do Rio.
Um convênio foi firmado em outubro de 2005 e outro, em julho de 2006. Quando estava investigando o caso, o Ministério Público pediu informações à prefeita, mas ela se negou a colaborar. Aparecida também está sendo denunciada por isso.
Nem a prefeita nem os pastores falam sobre a acusação. Porta-voz da prefeitura disse que Aparecida só se manifestará se a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público.
Durante campanhas eleitorais, Aparecida evocou a sua condição de evangélica como prova de sua honestidade. O seu discurso de vitória do segundo mandato foi religioso, quase um culto (ver abaixo), misturando política com crença, embora o Estado brasileiro seja laico, e esse tipo de coisa não poderia ocorrer.
Religião como cabo eleitoral
Com informação do Extra e imagens do Youtube.
> Pastor mata taxista a pauladas para pagar dívida com traficante.
janeiro de 2011
Escritor Rubem Alves supera doenças e eleva tom de seu ateísmo
![]() |
Doença deixou o
escritor mais cético
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Há quem, depois de ter superado grave doença, torna-se mais religioso, passa a acreditar em milagres, adquire fé. O caso de Alves, um mestre em teologia, foi diferente.
Em 2010, ele teve de extrair o estômago por causa de um câncer, trocou uma válvula coração e a coluna lhe deu sofrimento. E agora Alves parece estar mais convicto do ateísmo, com um discurso mais veemente, conforme verificaram os leitores de seu artigo mais recente na Folha de S. Paulo.
Sobre as mortes por causa de deslizamento de encostas na serra fluminense, escreveu: "Se é onipotente, onisciente e onipresente, por que Deus nada fez? Estava dormindo?"
Ao jornal Valor, disse: "Fé para curar o câncer eu não tenho. Sabe o que é fé? É estar no avião com um paraquedas nas costas e de repente dar um salto no abismo, acreditando que o paraquedas vai abrir."
Criticar Deus tem sido, nestes dias, a forma que Alves tem usado para criticar uma sociedade excessivamente impregnada pelo cristianismo. Observa, nesse sentido, que muitos cristãos, por exemplo, renegam o erotismo do tato, do olfato e da contemplação estética.
"Os cristãos têm um problema com o prazer. Você não vê ninguém fazendo uma promessa dizendo assim: 'Oh, Deus, se tu me deres esta bênção, prometo tocar toda manhã um CD de Bach, ou tomar toda noite uma taça de bom vinho'", disse ele à jornalista Marília de Camargo César.
"As pessoas oferecem a Deus cascas de ferida porque elas acham que Deus fica feliz quando a gente está sofrendo. Elas têm uma ideia sádica de Deus."
Além de teólogo formado em Princeton (EUA), Alves é filósofo, psicanalista e autor de mais de cem livros -- alguns deles, escritos em outras épocas, continuam inspirando seminaristas e pastores progressistas.
Onde estava Deus quando isso aconteceu? Ateísmo. Gente.
Com câncer, o ateu Hitchens enfrenta a morte: 'Por que não eu?'.
setembro de 2010
Gente
> Mulher de Kaká questiona o dízimo e diz que se manterá longe de religião.
julho de 2011
> Hitchens escreveu suas memórias com honestidade brutal.
fevereiro de 2011
> Daniel Alves: 'Me chamam de macaco, mas aprendi a conviver com isso'.
fevereiro de 2011
> Reportagem revela o fervor religioso do apresentador Datena.
> Escritor Rubem Alves supera doenças e eleva tom de seu ateísmo.
janeiro de 2011
> 'Maria da Penha me transformou em um monstro', afirma ex-marido.
janeiro de 2011
> Com câncer, o ateu Hitchens enfrenta a morte: 'Por que não eu?'.
setembro de 2010
> Mariana se desespera e chora, mas salva cão que dono jogou no rio.
agosto de 2010
> Sofrimento aniquila pais de Sandra; o assassino continua livre.
agosto de 2010
> Brasileiro condenado à morte na Indonésia faz novo apelo a Lula.
janeiro de 2010
> Ex-cirurgião esquartejador afirma que não é de índole ruim.
setembro de 2009
> Milagrento Valdemiro Santiago radicaliza na exploração da fé.
maio de 2009
> Delegada Renata conta como conduziu o caso Isabella.
agosto de 2008
> Caso do Maníaco da Cruz.
julho de 2011
> Hitchens escreveu suas memórias com honestidade brutal.
fevereiro de 2011
> Daniel Alves: 'Me chamam de macaco, mas aprendi a conviver com isso'.
fevereiro de 2011
> Reportagem revela o fervor religioso do apresentador Datena.
fevereiro de 2011
> Escritor Rubem Alves supera doenças e eleva tom de seu ateísmo.
janeiro de 2011
> 'Maria da Penha me transformou em um monstro', afirma ex-marido.
janeiro de 2011
> Com câncer, o ateu Hitchens enfrenta a morte: 'Por que não eu?'.
setembro de 2010
> Mariana se desespera e chora, mas salva cão que dono jogou no rio.
agosto de 2010
> Sofrimento aniquila pais de Sandra; o assassino continua livre.
agosto de 2010
> Brasileiro condenado à morte na Indonésia faz novo apelo a Lula.
janeiro de 2010
> Ex-cirurgião esquartejador afirma que não é de índole ruim.
setembro de 2009
> Milagrento Valdemiro Santiago radicaliza na exploração da fé.
maio de 2009
> Delegada Renata conta como conduziu o caso Isabella.
agosto de 2008
> Caso do Maníaco da Cruz.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Empresa não responde por assédio entre funcionários do mesmo nível
A empresa não pode ser responsabilizada por assédio sexual entre funcionários do mesmo nível, decidiu a 3ª Câmara do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, confirmando sentença do juiz da 2ª Vara de Araçatuba. Nessa cidade paulista, uma servente da lavanderia de um hospital beneficente pediu indenização por danos morais por ter sido assediada por um colega de trabalho.
Ela contou, conforme os autos, que o seu colega “colocava a mão no pênis e chacoalhava”, constrangeando-a. Disse também que em duas ocasiões ele “apareceu sem camisa na porta do banheiro e a chamou para tomar banho”.
Por causa disso, falou, pediu demissão da empresa, que deveria lhe pagar uma indenização. Uma semana antes de sair da empresa, ela reclamou com o chefe do setor, que, segundo ela, considerou ser aquela história uma ‘ladainha’.
Uma das testemunhas da servente disse não ter presenciado nenhum desrespeito.
O desembargador Edmundo Fraga Lopes, o relator do caso, estranhou que a servente tenha demorado quase 11 meses para reclamar com a chefia, em novembro de 2005.
Sentenciou que a empresa só poderia ser julgada como responsável pelo assedio se ela tivesse sido avisada e se omitido. “Mas isso não ficou claro nos autos.”
Com informação dão TRT da 15ª Região.
Ela contou, conforme os autos, que o seu colega “colocava a mão no pênis e chacoalhava”, constrangeando-a. Disse também que em duas ocasiões ele “apareceu sem camisa na porta do banheiro e a chamou para tomar banho”.
Por causa disso, falou, pediu demissão da empresa, que deveria lhe pagar uma indenização. Uma semana antes de sair da empresa, ela reclamou com o chefe do setor, que, segundo ela, considerou ser aquela história uma ‘ladainha’.
Uma das testemunhas da servente disse não ter presenciado nenhum desrespeito.
O desembargador Edmundo Fraga Lopes, o relator do caso, estranhou que a servente tenha demorado quase 11 meses para reclamar com a chefia, em novembro de 2005.
Sentenciou que a empresa só poderia ser julgada como responsável pelo assedio se ela tivesse sido avisada e se omitido. “Mas isso não ficou claro nos autos.”
Com informação dão TRT da 15ª Região.
novembro de 2010
Pastor mata taxista a pauladas para pagar dívida com traficante
O pastor Fábio Borges Pedreira, 23, confessou à Polícia Civil de Maringá (PR) ter matado a pauladas e garrafadas o taxista José Mario de Chiaria Pismel, 47, para roubá-lo. Ele foi preso ontem à noite.
Na semana passada, o pastor pediu a Pismel que, de Maringá, o levasse a Curitiba, onde moram as suas duas irmãs. Em Curitiba, um traficante conhecido por Fernandinho entrou no táxi para, junto com o pastor, matar Pismel.
Pedreira disse que o Logan branco modelo 2009 do taxista ficou com Fernandinho para saldar uma dívida. O corpo foi jogado na região metropolitana de Curitiba.
A polícia não informou a igreja à qual Pedreira pertence, e o traficante continua solto.
Com informação da Gazeta Maringá.
Na semana passada, o pastor pediu a Pismel que, de Maringá, o levasse a Curitiba, onde moram as suas duas irmãs. Em Curitiba, um traficante conhecido por Fernandinho entrou no táxi para, junto com o pastor, matar Pismel.
Pedreira disse que o Logan branco modelo 2009 do taxista ficou com Fernandinho para saldar uma dívida. O corpo foi jogado na região metropolitana de Curitiba.
A polícia não informou a igreja à qual Pedreira pertence, e o traficante continua solto.
Com informação da Gazeta Maringá.
março de 2010
Hopkins diz ter colocado frase ateísta em filme sobre exorcismo
| Um padre entre Deus e Papai Noel |
Lucas responde ao jovem que ele também se esforça todos os dias para acreditar no sobrenatural. “Em alguns dias, não sei se acredito em Deus ou em Papai Noel ou em Tinker Bell”, disse.
No Brasil, Tinker Bell é a criatura de contos de fadas conhecida por Sininho.
Pode parecer uma incongruência que a frase tenha sido dita por um velho padre exorcista que, como se vê na sequência do filme, usa métodos heterodoxos para combater o diabo. São os ateus que comparam Deus a criaturas saídas da imaginação humana, fantástica desde sempre.
A explicação é que quem manifestou a descrença foi o próprio Hopkins, com autorização de Mikael Håfström, o diretor do filme.
Na semana passada, no lançamento do Rito, jornalistas lhe perguntaram como ele, um descrente, se sentiu interpretando o papel de um padre exorcista. Hopkins contou que ficou um pouco incomodado. Por isso, ele introduziu aquela fala. "Fui que escrevi [a frase] porque precisava disso."
O premiado ator britânico de 73 anos afirmou que, hoje, a sua convicção se situa entre o ateísmo e o agnosticismo. Para Hopkins, se existe o inferno, a morada do diabo, ele é, muitas vezes, o outro, como observou Sartre.
Falou que, para ele, foi importante ter incutido no experiente exorcista Lucas um pouco de dúvida, mesmo que isso tenha ficado diluído no filme. Pois para Hopkins, é preciso ter cuidado com quem diz saber da verdade. Citou Hitler e Stálin como exemplos de pessoas que não tinham dúvidas.
Com informação do io9.com
> Igreja Católica do México combate onda de crimes com exorcismo.
janeiro de 2011
> Coisas do diabo. > Ateísmo.
Vídeo mostra talibãs apedrejando até a morte casal acusado de adultério
Assim, os telespectadores deixaram de ver, por exemplo, o momento em que Siddqa, 19, com um manto azul e enterrada até a cintura (reprodução ao lado), tenta desesperadamente se desviar das pedras e quando ela é morta por três tiros de fuzil na cabeça.
Depois do assassinato da jovem, as imagens – gravadas em outubro do 2010 possivelmente por um celular – mostram líderes talibãs conduzindo à multidão Khayyam, o namorado dela.
Com as mãos já atadas às costas, o jovem tem os olhos vendados – a expressão do seu rosto é de pavor. Começa o apedrejamento, e o vídeo é cortado de novo quando Khayyam, em soluços, silencia-se.
Em nome de Maomé
Pela lei do Islã, seguida ao pé da letra pelos talibãs, o castigo aos adúlteros, mas sobretudo às mulheres acusadas de infidelidade, é o apedrejamento.
Após ter sido vendida por US$ 9.000 (R$ 15.000) para um casamento arranjado, Siddqa fugiu rumo ao Paquistão com Khayyam, que deixou sua mulher e dois filhos.
Depois de uns tempos, o casal voltou a sua aldeia no Afeganistão, na fronteira com o Tadjiquistão, para visitar parentes sob a promessa de líderes locais de que não seriam molestados. Mas foram pegos pelos talibãs, que controlam algumas regiões do país.
Daoud Daoud, chefe das forças policiais, prometeu pegar os responsáveis pelo apedrejamento e levá-los à Justiça.
Zabiullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, defendeu o apedrejamento com o argumento de que a lei islâmica é a expressão mais legítima do Alcorão.
“Há pessoas que querem impor ao nosso país um pensamento estrangeiro", disse. "Para elas, isso [o apedrejamento] é desumano, o que é um insulto ao Profeta [Maomé].”
Com imagens da ABC News e informação da BBC.
Tribunal islâmico manda mutilar com ácido olho e orelha de homem.
janeiro de 2011
Casos de fanatismo islâmico. Outros casos.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Organização afirma que igreja belga mandou padre pedófilo para Brasil
A SNAP Belgium, organização não governamental de assistência às vítimas de padres pedófilos, informou que a Igreja Católica da Bélgica mandou para o Brasil um sacerdote acusado de abusar de pelo menos duas crianças em diferentes paróquias daquele país. A ong não revelou o nome do suposto pedófilo, mas disse que no Brasil ele trabalha com crianças carentes e meninos de rua.
Lieve Halsberghe (foto), representante da ong, disse ter duas cartas das supostas vítimas nas quais relatam os abusos que sofreram. Ela mantém sob sigilo o nome do padre e a data em que ele teria sido transferido para o Brasil.
Para Lieve, o governo da Bélgica deveria alertar as autoridades brasileiras sobre a existência desse padre.
Vítimas de padres pedófilos de vários países acusam a igreja de acobertar os transgressores mudando-os de paróquia.
Há outro caso de padre acusado de pedofilia que foi enviado ao Brasil. Trata-se de Mario Pezzoti, que, depois de ter de pagar nos Estados Unidos a indenização de US$ 175.000 a uma vítima, foi mandado para cuidar dos filhos dos índios brasileiros, no Pará, onde ficou de 1970 a 2003. Ele voltou para seu país de origem, Itália.
Com informação da agência Belga.
> Igreja mandou padre pedófilo cuidar de filhos de índios brasileiros.
abril de 2010
> Casos de padre pedófilo.
Lieve Halsberghe (foto), representante da ong, disse ter duas cartas das supostas vítimas nas quais relatam os abusos que sofreram. Ela mantém sob sigilo o nome do padre e a data em que ele teria sido transferido para o Brasil.
Para Lieve, o governo da Bélgica deveria alertar as autoridades brasileiras sobre a existência desse padre.
Vítimas de padres pedófilos de vários países acusam a igreja de acobertar os transgressores mudando-os de paróquia.
Há outro caso de padre acusado de pedofilia que foi enviado ao Brasil. Trata-se de Mario Pezzoti, que, depois de ter de pagar nos Estados Unidos a indenização de US$ 175.000 a uma vítima, foi mandado para cuidar dos filhos dos índios brasileiros, no Pará, onde ficou de 1970 a 2003. Ele voltou para seu país de origem, Itália.
Com informação da agência Belga.
> Igreja mandou padre pedófilo cuidar de filhos de índios brasileiros.
abril de 2010
> Casos de padre pedófilo.
Programa piloto introduz aulas de religião nas escolas russas
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Religiões ocupam cada vez mais espaço na sociedade russa |
O projeto contempla as quatro principais religiões do país: Igreja Ortodoxa Russa, Islã, Budismo e Judaísmo. O aluno tem de optar por uma delas.
O projeto tem sido muito criticado: há quem diga que o Estado russo é laico, como expressa a sua Constituição, e, por isso, não deveria gastar dinheiro dos contribuintes para financiar proselitismo religioso nas escolas.
Para outros, o projeto promove a discriminação contra estudantes de outras religiões e os ateus.
O projeto atinge 300 mil jovens, o que representa 2% do total dos estudantes. Se for bem sucedido, as aulas de religiões serão implantadas em todas as escolas.
Com informação da EFE.
> Procuradoria questiona ensino religioso nas escolas públicas.
agosto de 2010
> Religião no Estado laico.
Empresa terá de indenizar vendedor a quem deu o Troféu Tartaruga
A fabricante de Coca-Cola Renosa, em Várzea Grande (Mato Grosso), foi condenada pela Justiça do Trabalho a indenizar o ex-funcionário e vendedor Ivaldo Vicente da Silva em R$ 80 mil por submetê-lo a assédio moral.
Nas semanas em que Silva vendia abaixo da meta fixada pela chefia, a empresa lhe concedia o Troféu Tartaruga. Para agravar o constrangimento, a “cerimônia” de entrega ocorria diante dos demais funcionários do departamento de vendas.
“Alguns gritavam e tiravam sarro, chamando o vencedor de lanterninha ou segunda divisão. O troféu ficava sobre a mesa durante a semana, e o "vencedor" o levava consigo para as reuniões", disse Silva na ação que moveu contra a empresa.
Ele trabalhou na Renosa de fevereiro de 1998 a janeiro de 2009. Começou como repositor e quando saiu era coordenador de vendas.
A empresa terá de pagar também um prêmio por resultado de trabalho referente a 2008, horas extras, entre outras pendências. O total dá cerca de R$ 300 mil.
O juiz disse que hoje em dia “certas empresas tentam aumentar as vendas à custa de submissão de seus empregados a tratamento humilhante”. Para ele, "sob vestes de brincadeira o que se quer mesmo é envergonhar o empregado pelo desempenho insuficiente."
A empresa reconheceu a existência do Troféu Tartaruga, mas com o objetivo de “incentivar” os vendedores. Ainda assim, alegou, a “premiação” durou apenas de 60 dias, como se isso servisse de atenuante.
Gelenon Carlo Venturini Silva, do departamento jurídico da empresa, disse que recorreu ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) contra a condenação.
Nas semanas em que Silva vendia abaixo da meta fixada pela chefia, a empresa lhe concedia o Troféu Tartaruga. Para agravar o constrangimento, a “cerimônia” de entrega ocorria diante dos demais funcionários do departamento de vendas.
“Alguns gritavam e tiravam sarro, chamando o vencedor de lanterninha ou segunda divisão. O troféu ficava sobre a mesa durante a semana, e o "vencedor" o levava consigo para as reuniões", disse Silva na ação que moveu contra a empresa.
Ele trabalhou na Renosa de fevereiro de 1998 a janeiro de 2009. Começou como repositor e quando saiu era coordenador de vendas.
A empresa terá de pagar também um prêmio por resultado de trabalho referente a 2008, horas extras, entre outras pendências. O total dá cerca de R$ 300 mil.
O juiz disse que hoje em dia “certas empresas tentam aumentar as vendas à custa de submissão de seus empregados a tratamento humilhante”. Para ele, "sob vestes de brincadeira o que se quer mesmo é envergonhar o empregado pelo desempenho insuficiente."
A empresa reconheceu a existência do Troféu Tartaruga, mas com o objetivo de “incentivar” os vendedores. Ainda assim, alegou, a “premiação” durou apenas de 60 dias, como se isso servisse de atenuante.
Gelenon Carlo Venturini Silva, do departamento jurídico da empresa, disse que recorreu ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) contra a condenação.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Juros do banco do bispo Edir Macedo estão entre os mais elevados
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| Tabela do Banco Central |
Um dos segmentos em que o Renner atua é o do financiamento de compra de veículos a pessoas físicas. A taxa de juros, para esse tipo de operação, é de 2,82 – a 41ª colocada na tabela do BC composta por 52 instituições do período de 7 de janeiro a 13 do mesmo mês. O banco que cobra a menor taxa (1,08) é o BMG.
Não se trata de um período em que a taxa do Renner esteve excepcionalmente alta. Em todos os períodos examinados por este blog, o banco se destaca com um dos que mais cobram, desde antes de o bispo adquiri-lo.
Nas operações em crédito pessoal, a taxa do Renner foi, naquele período, de 2,86, a 41ª de uma lista de 94 instituições. Mais do que o dobro do 1 ponto percentual cobrado pelo primeiro colocado, o Sofisa.
A taxa de desconto de duplicata é 3,12 (36ª colocada); a de capital de giro, 2,38 (36ª); e a de aquisição de bens a pessoas jurídica, 3,01 (41ª).
A administração do dia a dia do banco continua com a família Renner. Ficou acertado que o bispo teria um representante na diretoria. A perspectiva é de que haja um rápido avanço nos próximos anos.
O banco já opera com crédito consignado com os dez mil funcionários da Record e com desconto de duplicata das cinco mil fornecedoras do grupo de empresas de Edir Macedo. O faturamento anual do banco está em torno de R$ 3 bilhões.
A expectativa do mercado é de que em algum momento o banco procure atingir os fiéis das Igreja Universal. Boa parte deles pertence às classes C e D, cujo poder aquisitivo vem se fortalecendo.
Se objetivo de fato for esse, o banco terá de abrir novas agências, o que já ocorre. O site da instituição informa que em 2010 houve a abertura das filiais de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador e a inauguração da nova sede em Porto Alegre.
Com informação do Banco Central, Banco Renner e Istoé Dinheiro.
Se objetivo de fato for esse, o banco terá de abrir novas agências, o que já ocorre. O site da instituição informa que em 2010 houve a abertura das filiais de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador e a inauguração da nova sede em Porto Alegre.
Com informação do Banco Central, Banco Renner e Istoé Dinheiro.
abril de 2009
Lésbicas sul-africanas são vítimas de estupro para que fiquem 'curadas'
No ano passado, Millicent Gaika (foto), 30, apanhou e foi estuprada por cinco horas em seu apartamento por um conhecido para que ela ficasse curada da homossexualidade.
Disse o agressor: “Eu sei que você é lésbica. Você pensa que é homem, mas não é. Vou te mostrar que você é mulher. Vou fazer com que você fique grávida”.
A violência chamou a atenção de ongs de defesa dos direitos humanos e de entidades de gays e lésbicas de vários países.
A comunidade internacional de campanha on-line Avaaz (“Voz” em alguns idiomas), entre outras, está se mobilizando para cobrar do governo da África do Sul um combate efetivo a esse tipo de “corretivo”, porque o caso de Millicent não é isolado.
Em média, ocorrem por ano no país 520 estupros de “cura” de lésbicas. Estima-se que esse número seja maior, porque as vítimas, em sua maioria, não denunciam a violência à polícia. Não só por causa do constrangimento, mas também porque sabem que as autoridades, em muitos casos, acreditam que elas precisavam mesmo de um “tratamento”
Na África do Sul, o estupro é o terror de todas as mulheres, não só, portanto, das lésbicas. Um quarto da população feminina (o que inclui crianças e adolescentes) é vítima dessa violência.
A África do Sul é tida com a capital mundial do estupro.
Com informação da Avaaz e das agências internacionais de notícia.
> Abaixo-assinado contra o estupro 'corretivo'.
> Violência contra a mulher. > Homofobia.
Disse o agressor: “Eu sei que você é lésbica. Você pensa que é homem, mas não é. Vou te mostrar que você é mulher. Vou fazer com que você fique grávida”.
A violência chamou a atenção de ongs de defesa dos direitos humanos e de entidades de gays e lésbicas de vários países.
A comunidade internacional de campanha on-line Avaaz (“Voz” em alguns idiomas), entre outras, está se mobilizando para cobrar do governo da África do Sul um combate efetivo a esse tipo de “corretivo”, porque o caso de Millicent não é isolado.
Em média, ocorrem por ano no país 520 estupros de “cura” de lésbicas. Estima-se que esse número seja maior, porque as vítimas, em sua maioria, não denunciam a violência à polícia. Não só por causa do constrangimento, mas também porque sabem que as autoridades, em muitos casos, acreditam que elas precisavam mesmo de um “tratamento”
Na África do Sul, o estupro é o terror de todas as mulheres, não só, portanto, das lésbicas. Um quarto da população feminina (o que inclui crianças e adolescentes) é vítima dessa violência.
A África do Sul é tida com a capital mundial do estupro.
Com informação da Avaaz e das agências internacionais de notícia.
> Abaixo-assinado contra o estupro 'corretivo'.
> Violência contra a mulher. > Homofobia.
Céticos vão denunciar enganação da homeopatia tomando uma overdose
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| Protesto de 2010 em Londres |
Céticos de vários países – incluindo o Brasil – vão tomar no começo de fevereiro frascos inteiros de remédios homeopáticos para chamar a atenção da opinião pública de que essas substâncias não têm nenhuma base científica e são inócuos.
O protesto chama-se Desafio 10:23, em referência a uma constante apurada em um teste do químico italiano Amadeo Avogadro (1776-1856) que provou ser nulo o princípio ativo da homeopatia. A constante 6,02x1023 prova que diluições superiores a 12C apresentam condições de não ter nenhuma molécula molécula do princípio ativo da substância diluída.
A primeira overdose (foto) ocorreu em 2010 em Londres com cerca de 400 participantes. Eles fizeram o protesto diante de lojas de uma rede de remédios homeotápicos, a Boots.
Neste ano, houve grande adesão ao movimento anti-homeopatia, não só na Inglaterra, mas também em países como Holanda, Bélgica, Hungria, Austrália, Espanha e Portugal.
Desta vez, no próximo dia 6, às 10h23, a QED (Question, Explore, Discover, ou em português Questione, Investigue, Descubra), a entidade britânica que promove o Desafio, divulgará em Manchester vídeos de ativistas de vários países. Por isso os brasileiros vão tomar o porre de medicamentos no mesmo horário do dia 5 para poder mandar as imagens.
Michael Marshall, coordenador internacional do protesto, disse que as pessoas precisam ser alertadas de que já gastaram dinheiro demais com supostos remédios que não têm nenhuma eficácia.
“Em duzentos anos de homeopatia, não surgiu nada que sugira que esses medicamentos funcionem, porque se trata de água com açúcar”, afirmou. “Quando as pessoas são informadas como são feitos esses produtos, ficam chocadas.”
No Brasil, onde é forte a tradição de remédios caseiros, o CFM (Conselho Federal de Medicina) reconheceu em 1980 a homeopatia como especialidade médica, apesar da inexistência de comprovação científica. Existem vários cursos dessa especialização.
No ano passado, representante no Brasil da Boiron, laboratório francês que é líder mundial em medicamentos homeopáticos, disse que a empresa aposta no potencial do mercado do país. Não há um levantamento confiável sobre quantos brasileiros são adeptos da homeopatia.
Quando questionados sobre a eficácia da homeopática, é comum os adeptos no Brasil recorreram ao argumento de que, se esses medicamentos não fazem bem, tampouco são prejudiciais à saúde.
Mas quem se medica só com homeopatia muitas vezes permite a persistência ou o avanço de doenças que poderiam ser tratadas com os medicamentos tradicionais.
Locais onde haverá o protesto
Com informação do QEC e do The Telegraph.
1023 Homeopatia. 1023 Homeopathy Constante de Avogadro.
Homeopatia é uma fraude que já dura 200 anos?
agosto de 2010
Ceticismo e crendice.
Duas tetranetas de Tirandentes vão pedir pensão; uma terceira já recebe
por Rodrigo Vizeu, da Folha
Mais de 200 anos após a morte de Tiradentes [na gravura], duas tetranetas do mártir da Inconfidência pretendem reivindicar uma pensão especial do governo que uma irmã delas já recebe. Nascidas no Rio, as irmãs moram em Brasília.
Carolina Menezes Ferreira, 67, disse à Folha que o direito à pensão existe porque a ascendência está provada por documentos. Ela afirma que o processo só não começou ainda por falta de tempo. "A gente sabe que, se entrar, é tranquilo que ganha", diz.
Carolina fará o pedido com a irmã Belita Menezes Benther, 71, que ganha pensão do governo do Distrito Federal pela morte do marido.
As duas querem o mesmo benefício que a caçula Lúcia de Oliveira Menezes, 65, recebe graças a uma lei proposta no governo do presidente Itamar Franco (1992-1994) e sancionada em 1996, já no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
A lei é específica para Lúcia e garante a ela "pensão especial mensal, individual, no valor de R$ 200, reajustável". O valor equivalia a dois salários mínimos na época.
Lúcia afirma, porém, que só começou a receber a pensão em 2008, após vencer uma batalha judicial no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
O órgão argumentava que ela já recebia uma pensão pela morte do pai. Lúcia reclama também que o valor do benefício nunca foi reajustado e que hoje recebe R$ 215. "É um absurdo, eu ainda estou brigando", conta.
Corrigidos pela inflação, os R$ 200 estabelecidos na lei de 1996 equivaleriam atualmente a R$ 727.
Ela diz que um processo para aumentar o que chama de "pensãozinha" corre na Justiça Federal. "Foi bom você ligar, porque assim o Brasil fica sabendo que a gente tem que batalhar muito", afirmou ela.
O Ministério da Fazenda, que segundo a lei supervisiona o benefício de Lúcia, disse que não conseguiria confirmar ontem o valor recebido por Lúcia e desde quando ela recebe os recursos.
Lúcia diz que começou a reivindicar o pagamento dessa pensão em 1976.
Carolina, a irmã que ainda não recebe pensão, afirma que sempre ouviu do pai que eles descendiam do alferes Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792). "Eu falava para os meus coleguinhas [de escola] e eles morriam de rir", conta. Casada, ela diz "nunca" ter trabalhado na vida.
Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, após ter assumido toda a responsabilidade pelo movimento inconfidente -que lutava contra o domínio português. Após o enforcamento, o corpo foi esquartejado. Os demais envolvidos no movimento foram degredados.
Mais de 200 anos após a morte de Tiradentes [na gravura], duas tetranetas do mártir da Inconfidência pretendem reivindicar uma pensão especial do governo que uma irmã delas já recebe. Nascidas no Rio, as irmãs moram em Brasília.
Carolina Menezes Ferreira, 67, disse à Folha que o direito à pensão existe porque a ascendência está provada por documentos. Ela afirma que o processo só não começou ainda por falta de tempo. "A gente sabe que, se entrar, é tranquilo que ganha", diz.
Carolina fará o pedido com a irmã Belita Menezes Benther, 71, que ganha pensão do governo do Distrito Federal pela morte do marido.
As duas querem o mesmo benefício que a caçula Lúcia de Oliveira Menezes, 65, recebe graças a uma lei proposta no governo do presidente Itamar Franco (1992-1994) e sancionada em 1996, já no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
A lei é específica para Lúcia e garante a ela "pensão especial mensal, individual, no valor de R$ 200, reajustável". O valor equivalia a dois salários mínimos na época.
Lúcia afirma, porém, que só começou a receber a pensão em 2008, após vencer uma batalha judicial no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
O órgão argumentava que ela já recebia uma pensão pela morte do pai. Lúcia reclama também que o valor do benefício nunca foi reajustado e que hoje recebe R$ 215. "É um absurdo, eu ainda estou brigando", conta.
Corrigidos pela inflação, os R$ 200 estabelecidos na lei de 1996 equivaleriam atualmente a R$ 727.
Ela diz que um processo para aumentar o que chama de "pensãozinha" corre na Justiça Federal. "Foi bom você ligar, porque assim o Brasil fica sabendo que a gente tem que batalhar muito", afirmou ela.
O Ministério da Fazenda, que segundo a lei supervisiona o benefício de Lúcia, disse que não conseguiria confirmar ontem o valor recebido por Lúcia e desde quando ela recebe os recursos.
Lúcia diz que começou a reivindicar o pagamento dessa pensão em 1976.
Carolina, a irmã que ainda não recebe pensão, afirma que sempre ouviu do pai que eles descendiam do alferes Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792). "Eu falava para os meus coleguinhas [de escola] e eles morriam de rir", conta. Casada, ela diz "nunca" ter trabalhado na vida.
Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, após ter assumido toda a responsabilidade pelo movimento inconfidente -que lutava contra o domínio português. Após o enforcamento, o corpo foi esquartejado. Os demais envolvidos no movimento foram degredados.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Cardeal holandês afirma à Justiça que não sabia de padre pedófilo
do G1 com agências
Em um testemunho raro vindo de um membro sênior da Igreja Católica Romana, o cardeal holandês Adrianus Simonis (foto) negou na terça-feira ter conhecimentos sobre um suposto caso de abuso sexual cometido por um padre na sua diocese de Roterdã nos anos 1970.
Simonis, 79, foi convocado a dar seu depoimento num processo movido por um homem, agora com 34 anos, que disse ter sido abusado pelo mesmo padre em outra diocese em 1984. O padre foi
condenado em 1990 por outros três casos de abuso e exonerado.
A Igreja Católica tem sido abalada por uma série de escândalos envolvendo abuso sexual na Europa e nos EUA nos últimos anos. Uma comissão independente holandesa agora investiga os abusos que datam de 1945 em diante.
'O abuso sexual (apenas) entrou explicitamente na agenda dos bispos nos anos 1990', disse Simonis, segundo a agência holandesa ANP, acrescentando desconhecer o caso dos anos 1970 em Rijswijk, na diocese de Roterdã, quando era bispo local.
A convocação de um cardeal em casos como esse é uma raridade. Nos EUA, o ex-cardeal de Boston, Bernard Law, testemunhou perante dois júris e o ex-cardeal de Los Angeles, Roger Mahoney, compareceu a uma corte duas vezes em casos de abuso ao longo da década passada.
Na Bélgica, o ex-cardeal Godfried Danneels e o arcebispo de Bruxelas Andre-Joseph Leonard prestaram depoimento no fim do ano passado numa comissão parlamentar sobre o abuso sexual de menores cometido por padres.
No caso holandês, o homem que move o processo busca informações que o apoiem em uma possível ação por indenização contra o acusado - agora um padre salesiano já idoso identificado apenas como Jan N.
Simonis, que se aposentou como arcebispo de Utrecht em 2007, foi questionado sobre o caso de Rijswijk na audiência destinada a verificar se a Igreja poderia ser responsabilizada por negligência ao não tomar uma atitude para evitar o abuso.
Ele alegou que apenas ouviu muito depois histórias 'vagas' sobre o caso.
> Padre belga candidato ao Nobel confessa ter abusado de criança.
dezembro de 2010
> Casos de padre pedófilo.
Em um testemunho raro vindo de um membro sênior da Igreja Católica Romana, o cardeal holandês Adrianus Simonis (foto) negou na terça-feira ter conhecimentos sobre um suposto caso de abuso sexual cometido por um padre na sua diocese de Roterdã nos anos 1970.Simonis, 79, foi convocado a dar seu depoimento num processo movido por um homem, agora com 34 anos, que disse ter sido abusado pelo mesmo padre em outra diocese em 1984. O padre foi
condenado em 1990 por outros três casos de abuso e exonerado.
A Igreja Católica tem sido abalada por uma série de escândalos envolvendo abuso sexual na Europa e nos EUA nos últimos anos. Uma comissão independente holandesa agora investiga os abusos que datam de 1945 em diante.
'O abuso sexual (apenas) entrou explicitamente na agenda dos bispos nos anos 1990', disse Simonis, segundo a agência holandesa ANP, acrescentando desconhecer o caso dos anos 1970 em Rijswijk, na diocese de Roterdã, quando era bispo local.
A convocação de um cardeal em casos como esse é uma raridade. Nos EUA, o ex-cardeal de Boston, Bernard Law, testemunhou perante dois júris e o ex-cardeal de Los Angeles, Roger Mahoney, compareceu a uma corte duas vezes em casos de abuso ao longo da década passada.
Na Bélgica, o ex-cardeal Godfried Danneels e o arcebispo de Bruxelas Andre-Joseph Leonard prestaram depoimento no fim do ano passado numa comissão parlamentar sobre o abuso sexual de menores cometido por padres.
No caso holandês, o homem que move o processo busca informações que o apoiem em uma possível ação por indenização contra o acusado - agora um padre salesiano já idoso identificado apenas como Jan N.
Simonis, que se aposentou como arcebispo de Utrecht em 2007, foi questionado sobre o caso de Rijswijk na audiência destinada a verificar se a Igreja poderia ser responsabilizada por negligência ao não tomar uma atitude para evitar o abuso.
Ele alegou que apenas ouviu muito depois histórias 'vagas' sobre o caso.
> Padre belga candidato ao Nobel confessa ter abusado de criança.
dezembro de 2010
> Casos de padre pedófilo.
Primeiro brasileiro a ir ao espaço vira anunciante do travesseiro NASA
Pontes voltou rindo do
espaço e se aposentou
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Contra a expectativa de todo mundo, o já então famoso Pontes pediu logo depois aposentadoria para se dedicar exclusivamente aos seus negócios. Estava com 43 anos.
Hoje, quase cinco anos depois, ele está mais pesado, mas continua sorrindo porque tem motivo para isso.
Tornou-se garoto-propaganda do travesseiro de tecnologia NASA (Nobre e Autêntico Suporte Anatômico), dá palestra de gestão de pessoal por R$ 15 mil e no mês passado lançou o livro de autoajuda “É possível! Como transformar seus sonhos em realidade” (R$ 50, Editora McHilliard).
Em todos esses negócios ele tira proveito de ter sido o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, ostentando, inclusive, a bandeira brasileira na embalagem do travesseiro [ver abaixo].
Quando pediu baixa, Pontes foi apontado como oportunista porque a expectativa era de que continuasse na ativa para passar a sua experiência aos oficiais. Ou ser uma espécie de garoto-propaganda da Aeronáutica. Mas ele preferiu anunciar o travesseiro por ser mais compensador financeiramente. Em seu site, afirma que as críticas contra ele são “imbecilidades”.
Ao se aposentar, disse que ia desenvolver projetos sociais, entre outros. Não se sabe se cumpriu a promessa. O que fez com certeza foi se preparar para dar cursos. Criou a Marcos Pontes Engenharia e Eventos Ltda.
Depois que Pontes saiu da Aeronáutica, o governo deixou de considerar a possibilidade de gastar dinheiro com o envio de outro astronauta para o espaço. Talvez esse tenha sido, para o país, o único benefício da experiência de Pontes.
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| Astronauta do travesseiro lucra com a bandeira brasileira |
Judeu ultraortodoxo se deixa seduzir por uma bela e jovem atriz
Zilbershlag caiu fácil na armadilha
O cenário é Israel. Os personagens são três judeus ultraortodoxos, um deles muito conhecido no país, e uma bela e jovem atriz com supostas habilidades de massagista. No enredo, disputa pelo poder, intriga, espionagem, armadilha.
O que parece ser mais um filme de Hollywood ocorreu na vida real.
Na semana passada, a polícia de Israel deteve dois religiosos ultraconservadores e fundadores da Mifal Hayim, uma ong de caridade.
Eles são acusados de ter montado uma armadilha para pegar Dudi Zilbershlag (foto), também fundamentalista e jornalista famoso, em situação constrangedora para poder chantageá-lo.
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Tom levou o religioso
para o quarto
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Dias depois, Zilbershlag recebeu por SMS uma foto na qual ele aparece sendo massageado nos joelhos por Tom – ambos estavam de robe. Quem mandou a mensagem disse que, casos ele não desistisse de uma ação judicial que move contra a Mifal Hayim, a foto seria entregue à imprensa.
Tom disse que concordou em participar da farsa por acreditar que estaria desmascarando um corrupto. Para atrair Zilbershlag, ela se passou por filha de um doador de recursos a um hospital dirigido pelo religioso.
Ela conseguiu levar Zilbershlag ao um quarto do hotel de Tel Aviv com o pretexto de mostrar um quadro que pretendia doar. Agora, afirma estar arrependida porque o que fez foi “de boa fé”.
Zilbershlag falou à imprensa que nada mais houve do que a massagem nos joelhos. O que, do ponto de vista ultraconservador e dadas as circunstâncias, já foi uma tremenda sacanagem
Com informação do The Jerusalem Post.
Polícia Federal prende suposto falso rabino torturador de crianças.
junho de 2008
Onde estava Deus quando isso aconteceu?
Título original: Onde está Deus?
Eu estava ainda na cama gozando a deliciosa sensação de aconchego, oscilando entre a realidade e o sonho... Para entrar no mundo liguei a televisão.
Apareceram ante os meus olhos cenas surrealistas, de fim do mundo: tsunami nas montanhas, rostos cobertos de lama, lágrimas escorrendo nos rostos, as águas em fúria, o esforço impotente dos vivos na sua vã tentativa de encontrar as centenas de mortos, os esquifes não chegavam, as explicações das autoridades, a mulher que chorava tinha escrito na camiseta que vestia a afirmação confiante "sou feliz", quem está com Deus é feliz...
Comecei a me comover. Mas logo a televisão me salvou. Que máquina maravilhosa essa que, num momento mágico muda a realidade.
Esqueci-me do apocalipse que me assustara e vi-me transportado para um outro mundo. Nesse novo mundo todos usavam camisetas onde estava escrito a seguinte frase: "Sou feliz".
Tudo era festa! Homens falantes e confiantes, mulheres com longos cabelos sedosos, shoppings abarrotados com pessoas em busca da felicidade, proclamavam automóveis, fogões, liquidações sem juros, geladeiras, gerentes sorridentes oferecendo o dinheiro dos seus bancos. Até os pobres podem ser felizes! Agradeci a minha felicidade.
Mas o mais importante: moro num apartamento no 11º andar, é muito alto e sólido, estou a salvo da fúria dos rios e das chuvas.
Lembrei-me então das palavras tranquilizantes da Bíblia, palavras de Deus, ditada por Ele desde toda a eternidade: "Mil cairão à sua direita e 10 mil à sua esquerda, mas nenhum mal o atingirá" (Salmo 91).
Conclusão lógica: nenhum mal estava me atingindo; logo, eu estava sob a proteção divina.
Os mortos, não. Não estavam deitados em verdes pastos sob a proteção do Pastor, como diz o salmo 23. Estavam enterrados sob a lama.
Logo, eles faziam parte dos mil à minha direita e dos 10 mil à minha esquerda.
"Palavra do Senhor! Graças a Deus!"
Engenheiros e autoridades discutiam o que poderia ter sido feito para evitar a catástrofe.
Homens ímpios: não mencionaram "rezar". Deus não poderia ter evitado tudo. Com a palavra os teólogos, o Papa, os templos cheios de fiéis...
Deus é onisciente? É.
Sabe desde toda a eternidade o que aconteceu, o que acontece e o que acontecerá.
Deus é onipresente? É.
Ele está em todos os lugares, na fundura dos rios, na fúria dos mares, nas erupções dos vulcões, nos navios que afundam, nas crianças que nascem, nos velhos que morrem.
E Ele é onipotente? Sim.
Com um piscar de olhos Ele pode criar um universo. Com um piscar de olhos Ele abriu as águas do mar Vermelho. Com um piscar de olhos Ele ordenou o dilúvio. Com um piscar de olhos Ele poderia ter evitado tudo...
No dia seguinte ao ataque terrorista nas torres do World Trade Center, o jornal "The New York Times" publicou um editorial com o título: "Onde estava Deus quando isso aconteceu?"
É a única coisa que tenho a dizer.
junho de 2010
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Lei Maria da Penha não se aplica a homem que reage, decide Justiça
A existência da lei Maria da Penha, que defende a mulher da violência doméstica, não significa que o homem deva apanhar sem reagir, sentenciou o desembargador Jesuíno Rissato, da 1ª Turma Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal.
Rissato foi o relator do recurso de um condenado em primeira instância a três meses de detenção em regime aberto por ter dado um soco em sua companheira.
E.A.R, o réu, provou que quem começou a agressão foi S.R.V., a mulher, e que ele apenas reagiu em legítima defesa. A própria mulher reconheceu que a primeira agressão partiu dela no dia 27 de março de 2010, quando o casal, a caminho de casa, começou a discutir.
O Tribunal de Justiça inocentou E.A.R., anulando, assim, a sentença de primeira instância.
Para Rissato, “se o réu não reagisse à primeira bofetada na cara, certamente levaria a segunda, a terceira e por aí afora”. Entendeu que não houve “desproporcionalidade” na troca de agressões porque E.A.R. deu só um murro na mulher, e não uma continuidade de golpes.
“O réu levou um tapa, reagiu com um soco, evidentemente mais forte. Se tivesse reagido com outro ‘tapa’, com a mesma força ou mais leve do que o recebido, a agressão não cessaria, e ambos continuariam trocando ‘tapas’ até que um dos dois, em determinado momento, desferisse golpe mais violento”.
Essa é a segunda decisão da Justiça de Brasília que, em relação a uma briga de casal, reconhece a legitimidade da defesa, seja mulher ou homem.
Em junho de 2010, a 2ª Turma Criminal decidiu que, em caso de contradição sobre quem agrediu primeiro, prevalece o fundamento da legítima defesa, com base no benefício da dúvida.
Com informação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
> 'Maria da Penha me transformou em um monstro', afirma ex-marido.
janeiro de 2011
> Mulher contra homem. > Homem contra a Mulher.
Rissato foi o relator do recurso de um condenado em primeira instância a três meses de detenção em regime aberto por ter dado um soco em sua companheira.
E.A.R, o réu, provou que quem começou a agressão foi S.R.V., a mulher, e que ele apenas reagiu em legítima defesa. A própria mulher reconheceu que a primeira agressão partiu dela no dia 27 de março de 2010, quando o casal, a caminho de casa, começou a discutir.
O Tribunal de Justiça inocentou E.A.R., anulando, assim, a sentença de primeira instância.
Para Rissato, “se o réu não reagisse à primeira bofetada na cara, certamente levaria a segunda, a terceira e por aí afora”. Entendeu que não houve “desproporcionalidade” na troca de agressões porque E.A.R. deu só um murro na mulher, e não uma continuidade de golpes.
“O réu levou um tapa, reagiu com um soco, evidentemente mais forte. Se tivesse reagido com outro ‘tapa’, com a mesma força ou mais leve do que o recebido, a agressão não cessaria, e ambos continuariam trocando ‘tapas’ até que um dos dois, em determinado momento, desferisse golpe mais violento”.
Essa é a segunda decisão da Justiça de Brasília que, em relação a uma briga de casal, reconhece a legitimidade da defesa, seja mulher ou homem.
Em junho de 2010, a 2ª Turma Criminal decidiu que, em caso de contradição sobre quem agrediu primeiro, prevalece o fundamento da legítima defesa, com base no benefício da dúvida.
Com informação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
> 'Maria da Penha me transformou em um monstro', afirma ex-marido.
janeiro de 2011
> Mulher contra homem. > Homem contra a Mulher.
EUA multam a Danone em US$ 21 mi por propaganda enganosa do Activia
No Brasil, a propaganda usou
até uma atriz grávida
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A publicidade afirma que os dois produtos contêm bacilos que ajudam a regular “o trânsito lento” – ou seja, “constipação intestinal”, na linguagem médica, ou “prisão de ventre”, na popular.
A FTC (Comissão Federal de Comércio), que fiscaliza os anúncios, se posicionou contra a publicidade porque não há comprovação científica dos benefícios apregoados pela Danone.
Argumentou que, se a empresa continuasse a divulgar as supostas propriedades medicinais do Activia e do DanActive, ela teria de submetê-los à FDA (Food and Drugs Administration), órgão que tem de aprovar os remédios para que sejam colocados no mercado.
A subsidiária brasileira da empresa também anunciou na TV em 2007 e 2008 as supostas propriedades do iogurte Activia.
A agência Young & Rubicam contratou atrizes como Patrícia Villar, Susana Vieira e Carla Mercado para peças publicitárias. Grávida, Carla (foto acima) dizia que no início da gestação o seu intestino tinha travado. “Aí passei a tomar Activia todos os dias, e o meu intestino funcionou.”
Em junho de 2008, a Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) proibiu os anúncios. Ainda assim, em novas versões, eles continuaram a ser divulgados.
Em 2009, a Foodwatch, uma entidade alemã de defesa ao consumidor, concedeu à campanha da Danome o prêmio da Mentira Publicitária Mais Insolente.
Testemunho de uma grávida
Com informação da BBC e do arquivo deste blog.
Anvisa proíbe comercial de iogurtes Activia da Danone.
junho de 2008
Comerciais polêmicos. Defesa do consumidor.
Padre diz que a violação da fé é dez mil vezes pior que estupro de uma filha
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Pato interrompeu
uma peça teatral
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O padre Pato, como é conhecido, fez a declaração para explicar por que interrompeu a peça cômica "Educação Sexual Moderna" no momento em que um sacerdote se mostrava atormentado com o celibato. Tratava-se apenas de um trecho do espetáculo.
Ocorreu no dia 14, em Malargue, província de Mendonza. Diante de uma plateia de 8.500 pessoas, o padre subiu no palco e pediu ao ator que pulasse aquela parte. “Somos todos católicos, e eu sou padre e não permitirei que [vocês] sujem a minha castidade.” Houve aplausos e vaia.
A comparação de Pato entre a fé e o estupro provocou forte reação de setores da sociedade argentina. O padre foi criticado até por alguns de seus colegas. O padre Vicente Reale, por exemplo, disse que a declaração foi “lamentável, repugnante, desarticulada, paranoica e injusta”.
A Federação Argentina de Lésbicas e Gays pediu o afastamento de Pato. Na imprensa, ele virou motivo de piadas.
Pato reconheceu ter feito uma declaração infeliz que, segundo ele, foi reproduzida "fora do contexto" pela imprensa.
As estripulias do padre Pato
Com informação do Clarín.
Cardeal argentino afirma ser o casamento gay obra do diabo.
julho de 2010
Universidade boa é coisa cara e brasileiro não tem dinheiro
Título original: Casa Grande
por Luiz Felipe Pondé para Folha
Sou um acadêmico. Adoro dar aula, estudar, participar de seminários. O milagre de ver os olhos de um aluno transparecer a experiência do conhecimento é um prazer imenso. Todo dia agradeço a Deus pela coragem de ter trocado a medicina pela filosofia, ainda que, no fundo, continue vendo o mundo com os olhos do médico.
A medicina impregna a alma com a percepção da fragilidade da fronteira entre fisiologia e patologia.
Mas nem por isso deixo de ver que minha tribo padece de contradições específicas, e que, em nosso caso, podem ser bem dramáticas, uma vez que somos responsáveis pela produção de grande parte do conhecimento público.
Uma dessas contradições é a relação entre universidade e elite. Para alguns, universidade é elite e pronto, e só assim realiza bem sua função. Sou um desses. Já na Idade Média, fosse Paris, Oxford ou Salamanca, era coisa de elite.
O pensador conservador e historiador das ideias americano Russel Kirk, já nos anos 50 (recomendo fortemente a leitura do seu livro "Academic Freedom", de 1955), advertia-nos acerca da "proletarização" das universidades, na medida em que ela passava a ser uma opção de ascensão social para a classe média e "gente sem posses".
Hoje, isso é fato. A forma como "carreira salarial" e "produção acadêmica" se relacionam e se confundem no cotidiano da gestão universitária na forma de "critério de qualidade" é uma prova cabal do argumento de Kirk. O fato é que quase sempre a discussão sobre "reconhecimento da produtividade" só vale se for materializado em ganho salarial, apesar das tentativas de maquiarmos o fato. No fundo, é quase tudo uma polêmica sobre folha de pagamento.
Mas não é disso que quero falar. A relação entre universidade e elite tem outras nuances que apontam para as contradições do mundo contemporâneo e sua relação com a ideia de "democratização do ensino". A vocação da universidade no cenário da democracia se confunde com a ideia de universalizar a formação superior ao mesmo tempo em que deve formar quadros técnicos de gestão da sociedade, da ciência e da cultura superior.
Daí que seja comum minha tribo tomar a palavra pública em favor da "democratização do ensino" e da "democracia nas instâncias internas da universidade". Aqui surgem duas das contradições às quais me refiro.
A primeira tem a ver, no Brasil, com a abertura de universidades às centenas e em quase toda esquina, quase sempre com qualidade duvidosa. "Universidades a R$ 399,90 por mês."
Contra essa tendência, colegas gritam, com razão, denunciando a má formação em questão. Mas o fato é que democratização significa quase sempre "barateamento do produto". Para muita gente pobre cursar universidades públicas ou particulares de renome e tradição é impossível, seja pelo restrito número de vagas, seja pelo alto custo financeiro.
A verdade é que o caráter elitista travestido de "democrático" da minha tribo revela aqui a falsidade de sua natureza e a alienação típica de quem vive regado a leite de pato na casa grande. Não se pode democratizar garantindo "vinho francês pra todo mundo". Basta vermos o barateamento do voto à medida que a democracia brasileira assimila suas classes C e D.
Universidade boa é coisa cara e brasileiro não tem dinheiro.
A segunda é pior ainda. Muitos de nós mentimos sobre a "democracia" e a transparência interna da universidade.
Devido muito ao hábito oligárquico de nosso país, "estrelas" da elite das grandes universidades, publicamente "implicadas" com democracia e transparência, no cotidiano da universidade agem como o mais comum "senhor da casa grande", buscando garantir gerações futuras do quadro docente dentro do seu grupo de discípulos, realizando um verdadeiro "bullying" contra integrantes de grupos institucionalmente mais frágeis.
A universidade é dilacerada por lobbies internos que fazem dela um exemplo típico das oligarquias da "casa grande e senzala". O uso da burocracia interna faria qualquer "peemedebista" chorar de inveja. Quem for inocente que atire a primeira pedra.
> A história é feita por poucos porque a maioria é medíocre.
julho de 2010
> Artigos de Luiz Felipe Pondé.
por Luiz Felipe Pondé para Folha
Sou um acadêmico. Adoro dar aula, estudar, participar de seminários. O milagre de ver os olhos de um aluno transparecer a experiência do conhecimento é um prazer imenso. Todo dia agradeço a Deus pela coragem de ter trocado a medicina pela filosofia, ainda que, no fundo, continue vendo o mundo com os olhos do médico.
A medicina impregna a alma com a percepção da fragilidade da fronteira entre fisiologia e patologia.
Mas nem por isso deixo de ver que minha tribo padece de contradições específicas, e que, em nosso caso, podem ser bem dramáticas, uma vez que somos responsáveis pela produção de grande parte do conhecimento público.
Uma dessas contradições é a relação entre universidade e elite. Para alguns, universidade é elite e pronto, e só assim realiza bem sua função. Sou um desses. Já na Idade Média, fosse Paris, Oxford ou Salamanca, era coisa de elite.
O pensador conservador e historiador das ideias americano Russel Kirk, já nos anos 50 (recomendo fortemente a leitura do seu livro "Academic Freedom", de 1955), advertia-nos acerca da "proletarização" das universidades, na medida em que ela passava a ser uma opção de ascensão social para a classe média e "gente sem posses".
Hoje, isso é fato. A forma como "carreira salarial" e "produção acadêmica" se relacionam e se confundem no cotidiano da gestão universitária na forma de "critério de qualidade" é uma prova cabal do argumento de Kirk. O fato é que quase sempre a discussão sobre "reconhecimento da produtividade" só vale se for materializado em ganho salarial, apesar das tentativas de maquiarmos o fato. No fundo, é quase tudo uma polêmica sobre folha de pagamento.
Mas não é disso que quero falar. A relação entre universidade e elite tem outras nuances que apontam para as contradições do mundo contemporâneo e sua relação com a ideia de "democratização do ensino". A vocação da universidade no cenário da democracia se confunde com a ideia de universalizar a formação superior ao mesmo tempo em que deve formar quadros técnicos de gestão da sociedade, da ciência e da cultura superior.
Daí que seja comum minha tribo tomar a palavra pública em favor da "democratização do ensino" e da "democracia nas instâncias internas da universidade". Aqui surgem duas das contradições às quais me refiro.
A primeira tem a ver, no Brasil, com a abertura de universidades às centenas e em quase toda esquina, quase sempre com qualidade duvidosa. "Universidades a R$ 399,90 por mês."
Contra essa tendência, colegas gritam, com razão, denunciando a má formação em questão. Mas o fato é que democratização significa quase sempre "barateamento do produto". Para muita gente pobre cursar universidades públicas ou particulares de renome e tradição é impossível, seja pelo restrito número de vagas, seja pelo alto custo financeiro.
A verdade é que o caráter elitista travestido de "democrático" da minha tribo revela aqui a falsidade de sua natureza e a alienação típica de quem vive regado a leite de pato na casa grande. Não se pode democratizar garantindo "vinho francês pra todo mundo". Basta vermos o barateamento do voto à medida que a democracia brasileira assimila suas classes C e D.
Universidade boa é coisa cara e brasileiro não tem dinheiro.
A segunda é pior ainda. Muitos de nós mentimos sobre a "democracia" e a transparência interna da universidade.
Devido muito ao hábito oligárquico de nosso país, "estrelas" da elite das grandes universidades, publicamente "implicadas" com democracia e transparência, no cotidiano da universidade agem como o mais comum "senhor da casa grande", buscando garantir gerações futuras do quadro docente dentro do seu grupo de discípulos, realizando um verdadeiro "bullying" contra integrantes de grupos institucionalmente mais frágeis.
A universidade é dilacerada por lobbies internos que fazem dela um exemplo típico das oligarquias da "casa grande e senzala". O uso da burocracia interna faria qualquer "peemedebista" chorar de inveja. Quem for inocente que atire a primeira pedra.
> A história é feita por poucos porque a maioria é medíocre.
julho de 2010
> Artigos de Luiz Felipe Pondé.
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