domingo, 31 de janeiro de 2010

Policiais do Rio treinam em game abordagens a bandidos

Como na vida real.
Em alguns games, policiais ou militares se confrontam com bandidos tendo como cenários lugares reais. O  Modern Warfare 2, por exemplo, simula vielas de uma favela do Rio, tendo ao fundo o Corcovado e o Cristo Redentor.

Agora chegou a vez de os policiais (militares e civis) do Rio terem o seu próprio game para treinamento de abordagens a bandidos, em substituição aos tradicionais estandes de tiros.

Cada conjunto dos equipamentos do game custa cerca de R$ 1 milhão. A Secretaria de Segurança do Rio encomendou três conjuntos.

Por suas características e proporção, esses equipamentos são tudo que os fanáticos por game sonham em ter um dia.

Com cinco telas de três metros de altura e som estéreo, a parafernália do game ter de instalado em uma uma sala hexagonal de 144 metros quadros (foto acima).

A visão que o policial tem é de 300 graus. A luminosidade é variável. Pode-se escolher dia, noite ou o lusco-fusco, como o de fim de tarde. 

As armas são reais, geralmente as mesmas que o policial usa em seu dia-a-dia. A única diferença é que nelas é colocado um  dispositivo para que disparem laser contra os meliantes nas telas.

O game simula abordagens em locais fechados, em perseguições na viatura, em confronto na rua, em favelas, como no Modern Warfare. Reféns de bandidos também fazem parte do jogo. No caso de perseguições motorizadas, os veículos dos policiais são colocados na sala, diante das telas.

A interação supera a dos console do Wii (Nintendo) e do Xbox 360 (Microsoft).
Jogo é um dos líderes do mercado. O policial pode ter curtos diálogos com o bandido. E,  se for atingido um tiro  ele sentirá um choquinho por meio de um colete que faz parte do equipamento.

Quando alvejado, o policial perderá pontos em seu desempenho. E esse é o propósito do treinamento. Porque, ao sair de lá, o policial estará mais consciente de que, na vida real, qualquer vacilo ou imprudência lhe poderá significar game over.

[Com informações do Dia]


> Games polêmicos.

Santo Daime e chá de ayahuasca

Inglaterra condena xamã por usar em ritual a bebida do Santo Daime.
setembro de 2011

Polícia apura morte de mulher que se perdeu em caminhada do Daime.
julho de 2011

Ministro do STF admite que maconha poderia ser liberada para cultos.
junho de 2011

Justiça condena igreja do Santo Daime por estressar e matar vaca.
maio de 2011

Leitor diz que chamar a ayahuasca de 'chá maldito' é discriminação
janeiro de 2011

Liberdade de religião autoriza consumo de bebida alucinógena.
maio de 2010

Quem controla o chá alucinógeno Santo Daime?
março de 2010

"Meu filho se matou por causa do Santo Daime."
março de 2010

Santo Daime: a alucinação assassina (Veja)
março de 2010

Líder daimista sugere a proibição do chá do ayahuasca.
março de 2010

"Se não fosse o Glauco, eu estaria morto."
março de 2010

Igreja de Glauco usa drogas, acusa daimista.
março de 2010

Santo Daime não cura drogado, alerta psiquiatra.
março de 2010

Assassino de cartunista diz que cumpriu uma missão de Deus.
15 de março de 2010

Uso do Santo Daime é aceitável, diz médico ligado ao Conad.
fevereiro de 2010

'Tomem o chá de ayahuasca, mas sabendo que é uma droga.'
fevereiro de 2010

O Santo Daime na encruzilhada (Istoé)
fevereiro de  2010

Jovem morre afogado depois de tomar o 'chá maldito'.
janeiro de 2010

Conad proíbe propaganda e abuso do consumo do Santo Daime.
janeiro de 2010

‘Ayahuasca é um alucinógeno acobertado pela Constituição’.
novembro de 2009

Jovem doente morre após tomar Santo Daime em ritual.
novembro de 2009

Árvores genealógica do Daime
- Raízes indígenas
O chá alucinógeno da ayahuasca foi criado por índios peruanos antes do século 16 e sua receita foi repassada a tribos brasileiras.

Mestre Irineu

O maranhense Raimundo Irineu Serra (foto) emigrou em 1914 para o Acre, onde provou o chá de ayahuasca feito por seringueiros que tinham contato com índios. Em 1930 ele começou a distribuir a o chá na capital (Rio Branco). Ele rebatizou o chá de santo-daime e criou uma doutrina com base no consumo da bebida e com práticas cristãs.





Barquinha


Nos ano 40, Daniel Pereira de Matos (foto), amigo do mestre Irineu, misturou elementos espíritas e de religiões africanas ao receituário do Daime. Esta linha só existe no Acre.





União do Vegetal

José Gabriel da Costa (foto), ou mestre Gabriel, emigrou da Bahia para o Acre durante o ciclo da borracha e descobriu o chá indígena, que batizou de “vegetal” ou “hoasca”. Nos anos 60, criou a UDV (União do Vegetal), espécie de concorrente do Santo Daime. A seita está presente em mais de 100 cidades brasileiras e tem subsedes em países como Estados Unidos e Espanha.





Padrinho Sebastião

Com a morte de Irineu, em 1971, Sebastião de Melo (foto), seu seguidor, autoproclamou-se líder dos daimistas. Estimulou a aberturas de igrejas filias em todo o Brasil e passou a aceitar doações em dinheiro. Em 1981, a polícia encontrou 60 quilos de maconha em seu acampamento no Acre. Então ele fundou no interior da mata, só para seus seguidores, a igreja Céu de Mapiá, que fica no interior da mata.




Umbandaime

Entre a várias vertentes do Santo Daime, está a Umbandaime, criada por seguidores da umbanda. Nos rituais, os médiuns tomam a bebida antes de incorporar os espíritos. Essa ramificação se difundiu em centros urbanos, principalmente em São Paulo.

Daime New Age


Outra vertente é o Daime New Age, criada recentemente. Seus seguidores tomam o chá ao som de músicas new age, de preferência da americana Enya.

Fonte: Veja.

Janeiro de 2010

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Estudante hostilizada na Uniban torna-se garota propaganda

China discute lei para quem come gato e cachorro

Cirurgião ignorou alerta de anestesista, e Lanusse morreu

Faustão afirma que sempre soube que sua cirurgia era experimental

Justiça proíbe cirurgia criada pelo médico do Faustão

Médico acusado de estupros se casa com a procuradora Sacco

Fuzis militares americanos citam a Bíblia: ’Sou a luz do mundo’

Estudo mostra que se agrava na China escassez de mulheres

Conad proíbe propaganda e abuso do Santo Daime

Game de moda vende filhos adotivos de Jolie como acessórios

> Jornalista Lanusse Martins morre durante lipoaspiração.

> ‘Onde estão os artistas que chamavam o Roger de Dr. Vida?’

> Filho esfaqueia pai por causa do game Fifa 2009.

Aposentado terá de dar 15% de seu benefício à ex-amante

Morbidez de Sônia Abrão vira alvo de gozação no Twitter

Maioria quer adotar criança de só até três anos

Romênia cobrará mais imposto de alimentos não saudáveis

Portadores de deficiência não podem disputar cargos na Polícia Federal

Maciel dizia a seminaristas ter autorização papal para sodomizá-los

Justiça manda Universal devolver carro de mãe de filho doente

Bradesco Seguro nega benefício ao pioneiro do plano saúde

Brasileiro condenado à morte na Indonésia faz novo apelo a Lula

Médico do Faustão é acusado pela morte de sete pacientes

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Estudante hostilizada na Uniban torna-se garota-propaganda

Geisy Arruda se assume como vaidosa.
Geisy Arruda, 20, é a garota-propaganda da liquidação deste final de semana da rede Fiat Amazonas. Em um filme, ela diz que quem comprar um carro novo ganhará um vôo de helicóptero sobre São Paulo.

Depois que ela foi chamada de puta por uma horda de estudantes da Uniban por estar usando um vestido curto, em outubro de 2009, a vida da estudante deu uma guinada – e para melhor.

De lá para cá, ela apareceu em inúmeros programas de TV, fez de graça cirurgias plásticas e será destaque no Carnaval, em escola de samba do Rio e de São Paulo.

Geisy se submeteu a uma intervenção que tirou cinco litros de gordura do abdômen – excesso que foi injetado em seu bumbum. Em cada seio, colocou 435 ml de silicone. O Fantástico mostrou como a  moça com as novas medidas.

Ela disse que remodelou o corpo porque assume ser muito vaidosa. Além disso, quer estar no melhor de sua forma no Carnaval.

Geisy foi convidada para desfilar na Porto da Pedra, do Rio, na Gaviões da Fiel, de São Paulo.

A estudante de turismo do ABC paulista que trabalhava como atendente uma pequena loja vai desfilar na Marques de Sapucaí com fantasia da rainha Elizabeth I, que foi vítima de preconceito por ter sido coroada solteira.

O enredo da Porto da Pedra vem a calhar para o caso da Geisy. É “Com que roupa... eu vou?”

Hoje Geisy é uma celebridade de terceira linha – uma dessas que não duram mais do que uma temporada, caindo logo no esquecimento, como os BBBs.

Mas o episódio do qual ela foi protagonista, contra sua vontade, sempre será lembrado como exemplo de discriminação à mulher em um ambiente onde a intolerância não deveria existir, em uma universidade.

> Caso da ofensa à moça do vestido curto por estudantes da Uniban.

Ocidente embala sonho do heroísmo, e ser obscuro é tido como fracassado

Título original: Procuram-se anti-heróis 

do blog do pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda

Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista Time que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”.

Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.

Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.

Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.

A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievsk Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.

O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.

O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.

Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.

Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.

“Soli Deo Gloria”.

fevereiro de 2011

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

China discute lei para punir quem come carne de gato e cachorro

Classe média se manifesta.O parlamento da China prepara uma lei que, se aprovada, punirá com multa de até 5 mil Yuan (R$ 1.350) quem comer carne de gato e cachorro. No caso de reincidência, o infrator ficará preso por até 15 dias.

A lei criou uma polêmica no país porque a degustação desses animais é um hábito milenar. 

Os comedores dos bichos estão principalmente nas regiões mais pobres, na área rural, onde em tempos históricos e até hoje há um vale-tudo para saciar a fome.

A lei tem o apoio da classe média, que cresceu bastante nos últimos anos por causa do desenvolvimento econômico país. 

Até tem havido manifestações [foto] em Pequim de pessoas engajadas em movimentos de proteção aos animais.
Como na China o casal só pode ter um filho, quem tem um pouco mais de dinheiro cria animais de estimação, apegando-se a eles. A informação é da BBC Brasil.

O projeto de lei deverá ser votado em abril.

> Polícia prende casal que vendia carne de cachorro a restaurantes.
novembro de 2009 

> Casos de maus-tratos a animais.

Cirurgião ignorou alerta de anestesista, e Lanusse morreu

A organização congrega cirurgiões plásticos de todo o mundo.
O anestesista alertou o médico que a paciente estava perdendo os sinais vitais – caíram a pressão arterial e a frequência cardíaca.

A cirurgia, portanto, deveria ser interrompida  – o anestesista pediu -- para saber o que estava ocorrendo, mas Hackel Cabral Moraes (foto acima) continuou. E a jornalista Lanusse Martins, 27, morreu na mesa de operação. Verificou-se depois que ela tinha perdido cerca de 2 litros de sangue.

Essas informações são da delegada Martha Vargas, que anunciou hoje que o cirurgião plástico Moraes vai ser indiciado por homicídio de dolo eventual pela morte da jornalista no dia 25 em uma clínica de Brasília.

Esse tipo de homicídio significa que o médico, no caso, assumiu o risco de a cirurgia matar a paciente em momento que poderia evitá-lo. Moraes poderá ser condenado de seis a 20 anos de prisão.

De acordo com laudo do IML (Instituto Médico Legal), o médico perfurou uma veia na região renal.
Se o médico tivesse ouvido o anestesista e aberto o corpo de Lanusse, teria localizado o sangramento, evitando, assim, o óbito.

A delegada disse que o médico cometeu dois erros: com um instrumento foi além da cavidade abdominal, atingindo a região de um dos rins, e não percebeu o que cometera e nem deu crédito ao anestesista.

Quando houve a parada cardíaca, o médico por 1h15 tentou reanimar a paciente, mas esse procedimento pode ter aumentado a hemorragia interna, conforme disse o perito Gilberto Alves ao portal G1.

Não se sabe qual é a versão de Moraes. Até agora ele não fez declarações e nem nenhum advogado por ele constituído. Abalado, o médico teria saido de licença por quinze dias.

Ele nasceu em Uberaba, Minas. Formou-se pela faculdade de medicina que hoje pertence à Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Trabalhou em Uberaba até dezembro de 2005, quando se estabeleceu em Brasília.

CONTESTAÇÃO - atualização em 9 de fevereiro de 2010

O médico Haeckel Cabral Moraes contou o laudo com a afirmação de que a perfuração de uma veia poderia ter ocorrido durante a massagem para tentar a reanimação da jornalista.  Sobre a perfuração no abdômen, argumento que ela poderia ser consequência de uma mudança na posição do corpo da paciente.

HOMICÍDIO - atualização em 5 de abril de 2010

O Ministério Público do Distrito Federal apresentou nesta segunda denúncia (acusação formal) por homicídio qualificado por motivo torpe contra Moraes.

Para o MP, o médico assumiu risco de morte da jornalista ao operá-la sem ter equipamentos de emergência.

Se for condenado, Moraes poderá ficar preso de 12 a 30 anos.

Além disso, o MP quer que o médico pague uma indenização ao filho de 6 anos da jornalista.


 image

> Jornalista Lanusse Martins morre durante lipoaspiração. (26 de janeiro de 2010)

> Erro médico?

Advogado é preso duas vezes em uma semana por pedofilia

da Folha de S.Paulo

O advogado trabalhista Adenilson Stefanutto, 44, acusado de pedofilia e de consumo de pornografia infantil, foi preso pela segunda vez nesta semana pela Polícia Federal de Araraquara pela suspeita de abuso de crianças.

A polícia acusa o advogado de ter molestado quatro meninas, com idades entre oito e 12 anos. A suspeita é que os abusos ocorreram entre 2002 e 2009. Ele chegou a ser preso no último dia 13, mas saiu dois dias depois.

Policiais encontraram fotos de uma das meninas, que são do convívio de Stefanutto, no material achado na casa dele no começo deste mês. Foram encontradas fotografias e vídeos de pornografia infantil em computadores, CDs e DVDs. Na ocasião, segundo a polícia, ele alegou pesquisar crimes virtuais.

"O material ainda está na perícia, mas como foram encontradas imagens de uma pessoa conhecida, ouvimos testemunhas e, assim, descobrimos as quatro vítimas. Pedimos a prisão preventiva do acusado porque ele estava ameaçando elas", disse o delegado Jackson Gonçalves.

Stefanutto está no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul. O advogado de defesa César de Freitas Nunes disse que vai pedir habeas corpus e que não vai comentar o caso até receber a denúncia formal.

Na primeira vez, Stefanutto foi solto após pagar fiança de R$ 1.100.

> Casos de pedofilia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Faustão afirma que sempre soube que sua cirurgia era experimental

Fausto Silva, o Faustão (foto), 59, disse que quando se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago em julho de 2009 sabia que se tratava de um procedimento experimental. A informação é da Folha Online.

Faustão disse ter emagrecido 30 quilos. A afirmação do apresentador da TV Globo prejudica a defesa do médico goiano Áureo Ludovico de Paula de que a técnica cirúrgica que desenvolveu é segura.

O Ministério Público de Goiás acusa o médico de ser o responsável, com sua técnica,  pela morte de pelo menos sete pacientes. Eles teriam sido usados  como cobaias da  cirurgia.

O juiz Urbano Leal Berquó Neto, da Justiça Federal de Goiás, por intermédio de uma liminar, proibiu o médico de operar diabéticos ou obesos.

Faustão afirmou que não sofre de nenhuma sequela da cirurgia e que já emagreceu 30 quilos.

Ele não quis falar mais sobre o assunto. “Peco que as pessoas entendam que não quero induzir ninguém a fazer uma cirurgia bariátrica”, disse. “Daqui a ano falo sobre isso.”

> Caso do cirurgião Áureo Ludovico de Paula.

> Vida de celebridades.

Justiça proíbe cirurgia criada pelo médico do Faustão

aureo-fastao
Áureo operou Faustão em julho de 2009
Por decisão liminar tomada ontem pela Justiça Federal de Goiás, Áureo Ludovico de Paula está proibido de realizar cirurgia com o objetivo de curar diabetes do tipo 2. A informação é da Folha.

O médico desenvolveu uma técnica que combina a redução do estômago com a interposição de íleo (fim do intestino delgado). Ele operou mais de 450 pacientes, incluindo o apresentador da TV Globo Fausto Silva, o Faustão, 59, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Em novembro do ano passado o CNS (Conselho Nacional de Saúde) declarou ser essa técnica experimental, portanto com maiores riscos de morte, e a declarou ilegal. O médico nega tal avaliação,  embora o procedimento não esteja regulamentado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

A procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público de Goiás, acusa o médico de ser o responsável pela morte de pelos menos sete pacientes. Para ela, Áureo tem usado pacientes como cobaias.

imagePela decisão do juiz Urbano Leal Berquó Neto,  o médico só poderá operar paciente que corra risco de morte caso não seja submetido à intervenção. Mesmo assim, antes o paciente terá de ser examinado por três médicos do CRM (Conselho Regional de Medicina) de Goiás, aos quais caberá a decisão da necessidade ou não da cirurgia.

O médico poderá recorrer do julgamento (provisório) de Berquó Neto. Áureo ainda não se manifestou  porque até ontem não tinha recebido a notificação da Justiça.

> Médico do Faustão é acusado pela morte de sete pacientes.
janeiro de 2010

> Caso Áureo Ludovico de Paula.      > Erro médico?

Médico acusado de estupros se casa com a procuradora Larissa

Post atualizado em 6 de fevereiro de 2010.

Larissa e Abdelmassih
O especialista em reprodução humana assistida Roger Abdelmassih (foto), 66, e a procuradora Larissa Maria Sacco (foto), 34, se casaram neste sábado (6) em cerimônia restrita a familiares. Não haverá lua de mel. A informação é da Folha de S.Paulo. 

O casamento ocorreu antes do julgamento pelo  STF (Supremo Tribunal Federal) do mérito da liminar do  habeas corpus que o ministro Gilmar Mendes concedeu ao médico no dia 23 de dezembro.

Abdelmassih havia sido preso preventivamente no dia 17 de agosto de 2009 sob a acusação de ter estuprado mais de 50 pacientes. Ele nega.

Se a liminar for cassada, ele terá de voltar para a cadeia.

O médico se casou pela primeira vez no início de sua carreira, em união que durou pouco. O seu segundo casamento, com Sônia, prolongou-se por 40 anos, até agosto de 2008, quando ela morreu de câncer.

Quando estava preso, Abdelmassih solicitou à juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, autorização para comparecer ao Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de São Paulo com o propósito de apresentar pedido de anulação religiosa do seu primeiro casamento. Ele pretendia, com isso, caso concedida a anulação, casar-se com a Sacco também na igreja. A juíza negou o pedido.

A Sacco é procuradora do Ministério Público Federal em São Paulo. Está afastada de suas atividades desde junho de 2009. Para se dedicar integralmente ao namorado, ela acumulou licença-prêmio, férias e uma licença “por motivos particulares”.

Com o seu e-mail profissional, do domínio do MPF (@prsp.mpf.gov.br), nesse período ela escreveu e-mails para este blog reclamando de acusações infundadas de leitores anônimos e da parcialidade, no seu entendimento, do jornalista em relação à cobertura do caso do seu namorado.

Neste mês de fevereiro vence o prazo de 30 dias que a Justiça de São Paulo, a pedido do MPE (Ministério Público Estadual), deu à clínica de Abdelmassih para que apresentasse contratos e recibos de pagamentos das pacientes atendidas nos últimos cinco anos. Há acusações de que a clínica sonegou esses documentos.

Mulher de médico acusado de estupros tentou desbloquear bens.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Karol Wojtyla sempre soube da devassidão do padre Marcial Maciel

por Juan G. Bedoya, do site do El País, em 24 de janeiro de 2010

Marcial Maciel sonhava em ser proclamado santo universal... e acabará nos infernos mais profundos de sua igreja. Os últimos descobrimentos sobre a dupla e exagerada vida do famoso fundador dos Legionários de Cristo e do grupo sacerdotal Regnum Christi não deixam dúvidas, e isso que ainda não foi concluída a investigação ordenada há um ano por Bento XVI. O que já se sabe é demolidor.

O líder de um dos mais bem-sucedidos movimentos do novo catolicismo não só foi notório pederasta e drogado. Também teve filhos -pelo menos quatro, talvez seis- com várias mulheres, plagiou descaradamente o livro de cabeceira legionário, intitulado O saltério de meus dias, e impôs a toda a organização um quarto voto de silêncio para proteger-se das denúncias. Um de seus antigos colaboradores lhe acusa inclusive de ter envenenado seu tio avô, o bispo Guízar, que garantiu a bem-sucedida carreira eclesiástica do ambicioso sobrinho no convulso o México dos anos trinta do século passado.


"Quanta sujeira há na Igreja!" Este clamor lhe valeu um pontificado ao então cardeal Joseph Ratzinger. O pronunciou em uma via-crúcis em abril de 2005, a ponto de reunir-se o conclave para escolher o sucessor de João Paulo II. O todo-poderoso prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-santo Ofício da Inquisição) sabia do que falava. Os cardeais eleitores, também. Sobre a mesa do Papa anterior, Karol Wojtyla, tinha acumulado acusações de pederastia contra milhares de sacerdotes, e também queixas pelo encobrimento desses delitos por alguns hierarcas nos Estados Unidos, na Irlanda, na Itália, na Áustria e, inclusive, na Espanha. O alemão Ratzinger aparecia como o único dos reunidos com informação e autoridade suficientes para deter tal situação.

O próprio João Paulo II não se livrava das críticas. Por citar só o caso do fundador dos Legionários, à mesa de trabalho do Papa polonês haviam chegado, durante anos, centenas de denúncias sobre as andanças e desvios do sacerdote Maciel. O Pontífice as desprezou. Maciel era um de seus preferidos. Enchia praças e estádios de futebol nas viagens do líder católico pelo mundo, junto ao outro movimento da moda, o Caminho Neocatecumenal do espanhol Kiko Argüello. Aquela proteção contra toda lógica ameaça agora com obscuridade a anunciada beatificação de João Paulo II, um pouco que funcione a famosa e velha figura -desaparecida como tal- do advogado do diabo em todo processo de canonização.

Quando o ainda cardeal Ratzinger clamou contra a "sujeira" interna na sua igreja, os cardeais se convenceram que era o homem que deviam escolher. Dois dias mais tarde o tornaram Papa, no dia 19 de abril de 2005. Foi então quando se começou a investigar o até então intocável fundador dos Legionários. Uma das primeiras medidas anticorrupção do pontífice Bento XVI, em maio de 2006, atingiu-lhe onde mais doía.

Maciel devia abandonar Roma apressadamente, e retirar-se de seu México natal. Também devia deixar o poder em mãos de algum dos seus colaboradores. A decisão do Vaticano parecia humilhante -Maciel era obrigado a levar "uma vida reservada de oração e penitência, renunciando qualquer forma de ministério público", lhe era ordenado-, mas não abafou o escândalo. Muito pouco castigo para documentadas acusações de abusos sexuais em vários países. Como desculpa, Roma apelou à idade avançada do processado, quase nonagenário. Maciel morreria pouco mais tarde, em janeiro de 2008, em Cotija (Michoacán, México). Assunto liquidado, suspiraram seus antigos amigos no Vaticano.

Equivocavam-se do princípio ao fim. Além do clamor dolorido das vítimas, que gritaram aos quatro cantos pela benevolência de Bento XVI, agora entravam em cena autoproclamados filhos e mulheres de Maciel reclamando atenção e direitos. Tudo começou em Madri, onde Maciel vinha com frequência, às vezes discretamente. No fim das contas, foi aqui onde foi recebido de braços abertos em 1941, para fundar no México o movimento dos Legionários de Cristo, com apenas 20 anos de idade. O ministro de Assuntos Exteriores de então, o democrata-cristão Alberto Martín-Artajo, foi o encarregado de introduzi-lo na nacional católica sociedade franquista. Hoje, os Legionários contam na Espanha com uma Universidade - a Francisco de Vitoria, em Madri-, vários seminários e centenas de colégios, entre outras muitas propriedades.

Os primeiros rumores sobre a dupla vida de Maciel provocaram uma confusão desagradável entre alguns legionários, afligidos, sobretudo, pelas acusações de pederastia, que até Roma confirmava oficialmente. Se seu adorado fundador esteve com uma mulher e tinha uma filha, isso espantava, segundo eles, as suspeitas do horrendo pecado de pedofilia. Portanto, o que devia ser administrado em absoluto secreto, em breve foi um clamor público, filtrado a partir de dentro.

Maciel não só teve aventuras amorosas, mas em Madri vivia uma filha sua, com nome, sobrenome e um número de porta concreto em uns luxuosos apartamentos da rua Los Madroños. A garota, já madura -a mãe morreu há anos-, se chama Norma Hilda e pactuou silêncio em troca de uma pensão vitalícia. Quem selou o acordo e se ocupou que a inverossímil história acabasse aí foi o mesmo secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, durante uma visita semioficial à Espanha. Ocorreu nos primeiros dias de fevereiro do ano passado. O dinheiro não foi um obstáculo. Há décadas que em ambientes hostis o grupo do Maciel é conhecido, com ironia, como os Milionários de Cristo.

Animado pelo sucesso do caso maquinado em Madri, Bento XVI tomou outra decisão, com a esperança de dissipar o escândalo. Ordenou que a investigação se estendesse a toda a organização. O argumento da medida era inatacável: se o fundador legionário tinha levado uma vida de crápula, como é que ninguém de seu ambiente o advertiu e denunciou? Para encontrar respostas, o Papa nomeou cinco "visitantes", todos eles bispos: Ricardo Blázquez, de Bilbao (Espanha); Giuseppe Versaldi, de Alessandria (Itália); Ricardo Watty, de Tebladpic (México); Ricardo Ezzati, de Conceição (Chile), e Charles Joseph Chaput, de Denver (EUA). Watty inspecionaria no México e na América Central; Chaput, os centros legionários dos Estados Unidos e Canadá;Versaldi, os da Itália, Israel, a Coréia e as Filipinas; Ezzati, os da América Do Sul, eBlázquez, os da Europa, com a exceção da Itália.

Para facilitar-lhes o trabalho, o Papa, único que pode atar e desatar essas coisas na confissão católica, derrogou o quarto voto da Constituição legionária, que obriga os seguidores de Maciel a confessarem-se só com seus superiores e a guardarem segredo dos conflitos internos.

A princípio, a inspeção ordenada pelo Papa foi tomada pelo sucessor de Maciel ao comando da Legião e do Regnum Christi, o também mexicano Álvaro Corcuera, como um gesto de confiança. O próprio cardeal secretário de Estado, Bertone, tinha dado motivo ao equívoco na carta na qual comunicou publicamente a decisão papal. "A visita apostólica é de fundamental importância e vale a pena consagrarse] a ela com amplitude de alvos e limpo coração. [Os legionários] Sempre poderão contar com a ajuda da santa Sé para, através da verdade e a transparência, em um clima de diálogo fraterno, superar as dificuldades existentes", dizia a carta do cardeal ao sacerdote Corcuera.

O que não podiam prever então ambas partes é a inundação de notícias sobre a vida secreta de Maciel, agora sem controle possível. Para completar, tinha entrado em ação um advogado de prestígio, anunciando ações judiciais civis, que sempre tiram de gonzo à Santa Sé. O letrado se chama José Bonilla. Um de seus filhos foi submetido a abusos sexuais à idade de três anos em um colégio dos Legionários e lhe ganhou à Igreja católica um julgamento penal por esses feitos. Agora representa a três dos autoproclamados filhos de Maciel, com nomes próprios e em procura de reconhecimento legal e compensações econômicas. Trata-se de três varões, irmãos entre si, de nacionalidade mexicana. O letrado assegura que Maciel teria tido mais três filhos, incluída a espanhola Norma Hilda, cuja existência já reconheceu oficialmente a Legião. Outro filho viveria em Londres, e uma sexta filha morreu em um acidente de trânsito quando ia apanhar seu pai em um aeroporto de Paris. Norma Hilda, a propósito, cursou sua carreira na Universidade Francisco de Vitoria, em Madri, propriedade legionária.

Os bispos visitantes que levam quase um ano investigando as instituições e centros dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi não falam sobre suas averiguações. Também não desmentem nenhuma notícia, e isso que são publicadas diariamente, sobretudo na imprensa latino-americana. Reconhecem, entretanto, que os cinco prelados foram convocados a Roma com urgência para apresentar a Bento XVI um primeiro relatório da ação. José Martínez de Velasco, redator chefe da agencia Efe e o primeiro que desvelou os escândalos da Legião, publicou, em 2002, o livro Os Legionários de Cristo, o novo exército do Papa, e dois anos depois, Os documentos secretos dos Legionários de Cristo, afirma que a investigação está "praticamente concluída", apesar que são muitas as pessoas que solicitaram ser recebidas para dar seu testemunho ou desabafar.

Martínez de Velasco afirma, além disso, que as acusações de pederastia contra Maciel praticamente não se averiguaram porque estavam suficientemente contrastadas. As primeiras denúncias sobre abusos sexuais em centros da Legião chegaram ao Vaticano na década dos anos cinquenta do século passado, durante o pontificado de Pio XII, paternal protetor também do sacerdote mexicano. Este tinha chegado a Roma avalizado pelo seu parentesco com um tio avô seu, Rafael Guízar, bispo de Vera cruz e em processo de canonização por Bento XVI como um dos heróis da perseguição e guerra Cristera no México revolucionário dos anos trinta do século XX. No entanto, um livro publicado no México com o título O Legionário, escrito por Alejandro Espinosa, sustenta que o bispo Guízar morreu envenenado com cianureto pelo próprio Maciel. "Guízar acolheu a seu sobrinho no seu seminário clandestino, mas a boa relação entre ambos durou até que o bispo descobriu que o jovem Maciel estava pervertendo seu seminário com relações sexuais com outros estudantes. O dia em que o bispo morreu, tinha tido uma discussão muito forte com Maciel", sustenta.

Baseado em informação de algumas testemunhas do fato e com confissões que o mesmo Maciel lhe fez quando tinha uma relação muito próxima com ele, Espinosa armou esta hipótese. "A morte de monsenhor Guízar não ficou esclarecida. E anos depois,quando exumaram seu cadáver, acharam-lhe incorrupto e com o pêlo de cobre, conforme o cianureto deixa os corpos. Mas as pessoas foram pelo lado do milagre", afirma este ex-legionário, ele mesmo submetido a abusos quando estudava no seminário que a Legião possui em Ontaneda (Cantábria).

Hoje vive retirado no campo mexicano, com dificuldades econômicas e, ainda, ameaçado por antigos correligionários. Por outro lado, o requerente no México da causa de canonização de Guízar, o sacerdote Rafael González Hernández, chama de absurda a história. "Monsenhor Guízar morreu em 1938 por causa de uma insuficiência cardíaca e de um ataque de diabetes. Tinha 60 anos e já era um idoso decrépito e acabado, pois gastou sua vida ao serviço dos fiéis. Efetivamente, 12 anos depois de sua morte, em 1950, seus restos foram exumados e se encontraram incorruptos", afirma.

O certo é que, com informações daqui e de lá, mais o que contribuíram os visitantes, o Papa tem dados suficientes sobre a situação da Legião de Cristo e sobre as acusações contra o fundador e alguns de seus colaboradores. A decisão que adotará será conhecida no próximo mês de março. Segundo Martínez de Velasco, o Vaticano se encontra entre três opções: dissolver a congregação, proceder sua re-fundação ou designar um comissário pontifício que conduza a Legião até um Capítulo Geral de renovação total.

Desde a dissolução dos jesuítas em 1773 por Clemente XIV, forçado pelos reis da França, Espanha, Portugal e das duas Sicílias -por motivos de poder, portanto-, a Igreja católica não havia enfrentado um caso igual, esta vez por sujos escândalos sexuais e financeiros. Bento XVI, ele mesmo acusado de não haver atuado com diligência quando estava à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, enfrenta o pior momento de seu pontificado, sobretudo se a investigação interna confirma uma culposa passividade de João Paulo II por amizade pessoal com Maciel. "Um guia eficaz da juventude", segundo elogio de João Paulo II.

Os dias de glória de Marcial Maciel, e os dos Legionários - aproximadamente 70.000, dos quais 800 são sacerdotes-, estavam contados quando um grupo de ex-seminaristas da organização se uniu para denunciar perante a opinião pública o fundador e seus protetores no Vaticano. Uns, em Ontaneda (Cantábria), e outros, em seminários do México, todos sofreram abusos sexuais de seu padre confessor. Foram sacerdotes a maioria.

Demoraram em "contatar-se", mas no final foram "unindo dados", dizem, até encher de credibilidade uma denúncia, que chegou até Ratzinger quando ainda não tinham explodido os escândalos de pederastia na igreja dos EUA. Eis aqui a identidade de alguns dos denunciantes: além de Alejandro Espinosa, os irmãos Fernando e José Antonio Pérez Olvera, Samuel Barrales, Arturo Jurado, Juan José Vaca, José Barba e Félix Alarcón.

A gota d’água foi uma frase de João Paulo II, amigo e protetor de Maciel. O fundador dos Legionários de Cristo é "um guia eficaz da juventude", disse o Papa polonês, de visita ao México. Era em 1994. Com este surpreendente elogio do distraído Pontífice, o fundador legionário, que ia para os altares segundo o polonês, começou sua queda aos infernos da Igreja romana.

O processo contra Maciel, conforme apresentaram os oito ex-legionários e sua advogada, a austríaca Martha Wegan, tinha dois planos: o dos abusos sexuais e a adição à morfina do fundador, e o que este dominava a consciência de suas vítimas mediante a direção espiritual. Isto é, além dos delitos sexuais, que em 1998 poderiam estar prescritos, Maciel tinha absolvido seus rapazes em confissão. A figura da absolvição do cúmplice, um dos maiores delitos na Igreja católica, não prescreve, e seu exame fica reservado à Congregação para a Doutrina da Fé.

A demanda contra Maciel se apresentou em Roma em outubro de 1998 com este título:Absolutionis complicis. Arturo Jurado et alii versus Rev. Marcial Maciel Degollado. Os desvios do fundador legionário já foram investigados entre 1956 e 1959, sem resultado conhecido. Durante esse tempo, Maciel foi suspendido como superior geral e expulso de Roma. Ocardeal Alfredo Ottaviani, então grande inquisidor, encarregou o claretiano basco e futuro cardeal Arcadio Larraona que dirigisse a investigação. Este enviou seus visitantes ao seminário de Ontaneda, mas não resolveu nada. (Tradução de Vanessa Alves, para IHU On-Line)

> Hierarquia da Igreja Católica abriga  uma máfia da pedofilia.
agosto de 2010

> Caso Padre Maciel, o padre devasso.

Fuzis de militares americanos citam a Bíblia: Sou a luz do mundo

Fuzil de Jesus.

O alto comando do Exército americano disse que não sabia, o que é pouco provável porque há tempos que os soldados chamam a arma de “fuzil de Jesus” por causa dos códigos em seu visor que se referem a passagens bíblicas, como JN8:12 (João) e 2COR:6 (2 Coríntios).

A referência ao oitavo capítulo do livro de João é esta: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.”

As menções a 2 Coríntios são: “4 – Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." Etc.

O visor é da Trijicon, uma das maiores fornecedores de armas do Departamento de Defesa. O seu fundador é cristão devoto que administra a empresa “sob padrões bíblicos”.

A empresa informou que grava as referências no visor há mais de 20 anos e que ia enviar ao Exército instrumentos para ajudar na remoção delas.

Cerca de 300 mil fuzis estão equipados com o visor da Trijicon. Desse total, 220.000 estão com fuzileiros navais e o restante está com soldados enviados para o Iraque e o Afeganistão. Soldados britânicos também usam o equipamento.

A denúncia sobre as inscrições foi feita à MRFF (Military Religious Freedmom Foundation) por e-mail provavelmente por um soldado americano muçulmano. No dia 20 de janeiro da rede de TV ABC divulgou a informação.

Haris Tarin, do Conselho Muçulmano de Assuntos de Assuntos Públicos, disse que fatos como esse fornecem argumento aos extremistas para os quais os Estados Unidos lideram uma cruzada contra o Islamismo.

Não houve manifestação de religiosos cristãos.

Com informações do Le Monde.

Banco católico alemão investe em ações de empresa de armas.
agosto de 2009


Estudo mostra que se agrava na China escassez de mulheres

A falta de mulheres na China está se agravando e em 2020 cerca de 24 milhões de homens não vão conseguir se casar.

Mais meninos do que meninas. É o que projeta estudo do pesquisador Wang Guangzhou, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, publicado recentemente no jornal chinês Global Times.

Na China, para cada 119 meninos nascem 100 meninas. O desequilíbrio não se deve a um capricho da natureza, mas à preferência cultural que lá os pais têm pelos meninos. E como cada casal só pode ter um filho, é alto o índice de aborto de meninas desde a introdução no país dos exames de ultrassom, nos anos 80.

Guangzhou afirmou que, principalmente nas regiões pobres, muitos homens vão ter de ficar solteiros.

“A chances de um homem com mais de 40 anos de idade no campo se casar são raras”, disse.

O que não deixa de ser um controle da natalidade. Com 1,3 bilhão de pessoas, a população da China é a maior de todas.

Uma pesquisa publicada em 2009 pelo China Daily revelou que 83% das chinesas gostariam de ter de mais de um filho. Mas isso não significaria necessariamente que aumentaria o número de bebês do sexo feminino. Com certeza, cresceria o número de abortos.

Agências do Vietnã ‘vendem’ mulher por R$ 5,2 mil a chineses para casar. (novembro de 2010)

> Preconceito deixa Índia com poucas mulheres.

Conad proíbe propaganda e abuso do consumo do Santo Daime

O Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) baixou resolução com normas reguladoras do uso do Santo Daime, proibindo o abuso no consumo desse chá.

A resolução, publicada no Diário Oficial da União de ontem (26 de janeiro de 2010), veta o comércio e propaganda do chá, que só poderá ser consumido em rituais religiosos e sem fins lucrativos.
O chá chegou a constar na lista de drogas alucinógenas. A legalização do seu consumo ocorreu em novembro de 2004.

O nome indígena do Santo Daime é ayahuasca. De origem inca, é produzido com a fervura do cipó Banisteriopsis caapi (douradinho) e folha do Psychotria viridis (chacrona), ambas nativos de floresta tropical, como a amazônica.

A medida do Conad cria condições para combater os “padrinhos” (responsáveis por centros religiosos) que tentam banalizar o consumo da bebida, com objetivos comerciais.
O slogan de um desses “padrinhos” é “Ayahuasca para todos”. Ele vinha defendendo a legalização do consumo do chá em casa.

Até a semana passada, o chá podia ser obtido por intermédio de um site mediante uma “doação” que teria de ser depositada em uma conta bancária.

Há centros que cobram até R$ 30 de cada interessado de participar de um ritual, com direito a três doses do chá. Cada dose corresponde a um copinho de café.

Em alguns centros, os rituais, além do chá, são embalados com maconha e bebidas alcoólicas, entre outras drogas.

Edson Lodi Campos Soares, do Centro Beneficente União Vegetal, disse ao jornal Estado de S. Paulo que a regulamentação do uso do chá veio junto com “a responsabilidade”.

Mas resolução não deixa claro a qual órgão cabe a fiscalização (já inexistente) dos centros.

Notícias sobre o Santo Daime, o chá ayahuasca.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Game de moda vende filhos adotivos de Angelina Jolie como acessórios

Angelina Jolie com o seu filho Maddox. No My Minx, game on-line criado para vestir personagens com roupas da moda, há, para comprar, filhos adotivos de celebridades, como os de Angelina Jolie (foto) e Brad Pitt e de Madonna e Ewan McGregor. As crianças constam ali com seus nomes verdadeiros.

Embora o game possa ser entendido como uma crítica às celebridades que adotam órfãos para ganhar espaço na imprensa, os protestos de organizações não governamentais têm sido tantos, que o inglês Christopher Evans, criador do My Minx, poderá modificá-lo, substituindo os tais ‘acessórios’ por outros.

O game está na internet desde dezembro do ano passado.

Os mais de 20 mil inscritos no site do jogo podem, por exemplo, ter o Pax, filho vietnamita de cinco anos da Jolie, e vesti-lo como roupas da butique.

O cambojano Maddox (foto), 8, a etíope Zahara, 4, os outros filhos adotivos da atriz, também estão disponíveis no jogo.

As crianças dão gastos, mas também podem render lucro. O game permite que o usuário ganhe algum dinheiro com a venda das fotos delas para revistas de celebridade.

Como crianças e adolescentes podem acessar a  brincadeira, o My Minx também está sendo criticado por oferecer camisinhas e pílulas do dia seguinte para que as personagens se encontrem com namorados em danceteria e barzinho.

Evans se defende. “O game apenas tenta preparar as crianças para o mundo real”.

O My Minx ainda é beta.

Com informações das agências internacionais.

> Mulher escolhe em site francês homem como se fosse sapato.
dezembro de 2010

> My Minx.    > Games polêmicos.    > Vida de celebridades.

Jornalista Lanusse Martins morre durante lipoaspiração

A jornalista Lanusse Martins Barbosa (foto), 27, morreu ontem (25 de janeiro de 2010) à tarde após uma lipoaspiração. Ela tinha dado entrada na Clínica Pacini, de um hospital particular de Brasília, pela manhã. Deixou um filho de seis anos. Ela foi repórter de TV Globo e trabalhava da TV Justiça.

Cirurgião ignorou alerta de anestesista, e Lanusse morreu. (29 de janeiro de 2010)

Os médicos da clínica não se manifestaram até agora. Mas um deles disse informalmente que Lanusse teve embolia pulmonar após a cirurgia.
A direção do hospital informou que os médicos tentaram reanimá-la por uma hora.

A família de Lanusse deu queixa, e a 1ª Delegacia da Polícia do Distrito Federal apurar se houve falha médica. Essa foi a terceira cirurgia plástica da jornalista. A primeira foi de redução de estômago.  

O CRM (Conselho Regional de Medicina) vai esperar o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para decidir se abre uma sindicância. O laudo ficará pronto ainda hoje. O corpo foi sepultado na tarde desta terça. 

O hospital diz ter os equipamentos de segurança necessários para esse tipo de cirurgia, como desfibriladores, e que possui licença da Vigilância Sanitária.

Se ficar comprovado que houve erro médico, os responsáveis pela cirurgia poderão ser processados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

HEMORRAGIAatualização às 20h
O laudo do IML aponta que Lanusse sofreu uma hemorragia em decorrência da perfuração por um instrumento cirúrgico de veias e artérias durante a lipoaspiração. “O laudo reforça a suspeita de erro médico”, disse Diaulas Ribeiro, do Ministério Público do Distrito Federal, que vai investigar o caso em parceria com a polícia.

> Justiça proíbe médico de operar pacientes com obesidade mórbida.
novembro de 2010

> Erro médico?   > Alimentação não saudável e obesidade.

‘Onde estão os artistas que chamavam Roger de Dr. Vida?’

por Daniella, leitora de MG

Fui infelizmente vítima de Roger Abdelmassih e, passados tantos anos, seria como dar fim ao meu casamento caso me juntasse às outras vítimas.

Meu marido jamais me perdoaria por ter ocultado o abuso que sofri, por ter sido acuada pelo então médico, porque não julguei que alguém pudesse acreditar em mim e, ainda por cima, por ser jovem e bonita, muitos acreditariam que eu "dei mole" pro doutor famoso.

Só mesmo meu psiquiatra soube do abuso após muitas sessões até que eu adquirisse confiança para contar o que havia ocorrido.

image Espero que as ricas e famosas, algumas mulheres de artistas, que, se não foram abusadas, ao menos respeitem as mulheres que passaram pela dor e constrangimento.

Ao que parece, o médico sempre agia da mesma forma. Ele é inteligente e não faria nada que trouxesse um escândalo com alguém famoso
.
Acho que as autoridades não vão encontrar [nos filhos das pacientes] o DNA dele, porque Abdelmassih parece que praticava um crime quase perfeito, sem marcas. Serão os depoimentos das vítimas contra a palavra dele.

Quando ele foi preso senti uma grande satisfação de ver meu algoz de alguma forma pagando por seu delito.

Ele é muito vaidoso e ter seu CRM cancelado e estar nos jornais como criminoso deve ter sido muito humilhante.

Mas não basta, é pouco.

Gostaria de ver um debate nas emissoras sobre a questão com a participação dos artistas que um dia chamaram-no de Dr. Vida.

Agora que o doutor foi desmascarado, onde estão esses artistas?

> Luíza Tomé agora acredita que o dr. Roger tenha cometido abuso.
agosto de 2009

> Caso Roger Abdelmassih.    > Celebridades.   > Posts de leitor.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Filho esfaqueia pai por causa do game Fifa 2009

 Aconteceu na Itália.

No domingo, Mario, 16, estava jogando o Fifa 2009 do PlayStation que tinha ganho no dia anterior de seu pai como presente de aniversário.

PlayStation-fifa2009Fabrízio R., 46, o pai, enquanto Mario não se desgrudava do videogame, disse que táticas ele deveria usar para fazer gols.

O rapaz não gostou da interferência, e os dois começaram a discutir.
Então Mario foi à cozinha, pegou uma faca e feriu o pai seriamente no pescoço. O rapaz voltou para a cozinha, passou pela sua mãe, a dona-de-casa Mônica B., 46, lavou a faca ensanguentada e se trancou no seu quarta.

"Vi o Mario lavando a faca e ele parecia calmo", disse Monica, informou a Reuters. "Então, meu marido foi para o quarto com a mão no pescoço, pingando sangue".

Fabrízio foi mandado para o hospital, onde se encontra até hoje. E o rapaz não ofereceu resistência quando a polícia apareceu para prendê-lo.

Comentário da mãe: “Compramos o Fifa 2009 porque não queríamos que o Mario jogasse games violentos.”

> Games polêmicos.

Aposentado terá de dar 15% de seu benefício à ex-amante

Por decisão unânime do Tribunal de Justiça de São Paulo, uma mulher de 60 anos obteve o direito de receber 15% do valor do benefício de um homem hoje aposentado do qual foi amante por 25 anos.

Ela e o aposentado são de Espírito Santo do Pinhal, uma cidade de 42 mil habitantes do interior paulista que fica a 202 km da capital.

A esposa do aposentado morreu em agosto de 2006, mas ele não quis legalizar a relação com a amante. Depois de mais algum tempo de convívio com ela, ele a abandonou, conforme consta nos autos.

justica A ex-amante procurou a Justiça com o argumento de que teve uma união estável, devendo portanto ser indenizada por causa do rompimento, mas o seu pedido foi negado porque, caso contrário, a bigamia seria tida como legal. O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) já firmou jurisprudência de que a união estável não vale para o concubinato.

Mas o aposentado não escapou de suas responsabilidades.

Os desembargadores decidiram que nesse caso cabe a concessão de uma pensão alimentícia à ex-amante, “por dever de solidariedade entre parceiros”, confirmando, em parte, uma sentença de primeira instância.

Até obter essa decisão, a ex-amante teve de lutar na Justiça porque o aposentado negou que tivesse tido  relacionamento amoroso com ela.

Depois, já no âmbito do TJ, ele admitiu o caso extraconjugal diante de provas de que pagava o aluguel e ajudava nas despesas domésticas da amante.

No entendimento do TJ, de acordo com o desembargador Ênio Zuliani, o relator do caso, é razoável que o aposentado garanta a alimentação de sua ex-companheira, hoje doente e impossibilitada de trabalhar, ainda que tenha sido na condição de amante.

> Casos de traição conjugal.

O deus que causa a negação absoluta de qualquer esperança

Título original: O deus mau


por Luiz Felipe Pondé para a Folha

O thriller "Contatos de 4º Grau", com Milla Jovovich, vale a pena ser visto. Com roteiro eficiente e boa construção de personagens, o filme mistura gravações da personagem real (uma psicóloga) interpretada pela atriz com ficção construída a partir de seu material de pesquisa em consultório. Trata-se da reconstrução de eventos misteriosos do ano 2000 numa pequena cidade no Alasca. O filme discute o velho tema das visitas de extraterrestres e sequestros de seres humanos. Um contato de quarto grau significa contatos com extraterrestres que envolvem sequestros de seres humanos.

Tenho algum conhecimento do tema. Não sou um iniciado no contato com extraterrestres "cinzentos de cabeça grande" nem nunca vi luzes estranhas no céu.

Mas devido a uma pesquisa sobre mídia e novas crenças com alunos de comunicação, desenvolvida desde 1997, já recebi inúmeros iniciados em aula. Entre eles, ufólogos e pessoas que já foram abduzidas. Pelo menos relatam isso. E pasme, caro leitor: já conversei com vários extraterrestres. Pelo menos assim se apresentam. São seres que dizem assumir a forma humana para melhor desenvolver sua pesquisa entre nós. Muitas delas poderiam estar sentadas do seu lado no metrô.

Discorrem tranquilamente sobre seus planetas de origem.

Alguns traços se repetem. Apesar de confirmarem que existem malvados entre eles, os malvados nunca "foram à minha aula". Os bons têm missões relacionadas à evolução moral dos seres humanos em assuntos como solidariedade social e interplanetária ou cuidados com o ambiente e com excessos tecnológicos. Um tema também recorrente é a questão da espiritualidade. Essas crenças misturam extraterrestres e divindades variadas, de egípcias a astecas ou maias.

Normalmente essa espiritualidade apresenta valores morais comuns a outras formas de espiritualidade: bondade, crença numa vida melhor após a morte, preocupação com a alimentação ou responsabilidade com o universo. Chama a atenção no filme o tipo específico de espiritualidade que esses eventos no Alasca narram. Segundo as gravações das entrevistas com os pacientes da psicóloga (e com ela mesma, que também é vítima de abduções), os extraterrestres do Alasca falavam sumeriano (uma língua muito antiga), traduzido por um especialista, hoje professor em uma renomada universidade canadense. Mas o mais importante é o conteúdo das falas. Esse conteúdo marca uma grande diferença entre a maioria esmagadora de relatos de eventos como esse e o caso do Alasca.

A espiritualidade deles é agressiva e leva suas testemunhas ao desespero existencial e, em alguns casos, a suicídios e homicídios. A psicóloga diz que o afeto causado por eles é de total "hopelessness" (negação absoluta de qualquer esperança). Eles falam pela boca de suas vítimas, assim como se fosse uma possessão demoníaca. Numa das visitas noturnas à casa da psicóloga, um deles afirma: "Sou deus".

Que tipo de deus causa "hopelessness"? Aí adentramos uma questão importante da história das religiões antigas. Trata-se do fenômeno chamado "gnosticismo". O termo é tardio (século 18), mas o fenômeno data, no mínimo, do primeiro século da Era Cristã, e foi objeto de interesse de gente como o grande psiquiatra Jung. Temos muitos textos de época que atestam o fenômeno. Para muitos desses gnósticos, a criação é fruto de um deus mau que nos tortura. As provas são inúmeras: para viver, matamos, sabemos que vamos morrer e isso nos corrói, a injustiça sempre vence e os virtuosos nos parecem bobos, enfim, a consciência é uma câmara de horrores.

Na versão cristã (alguns textos são de cristãos da época), Cristo é visto como alguém enviado pelo "Pai silencioso" (outro deus) que não criou o mundo, mas que salva alguns de nós que despertam para o fato de que não há qualquer esperança no mundo porque seu criador é perverso. O filósofo Hans Jonas (século 20), estudioso do fenômeno, via no gnosticismo a marca da constante niilista no ser humano, que se repete, segundo ele, em escolas como o existencialismo e a tragédia. Nesse sentido, a espiritualidade dos "ETs" do Alasca está em sintonia com velhas crenças humanas, mas raras nas "religiões de ETs" mais comuns. Ao contrário de reforçar a crença na felicidade, sufoca suas vítimas numa consciência insuportável da inviabilidade de tudo o que respira.

fevereiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Entra em vigor a nova Lei do Inquilinato

da Agência Brasil

Os proprietários de imóveis e os inquilinos que pagam o aluguel em dia contarão com mais garantias em lei. Entram nesta segunda, 25 de janeiro de 2010, as modificações na Lei do Inquilinato.

Com mais maior rigor em relação aos inadimplentes e mais agilidade nos despejos, a expectativa é que a  nova legislação reduza o valor dos aluguéis.

A principal mudança está nos despejos, cujo tempo médio deve cair de 14 meses para sete meses em decorrência da simplificação dos trâmites legais.

Nova lei deverá reduzir os conflitos. Pela antiga lei, o inadimplente precisava ser notificado duas vezes antes de ser despejado. Caso o devedor consiga evitar o contato com o oficial de justiça, a desocupação era adiada. E bastava a comunicação do inquilino sobre a sua a intenção de pagar o aluguel atraso para impedir a remoção.

Pelas novas regras, logo na primeira notificação a Justiça dará 30 dias para o inquilino deixar o imóvel.

Nos contratos sem fiador ou seguro-fiança, o prazo cai para 15 dias. Até agora, os aluguéis sem garantia estavam sujeitos aos mesmos procedimentos que os demais tipos de contratos.

A cobrança de multa de mora em caso de atraso no aluguel também mudou.

Pela norma que estava em vigor, o inquilino podia  atrasar o pagamento duas vezes a cada 12 meses sem pagar mora e ter ganho de causa na Justiça. Agora, o locatário só contará com o benefício uma vez a cada 24 meses.

Com a nova legislação, as multas por rescisão de contrato ficarão vão diminuir de valor. Agora, a multa será proporcional ao tempo restante do contrato, e não mais integral.

Passou a ser permitido a mudança de fiador na renovação do aluguel. Com isso, segundo o setor imobiliário, o número de pessoas dispostas a serem fiadoras tende a aumentar.

A cobrança de caução volta a ser permitida.

A renovação dos contratos comerciais também foi simplificada.

Pela nova lei, o proprietário poderá dar 30 dias para o inquilino deixar o imóvel caso receba uma proposta melhor de aluguel ao fim do contrato.

Karol Wojtyla sempre soube das sujeiras do padre Maciel

por Juan G. Bedoya
do El País, em 24 de janeiro de 2010

Marcial Maciel sonhava em ser proclamado santo universal... e acabará nos infernos mais profundos de sua igreja. Os últimos descobrimentos sobre a dupla e exagerada vida do famoso fundador dos Legionários de Cristo e do grupo sacerdotal Regnum Christi não deixam dúvidas, e isso que ainda não foi concluída a investigação ordenada há um ano por Bento XVI. O que já se sabe é demolidor.

O líder de um dos mais bem-sucedidos movimentos do novo catolicismo não só foi notório pederasta e drogado. Também teve filhos -pelo menos quatro, talvez seis- com várias mulheres, plagiou descaradamente o livro de cabeceira legionário, intitulado O saltério de meus dias, e impôs a toda a organização um quarto voto de silêncio para proteger-se das denúncias. Um de seus antigos colaboradores lhe acusa inclusive de ter envenenado seu tio avô, o bispo Guízar, que garantiu a bem-sucedida carreira eclesiástica do ambicioso sobrinho no convulso o México dos anos trinta do século passado.

"Quanta sujeira há na Igreja!" Este clamor lhe valeu um pontificado ao então cardeal Joseph Ratzinger. O pronunciou em uma via-crúcis em abril de 2005, a ponto de reunir-se o conclave para escolher o sucessor de João Paulo II. O todo-poderoso prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-santo Ofício da Inquisição) sabia do que falava. Os cardeais eleitores, também. Sobre a mesa do Papa anterior, Karol Wojtyla, tinha acumulado acusações de pederastia contra milhares de sacerdotes, e também queixas pelo encobrimento desses delitos por alguns hierarcas nos Estados Unidos, na Irlanda, na Itália, na Áustria e, inclusive, na Espanha. O alemão Ratzinger aparecia como o único dos reunidos com informação e autoridade suficientes para deter tal situação.

O próprio João Paulo II não se livrava das críticas. Por citar só o caso do fundador dos Legionários, à mesa de trabalho do Papa polonês haviam chegado, durante anos, centenas de denúncias sobre as andanças e desvios do sacerdote Maciel. O Pontífice as desprezou.

Maciel era um de seus preferidos. Enchia praças e estádios de futebol nas viagens do líder católico pelo mundo, junto ao outro movimento da moda, o Caminho Neocatecumenal do espanhol Kiko Argüello. Aquela proteção contra toda lógica ameaça agora com obscuridade a anunciada beatificação de João Paulo II, um pouco que funcione a famosa e velha figura -desaparecida como tal- do advogado do diabo em todo processo de canonização.

Quando o ainda cardeal Ratzinger clamou contra a "sujeira" interna na sua igreja, os cardeais se convenceram que era o homem que deviam escolher. Dois dias mais tarde o tornaram Papa, no dia 19 de abril de 2005. Foi então quando se começou a investigar o até então intocável fundador dos Legionários. Uma das primeiras medidas anticorrupção do pontífice Bento XVI, em maio de 2006, atingiu-lhe onde mais doía.

Maciel devia abandonar Roma apressadamente, e retirar-se de seu México natal. Também devia deixar o poder em mãos de algum dos seus colaboradores. A decisão do Vaticano parecia humilhante -Maciel era obrigado a levar "uma vida reservada de oração e penitência, renunciando qualquer forma de ministério público", lhe era ordenado-, mas não abafou o escândalo. Muito pouco castigo para documentadas acusações de abusos sexuais em vários países. Como desculpa, Roma apelou à idade avançada do processado, quase nonagenário. Maciel morreria pouco mais tarde, em janeiro de 2008, em Cotija (Michoacán, México). Assunto liquidado, suspiraram seus antigos amigos no Vaticano.

Equivocavam-se do princípio ao fim. Além do clamor dolorido das vítimas, que gritaram aos quatro cantos pela benevolência de Bento XVI, agora entravam em cena autoproclamados filhos e mulheres de Maciel reclamando atenção e direitos. Tudo começou em Madri, onde Maciel vinha com frequência, às vezes discretamente. No fim das contas, foi aqui onde foi recebido de braços abertos em 1941, para fundar no México o movimento dos Legionários de Cristo, com apenas 20 anos de idade. O ministro de Assuntos Exteriores de então, o democrata-cristão Alberto Martín-Artajo, foi o encarregado de introduzi-lo na nacional católica sociedade franquista. Hoje, os Legionários contam na Espanha com uma Universidade - a Francisco de Vitoria, em Madri-, vários seminários e centenas de colégios, entre outras muitas propriedades.

Os primeiros rumores sobre a dupla vida de Maciel provocaram uma confusão desagradável entre alguns legionários, afligidos, sobretudo, pelas acusações de pederastia, que até Roma confirmava oficialmente. Se seu adorado fundador esteve com uma mulher e tinha uma filha, isso espantava, segundo eles, as suspeitas do horrendo pecado de pedofilia. Portanto, o que devia ser administrado em absoluto secreto, em breve foi um clamor público, filtrado a partir de dentro.

Maciel não só teve aventuras amorosas, mas em Madri vivia uma filha sua, com nome, sobrenome e um número de porta concreto em uns luxuosos apartamentos da rua Los Madroños. A garota, já madura -a mãe morreu há anos-, se chama Norma Hilda e pactuou silêncio em troca de uma pensão vitalícia. Quem selou o acordo e se ocupou que a inverossímil história acabasse aí foi o mesmo secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, durante uma visita semioficial à Espanha. Ocorreu nos primeiros dias de fevereiro do ano passado. O dinheiro não foi um obstáculo. Há décadas que em ambientes hostis o grupo do Maciel é conhecido, com ironia, como os Milionários de Cristo.

Animado pelo sucesso do caso maquinado em Madri, Bento XVI tomou outra decisão, com a esperança de dissipar o escândalo. Ordenou que a investigação se estendesse a toda a organização. O argumento da medida era inatacável: se o fundador legionário tinha levado uma vida de crápula, como é que ninguém de seu ambiente o advertiu e denunciou? Para encontrar respostas, o Papa nomeou cinco "visitantes", todos eles bispos: Ricardo Blázquez, de Bilbao (Espanha); Giuseppe Versaldi, de Alessandria (Itália); Ricardo Watty, de Tebladpic (México); Ricardo Ezzati, de Conceição (Chile), e Charles Joseph Chaput, de Denver (EUA). Watty inspecionaria no México e na América Central; Chaput, os centros legionários dos Estados Unidos e Canadá;Versaldi, os da Itália, Israel, a Coréia e as Filipinas; Ezzati, os da América Do Sul, eBlázquez, os da Europa, com a exceção da Itália.

Para facilitar-lhes o trabalho, o Papa, único que pode atar e desatar essas coisas na confissão católica, derrogou o quarto voto da Constituição legionária, que obriga os seguidores de Maciel a confessarem-se só com seus superiores e a guardarem segredo dos conflitos internos.

A princípio, a inspeção ordenada pelo Papa foi tomada pelo sucessor de Maciel ao comando da Legião e do Regnum Christi, o também mexicano Álvaro Corcuera, como um gesto de confiança. O próprio cardeal secretário de Estado, Bertone, tinha dado motivo ao equívoco na carta na qual comunicou publicamente a decisão papal. "A visita apostólica é de fundamental importância e vale a pena consagrarse] a ela com amplitude de alvos e limpo coração. [Os legionários] Sempre poderão contar com a ajuda da santa Sé para, através da verdade e a transparência, em um clima de diálogo fraterno, superar as dificuldades existentes", dizia a carta do cardeal ao sacerdote Corcuera.

O que não podiam prever então ambas partes é a inundação de notícias sobre a vida secreta de Maciel, agora sem controle possível. Para completar, tinha entrado em ação um advogado de prestígio, anunciando ações judiciais civis, que sempre tiram de gonzo à Santa Sé.

O letrado se chama José Bonilla. Um de seus filhos foi submetido a abusos sexuais à idade de três anos em um colégio dos Legionários e lhe ganhou à Igreja católica um julgamento penal por esses feitos. Agora representa a três dos autoproclamados filhos de Maciel, com nomes próprios e em procura de reconhecimento legal e compensações econômicas. Trata-se de três varões, irmãos entre si, de nacionalidade mexicana.

O letrado assegura que Maciel teria tido mais três filhos, incluída a espanhola Norma Hilda, cuja existência já reconheceu oficialmente a Legião. Outro filho viveria em Londres, e uma sexta filha morreu em um acidente de trânsito quando ia apanhar seu pai em um aeroporto de Paris. Norma Hilda, a propósito, cursou sua carreira na Universidade Francisco de Vitoria, em Madri, propriedade legionária.

Os bispos visitantes que levam quase um ano investigando as instituições e centros dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi não falam sobre suas averiguações. Também não desmentem nenhuma notícia, e isso que são publicadas diariamente, sobretudo na imprensa latino-americana. Reconhecem, entretanto, que os cinco prelados foram convocados a Roma com urgência para apresentar a Bento XVI um primeiro relatório da ação. José Martínez de Velasco, redator chefe da agencia Efe e o primeiro que desvelou os escândalos da Legião, publicou, em 2002, o livro Os Legionários de Cristo, o novo exército do Papa, e dois anos depois, Os documentos secretos dos Legionários de Cristo, afirma que a investigação está "praticamente concluída", apesar que são muitas as pessoas que solicitaram ser recebidas para dar seu testemunho ou desabafar.

Martínez de Velasco afirma, além disso, que as acusações de pederastia contra Maciel praticamente não se averiguaram porque estavam suficientemente contrastadas. As primeiras denúncias sobre abusos sexuais em centros da Legião chegaram ao Vaticano na década dos anos cinquenta do século passado, durante o pontificado de Pio XII, paternal protetor também do sacerdote mexicano.

Este tinha chegado a Roma avalizado pelo seu parentesco com um tio avô seu, Rafael Guízar, bispo de Vera cruz e em processo de canonização por Bento XVI como um dos heróis da perseguição e guerra Cristera no México revolucionário dos anos trinta do século XX. No entanto, um livro publicado no México com o título O Legionário, escrito por Alejandro Espinosa, sustenta que o bispo Guízar morreu envenenado com cianureto pelo próprio Maciel. "Guízar acolheu a seu sobrinho no seu seminário clandestino, mas a boa relação entre ambos durou até que o bispo descobriu que o jovem Maciel estava pervertendo seu seminário com relações sexuais com outros estudantes. O dia em que o bispo morreu, tinha tido uma discussão muito forte com Maciel", sustenta.

Baseado em informação de algumas testemunhas do fato e com confissões que o mesmo Maciel lhe fez quando tinha uma relação muito próxima com ele, Espinosa armou esta hipótese. "A morte de monsenhor Guízar não ficou esclarecida. E anos depois,quando exumaram seu cadáver, acharam-lhe incorrupto e com o pêlo de cobre, conforme o cianureto deixa os corpos. Mas as pessoas foram pelo lado do milagre", afirma este ex-legionário, ele mesmo submetido a abusos quando estudava no seminário que a Legião possui em Ontaneda (Cantábria).

Hoje vive retirado no campo mexicano, com dificuldades econômicas e, ainda, ameaçado por antigos correligionários. Por outro lado, o requerente no México da causa de canonização de Guízar, o sacerdote Rafael González Hernández, chama de absurda a história. "Monsenhor Guízar morreu em 1938 por causa de uma insuficiência cardíaca e de um ataque de diabetes. Tinha 60 anos e já era um idoso decrépito e acabado, pois gastou sua vida ao serviço dos fiéis. Efetivamente, 12 anos depois de sua morte, em 1950, seus restos foram exumados e se encontraram incorruptos", afirma.

O certo é que, com informações daqui e de lá, mais o que contribuíram os visitantes, o Papa tem dados suficientes sobre a situação da Legião de Cristo e sobre as acusações contra o fundador e alguns de seus colaboradores. A decisão que adotará será conhecida no próximo mês de março. Segundo Martínez de Velasco, o Vaticano se encontra entre três opções: dissolver a congregação, proceder sua re-fundação ou designar um comissário pontifício que conduza a Legião até um Capítulo Geral de renovação total.

Desde a dissolução dos jesuítas em 1773 por Clemente XIV, forçado pelos reis da França, Espanha, Portugal e das duas Sicílias -por motivos de poder, portanto-, a Igreja católica não havia enfrentado um caso igual, esta vez por sujos escândalos sexuais e financeiros. Bento XVI, ele mesmo acusado de não haver atuado com diligência quando estava à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, enfrenta o pior momento de seu pontificado, sobretudo se a investigação interna confirma uma culposa passividade de João Paulo II por amizade pessoal com Maciel. "Um guia eficaz da juventude", segundo elogio de João Paulo II.

Os dias de glória de Marcial Maciel, e os dos Legionários - aproximadamente 70.000, dos quais 800 são sacerdotes-, estavam contados quando um grupo de ex-seminaristas da organização se uniu para denunciar perante a opinião pública o fundador e seus protetores no Vaticano. Uns, em Ontaneda (Cantábria), e outros, em seminários do México, todos sofreram abusos sexuais de seu padre confessor. Foram sacerdotes a maioria.

Demoraram em "contatar-se", mas no final foram "unindo dados", dizem, até encher de credibilidade uma denúncia, que chegou até Ratzinger quando ainda não tinham explodido os escândalos de pederastia na igreja dos EUA. Eis aqui a identidade de alguns dos denunciantes: além de Alejandro Espinosa, os irmãos Fernando e José Antonio Pérez Olvera, Samuel Barrales, Arturo Jurado, Juan José Vaca, José Barba e Félix Alarcón.

A gota d’água foi uma frase de João Paulo II, amigo e protetor de Maciel. O fundador dos Legionários de Cristo é "um guia eficaz da juventude", disse o Papa polonês, de visita ao México. Era em 1994. Com este surpreendente elogio do distraído Pontífice, o fundador legionário, que ia para os altares segundo o polonês, começou sua queda aos infernos da Igreja romana.

O processo contra Maciel, conforme apresentaram os oito ex-legionários e sua advogada, a austríaca Martha Wegan, tinha dois planos: o dos abusos sexuais e a adição à morfina do fundador, e o que este dominava a consciência de suas vítimas mediante a direção espiritual. Isto é, além dos delitos sexuais, que em 1998 poderiam estar prescritos, Maciel tinha absolvido seus rapazes em confissão. A figura da absolvição do cúmplice, um dos maiores delitos na Igreja católica, não prescreve, e seu exame fica reservado à Congregação para a Doutrina da Fé.

A demanda contra Maciel se apresentou em Roma em outubro de 1998 com este título:Absolutionis complicis. Arturo Jurado et alii versus Rev. Marcial Maciel Degollado. Os desvios do fundador legionário já foram investigados entre 1956 e 1959, sem resultado conhecido. Durante esse tempo, Maciel foi suspendido como superior geral e expulso de Roma. Ocardeal Alfredo Ottaviani, então grande inquisidor, encarregou o claretiano basco e futuro cardeal Arcadio Larraona que dirigisse a investigação. Este enviou seus visitantes ao seminário de Ontaneda, mas não resolveu nada. (Tradução de Vanessa Alves, para IHU On-Line)

Pedófilo, ladrão e drogado. Esse foi o criador da Legionários de Cristo.
do La Vanguardia, em agosto de 2010

> Caso do padre Marcial Maciel, o devasso.

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