por Luiz Felipe Pondé para Folha
E aí, leitor de 15 anos? Diga-me cá uma coisa: é verdade que as meninas hoje transam muito? Quantas já deram em cima de você, fazendo você se sentir um frouxo se "não comparecer" quando ela quiser?
Atenção terapeutas de plantão: não me venham dizer que as meninas hoje em dia "evoluíram" e que querem meninos sensíveis, porque, para elas, meninos sensíveis só são bons para tirar sarro. E que fiquem fora da cama delas. Ou seria fora do carro delas? E aí, leitora de 40 anos, você acha esse papo muito vulgar?
Vejamos. Mas, antes, um reparo.
Repito o que já disse: não acredito que se faça melhor sexo hoje em dia, acho sim que hoje existe muito marketing, muito papo furado, muita mulher sozinha que se veste pra si mesma num ritual macabro de vaidade e... muita gente brocha.
A chamada "revolução do desejo" serve para ganhar dinheiro com publicidade, livros de sexo chique e para aumentar a sensação, em seres humanos reais, de que todo mundo está transando menos você.
Mães de 50 anos se deliciam em vender a imagem de si mesmas como máquinas de sexo. Na realidade, no silêncio de seu quarto escuro, são umas invejosas, que queriam ser como suas filhas: mulheres fáceis.
Professoras inseguras com seus corpos cansados, atônitas com a inutilidade última de toda sua inteligência diante da chacina que é a vida cotidiana, invejam as suas alunas deliciosas que desfilam pernas e seios por aí, dançando a dança do acasalamento. Sim, deveriam tê-las avisado que a vida se repete exatamente naquilo em que ela é miserável: medo, inveja, baixa autoestima e abandono.
Cursos chiques trabalham o corpo para que ele seja fácil de manipular na cama, no carro, no banheiro.
Teorias psicológicas e filosóficas empacotam a vontade de ser fácil em papel de presente fingindo que existe mesmo uma coisa chamada "sexo revolucionário". E aí, quando os padres fazem sexo com meninos, os revolucionários de meia pataca põem o rabo entre as pernas e se escondem porque não têm coragem de enfrentar o horror do sexo "livre".
Não existe sexo livre, existe apenas sexo sem amor.
Comédias de TV idealizam mulheres urbanas que transam assim como quem corre em esteiras aeróbicas (ou seriam "anaeróbicas"?), calculando o "tamanho" de seus homens, se gabando, assim como homens boçais, da quantidade de vezes que gozam.
Músicas nas festas das escolas e nos aniversários de crianças cantam a banalidade dos gestos sexuais, fixando os olhos vazados das meninas no desejo de crescer o bastante para serem fáceis. Programas infantis ensinam a vulgaridade como forma de liberdade corporal na frente das câmeras.
Programas "teens" de TV elevam ao grau de guru quem transa aos dez anos, contanto que use camisinha. Pedagogas, sob o signo de preparar para a vida, barateiam os corpos das meninas ensinando sexo fácil como se fosse sexo seguro.
Salvem as baleias, as focas, o verde, o planeta, os "baby monkeys", mas transem fácil.
A forma como o aborto é tratado (todo mundo é a favor, menos os "tolinhos") é prova de como o sexo e as meninas são artigo vendido às dúzias nas feiras de periferia. É isso aí: mulher fácil é mulher barata.
Tem mais mulher do que homem no mundo (não estou seguro dessa informação, mas todo mundo diz que sim, principalmente as mulheres solitárias) e, com a liberação delas, o preço ainda caiu mais. A melhor coisa que existe para um cara que quer uma mulher barata é que ela pague suas contas.
Alguém precisa parar de mentir e avisar para essas meninas que a vida é uma chacina cotidiana. Que o envelhecimento chega sem que você espere, que o mundo fica repetitivo com o tempo, que as pessoas ficam previsíveis e que sexo fácil é sempre sexo sem amor. Avisem a elas que o amor é raro, difícil, caro, duro de encontrar, morre fácil, porque é sempre mal-adaptado num ambiente mais afeito a baratas do que a seres humanos.
Enfim, que uma das lutas contínuas da civilização é contra a indiferença porque homens e mulheres não são especiais e existem às dúzias por aí, a gargalhadas, como bonecos de cera sem graça.
Artigos de Luiz Felipe Pondé. Casos envolvendo a pulseira do sexo.
7,3% dos brasileiros fazem sexo com quem conhece na internet.
junho de 2009
Mas este cara só sabe falar de sexo?
ResponderExcluirDepois reclama que as pessoas só tem sexo na cabeça!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pondé fala de sexo porque ele é um cronista de nosso tempo, um filósofo que costuma dizer coisas que nos fazem pensar. isso irrita aqueles que apenas seguem as ondas da moda, o politicamente correto, e outros quetais que nos transformam em parte da unanimidade burra.
ResponderExcluireu gostei!!
ResponderExcluiré isso mesmo Luis Felipe!
fale a verdade sempre!!
sou sua fã!
Contrariamente a Adorno, amicíssimo, com quem conversei à noite, adoro a industria cultural (também a odeio, em inúmeras vezes: "Ô 'Loco' meu, brincadeira, bicho! Olha só o tamanho da criança"!).
ResponderExcluirA vertente pornográfica me, digamos, deixa... Você imagina, não? Bendita revolução sexual; glória às mulheres fáceis; ao sexo pelo sexo(delícia!).
Não sejamos, contudo, tolos. Sexo é dominação, sim (vejo o sorriso de meu genial amigo).
Gostaria de poder contestar o artigo, gostaria..........
ResponderExcluirGostaria de perguntar às pessoas liberais, que lucram com a hipocrisia de criticar a Igreja, por causa dos padres pedofílicos, etc, se estão se preocupando em educar seus filhos em serem saudáveis, inteligentes, responsáveis, emocionalmente equilibrados, pois desvios morais apodrecem tantos santos (ou que fingenm ser santos), como pecadores.
ResponderExcluirEsse Pangaré fala, fala mas não consegue dizer nada nunca.
ResponderExcluirA humanidade está ficando estéril e a natureza precisa de filhos para preservar a espécie. E se ela manda fazer sexo nem deus consegue impedir.
Muito me espanta ver que mulheres gostaram do que lerem neste artigo. Ao que parece gostaram do texto pois não o leram!
ResponderExcluirMulheres, então, evoluíram para o nível de 'facilidade', pois foi dito várias vezes que as mulheres hoje são fáceis!
Mulheres só vestem-se para "caçar"!
As nossas mães vendem a imagem delas como máquinas de sexo!
Somos enfim, um grupo que gosta de muita pornográfia, máquinas de sexo, fúteis, a procura da caça, inseguras, invejosas...
Desculpe, queridas "leitoras", mas eu garanto que não faço parte desse grupo! Nem minha mãe, minha avó, irmã, amigas... acho que somos parte da exceção ao que parece!
Isso mesmo, aplaudam uma atitude preconceituosa contra a mulher em pleno século XXI!
Grande evolução...
Esse babaca com nome, ou pseudônimo de Luiz Felipe é metido a intelectual, mas tem uma péssima capacidade de interpretação dos conceitos sociais válidos a respeito das mulheres, especialmente, as meninas adolescentes, jovens e mulheres adultas. Pelo que pude ler em seu artigo, a coisa está mais feia que os lixões de periferia das cidades brasileliras. Não sobra nada; nem as quarentonas e cinquentonas, mães das mocinhas, pois se escondem por trás das frustações de não mais poderem gozar com as trepadas fáceis, por causa dos seus corpos deformados. Esse cara deve ser gay, pois nunca tinha visto alguém escachar tanto o sexo feminino. E o pior; lendo os comentários acima, teve mulher que aplaudiu. De fato, no nosso País tem as mazelas da prostiuição intanfil e adulta, mas nem por isso, podemos generalizar, incluindo todas as mocinhas e mulheres adultas neste rol, como se a maioria absolutas delas estivessem incluídas nesta podridão social crônica. Sempre é e será sensato, separar o joio do trigo. Quem não tem capacidade para fazer isto, não deve escrever estas babozeiras hexdrúxulas, porque confunde a cabeça das pessoas que não possuem uma apurada capacidade de senso crítico seletivo. Cuidado com essas balelas hein?!!!!!!!
ResponderExcluirAs pessoas só conseguem enxergar o óbvio,tem os olhos treinados pela mídia,pela publicidade....concordo em genero,numero e grau com Luiz Felipe.Embora ele use uma linguagem um tanto forte,consegue retratar exatamente o que acontece nos dias atuais,muitas mulheres podem se sentir ofendidas com esse texto porque embora estejam inseridas nesse contexto de "meninas faceis" nunca se enxergaram de fato dessa maneira.É evidente que em toda regra há exceções,ainda existe (raridade)mulheres que não se contaminaram com o culto ao corpo,nao se torturam porque aumentou um numero no manequim,que querem sexo sim (e quem vive sem?)mas querem tambem amor e acima de tudo respeito,nao ser o jornal de ontem,obsoleto....como Eliza Samudio que como tantas outras ontem foram vítimas da visao imposta pela midia de "meninas faceis" e hoje infelizmente sao "meninas mortas",muitas nao fisicamente,mas emocionalmente,psicologicamente.
ResponderExcluirGostei do texto sim mas é bom "pôr o pingo em todos os is" para não incorrer em generalizões tal como num dos comentários em que se concluiu que quem é critico de mulher é "gay". (É muito sério, mas, cá entre nós, vá ter sodomita assim lá em Sodoma). Paremos com isso e leiamos mais Freud, e "de quebra", mais estruturas lógicas do pensamento.
ResponderExcluirSobre o texto é na verdade mais um retrato da era da informação, isto é, fale, escreva ou mostre exatamente aquelas coisas que "as massas", burras é claro, querem saber e, certamente haverá muita distorção quer seja por má fé ou por simples incompetência.