Começa a se firmar nos Estados Unidos o negócio da venda de teste de DNA para fins específicos, como o da prevenção a determinadas doenças.
Trata-se de um serviço geralmente de credibilidade duvidosa, além de questionável eticamente.
Os pioneiros desse serviço são dois sites americanos que prometem encontrar o parceiro ideal para sexo – ou o mais próximo disso – a quem contratá-los. Eles são uma espécie de redes sociais de acesso restrito que combinam o DNA de seus associados.
Criado em 2007 com o slogan de “a ciência do amor”, ScientificMatch afirma que o teste ajudará as mulheres a ter um parceiro que lhe proporcione “uma maior taxa de orgasmo”.
Aos homens, a promessa é de que localizem a mulher mais fértil para constituir uma família.
O GenePartner, que existe desde 2003, também garante uma “vida sexual mais satisfatória” e “maiores taxas de fertilidade”, o que poderá resultar, diz, em relacionamento duradouro e bem sucedido.
Para fazer o teste de DNA, o interessado recolhe uma amostra de sua saliva e envia a um determinado laboratório. Quando o teste estiver pronto, ele receberá um código com o qual passará a interagir com outros assinantes.
O GenePartner cobra US$ 99 por uma teste básico de DNA.
O ScientificMatch não informa o preço em seu site. Quando o serviço foi lançado, em 2007, cobrava mais de US$ 1.500. Agora, com o surgimento de concorrentes e o barateamento do teste de DNA, deve estar cobrando bem menos.
Os serviços garantem sigilo total. “A sua informação genética não se tornará pública, e nem você poderá tê-la”, informa a ScientificMatch.
Os sites têm detalhada explicação sobre os fundamentos que lhes permitem sugerir o melhor parceiro. O detalhamento é tanto, que não dá para entendê-lo, dado o jargão científico que usam. Em resumo, o que o teste analisa é o sistema imunológico de cada assinante.
Para o Rocio Moran, de uma clínica de genética de Cleveland, trata-se de uma “ideia ridícula”, porque “a ciência da atração é complexa demais para se restringir na observação de apenas alguns genes”.
> Geneparther. > Scientificmatch.
> Mulher com mais resistência à doença tem mais parceiro sexual.
fevereiro de 2010
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