sábado, 31 de outubro de 2009
Iurd apela à Justiça para não ter de devolver anel de ouro à ex-fiel
Mas a Universal não se conformou com a decisão e recorreu, e o caso foi enviado ao Colégio recursal dos Juizados Especiais Cíveis Criminais da 44ª circunscrição judiciária, que fica em Guarulhos (SP). E desta vez a igreja obteve uma sentença favorável.
Andréia tinha decidido recuperar a doação não tanto pelo dinheiro, mas mais pelo valor afetivo da aliança de casamento.
De acordo com os autos, a ex-fiel falou que um pastor lhe disse que, se não desse nada, era sinal de que ela “estaria servindo ao diabo”. Então Andréia deu tudo que tinha com ela naquele momento.
Os advogados da igreja argumentaram que a oferta está prevista na Bíblia sagrada e é adotada por várias igrejas. “É uma prática que remonta a milênios.”
No entendimento da juíza Célia Magali Milani Perini, da instância recursal, não cabe ao Estado, por intermédio da Justiça, julgar se uma igreja explora ou não os fiéis. Para o azar de Andréia e de tantos outros.
> Quem não paga dízimo fica exposto ao Satanás, diz Edir. (fevereiro de 2009)
> Dízimo, a exploração em nome de Jesus.
Julgamento de assédio moral precisa ser rápido
por Robson Zanetti, para o site Consultor Jurídico
O assédio moral traz inúmeros problemas físicos e psíquicos aos assediados, inclusive podendo levar a morte. Apenas a título de exemplo, o assédio moral causa problemas físicos como tremores, taquicardia, dores generalizadas, distúrbios digestivos, tonturas, etc.. E a título psíquico, causa depressão, crises de choro, sentimento de inutilidade, ideia de suicídio, sede de vingança, etc.. Você acha isso grave? Isso é o que a ciência médica diz. Quem ignora a urgência no julgamento dos casos de assédio está equivocado!
O assédio moral ainda pode provocar desentendimento familiar e inclusive levar a separação. Além disso, provoca efeitos reflexos junto às pessoas que estão próximas ao assediado porque sem poder ajudar, acabar sofrendo de certa forma com o assediado. Você acha isso grave? Quem ignora a urgência no julgamento dos casos de assédio moral está equivocado!
Para que existe o Estatuto do Idoso? Existe porque se presume que estas pessoas podem morrer antes do julgamento de suas causas. E no assédio moral? No assédio moral a ciência prova que existe a possibilidade da pessoa se suicidar. Suicídio é morte? Está equivocado quem pensa que não deve ser dada prioridade no julgamento das causas de assédio moral!
Desta forma, para se evitar tantos equívocos, é fundamental que seja dada prioridade no julgamento das causas envolvendo assédio moral, inclusive aos pedidos envolvendo provimentos de urgência.
Estes provimentos de urgência devem analisar pedidos de liminares, os quais podem versar sobre antecipação com pagamento de despesas médicas para tratamento e não podem muitas vezes ter sua apreciação demorada, sob pena de prejudicar ainda mais a saúde do assediado.
Nas causas envolvendo o assédio moral, de certa forma o Judiciário acaba funcionando como um hospital e o juiz com médico, portanto, é importante que o "médico" atenda logo o "paciente".
A prioridade que deve ser dada no julgamento das causas de assédio moral deve ser dada em virtude do envolvimento da saúde e vida do assediado porque seu problema é grave, está acima da discussão patrimonial. A vida e a saúde são os maiores direitos que temos, inclusive do assediado!
‘Geisy apenas errou de traje e fez tremer fortalezas indefesas’
por Anna Veronica Mautner, psicanalista, para a Folha
Geisy ia a uma festa depois da aula. Na balada ou na festa, seus trajes, sua maquiagem, não levantariam a alma selvagem dos colegas. As mesmas pessoas em outro contexto conteriam sua inveja e seu desejo. O surgir daquela beleza não pasteurizada, esperada na balada, mas não na escola, pegou todos de surpresa.
Ninguém estava preparado e a sensualidade fora de contexto arrebatou e desorganizou. Jovens que começam a "ficar" muito cedo aplicam ao "ficar" uma sexualidade pasteurizada, claramente quantificada.
Têm a sua vida instintiva reprimida. Beija-se sem paixão. Fica-se porque é lugar, hora e idade de ficar. Namorar é uma outra etapa. Antigamente, namorava-se para poder beijar. Agora, namorar quer dizer que só se beija um, ou melhor, namorar é beijar com tesão.
Geisy, a jovem atacada por colegas, meninos e meninas, não sabia o que estava fazendo quando adentrou com sua sensualidade o espaço em que não se estava preparado para reprimir. Não foi só ela que errou.
Seus algozes também não sabiam que é bom estar preparado. A sexualidade pode ser atiçada inesperadamente. A força do sexo pode surpreender. Geisy apenas errou de traje e fez tremer fortalezas indefesas.
É tão ameaçadora a liberdade sexual para os jovens que não são protegidos pela proibição social ou familiar que eles, de forma velada, se castram. Nem Geisy conhecia seu poder nem os jovens conheciam a força do desejo reprimido. Quando a repressão vem de fora, ela tanto castra quanto protege.
Não conheço outro caso igual ao de Geisy, mas conheço algumas ameaças. Moças lindas, viçosas, que se mostram sem levar em conta o esforço que tem que ser feito para reprimir a vontade de tomar de assalto o corpo do outro.
Não estou propondo retorno aos velhos padrões. Apenas me surpreendo com o resultado da autocensura a que os jovens estão obrigados, uma vez que a censura social e familiar está cada vez mais distante.
Quem deve conter? Como deve ser contido? Não sei.
Geisy nos dá assunto para pensar.
> Caso da ofensa à moça do vestido curto por estudantes da Uniban.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Aluna ofendida por usar minissaia diz que não sairá da faculdade
A estudante Geisy Vila Nova Arruda (foto), 20, disse nesta sexta (30) que não desistirá do curso de turismo da faculdade Uniban, no campus de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ela está no primeiro ano. No dia 22, uma quinta, ela foi hostilizada pelos alunos da faculdade por estar usando uma minissaia.
> ATUALIZAÇÃO em 25/11/2009: Geisy desiste de voltar às aulas na Uniban.
Ela admitiu que naquela dia estava com uma roupa inadequada para ir a escola, mas dali ela iria para uma festa. De qualquer forma, disse, nada justifica o que houve.
“Se eu não voltar para a faculdade, vou assumir uma culpa que eu não tenho”, disse.
O tumulto começou quando Geisy, já em sala de aula, saiu com uma amiga para ir ao banheiro, chamando a atenção dos estudantes. Formou-se uma aglomeração diante da porta do banheiro, e a moça foi xingada por estudantes. Ela temeu ser agredida, se saísse.
A direção da escola teve de chamar policiais militares para tirá-la da escola vestida com um jaleco de professor. Os policiais tiveram de gás de pimenta abrir caminho, e a estudante teve de passar por estudantes que gritavam: “Puta, puta, puta!”
“Eles estavam possuídos, fiquei com muito medo", disse. “Sai de lá escoltada por seis homens, o mais rápido que pude. Mulheres colocavam celulares na minha cara, corriam atrás de mim, para filmar meu rosto chorando. Os policiais tiveram que me levar até a minha casa.”
Agora, é Geisy que está enfurecida. “Eu não sou puta, não sou meretriz, e vou voltar para a faculdade. Para mim, é uma questão de hora”, disse. “E não vou mudar o jeito de vestir. Vou continuar usando vestido curto e isso não é nenhum crime.”
Ela marcou a sua volta à escola para terça, dia 3 de novembro. “Volto mesmo se tiver de ser acompanhada de novo por uma escolta.”
Geisy disse a uma emissora de tv que a sua família está indignada. “Minha mãe está tomando remédio para se acalmar. São pessoas simples, sem estudos, e é o meu pai que paga a faculdade, e eu não posso perder esse investimento.”
A estudante tem namorado e trabalha das 9h às 14h há um ano e nove meses em um mercadinho perto de casa, em Diadema, cidade vizinha de São Bernardo do Campo. Ganha R$ 410 por mês. Fidel Pereira, 56, seu padrão, diz que ela é uma funcionária exemplar. Depois do tumulto, ela não apareceu no trabalho. “Ela aparece quando quiser”, disse Pereira.
A estudante queixa-se do preconceito não só dos seus colegas, mas também dos professores e funcionários, incluindo os seguranças da escola, porque eles, segundo ela, nada fizeram para impedir o tumulto.
Segundo ela, um dos seguranças disse: ‘Você acha que é bonito o que está fazendo?” Geisy contou que foi quando começou a chorar.
Ela acredita que há professores pressionando a direção da escola para que ela seja expulsa. A universidade abriu uma sindicância para apurar os responsáveis pela confusão.
Só a mãe de Geisy compareceu hoje à tarde na reunião marcada pela reitoria da universidade. Inicialmente, a estudante disse que iria, mas, abalada, desistiu. A mãe não disse o que ficou combinado no encontro.
Dezenas de vídeo mostrando o tumulto foram postados no Youtube. A direção da escola está pedindo ao site para que sejam deletados.
Parte dos vídeos reafirma a discriminação à estudante, com xingamentos no título. Outros, a defendem, como um que diz que os estudantes da Uniban são preconceituosos.
[Com informação do Estadão e das emissoras de TV]
> Caso Geisy Arruda. > Posts com vídeo.
Macarrão instantâneo tem cinco vezes mais gordura, aponta teste
Pronto em apenas três minutos, o macarrão instantâneo é conhecido pela população como prático e ideal para quem não gosta, ou não sabe, cozinhar. Entretanto, o conjunto de macarrão e tempero pronto pode ser uma perigosa combinação para a saúde.
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) testou dez marcas do produto e constatou que as quantidades de sódio e gordura estão acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por outras sociedades médicas.
"Alguns produtos têm cerca de cinco vezes mais gordura do que o macarrão tradicional", atesta a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci.
Segundo a coordenadora, estes altos índices são consequência da fritura que o macarrão instantâneo é submetido para que possa ser cozido rapidamente depois. "Os valores de gordura e de sódio estão diferentes do informado no rótulo", explicou.
Novo inquérito sobre Abdelmassih tem 18 testemunhas por enquanto
Dezoito mulheres já se prontificaram a testemunhar contra o médico Roger Abdelmassih, 66, em novo inquérito aberto pela 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. Entre as supostas vítimas, há brasileiras que moram nos Estados Unidos e em um país europeu.
Celi Paulino Carlota, titular da delegacia, informou que desta vez as denúncias, além do assédio sexual, incluem irregularidades na manipulação genética.
A delegada disse que o fato de as irregularidades estarem ligadas diretamente à fertilização de mulheres -- e, em consequência, aos filhos delas -- deve estar inibindo a apresentação de novas denúncias.
Ela falou que, quanto a isso, o constrangimento da mulher é ainda maior em relação aos casos de abuso sexual, porque envolve toda a família.
Ainda assim, como o inquérito está no começo, a delegada acredita que venha a ser procurada por mais ex-pacientes, além de outras pessoas que tenham informações sobre as atividades da clínica, incluindo a área de pesquisa.
A Promotoria de Justiça do Consumidor de São Paulo e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) também estão apurando denúncias que envolvem procedimentos da clínica.
O conselho está analisando, entre outras, a denúncias sobre manipulação de óvulos e de espermatozóides.
Procuradoria informou a este blog que não pode se manifestar sobre o caso, mas, de acordo com supostas vítimas, ela estaria investigando denúncias de vendas casadas. Ou seja, além de pagar pelo tratamento, pacientes tinham de comprar remédio da clínica.
Com base no primeiro inquérito, o Ministério Público de São Paulo denunciou o médico por estupro de 56 mulheres. Preso preventivamente em 17 de agosto, Abdelmassih encontra-se na Penitenciária Tremembé, interior de São Paulo. Ele se diz inocente.
Com a divulgação das denúncias pela imprensa, desde o começo deste ano, houve uma drástica queda na procura pela clínica, que era até então a mais requisitada do país, apesar de cobrar preços acima da média do mercado.
Ex-pacientes estão recebendo comunicado da clínica com a informação de que mudou a sua direção. O nome do médico e os dizeres “Centro de Pesquisas” foram retirados da fachada do prédio da clínica, que fica na avenida Brasil, no Jardim América – um bairro nobre de São Paulo.
O site da clínica não mudou. Continua lá, por exemplo, o texto que se refere ao “padrão de qualidade dos serviços” e que “o incansável Dr. Roger está à frente desse trabalho vitorioso”.
REESTRUTURAÇÃO - atualização em 5/11/2009
Em resposta a uma solicitação deste blog, Vicente Abdelmassih explica sobre a mudança no logotipo. Segue a íntegra do e-mail dele:
"A clínica passa por uma reestruturação, diante de tudo que aconteceu como Dr. Roger. As equipes médicas e laboratorial vem se mantendo e prestando serviços para os casais inférteis. Trabalho que temos muito orgulho em realizar, já que podemos ver a felicidade dos casais que conseguem seus objetivos. É pena que o interese jornalístico seja apenas focar o loado negativo de todas as coisas. Acreditamos muito na equipe e que possamos ainda prestar um serviço de qualidade para a população.
Apenas resolvemos deixar apenas o logotipo, já que a clínica tem o nome do Dr Roger, e como ele está suspenso pelo CRM de exercer as atividades como médico, achamos melhor assim. Vamos nos reestruturar e seguir em frente, se Deus quiser. Obrigado."
> Caso Roger Abdelmassih.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Família espera Neide ressuscitar; e corpo é sepultado cheirando mal
Corpo ficou à espera de um
milagre de Cristo
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A família de Ivaneide Barbosa do Nascimento demorou três dias para enterrar o corpo (foto) dela porque a Irmã Neide, como era conhecida, tinha dito que ia ressuscitar.
Evangélica que dava conselhos espirituais a quem lhe procurasse, Irmã Neide, um pouco antes de morrer, disse à família que tinha obtido uma revelação de Deus segundo a qual ia ressuscitar, como Jesus.
“Vou ser arrebatada e muitos vão pensar que estou morta, mas estou viva”, ela teria dito.
O corpo de Neide foi sepultado na terça (27) cheirando mal.
Eudmarco Medeiro de Farias, 33, amigo da família, disse que não chegou a acreditar que Neide iria se levantar da caixão, mas reconheceu que havia uma “expectativa geral” de que isso ocorresse.
Neide morreu aos 66 anos de idade. Sofria de artrite e artrose, doenças que a mantiveram na cama por 20 anos. Morava em João Pessoa, capital da Paraíba.
O translado do corpo para o cemitério ocorreu em carro aberto do Corpo de Bombeiro, que foi acompanhado por batedores da Polícia Militar. Familiares da Irmã Neide foram transportados por um ônibus pago pelo governo do Estado.
O cemitério Parque das Acácias ficou pequeno para receber tanta gente: evangélicos (na maioria), jornalistas, autoridades e curiosos.
Fernando Rodrigues, do ClickPB, escreveu: “Pastores oravam, irmãs gritavam e os céticos não pareciam tão céticos à espera do milagre [a ressurreição]”.
O pastor Altamir, da Assembleia de Deus, citou trechos da Bíblia que se referem à ressurreição.
Por fim, ele se conformou: “Deus não quis que a Irmã Neide ressuscitasse.”
Missionária morre após jejum de um mês à espera de 'enviado divino'.
novembro de 2007
Bizarro. Fanatismo. Ceticismo e crendice.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Família com três filhos descobre webcam no banheiro da casa
Ocorreu em São José, cidade de 200 mil habitantes de Santa Catarina que fica a 6 km da capital, Florianópolis.
A família está abalada e pensa alugar uma nova casa. Ela mora no sobrado há dois anos.
A mãe das crianças chora de raiva por saber que a intimidade da família foi filmada e provavelmente gravada. “Está sendo desgastante para todos nós”, disse o pai.
Não será difícil descobrir o responsável pela privacidade. A polícia já sabe em qual loja a microcâmara foi comprada. A ironia é que quem comprou o aparelhinho para espionar a família teve a sua imagem gravada, quando esteve na loja.
A polícia suspeita do vizinho de baixo porque o fio da webcam desce pelo cano do esgoto, do lado de fora.
O dono do sobrado também está sendo investigado. Ele mora no mesmo terreno, em uma casa nos fundos.
Uma perícia vai rastrear a instalação até chegar ao ponto em que as imagens estavam sendo monitoradas.
Invasão de privacidade é crime e a condenação pode ser cadeia. Neste caso, há o agravante de que houve captura de imagens da intimidade de crianças, o que é pedofilia.
Com informações do Jornal do Commercio
> Frederico Lemos é condenado por filmar banheiros femininos.
maio de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Alice tem problema em um ouvido, mas o médico operou os dois
Um médico cujo nome não foi divulgado operou no dia 16 o ouvido esquerdo de Alice (nome fictício) no Hospital Regional de Santa Maria, em Brasília.
A menina de 7 anos sofre de má formação congênita. Mas no ouvido direito, não no esquerdo.
O médico operou o ouvido errado porque, conforme ele admitiu, não leu o prontuário de Alice, onde estava todo o histórico do seu caso.
Quando percebeu o erro, o médico abriu outro ouvido, submetendo a menina a duas cirurgias seguidas.
O procedimento no ouvido errado, no direito, não deixou sequelas na menina, mas a mãe de Alice reclama que a cirurgia no esquerdo não corrigiu a má formação, o que seria a causa de infecções e dores.
A mãe teme que Alice tenha de operada mais uma vez. “A minha filha ficou traumatizada com tantas cirurgias”, disse ela ao Correio Braziliense. A menina já tinha sido operada três anos atrás.
Contratado no início deste mês por intermédio de concurso, o médico foi demitido pelo hospital.
Mesmo assim a mãe recorreu à Justiça contra o hospital.
“Foram eles [administradores da instituição] que contrataram um açougueiro”, disse.
> César foi ao dentista para extrair dois dentes e ficou banguelo. (outubro de 2009)
> E aí, no velório, o bebê morto começa a chorar. (setembro de 2008)
Obtenção da cidadania italiana demora 7 anos
Os descendentes no Brasil que queiram obter a cidadania italiana têm de esperar 7 anos para apresentar a documentação a um dos 7 consulados existente no país.
Essa é a principal causa de a fila pela cidadania ter 280 mil pessoas. No ano passado, eram 380 mil. Muitos desistiram.
Os consulados sempre tiveram uma infraestrutura de atendimento incompatível com o número de descendentes italianos do Brasil – cerca de 25 milhões. Desse total, mais de um terço se encontra no Estado de São Paulo.
Apesar disso, até meados do ano passado o Consulado Geral da Itália de São Paulo tinha apenas 37 funcionários, que cuidavam também da concessão de passaportes e vistos.
Marco Leone, vice-cônsul em São Paulo, disse à Folha que o objetivo é reduzir a espera para dois anos. Ele informou que o esforço para acelerar a tramitação dos pedidos já apresenta resultados. De maio até agora, foram analisados 6.500 pedidos de concessão de cidadania.
Políticos italianos conservadores defendem a restrição da concessão a cidadania. Eles temem que os ‘oriundi’ disputem as vagas de empregos com os ‘legítimos’ italianos.
Mas no caso de muitos descendentes no Brasil, o interesse pelo passaporte italiano é obter livre trânsito nos países da União Europeia.
> Espanha facilita a obtenção de cidadania. (janeiro de 2009)
Fundador da Renascer recebe o título de Cidadão Sorocabano
O mais recente Cidadão Sorocabano passou 140 dias em uma prisão de Miami por ter tentado entrar nos Estados Unidos no ano passado com US$ 56 mil não declarados. O apóstolo Estevam Hernandes Filho, fundador da Igreja Renascer, escondeu o dinheiro até dentro de uma Bíblia. Além da cana, ele e sua mulher, a bispa Sônia, foram proibidos de deixar os Estados Unidos por uns tempos.
A entrega do título ocorreu ontem à noite em um templo da igreja, e não na Câmara dos Vereadores, para livrar Hernandes da manifestação de vereadores que se opuseram à homenagem. Assim, o religioso, que apareceu acompanhado por seguranças, pôde também evitar os jornalistas.
A bispa Sônia não participou da homenagem porque estava cuidando de um filho internado há meses em um hospital de São Paulo.
Hernandes fez menção à “aflição” pela qual a sua família está passando por causa da doença de Felippe Daniel, o bispo Tide, que sofre de complicações gastrointestinais e neurológicos de origem metabólica.
Sorocaba é uma cidade paulista de 585 mil habitantes que fica a 84 km da capital.
O vereador e pastor da Igreja Quadrangular Carlos Cezar da Silva foi quem propôs a homenagem, que foi aprovada pela maioria dos vereadores em abril de 2006, antes da prisão de Hernandes.
Silva afirma que é uma “honra para Sorocaba” ter Hernandes como cidadão por causa dos feitos dele, como a Marcha para Jesus.
Para o vereador Francisco França (PT), a homenagem denigre a imagem da cidade.
Com informações do jornal Cruzeiro do Sul.
> Caso Igreja Renascer.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Site que só aceita pessoas bonitas lança versão em português
Acaba de ser lançada a versão em português de um site de relacionamento que só aceita pessoas bonitas. Trata-se do BeautifulPeople.com.
Robert Hintze, dono da rede, garante que lá não entra gente feia. O site diz ter 180 mil usuários espalhados na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.
O cadastro é gratuito. Para ser aceita, a pessoa deve escrever algo sobre o seu perfil e submeter uma foto sua à votação dos usuários do sexo oposto do site. As fotos suspeitas serão colocadas de lado. Em 48 horas o candidato fica sabendo se foi ou não aceito. Apenas cerca de 20% dos candidatos são aprovados.
As respostas aos aceitos são “Definitivamente SIM” e “Hum sim, OK”. Para os recusados, os comunicados são “Hum não, não realmente” e “Não, definitivamente NÃO”. Milhões de mulheres e homens já foram rejeitados.
Quem for aceito construirá uma comunidade de pessoas que com as quais terá interação profissional ou pessoal.
Greg Hodge, diretor-gerentee, acredita que no Brasil a taxa dos aprovados será elevada. "Porque, afinal, este é o pais da Gisele Bunchen e Felipe Simão", disse.
45% DE APROVAÇÃO - atualização em 10/11/2009
Até agora, 45% dos brasileiros -- homens e mulheres - que se inscreveram na versão em português do BeautifulPeople foram aprovados. "O Brasil é um dos países de pessoas bonitas em geral", disse em comunicado Robert Hintze, o criador do site de relacionamento.
A taxa de aprovação dos brasileiros tem sido a terceira melhor, abaixo da Suécia (66,5%) e da Noruega (58%).
Os ingleses estão entre os mais feios do mundo. A cada oito homens, menos de um é aprovado pelo site. As mulheres são mais feias: a cada 20 inscritas, apenas três conseguem entrar no BeautifulPeople.
BeautifulPeople.com
BeatifulPeople cria banco de esperma de bebês bonitos.
Site de namoro separa os usuários feios dos bonitos.
junho de 2010
O pessimismo é um regulador de caráter
por Luiz Felipe Pondé para Folha
Num desses dias cinzentos, quando o mundo parece alimentar em você aquela certeza de que a lógica do pior é a lógica do mundo, tropecei na citação: "Antes de mais nada, quero dizer que não perdoo ninguém. Desejo a todos uma vida atroz nos fogos do gélido inferno e nas gerações execráveis que hão de vir". É Samuel Beckett em "Malone Morre".
Muita gente acha que a literatura de Beckett existe pra escrevermos teses complicadas sobre como a época em que ele viveu foi descrente porque só se pensava em ganhar dinheiro numa Europa que se afundava no capitalismo americano, pós-Segunda Guerra.
E aí passamos a xingar a burguesia e sua breguice famosa e vazia. Eu nunca xingo a burguesia porque temo que o faça por inveja. Eu acho que textos como esse servem para nos manter de olhos abertos para o risco de que o coração resvale na descrença absoluta acerca da vida fora da miséria que escorre pelos muros do mundo. O pessimismo é meu pecado capital.
O pessimismo é uma geometria do mundo, quase uma ciência exata. Não acredito que a questão de Beckett fosse apenas um desespero "político-social". Se assim fosse, ele seria um escritor menor. O desespero só merece respeito quando vai muito além do político-social e escurece o Sol.
Em meados dos anos 1990, quando vivia em Paris por conta do meu doutorado, encontrei-me um dia com o filósofo Alain Finkielkraut num daqueles "cafés-cabeça" do Boulevard Saint German. Ele se dizia um pessimista. Discutíamos a literatura e a tendência, já forte na época, de afogar as letras no desejo brega de felicidade que hoje em dia satura o ar com seu fedor.
Para ele e também para mim, era claro que grande parte da culpa disso era da esquerda e sua natural vocação para esperanças bobas, quando se afasta de autores mais pessimistas como Adorno. Sempre suspeitei que o pessimismo fosse um regulador de caráter. A esquerda sempre teve uma vocação para o terror, para o desbunde, para a incompetência ou para a preguiça.
Seu argumento era muito parecido com o do escritor tcheco Milan Kundera: um romance deve criar dúvidas sobre o mundo, deve gerar um surto de insegurança e não passar esperanças em si mesmo ou no mundo. Como diz Kundera, "a burrice das pessoas vem delas terem resposta pra tudo". Finkielkraut comparava então romances como "Madame Bovary" e "Educação Sentimental" (ambos de Flaubert) a romances que oferecem soluções para a vida.
Se Emma Bovary nos ensina que o desejo é um companheiro destrutivo, ao mesmo tempo nos pega pela mão e nos leva a uma vida insípida onde não há desejo e da qual ela foge.
O confronto entre as duas formas de vida, sem solução, é a força da personagem.
Mesmo que Emma tenha se transformado, para muitos de nós, naquele arquétipo da mulher de 40 anos com uma taça de vinho branco nas mãos, com os seios já caídos, que aborda homens em lançamento de livros ou em exposições, falando como sua vida está aquém de sua alma, ou mesmo desvalorizando o parceiro que tem, a verdadeira Emma Bovary encarna o risco que é apostar no desejo.
Mas uma vida sem desejo não vale a pena ser vivida, por isso ela é uma grande heroína: sua grandeza mora ali onde mora sua maldição.
Que distância dessas bobagens que psicólogas de recursos humanos gostam de ler e recomendar para seus funcionários ou que estes conferencistas motivacionais e de liderança gostam de citar como exemplo de vida para suas plateias atordoadas pelo pânico da vida.
Por exemplo, o que dizer a uma mulher ou a um homem que vê sua energia se apagar diante do sorriso de alguém mais jovem, oferecido docemente ao seu parceiro ou sua parceira? Nesse momento, a insegurança sobe à boca, inundando-a de uma saliva azeda, mas com aquele insuportável sabor que a verdade tem.
A solução ridícula então vem aos olhos, e eles falam: "Posso eu competir com essa fisiologia fresca e bela?". E aí vem o socorro da má literatura. Mas, quando em casa, à noite, no espelho, você se olha, dificilmente conseguirá esconder o desejo de que ninguém jamais seja perdoado porque você é infeliz, e de que todos que nasceram depois de você sejam execráveis, pela simples razão que ainda têm mais vida. Talvez Finkielkraut, Kundera e Beckett sejam excessivamente duros conosco, mortais. Às vezes parece que a consciência que eles nos cobram é excessiva. Uma certa dose de inconsciência se faz necessária para enfrentar as horas.
Nenhum cristão diz ao menino da fé que arriscar a vida é errado
Jeferson Aparecido de Amorim (foto), 11, tem, agora, motivos de sobra para achar que o que fez foi certo, embora ele mesmo reconheça que poderia ter morrido.
O menino se notabilizou por ter saído no dia 16 de sua cidade, Sales (SP), e viajado clandestinamente por 9 horas em um compartimento perto do eixo traseiro e do tanque de combustível de um ônibus até Aparecida para pagar uma promessa porque os seus pais pararam de brigar.
O motorista do ônibus falou que foi um milagre o menino não ter sido esmagado pelas rodas do ônibus durante o percurso de 579 km.
A lavradora Silvia Helena Aparecida da Silva (na foto, em segundo plano), 43, ficou orgulhosa do filho devoto de Nossa Senhora da Aparecida. Falou que ela e o marido, o desempregado Gervásio Cassiano de Amorim, 43, nem brigam muito. “Mas Jeferson é sensível e gosta de tudo calmo.”
O menino tem sido apontado por padres, população, emissoras de tv e jornais como uma demonstração de fé e da importância da paz familiar, como se uma discussão de vez em quando não fizesse parte do relacionamento de um casal.
A repercussão do caso já resvala no ridículo.
O jornal Estado de S.Paulo, por exemplo, ressaltou ontem que graças à façanha do menino a beleza das “praias de água doce e areia branca” de Sales obteve “visibilidade”.
O prefeito Genivaldo de Brito Chaves, 47, exagerou um pouco mais. Disse que Sales agora passará a ser conhecida mundialmente pelo seu turismo.
O jornal informou que na quarta e quinta Jeferson foi a atração principal do apresentador Ratinho, do SBT.
A produção do programa levou o menino e os seus pais de helicóptero à Basílica de Nossa Senhora Aparecida para uma transmissão ao vivo. Jeferson chorou por ter voltado lá. A mãe falou que as pessoas diziam que o seu filho “era bonitinho”, que “parecia um príncipe”.
Antes, na quarta, nos corredores da emissora, o jornalista Carlos Nascimento cumprimentou o menino a quem teria dito: “Poucos filhos fazem isso pela família. Espero que seus pais reconheçam”.
Até agora não apareceu nenhum cristão para dizer que a atitude do menino foi temerária e que ele, na verdade, merece uma reprimenda por arriscar a sua vida.
> Garoto de 7 anos foge com o carro do pai para não ter de ir à igreja. (agosto de 2009)
> Pais não deveriam impor uma religião aos filhos, diz Dawkins. (julho de 2009)
domingo, 25 de outubro de 2009
Igreja Universal fez remessa ilegal de dinheiro, revela documento
O Ministério Público Federal tem em seu poder documentos que indicam o uso de uma casa de câmbio chamada Diskline para fazer remessas de pelo menos R$ 17,9 milhões, em valores atualizados, para uma conta bancária em Nova York cuja beneficiária era a Igreja Universal do Reino de Deus.
As remessas ocorreram, segundo as investigações, por meio de dólar-cabo, um sistema clandestino de transações internacionais que foge do controle do Banco Central. Por esse sistema, combatido pela Polícia Federal desde que foi descoberto, em meados dos anos 90, doleiros do país abastecem contas de brasileiros no exterior sem que o BC tenha conhecimento das operações.
É uma espécie de compensação paralela entre contas bancárias abertas no exterior em nome de empresas "offshore" sediadas em paraísos fiscais. O dinheiro é entregue pelo cliente ao doleiro, no Brasil, em espécie. Simultaneamente, o mesmo valor, excluída a "taxa de administração" cobrada pelo doleiro, é transferido de uma conta aberta fora do Brasil em nome de empresa de fachada controlada pelo doleiro. Operações desse tipo são consideradas, nos EUA, retransmissões ilegais de fundos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Bispo Edir Macedo compra 40% do Banco Renner
A Rede Record comprou 40% da Renner Participações, holding que controla o Banco Renner. A informação é do portal R7, que faz parte do grupo de empresas coligadas à emissora. Não foi divulgado o valor do negócio.
O dono da Record é o bispo Edir Macedo, fundador da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus).
O portal informa que, a partir de agora, o banco vai ter uma atuação nacional, oferecendo “novos produtos financeiros para os mais de 10 mil colaboradores da Record e para os 5.000 fornecedores do grupo”.
A matriz do banco fica em Porto Alegre. Possui seis filiais no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina.
As operações do banco estão concentradas no crédito consignado e no financiamento de veículos.
O banco fatura aproximadamente R$ 3 bilhões por ano. Fechou o primeiro semestre deste ano com investimento superior a R$ 25 milhões. Seu patrimônio está estimado em R$ 64 milhões.
Por intermédio da Record e de bispos da Iurd, Edir Macedo tem investido no setor de comunicação. Só no R7, o mais recente dos investimentos, o grupo investiu R$ 100 milhões.
A compra de um banco é o primeiro investimento do bispo no setor financeiro e pode sinalizar qual será a sua prioridade daqui para frente. A Veja publicou recentemente que o líder da Universal teria resolvido sair do negócio de jornais impressos.
Lauro Jardim, da Veja.com, informa que a administração do banco continuará com a família Renner.
Em agosto deste ano, a Justiça de São Paulo abriu ação criminal contra Edir Macedo e outro nove integrantes da Igreja Universal sob a acusação de formação de quadrilha. Eles são acusados, entre outros delitos, de desvio do dízimo para a compra de empresas.
> Juros do banco do bispo Edir Macedo estão entre os mais elevados.
janeiro de 2011
> Igreja Universal chega aos 30 anos com império empresarial.
por Elvira Lobato, da Folha, em dezembro de 2007
> Negócios de Edir Macedo na mira da Justiça.
Expulso da Testemunhas de Jeová é rejeitado até pela sua mãe
Expulso da igreja, agora ele se sente como tivesse uma doença contagiosa. Por orientação da TJ, seus amigos e parentes passaram a evitá-lo. Deixou de ser cumprimentado na rua e no trabalho. A amizade foi rompida.
Ele afirma que até mesmo a sua mãe, pai, irmãos e filhos, todos fiéis da TJ, se distanciaram dele, conversando apenas o necessário dos assuntos domésticos.
“É humilhante”, diz ele em um texto que publicou na internet. “Pois essa é a situação de uma pessoa quando é desassociada ou pede dissociação da igreja Testemunhas de Jeová”.
No vocabulário da TJ, “associados” são os fiéis, “dissociados”, os que voluntariamente saem da igreja e os “desassociados”, os expulsos, também chamados de “mundanos”.
O “desassociado” pode ser comparado ao excomungado da Igreja Católica. Mas, mas o “desassociado”, as consequências são implacáveis, porque, enquanto os católicos não levam a sério a excomunhão, os fiéis da Testemunhas de Jeová seguem à risca a orientação da igreja.
Um texto de 2002 da TJ não deixa dúvida quanto ao seu caráter discriminatório: “[...] evitamos também o convívio social com quem foi expulso. Isso significa que não vamos com ele a piqueniques, festas, jogos, compras, ao cinema, nem tomamos refeições com ele, quer em casa quer num restaurante. E quando a falar com o dessassociado? Um simples “oi” dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Mesmo que houvesse alguns assuntos familiares que exigissem contato, este certamente ficaria reduzido ao mínimo, em harmonia com a ordem divina de cessar de ter convivência com qualquer que tenha pecado e não tenha se arrependido.”
Os supostos terríveis pecados cometidos por Ramos teriam sido os artigos que publicou na imprensa de Fortaleza, os quais, segundo os líderes da igreja, não se enquadram na doutrina da TJ.
Ramos recebeu advertência para que parasse de escrever. Como entendeu que os seus artigos enalteciam a igreja e a dedicação dos fiéis, ele continuou. Então foi expulso, e começou a discriminação.
O Ministério Público encaminhou a denúncia de Ramos à Justiça, e já foram abertos dois processos.
Enquanto aguarda uma decisão, Ramos, que tem experiência na militância sindical, dedica parte do seu tempo ao combate à discriminação religiosa.
Ele afirma que, ao tornar público o seu caso, soube de outros ex-fiéis que também são discriminados.
“São centenas de casos parecidos com o meu e alguns até piores.”
Este blog até agora não conseguiu entrar em contato por telefone e pela internet com os líderes da Testemunhas de Jeová para que se defendam da acusação de Sebastião Ramos.
Impedida de dançar na escola, filha de TJs se mata.
junho de 2010
Fanatismo das Testemunhas de Jeová. Outros casos de fanatismo.
As consequências da Bíblia para o mal.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Ex-promotor poderá ter o benefício da prisão semiaberta em quatro anos
Silva diz ser inocente, e a família da vítima acredita nele.
Ontem, inicialmente foi divulgado pela polícia que o ex-promotor foi preso pela delegada Adanzil Limonta por intermédio de uma ligação telefônica anônima que teria sido feito por um celular.
Nos jornais de hoje, há outras duas versões de acordo com a própria polícia. Por uma delas, o ex-promotor “se apresentou espontaneamente” ao 31º Distrito Policial, na Vila Carrão, conforme consta no B.O. (Boletim de Ocorrência) 3449. Pelo B.O. 3451, o foragido por “preso na casa de familiares”. A informação é da Folha.
O ex-promotor e a sua família afirmam que ele combinou com a Adanzil a sua rendição.
O delegado Nelson Silveira Guimarães, chefe da Polícia Civil, disse que os BOs estão errados porque o que houve foi a denúncia anônima. “Ele não se entregou.”
Se tivesse sido se apresentado à polícia, Silva poderia ter o benefício de atenuantes legais.
Nos oito anos em que esteve de fuga, Silva passou pela Argentina, Santa Catarina e interior de São Paulo. Ganhou dinheiro como pintor de paredes, com a confecção de peças de decoração, de bolsas e de outros objetos de couro. Chegou a tocar violão em barzinhos.
Recebia dinheiro dos parentes por intermédio de pessoas de confiança. Chegou a visitar algumas vezes a sua mãe, a dona Salete.
O ex-promotor foi transferido ontem à tarde para a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Por cerca de 10 dias, ele ficará separado dos demais detentos e nesse período não receberá visita.
> Caso do ex-promotor Igor Ferreira da Silva.
Caso do ex-promotor Igor Ferreira da Silva
> Preso o ex-promotor que estava foragido por ter matado sua mulher. (19 de outubro de 2009)
Revista publica relatório sigiloso sobre médico acusado de abuso
A revista Joyce Pascowitch, edição de setembro, publicou reportagem com trechos do relatório final da delegada Celi Paulino Carlota, da Polícia Civil de São Paulo, sobre as investigações e depoimentos que levaram o MP (Ministério Público) a denunciar (acusar formalmente) à Justiça o médico Roger Abdelmassih, 66, de ter abusado sexualmente de pelo menos 56 pacientes. O médico está preso desde 17 de agosto.
O relatório está sob segredo de Justiça, mas a revista recorreu a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo a qual o sigilo não se aplica à imprensa, mas só às autoridades e aos profissionais que têm a responsabilidade de resguardá-lo.
A delegada afirma ter sido surpreendida com o vazamento do relatório.
A revista transcreve os trechos nos quais ex-pacientes contam de que forma sofreram assédio do especialista em reprodução humana assistida.
Nenhum nome foi divulgado, mas, pelos relatos, é possível identificar as pacientes que saíram do anonimato por intermédio de declarações à imprensa.
Assinada por Cláudio Tognolli, a reportagem com o título “Pesadelo Real” informa que o documento tem “apenas oito páginas e 291 linhas”. Ressalta que o médico tem sido “pintado pela mídia” como monstro – imagem “que as supostas vítimas esmeraram-se em esculpir”.
Sem mencionar nenhum especialista, o jornalista Tognolli arriscou-se a concluir que a delegada “não tece relatos robustos nem mofinos” (sic). Escreveu que Celi “alterna descrições detalhadas com quadros gerais, e tudo sempre entrouxado com alguma tenacidade”.
Adiante, porém, ele usou as palavras como “ataque brutal” e “assustador” para transcrever trechos do relatório policial onde uma suposta vítima diz ter sido penetrada na vagina e outra que relata ter sido estuprada no ânus.
A juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, está ouvindo a mulheres que acusam o médico. Nessas audiências, Abdelmassih, abatido, se mantém de cabeça baixa a maior parte do tempo.
Terminada essa fase do processo, a juíza colherá o testemunho das pessoas listadas pelos advogados da defesa.
> Íntegra da reportagem da revista. (setembro de 2009)
> Caso Roger Abdelmassih.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
César foi ao dentista para extrair dois dentes e ficou banguelo
O rapaz de 17 anos saiu de lá banguelo, sem nenhum dente. O dentista extraiu todos os dentes sem consultar a mãe do rapaz de 17 anos.
“Eu vi uma patologia nas gengivas do rapaz”, disse o dentista, sem entrar em detalhes.
O rapaz, que frequenta uma escola de portadores de déficit mental, está com vergonha dos colegas e deixou de comparecer à aulas.
O dentista, cujo nome não foi divulgado, ficará afastado de suas atividades enquanto o CRO (Conselho Regional de Odontologia) apura o que houve.
Há suspeita de que houve erro médico. Pelos procedimentos atuais, um dente só é extraído de for estritamente necessário. No caso de César, esse não parece ser o caso.
O que já é certo é que o dentista infringiu o código de ética. Se realmente havia uma patologia, o dentista teria de pedir autorização dos pais do rapaz para extrair os dentes.
Parentes do garoto não descartam a possibilidade de o dentista, novo na profissão, tenha extraído todos os dentes de César com um “treino”.
O presidente do CRO-DF, Júlio César, afirmou ao telejornal DFTV, da Rede Globo, que a entidade vai custear o implante de dentes no rapaz.
O rapaz repete o tempo todo: “Quero meus dentes de volta. Quer ser como era antes”.
DENTES SAUDÁVEIS – atualização em 23/10/2009
Laudo do IML (Instituto de Medicina Legal) de Brasília divulgada hoje revela que os dentes extraídos do jovem sem permissão era saudáveis. Acrescenta que há “indício que podem apontar para o crime que se refere à lesão corporal, de natureza gravíssima”.
FOI PARA ENSINAR – atualização em 25/10/2009
O delegado Laércio Rossetto disse que o dentista extraiu todos os dentes de César, embora saudáveis, como uma demonstração do procedimento a estudantes de odontologia que estavam no consultório. Uma semana antes da consulta do rapaz, os alunos foram avisados de que haveria um paciente que teria todos os dentes arrancados. O CRO (Conselho Regional de Odontologia) afastou o dentista, mas continua mantendo o seu nome sob segredo.
> Erro de laboratório faz com que João extraia a mandíbula.
agosto de 2009
> Erro médico? > Mundo bizarro.
Calendário espanhol mostra transexuais no papel de santas
As imagens são retratadas por drag queens, pela estética gay. No alto das coroas há vibradores e nos mantos, apliques de preservativos coloridos, entre outros adereços.
Com tiragem inicial de 10 mil exemplares, o calendário foi lançado em Madri por associações de defesa dos direitos dos homossexuais.
O seu propósito é chamar a atenção para o fato de que não há sentido comemorar dias santos em um país cujo Estado é laico.
O Cogam (Coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais de Madri) argumenta que os feriados santos deveriam ser substituídos por eventos sociais. Natal, por exemplo, poderia ser considerado com o Dia da Democracia, conforme disse à BBC Brasil o presidente da entidade, Miguel Ángel González.
“Esperamos que nenhum fiel se sinta ofendido, porque essa não é a nossa intenção”, disse González. “Além disso, não há nada de vulgar no calendário.”
Mas ele não conseguiu convencer pessoas como Raúl Mayoral, da entidade católica Religião e Liberdade.
Mayoral disse ter vergonha de ser espanhol por causa de atitudes como essas dos homossexuais.
Disse que tudo é possível depois que, em uma parada do orgulho gay, houve a apresentação de fotos do papa Bento 16 com os dizeres: “Cuidado com o pastor alemão”.
Católicos destroem a marteladas foto de Cristo submerso em urina.
abril de 2011
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Preso o ex-promotor que estava foragido por ter matado sua mulher
Ele foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por ter matado em 4 de junho de 1998 a sua mulher Patrícia Aggio Longo, então com 27 anos, que estava grávida de sete meses.
Exame de DNA mostrou que o filho não era dele.
Ela tinha sido aluna dele em uma faculdade de direito de Guarulhos (SP).
A delegada Adanzil Limonta, da Polícia Judiciária, foi quem o prendeu. Ela disse que ele não resistiu, que confirmou ser o ex-promotor e que pediu para ser conduzido no cada dela, não no da polícia.
Ele foi levado para a 5ª Delegacia Seccional, em Tatuapé, zona leste. Nelson Silveira Guimarães, delegado seccional, disse que Silva está calvo, magro e abalado emocionalmente.
Segundo o delegado, o ex-promotor disse: "Vou tentar provar minha inocência. Se não conseguir, é um carma que terei de cumprir."
Falou que passou a maior parte do tempo no interior de São Paulo, com um período na Argentina. Estava vivendo de bico, como o de pintor. Disse estar cansado de fugir e que problemas de saúde, como o nos dentes, estavam lhe incomodando.
Na versão do ex-promotor, o caso foi surpreendido por um ladrão e a Patrícia foi sequestrada, levando dois tiros na cabeça dela. O crime ocorreu em Atibaia, a 60 km de São Paulo.
O ex-promotor teria causado o aborto em sua mulher antes dela ser morta. Por isso a condenação foi por homicídio qualificado e por aborto.
Durante o julgamento, a família de Patrícia se colocou do lado do promotor, argumentando que ele seria incapaz de praticar o crime.
Angélica Aggio Longo, irmão da vítima, disse ao G1 que continua acreditando na inocência de Silva. “Sabíamos que uma hora ou outra ele ia ser preso. A gente tem a mesma opinião de sempre, a de que não foi ele. Mas como ele foi condenado, uma hora ou outra ele ia ser preso."
Silva perdeu o cargo de promotor em 2006 por decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça. No Brasil, trata-se da primeira vez em que um promotor é condenado por homicídio.
O ex-promotor será enviado ainda esta tarde para a Penitenciaria de Tremembé, interior de São Paulo, onde fica os condenados e suspeitos de crimes de repercussão. As informações são da TV Globo, G1 e Agência Estado.
> Caso do ex-promotor Igor Ferreira da Silva.
‘Ninguém é repressor, mas todo mundo tem seu chicotinho à mão’
por Luiz Felipe Pondé para Folha
Recebi muitos e-mails por conta da "Vovó das Havaianas", a coluna de 5 de outubro, onde comentei o comercial "maldito" da "vovó que gosta de sexo". Mas, afinal, por que se ofender com isso?
A queixa dos ofendidos, em situações como essa, normalmente cai sobre essa coisa de que, hoje em dia, se fala tanto quanto se fala em cabala da Vila Madalena, energias, aquecimento global e outros clichês, isso é, os tais dos "valores".
Todo mundo se acha "progressista", "emancipado", "ético", adora dizer que gosta de mudanças morais, mas contanto que o mundo caiba em sua salinha de TV. O relativismo só serve para se achar índio fofinho.
Quer deixar alguém com vergonha: mande ele ou ela elencar a lista de "valores" que julga certa (não vale coisas do tipo "não matarás" porque essa ideia é de Moisés...).
Ninguém é repressor, mas todo mundo tem seu chicotinho à mão. O moralismo barato nunca esteve tanto em voga. Falando mal da propaganda me sinto como um agente do bem enfrentando os demônios do mundo.
Mas todo mundo quer que a economia gire, o dinheiro circule e venha parar em suas mãos. Para isso acontecer, tem de ter consumo. Ah, como é difícil esse mundo de gente grande.
Ouvi dizer que umas 200 leis andam por aí querendo controlar a propaganda. Ouvi também falar de uma lei que obriga a ter, nas fotos, algo como "esta foto não é real" a fim de libertar as meninas da beleza "artificial". Alguém pode me explicar o que vem a ser a "beleza natural"?
Ninguém pode controlar o modo como se "forma" o padrão de beleza sem se tornar um fascista. Pois bem, aí está o photoshop ético. Ridículo, como aliás todo esse furor legislativo. A ideia de uma propaganda "construtiva" em termos de "valores" é de inspiração fascista. Quem vai dizer quais são os "valores construtivos"?
Se tomarmos por evidência o que as pessoas falam, todas têm ótimos "valores", ninguém corrompe ninguém, ninguém trai ninguém, ninguém mente para ninguém, todo mundo ensina aos filhos o bem. Veja a pesquisa recente publicada no caderno Mais! desta Folha (dia 4 passado): segundo a pesquisa, nós vivemos numa Escandinávia, todo mundo é muito ético.
Aliás, sobre essa bobagem da Escandinávia ser vista como modelo ético, recomendo a leitura do romance do dinamarquês Christian Junguersen "A Exceção" (ed. Intrínseca). Nesse maravilhoso livro, um grupo de mulheres que trabalham num centro em Copenhague de combate e investigação de genocídios (olha só: elas são do bem!) se põe a perseguir e destruir uma delas, apenas porque as outras pensam que ela é suburbana, careta e tem uma família "Doriana".
Ninguém fala a verdade quando é perguntado sobre "valores". Óbvio que não: seria como ficar nu em público. A tendência a projetar uma autoimagem de gigante ético é tão normal quanto cobrir as partes íntimas do corpo. É mais ou menos como se perguntar: é verdade que sua mãe é amante do vizinho? Ela é, mas você não vai contar.
Por exemplo, uma reunião de pais numa escola é um desfile de pessoas que são absolutamente seguras quanto aos "valores" que passam para os filhos. Mentira. Pura piada. Quando muito, os pais veem os filhos à noite. Só não terceirizam os filhos quem não tem dinheiro ou mulheres sem inquietações profissionais ou libertárias, ou seja, as "coitadas" que as outras acham que são "apenas mães".
Se dependesse desses "santos", o mundo já estaria salvo só de ouvi-los cantar o hino aos "valores de seus filhos". A vida cotidiana se dá aos pedaços, aos trancos e barrancos, com fragmentos de consciência e a custa de muito esforço. Ninguém sabe com certeza o que está fazendo, quando está fazendo, em meio a tudo que faz ao mesmo tempo, o tempo todo.
Enfim, suspeito que esse papo de "valores" serve para evitarmos falar de coisas mais sérias.
> Revolução sexual é puro marketing de comportamento.
outubro de 2009
> Artigos de Luiz Felipe Pondé.
domingo, 18 de outubro de 2009
McDonald’s terá de ressarcir R$ 200 milhões aos funcionários de SP
O juiz Homero Batista Mateus da Silva, da 88ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo, condenou a rede de fast food McDonald’s a reembolsar os seus funcionários em aproximadamente R$ 200 milhões.
Esse é o total que as lojas da rede de São Paulo deixaram de pagar aos seus funcionários. Cada funcionário tem o direito de receber R$ 14.700, em média.
Em 1996, a rede deixou de negociar o salário dos funcionários com Sinthoresp, tradicional sindicato de garçons, cozinheiros e empregados do setor hoteleiros, passando a se entender como Sindifast, que acabara de ser criado para representar os empregados de fast food.
A partir de então o piso dos funcionários da rede ficou abaixo do mercado, acumulando perdas.
O Sindifast foi criado por Ataíde Francisco de Morais (foto), 58, que ficou rico por intermédio da criação de sindicatos “alternativos”, sempre maleáveis nas negociações com os patrões. Ele é ligado à Força Sindical.
Hoje, de acordo com a revista Época, o patrimônio de Morais é composto, entre outros bens, por:
- A Pousada Solarium Beira Mar em Aquiraz (Ceará). Fica de frente para o mar e tem 18 suítes. Está em uma área de 1.852 metros quadrados e vale cerca de R$ 1,5 milhão.
- Uma mansão em um terreno de 465 metros quadrados no condomínio fechado Adalgisa, no Parque dos Príncipes, em Osasco. Seu valor está avaliado em R$ 1 milhão.
- Uma chácara em Juquitiba no interior de São Paulo.
- Uma casa em construção em Peruíbe, litoral de São Paulo, em terreno de 750 metros quadrados.
- Uma empresa de material de construção no Ceará.
Quem preside atualmente o Sindifast é o filho de Morais. Ou seja, é com ele que o McDonald’s acerta o reajuste salarial de seus funcionários.
Por ter apelado ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) contra a condenação, a rede fica desobrigada de ressarcir os funcionários enquanto não estiverem esgotados os recursos jurídicos. A sentença final poderá demorar anos para ser anunciada. Especialistas consultados pela revista acreditam o TRT vai confirmar a condenação.
O juiz Silva classificou o entendimento da McDonald’s com o sindicato do Morais como “insustentável”. Ressaltou que a lei não permite que o empregador escolha a entidade sindical para negociar o salário de seus funcionários.
“A McDonald’s agiu de forma temerária.”
| A pousada do sindicalista tem 18 suítes |
> Justiça condena McDonald’s por servir a funcionário McLanche.
setembro de 2009
> Casos de Justiça do Trabalho.
sábado, 17 de outubro de 2009
Ex-frei e agora evangélico afirma que o celibato não é bíblico
Fui por 15 anos frei franciscano. Hoje sou pastor evangélico, pertenço à igreja evangélica Assembleia de Deus.
Todo mundo fala sobre vocação, e ela existe, mas vem do alto, e, para tê-la, Deus impõe uma condição: "Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o Bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo os seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)....."
Está escrito na 1ª carta de Paulo a Timóteo, cap. 33 versos 1 ao 10.
E nada do que está escrito a Igreja católica pratica. Na realidade faz tudo ao contrário. A começar pela palavra padre, que significa pai.
Pela lei do homem, não falo, mas pela lei de Deus, sim, pois, para ser pai, é bíblico que o homem tenha a sua esposa, a começar por Adão e Eva, que celebraram o primeiro casamento, o qual a Igreja Católica não vive.
Eu continuo vivendo a minha vocação, o meu chamado para pregar a Palavra de Deus, numa igreja onde tenho a liberdade de ser pai e pastor de ovelhas e onde, através do meu filho, posso provar se sou digno ou não de tamanha responsabilidade.
Agora, a Bíblia condena o adultério, o sexo antes do casamento, a pedofilia, a idolatria, padres que têm filhos a escondida e não os assumem e depois querem ser melhor que o padre Osiel Luiz dos Santos, que resolveu assumir a postura da Bíblia, viver como a Bíblia manda. Pois ela é a boca de Deus que fala conosco.
[Casado e com cinco filhos, o padre Santos foi demitido pela igreja em novembro do ano passado.]
Santos, tenho orgulho de você e da atitude corajosa que assumiu, enquanto muitos se escondem atrás de uma batina para praticar atos terríveis contra Deus.
> Igreja demite padre casado que tem cinco filhos.
novembro de 2008
> A Bíblia e suas consequências para o mal.
> Casos de padre pedófilos. > Mais sobre a Bíblia.
Os sem religião saltam de 0,5% para 7,3% da população
do IHU Online
Com a tese "Os sem religião e a crise do pertencimento institucional no Brasil: o caso fluminense", Denise dos Santos Rodrigues dissecou, como nos disse, um grupo classificado como “sem religião” e, então, descobriu que, dentro dessa “categoria”, há pessoas com diferentes crenças, fé e representações de Deus, e outras que simplesmente que não têm relação com o transcendente, atéias e agnósticas. Nenhuma delas tem vínculos com religiões. “Encontrei uma série de pessoas que eram desconvertidas, que tinham tido alguma religião, mas romperam drasticamente com ela. Outras foram se desligando por falta de tempo, ainda outras não tiveram formação religiosa. Há ainda os buscadores, pessoas que ficam transitando entre um grupo e outro, o reflexo de um comportamento da nossa época. Identifiquei também aquelas que classifiquei como autênticas, pessoas que reivindicam uma forma particular de relação com o divino, elas dizem que têm sua própria religião.”
Ela é mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é professora ligada à prefeitura do Rio de Janeiro.
Entrevista.
Como você categoriza os “sem religião” em sua tese?
Os “sem religião” são uma categoria censitária que, até 1950, não era classificada pelo IBGE separadamente. Ela era misturada com as pessoas sem declaração de religião. Mas, quando se fala de “sem religião”, freqüentemente as pessoas pensam que essas são pessoas desprovidas de qualquer tipo de crença, um grupo de ateus. Isso pode ser acompanhando pela imprensa. Depois que essa categoria foi consolidada e começou a evoluir, saltando de 0,5% da população em 1960 para 7,3% no Censo 2000, crescendo ao lado dos evangélicos.
O panorama era o seguinte: com os católicos declinando, os evangélicos e os “sem religião” começaram a crescer. Quando se tem uma categoria que está em evidência e crescendo, ela chama a atenção. Só que a mídia e alguns pesquisadores começaram a interpretar os “sem religião” como o crescimento do ateísmo, o que não é verdade. Alguns estudiosos buscaram, principalmente na década de 1990, saber quem eram esses “sem religião” e concluíram que ali não estavam somente os ateus. Havia outros tipos também, só que ninguém dissecou essa categoria para entender realmente quem se encaixava como “sem religião”.
Fiz o seguinte: reclassifiquei os ateus e os agnósticos como indivíduos sem religiosidade, já que eles não têm nenhum vínculo com o transcendente, e os outros, que tinham esse vínculo, classifiquei como indivíduos com religiosidade. Este vínculo com o transcendente é o critério que separou os “sem religião” dentro da minha nova classificação. Dentro desse grupo, há de tudo, até judeus laicos se encontram dentro dos “sem religião”. Os judeus, segundo a classificação do IBGE, deveriam estar classificados dentro do grupo dos judeus. Porém, quando fiz o trabalho de campo da minha pesquisa, observei que existe um grupo de judeus chamado de judeus laicos. Estes judeus que se afastam do transcendente, mantendo o judaísmo simplesmente como um vínculo cultural. Mas não querem nenhuma referência religiosa, apenas cultural, como se fosse somente uma questão racial. Eles também estão engrossando esta categoria dos “sem religião”.
Além dessa classificação, ainda denominei desconvertidas aquelas que tinham tido alguma religião, mas romperam com ela. Outras classifiquei como desligadas, aquelas que foram se afastando por falta de tempo; ainda outras, as quais chamei de indiferentes, não tiveram formação religiosa. Há ainda os buscadores, pessoas que ficam transitando entre um grupo e outro, o reflexo de um comportamento da nossa época. E, por fim, classifiquei os autênticos, pessoas que reivindicam uma forma particular de relação com o divino, elas dizem que têm sua própria religião. Quando ser católico já não é mais obrigatório, se tem uma maior liberdade de transitar entre os bens religiosos. Resumindo, na minha tese, investiguei a categoria censitária dos “sem religião”, do IBGE, criei outra tipologia para ela e mostrei que ser “sem religião” não quer dizer unicamente descrença, mas, sobretudo desinstitucionalização religiosa.O sem religião é, antes de tudo, uma pessoa que não se encaixa dentro dos padrões religiosos convencionais. Não necessariamente ela é um descrente. Ela pode acreditar em uma força superior, pode acreditar em Deus à sua maneira. Sem religião não é sinônimo de ateísmo ou agnosticismo, Procuro deixar claro que o crescimento dos “sem religião” não é o crescimento do ateísmo, é o crescimento da desinstitucionalização religiosa, é a falta de vínculo com as instituições, a pessoa não quer estar atrelada às religiões e aos sistemas tradicionais religiosos.
Quem é Deus para esse grupo que você chama de sem-religião? Que características tem esse Deus?
Os sem religião sem religiosidade se afastam completamente da idéia de Deus. Mas os “sem religião” com religiosidade definem Deus como uma força superior, uma energia. Muitos criam uma teoria muito próxima daquelas da ciência. Acreditam que Deus é uma energia que está no ar, tem um pólo positivo e um negativo, e esta energia rege o universo. Mas essa força superior não está vinculada à noção cristã de Deus. Por isso, esse tipo de desvinculação institucional é marcada também pelo afastamento da idéia tradicional de Deus. Somente aqueles que vieram de formação evangélica ainda a mantêm, mas não querem vínculo com a instituição religiosa. Em geral, a maioria sustenta a idéia de Deus como uma força superior ou energia. Esse grupo se aproxima muito mais desses grupos da Nova Era, dos esotéricos, do que das ideias tradicionais.
Como você entende a necessidade de afastamento de Deus por parte dos ateus e essa nova compreensão da ideia de Deus que têm aqueles que o ressignificam?
Não são todos que se afastam de Deus, eles se afastam da noção tradicional de Deus, disseminada pelas instituições tradicionais religiosas. A maioria das pessoas é muito crítica às instituições. Elas são críticas porque atualmente há uma divulgação muito maior de informações. A todo o momento os bastidores das Igrejas vêm sendo revelados, acontecimentos com pessoas que compõem a hierarquia das religiões tradicionais vêm à tona na mídia. As pessoas vão absorvendo essas informações e vão se tornando cada vez mais críticas. Isto fora os livros, as outras fontes. Estas pessoas vão se desinteressando do vínculo com a instituição religiosa, não exatamente com Deus. Elas ressignificam Deus. Algumas delas, por exemplo, não falam que rezam, mas que conversam com Deus, percebe-se a mudança até na forma de se relacionar com o divino. Elas querem acreditar que possa existir alguma força que possa ajudá-las em algum momento, mas elas não querem mais aquela idéia que as instituições tradicionais vendem, até porque muitas delas estão toda hora na mídia, com membros acusados de pedofilia, por exemplo. As estruturas de algumas instituições estão em evidências, e as pessoas vão questionando.
Não podemos esquecer que este século XXI é marcado pela refletividade e, a partir do momento em que se vive em um Estado laico, onde a religião não é mais obrigatória, aumenta-se o questionamento, a liberdade de crítica e autonomia do indivíduo, e este vai se sentindo mais à vontade para criticar. Antigamente, revelar-se ateu ou agnóstico poderia se gerar certo desconforto, mas à medida que o tempo foi passando, as pessoas foram de acostumando com a idéia do Estado laico. Elas também foram tendo contato com outras crenças, não podemos esquecer que vivemos num país plural onde se pode ter contato com várias formas de religiosidade, e as pessoas se sentem livres para experimentar. Elas buscam a eficácia simbólica mais adequada às suas necessidades, o que dá mais efeito. Então, as pessoas se sentem mais livres para transitar, experimentar, circular e para ressignificar a relação com o transcendente.
Por que a senhora estudou o caso fluminense?
Estudei o caso fluminense porque o Rio de Janeiro é a cidade que tem o maior número de “sem religião”. O Sudeste é a região onde se tem o maior número de pessoas “sem religião”, embora essas pessoas estejam presentes no Brasil e no mundo inteiro. Os grupos religiosos variam de um lugar para outro. Convém ressaltar que existem países em que a religião não faz parte do recenseamento e, nesses países, as pesquisas ocorrem de outra forma. Nos países onde a questão da religião está dentro do recenseamento é possível analisar isso mais tranquilamente. O Rio de Janeiro é onde se tem o maior número de evangélicos também, então foi por isso que concentrei nessa região, para observar os contrastes. Em um Estado onde se tem um grupo católico muito forte, nem sempre se tem um grupo de “sem religião” muito forte.
O Rio de Janeiro é um lugar onde o neo-pentecostalismo, segundo alguns pesquisadores, vem crescendo. Esta afirmação é verdadeira?
Isto eu explico da seguinte forma. No Rio de Janeiro, se tem o declínio do catolicismo, o crescimento do neo-pentecostalismo e dos “sem religião”. Então esses “sem religião” podem ser originários de desconversões entre os evangélicos. Ou seja, a pessoa era católica, se converteu a uma denominação evangélica, mas não conseguiu seguir a denominação. Ao deixá-la, ela não irá voltar para o grupo católico depois de se desconverter do grupo evangélico, e acaba ficando “sem religião”. As desconversões dentro dos grupos evangélicos podem estar engrossando a categoria dos “sem religião”. Quando se observa também o mapa das religiões se vê que os “sem religião” não crescem somente nas áreas mais abastardas, de maior poder aquisitivo, mas também nas áreas periféricas, de menor poder aquisitivo. Nas áreas periféricas, é onde estão concentrado, também, os grupos evangélicos, e isso me leva a crer que uma parcela importante desses “sem religião” que estão nessas áreas são desconvertidos. Na minha pesquisa de campo, encontrei desconvertidos da Igreja Universal do Reino de Deus, da Assembléia de Deus, das Igrejas Batista e de outros grupos.
De que forma, em sua opinião, o confronto entre as religiões ditas tradicionais e as novas religiões influenciam no crescimento do número de pessoas que são definidas como “sem religião”?
Não sei se existe um confronto. Existe uma liberdade do indivíduo circular. Não há uma guerra instalada entre as religiões, existe é uma maior autonomia do indivíduo. O indivíduo circula, experimenta e migra. Há estudos do trânsito religioso que mostram que o grupo católico é um dos maiores doadores, considerados doadores universais. E há grupos classificados como receptores, e os “sem religião” e evangélicos são exemplos deles. Há pessoas que se desencantam, se desconvertem, e preferem não aderir a mais nenhuma instituição religiosa. É uma questão de pertencimento institucional. Confronto dá uma idéia de conflito, guerra, e não é isso. Os evangélicos, com grande visibilidade na mídia, são grupos de conversão de massa. O objetivo deles é obter o maior número de fiéis possível, elaborando estratégias para isso. Eles atraem fiéis, mas também perdem quando as pessoas se desencantam. Muitas não conseguem se adaptar às normas, às vezes muito rígidas, fazendo-as mudar seus estilos de vida. Então, saem e resolvem não aderir a religião nenhuma. Então, sim, existem conflitos internos, decepção com líderes religiosos e com os outros membros do grupo. Quando se vai analisar esse fluxo do crescimento de certos grupos há uma tendência a falar de uma competição, mas não há. Há pessoas transitando. Os censos são realizados a cada dez anos, o período em que se podem constatar as migrações e as movimentações populacionais e, assim, percebemos modificações. Não há um conflito, há uma liberdade, ainda mais em um país tão plural como o nosso. Há até uma teoria que diz haver uma orientalização do ocidente. Quando se passa a ter o movimento de importar valores que antigamente eram das culturas orientais para a ocidental. Refiro-me à adesão a práticas como a Yoga, o Tai Chi, a concepção de Deus como natureza. Em um país plural, absorver esses novos significados é muito mais fácil.
Em que medida essas pessoas sem religião refletem o tipo de sociedade que vivemos hoje?
Como eu disse, a sociedade que vivemos hoje é marcada pela reflexividade, a capacidade que se tem de reavaliar os valores e conteúdos já existentes. No Estado é laico as pessoas reivindicam a liberdade de culto e de expressão, é um grupo de liberdades que o indivíduo do século XXI não abre mão. Vive-se em uma sociedade livre, que reivindica seus direitos, sem recriminações, onde a religião se torna uma questão de escolha pessoal. É escolha, inclusive, revelar que tem uma religião ou não. Acho que os “sem religião” representam essa liberdade do indivíduo do século XXI. Os “sem religião” representam a coragem do indivíduo assumir que não quer ter uma religião, que se quer estabelecer uma relação com Deus sem um intermediário. Para que um padre ou pastor, se podemos nos comunicar diretamente com o nosso Deus? Assim pensam os “sem religião”.
Como se dá a questão da ética afastada de uma religião formal? Que tipo de ética se pode pensar a partir dessa noção de pessoas sem religião?
Não falamos de ética, falamos sobre liberdade. As pessoas estão livres para não ter nenhuma religião. Este fato não quer dizer que terão uma postura antiética. A pessoa pode ter uma excelente índole sem precisar de uma religião para orientá-la. Alguns entrevistados na pesquisa me responderam que a religião é boa para disciplinar, para nortear as pessoas. Eles falaram que algumas pessoas precisam de uma religião para ter bons valores. Se a pessoa acha que uma religião é o que vai ajudá-la a dar bons valores para seus filhos, ela pode dar uma orientação religiosa para o filho. Se ela acha que uma religião é o que vai ajudar a colocar a pessoa no caminho do bem, saber como se comportar em sociedade, dar o freio para estabelecer uma conduta harmônica, ela pode dar uma orientação religiosa, mas não necessariamente. Tem pessoas extremamente éticas que não possuem religião. Às vezes, todos esses valores estão dentro da própria pessoa ou da nova relação que ela estabeleça com o divino, sem a necessidade da presença de uma instituição religiosa.













